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quinta-feira, abril 17, 2014

A Branca de Neve e a maçã envenenada


A minha princesa pequenina, agora com três anos e meio, gosta muito da história da Cinderela. Frequentemente quer adormecer enquanto lhe conto a história. O problema é que agora, quando conto estas histórias, fico doida. Nem sei o que diga, tudo aquilo me parece impróprio. A criança ainda não tinha três anos e já queria que eu lhe contasse a história da Cinderela. Ora como se conta a uma quase bebé uma história que mete madrastas, irmãs pérfidas, carruagens puxadas a cavalos? No entanto, a ela nada disto parece atrapalhar. 

A Branca de Neve é outra. Bruxas, maçãs envenenadas? Como explicar o conceito a crianças que estão nos primórdios do conhecimento da natureza humana?

E depois os anõezinhos. A minha filha dizia meninos pequeninos para não se ver atrapalhada a explicar o conceito.

No outro dia, foram buscar um livro e já nem me lembro que história era, mas eram só termos desenquadrados dos tempos correntes, e maldade, coisas estranhas. Fui lendo devagar e fazendo a minha própria adaptação mas, às tantas, já tinha feito tantas adaptações que não conseguia manter o enredo. Então continuei, mas lendo tal e qual o que ali estava, perfídias, intrigas, traições. Pois bem, ouviam com atenção redobrada, sem se quedar a querer perceber o sentido, como se tudo aquilo fosse compreensível e lógico.

Não sei como explicar isto.

O que vos mostro aqui abaixo não sei bem se tem um nível etário alvo. O que sei é que, eu que tanto gosto de dança, fico encantada: a incompreensível mas medonha perversidade que nos invadia a imaginação infantil, aqui coreografada por Angelin Preljocaj com figurinos de Jean Paul Gaultier.



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