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terça-feira, março 19, 2024

Uns comentadores comentam o que diz o Ventura e o Marcelo, outros comentam o baptizado da neta do Castelo Branco e o Bruno de Carvalho responde à letra a um tal Miguel Azevedo - aparece de tudo um pouco.
Portanto, com vossa licença, opto por aqui trazer a subida do populismo explicada pelo S. Pappas

 

Entre assuntos burocráticos em que, como é costume alguém me liga e dá o assunto por acabado dizendo que falta ainda um outro papel (juro: hoje aconteceu outra vez!), e telefonemas exacerbados envolvendo um senhor das obras e as limitações existentes e tudo uma confusão pegada, eu só a querer paz e descanso e a falarem-me no tubo das águas pluviais e na prumada e em mais não sei o quê e o esgoto do outro lado e uma infiltração ou entupimento não sei onde, vá lá a gente entender alguma coisa, e, ainda, entre acabar um trabalho e deitar um olho ao que por aí se diz, pego no computador já perto da uma da manhã e sem cabeça para grandes divagações.

Apelo, pois, à vossa habitual condescendência.

Por entre votos perdidos, estragados, envelopados. desenvelopados e o diabo a quatro, continuamos sem saber como é que o sarilho arranjado pelo Marcelo vai acabar. Pelos vistos, ele também não e, por via das dúvidas, parece que também não se rala muito se não cumprir a Constituição. Eu, que não sou letrada em leis, só tenho para mim que, no meio da confusão, é prudente a gente agarrar-se a algumas bóias de salvação, a saber: a Constituição, as boas maneiras e o respeito pela inteligência dos outros.

Mas parece que, no meio da enxurrada populista, a malta já está toda numa de caguar para essas minudências.

Claro que também não consigo instruir-me com a chusma de comentadores que andam a dar à costa: raia miúda, carapauzinho pingão, de tudo aparece. É vê-los, com ar entendido, a dar lições de tudo o que calha. Política, Constituição, Fait-Divers a fazerem de conta que são História. Tudo. Ainda há pouco. 

Mas, ao fazer zapping para ver se fugia, à pressa, eis que, sem aviso prévio, me aparece a diva Castelo-Branco a arrastar a sua Senhora Dona Lady, depois os convidados a dizerem o que levavam vestido e que presentes iam dar à menina Constança, neta do avô que estava aperaltado na versão gaja produzida para baptizados. E no estúdio, como comentador, o Bruno de Carvalho, esgargalado e sem meias, a falar na qualidade de músico, compositor, letrista, produtor, cantor, ou seja, ecléctico artista do mundo do espectáculo. Portanto, I rest my case. Ou seja, santa paciência: aos costumes digo nada.

E, assim sendo, com a vossa licença que, desde já, agradeço, passo a palavra a Takis S. Pappas que até usa bonequinhos para a gente perceber melhor. Útil. Dá para pôr legendas em português. 

The rise of modern populism


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Um dia feliz

Saúde. Boa disposição. Paz.

segunda-feira, janeiro 03, 2022

A difícil vida dos escritores

 

Gostava muito de ver o filme de que abaixo mostro a apresentação. Não sei se vem para Portugal nem sei se ganharei confiança para me enfiar durante hora e tal numa sala fechada a respirar o ar saturado, expirado pelas outras pessoas. Claro que há que acreditar que os sistemas de climatização dos espaços públicos estão configurados e mantidos para não comportarem riscos para a saúde pública, em especial em época de contágios pelas vias respiratórias. Mas, ainda assim, como nas relações um pouco saturadas, acho que prefiro dar um tempo.

No entanto, confesso que, apesar do cheiro e do ruído mandibular associado às pipocas, ainda acho que há uma mística em assistir a filmes no escurinho da sala de cinema. Além disso, como frequentemente ia ver filmes que não atraíam muito público, era bafejada pela sorte de ter salas com pouca gente e, sobretudo, por partilhar o filme com gente silenciosa, respeitadora.

Seja como for, para garantir que o via, a verdade é que gostava que o filme passasse na Netflix ou na HBO. Tromperie|Deception

Gosto bastante da Léa Seidoux, em geral gosto de filmes franceses; e ser baseado numa obra de Philip Roth é um plus que não deve ser negligenciável.

Ao ver a apresentação, ocorreu-me que uma das dificuldades para quem tem uma vida sentimental e sexual muito movimentada e uma escrita confessional deverá ser o risco de reacção de quem se sente retratado e, para os que são casados, o receio de que o/as respectivo/as tentem tirar a limpo se o que é ali retratado tem fundo de verdade.

[Alimento a esperança de ainda vir a ter tempo para me dedicar, de alguma forma, à escrita. Se me puser a escrever memórias, creio que terei alguns episódios interessantes para reportar. Mas tenho para mim que mais do que apontamentos que possam ter algum interesse do ponto de vista da petite histoire associada à história dos dias, teriam graça os episódios anedóticos ou atrevidos. Mas... e se os envolvidos o lêem e não acham graça nenhuma? Perdoar-me-iam que os expusesse daquela forma?

Será mais seguro ficcionar. Mas como ficcionar na íntegra, escrever na base de uma imaginação bacteriologicamente pura, quando a vida é tão rica e supera em densidade, divertimento ou picante a ficção?]

E pode um escritor ficcionar uma história de adultério, descrevendo ao milímetro as aventuras, os cenários e os momentos de amor, sedução ou prazer, descrever os riscos incorridos, descrever as perplexidades, os sustos, descrever a adrenalina, descrever as combinações em segredo... e o cônjuge não desconfiar que aquilo não é ficção coisa nenhuma, que aquilo é confissão pura e dura?

E como reage um escritor quando é confrontado com essas desconfianças? Ou com acusações de deslealdade por parte de quem, em segredo, viveu esses amores encobertos?

Nega? Confessa? Pede desculpa? Ou, no íntimo, está-se nas tintas e quer é viver situações extremas para ter o que contar?

Tromperie | Deception (2021) | Realizado por Arnaud Desplechin
An American novelist living for a time in London converses with his wife, his mistress, and other female characters he may have dreamed up.
Arnaud Desplechin returns with a powerful, haunting story of sex and loyalty, love and deceit. Adapted from Pulitzer Prizewinner Philip Roth’s bold autobiographical novel exploring the world of adulterous intimacy.

E, ao que parece, Léa Seydoux, 36 anos, assina mais uma memorável representação.

Estou danadinha por vê-la a beijar as palavras

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Percebi que começaram os debates para as Legislativas. Não vi. Sei bem em quem vou votar. Não é com trocas de galhardetes em formato de condensado televisivo que vou mudar de opinião. 

Ao fazer zapping vi que começou outro Big Brother, desta vez com a Madame Brega in action, gritando como uma capada. Na sala das anedotas, um bando de gente de aspecto suspeito, incluindo o Bruno de Carvalho. Não conheci ninguém a não ser ele. Pelo aspecto do que vi, parece que sacaram um bando de desocupados nalguma casa de alterne. Curiosamente, parece que chamam a esta edição a dos Famosos. A TVI na sua trajectória descendente, a bater no fundo. 

Quanto aos outros canais não tenho ideia. Estive a ver a Terapia com o Gabriel Byrne (e daqui vai, de novo, o meu obrigada pela dica!). 

Não estamos a começar bem o ano, televisivamente falando.

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Desejo-vos uma boa segunda-feira

sábado, novembro 17, 2018

Fartinha, fartinha de aturar cenas do futebol (e-toupeiras e-vieiras, brunos e mustafás), ou de ouvir falar do iva civilizacional das touradas ou de ver casais à primeira vista com homens psicopáticos e mulheres maçadélicas... vou mas é fugir para as montanhas


O Bruno a rezar à janela e a sair da cadeia da polícia um homem novo, todo ele com um apaziguado olhar, um olhar novo, nem sei se até com um andar novo. Parece que dali vai direitinho para um mosteiro. O Mustafá a sair a cuspir chispas e fúrias, dentes já afastados para a labareda ser cuspida mais a preceito. Os comentadeiros rapidamente a fazerem a agulha das toupeiras para as ratazanas. E a May a fazer o pino na ponta da penca enquanto dança o samba de um ministro só. E o iva das touradas, esse tema fracturante, determinante, decisivo para o futuro do país. E o Daniel que parece psicopata e o Hugo que parece alucinado e o José Luís que se depila e a Graça que não são conforma por ele não dar uso à pila. Um tédio. Não encontro nada que me prenda na televisão, tudo me faz ficar a modos que impaciente.
É certo que tenho andado a esforçar-me e o post abaixo, escrito sob influência do Santa, é bem prova disso. Mas ainda tenho um longo caminho a percorrer. Ainda me falta muita paciênciazinha. 
Entretanto, enquanto não me atiro ao tapete, resolvi fazer zapping e, depois de novelas e futebóis e discussões sobre temas absurdos, fui parar a um programa bombástico. É na Sic Radical e uma menina alemã vai escolher um parceiro a partir da apreciação de candidatos nus. Parece-me uma boa opção. Em abstracto. Estive a olhar com atenção a ver qual é que eu escolheria. Decisivamente não um que tinha um piercing onde não lembra ao diabo.
Bem, confesso. Também não teve grande graça. Ou se depilavam ou eram esquisitos. O primeiro que ela despachou era uma coisa estranha. Na volta os outros também seriam. Ná. Nem pensar.
Portanto, fiz zapping outra vez. Expresso da Meia-Noite: jornalistas a cavaquearem com jornalistas, armados em entendidos, donos da verdade, ar superior. Mas superiores a quem, caneco? Não se enxergam. E é que nem ponta de graça. Aposto que nem piercing nem tatuagem têm. Só a Marina, ali, é que dizia coisas minimamente acertadas mas, ainda assim, tudo muito previsível, tudo déjà-vu. Uma seca. Uma tourada. Uma coisa com um i-valor acrescentado inspiracional pequenino, pequenino.

Portanto, pensando melhor, vou mas é esquecer a televisão e ou faço tapetes ou vou para as montanhas. É que farta, farta, fartinha de lérias banais e fúteis. Sou pessoa de altas filosofias, de pensamentos da fundura. Mas só me aparecem rasteirices, gentinhas, coisinhas. Fartinha disso. Tão fartinha que até as calças se me escorrem anca abaixo.


[E vou já avisando que isto pode não ficar por aqui]

E queiram fazer o favor de ir ver as boas ideias que a Santa UJM vos trouxe no post abaixo.

quinta-feira, agosto 16, 2018

Alguém mande o Eduardo Barroso acalmar-se, se faz favor, antes que lhe dê outra...!


Para além do mais parece não estar grande coisa da cabeça... Que exaltação é esta? Ainda defende o Bruno de Carvalho... Mas que conversa mais tresloucada é esta, senhor...? Já arfa, já está sem fôlego. E isto mal se restabeleceu de um enfarte. Oh pá, tirem o homem daqui.

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Uffff. Já acabou e tenho impressão que não lhe deu nada. Vá lá...! Um trangomango em directo era mesmo só o que nos faltava. Fogo. O futebol dá cabo do miolo a toda a gente, credo. O Pedro Mourinho a querer que ele se calasse, que já tinham excedido o tempo, e ele pimba, pimba, pimba, num excitex. Todos amigos dele, ele amigos de todos e mais o Varandas, e mais o Marta Soares e mais o Sousa Cintra e este, aquele e o outro, e as mensagens e os telefonemas e as conversas. E, no fim, arfando, agradeceu por lhe terem dado oportunidade para mostrar que está em forma. Bolas, bolas, bolas.

Só espero é que, da próxima que o convidem, o façam emborcar antes um lexotan e um chá de tília e o mantenham monitorizado para lhe cortarem o pio mal as pulsações disparem.

Não estou para isto. Fogo. Até fiquei enervada com a performance do homem.

E, no entretanto, aqui ao lado, o meu marido só dizia: 'O gajo é maluco, pá.' e, logo depois, 'O gajo é maluco, pá.'. Também me ficou a parecer que sim. A televisão agora é só disto. Caneco.

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Já agora, para quem não acompanhe estas novelas macacas do Sporting

Memorabilia




segunda-feira, junho 25, 2018

Bruno de Carvalho, a Mary Roach do nosso futebol...?


Nunca se deve menosprezar a poder de ataque, de desestabilização, de destruição e de infecção de um maluco.

Sei do que falo. Durante meses, vi-me e desejei-me para lidar com uma maluca.

A criatura não dava uma para a caixa mas achava-se a maior; na verdade, dizia-se brilhante, ameaçava quem se atrevia a duvidar do seu brilho, quase não dormia, fazia compulsivamente coisas estranhas, aparecia onde não era esperada, portava-se descaradamente, dizia-se perseguida.

Para além disso, ofendia e caluniava os que achava que a queriam prejudicar. E umas vezes mostrava-se agressiva, mas de uma forma inquietantemente destemida, outras vezes aparecia eufórica, como que querendo demonstrar que nada a afectava, que era superior a tudo. Outros dias aparecia mansinha, coitadinha, vítima inocente de quem, incompreensivelmente, lhe queria mal.

Por vezes, para me autotranquilizar, eu pensava que aquilo teria um fim, que ela não aguentaria durante muito mais tempo aquela pressão, que haveria de quebrar, cansar-se, tratar-se, dar descanso.

Mas não. Nunca se cansou, nunca abrandou, nunca ganhou juízo. Nunca. Uma resistência que eu nunca tinha visto.

Uma resistência e um tormento que ninguém merece e que não desejo ao meu pior inimigo.
Não que tenha inimigos. Mas, por exemplo, não desejo o convívio com um psicopata deste calibre nem ao Passos Coelho nem à Miss Swaps. Isto só para verem que é mau, muito mau. 
Lidar com um maluco num estado avançado é terrível, tira-nos do sossego, chegamos a um ponto em que já não sabemos como agir, em que começamos a perceber que a coisa pode ter consequências sérias, em que quase nos assustamos. Se aconselhamos a que se tratem, quase nos comem vivos, como se lhes tivessemos feito a pior das ofensas e quase como se os malucos fossemos nós. 

No caso de que falo, teve que haver um afastamento quase coercivo embora, por comiseração, se tenha agido como se fosse outra coisa, como se estivessemos a arranjar-lhe uma alternativa extraordinária.

Qualquer pessoa no seu perfeito juízo teria percebido e situação e saído airosamente, agradecendo a generosidade da ajuda que estava a receber. Mas não. Armou um cagarim como não há memória. Vitimizou-se, contou histórias a meio mundo, distorceu a realidade como não se acharia possível. Felizmente já não tenho que conviver com a pessoa mas, se calha vê-la, percebo que, finalmente, deve andar medicada mas que ainda está muito longe de estar bem e que uma recaída pode estar para acontecer a qualquer momento. 

De cada vez que vejo as atitudes do Bruno de Carvalho parece que estou a vê-la a ela. Não sei que tipo de psicopatia é esta mas que é uma psicopatia séria não tenho dúvidas.

Um maluco neste estado avançado não tem mão nas suas atitudes, é gente que não quer saber de coerência, de falar verdade, de respeito pelos outros, é gente que já nada receia, que chegou a um ponto em que nada tem a perder, é tudo na base da fuga para a frente, que tão depressa apelam ao choradinho e à autocomiseração, como lançam calúnias, acusações ou instigam ao ódio. É gente que pode ser perigosa. É gente que não conhece limites.

A Mary Roach é outra que tal mas em versão artística. Vejam-na e constatem as analogias com o desvairado Bruno de Carvalho. Só que o Bruno já a ultrapassou, já chegou àquele ponto em que, como venho dizendo há que tempos, só lá vai com camisa de forças -- ao passo que esta apenas deve incomodar quem tem que a ouvir.


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Cá para mim, acagaçado com o que aí vem a nível da justiça e sem fonte de rendimento, a atitude que ocorre à cabeça tresloucada do Bruno é fazer de conta que o Sporting não vai passar sem ele. E como há malucos que vão em todas, ainda vai ter alguns apoiantes.


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Tudo isto poderia ter graça. O pior é que estamos a falar de tragédias pessoais e as tragédias pessoais, como é sabido, volta e meia arrastam outras pessoas e causam sérios danos.

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sábado, junho 16, 2018

Rescaldo do jogo Ronaldo-Espanha com uma anedota, duas fotografias malucas e um momento musical à laia de tremoços


Estou de volta. Já fomos jantar fora e dar um beijinho e um presente a uma aniversariante e, agora, de novo, na sala. O meu marido, como habitualmente, vê os momentos mais relevantes do jogo.

Não percebendo eu grande coisa de futebol, quando me ponho a ver, nos momentos decisivos, gosto de estar de pé a viver intensamente o momento. Assim foi há bocado, depois do 3º de Espanha, quando vi a coisa mal parada. Sofro com estas coisas. O meu marido nem se mexe, deitado no sofá, vociferando de vez em quando, mas num estado de concentração como se se estivesse a preparar para marcar um penalti. Eu, em contrapartida, de pé, a cantar 'vamos lá cambada, todos à molhada, isto é futebol total' e a vibrar e a sofrer e a saltar.


O que gostei de ver o Ronaldo a concentrar-se para a jogada que deu o 3º... Uma coisa quase sobrenatural. Todos os seus tendões, todos os seus músculos, toda a sua respiração, todo o seu corpo e alma naquele olhar cego de guerreiro que se prepara para vencer mais uma batalha. Uma coisa do além. E a precisão daquele pontapé... Uma coisa extraordinária. É preciso um fabuloso conhecimento empírico do que é o cálculo vectorial cinético e a termodinâmica do binómio pessoa-bola para fazer uma tal proeza. Fiquei vidrada na transcendência daquele momento. Acresce que, com o cabelo bem aparadinho, até perde um bocado aquele ar meio chunga que me obriga a desconcentrar-me dos seus méritos. Assim, normalzinho e bonito como agora está, consigo focar-me, por inteiro, na sua soberba sinergia entre a musculatura, a perícia e a energia instantânea. Penso que é a uma tal capacidade de total e exclusiva entrega ao momento que, por aí, se chama mindfulness.
[Bolas, bolas, bolas: a comentar assim o futebol ainda faço concorrência ao Rogério Casanova, essa intrigante criatura com que eu, não sei bem porquê, secretamente engraço]
Adiante.


Enquanto eu louvo vibrantemente aquele 3º golo do Ronaldo, o meu marido, sempre contido, põe-se a dizer que o 2º foi frango do guarda-redes espanhol. Tenho que mostrar o meu desagrado: se não achou excepcional o 2º, pois que se concentre nos que achou excepcionais. Diz-me que o Ronaldo não faz outra coisa senão jogar futebol. Tive outra vez que dizer que o Ronaldo como todos os outros, só que os outros não têm aquele superlativo grau de perícia. Diz que sim, que Ronaldo é bom. Acrescenta: muito bom. Dito por ele e neste tom de voz, confirmo: Ronaldo é, pois, mesmo muito bom já que elogios fáceis ou adjectivos entusiásticos não abundam aqui deste lado. 

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Entretanto, o meu marido adormeceu e eu para lá caminho. Portanto, se me permitem a preguiça, vou dar uma nova volta a mails transactos. 

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Para começar, uma fotografia enviada pelo querido Eugénio que é de uma simpatia inexcedível.


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E agora uma anedota também enviada pelo Eugénio que, se ele não me levar a mal, vou enfeitar com uma fotografia que descobri da enfermeira Antonieta.
O Maneli, alentejano de gema, adormeceu na praia sob um sol escaldante e sofreu graves queimaduras nas pernas.  Foi transportado para o hospital de Beja, com a pele completamente vermelha, cheio de bolhas, e as dores eram horríveis. Qualquer coisa que lhe tocasse na pele ... era a mais completa agonia!  
O médico, um alentejano de Serpa, foi ver o Maneli e prescreveu que lhe fosse administrado soro, por via intravenosa, um sedativo leve e 3 comprimidos de Viagra de 8 em 8 horas. 
Antonieta, a enfermeira de serviço também ela alentejana, da Vidigueira, completamente boquiaberta perguntou: 
- Oh Doutori, vomecê desculpe ... mas vomecê receitou Viagra ?!!! 
Responde o médico: 
- Si senhora, recetê Viagra e muito bêm. 
A Antonieta volta a perguntar: 
- Mas atão pra que serve ao Maneli o Viagra nas condições em quele tá? 
Ao que o médico respondeu: 
- Atão nã se tá memo a vere ? É prós lençóis nã tocarem nas quêmaduras das pernas !!!
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E, agora, vamos lá cambada, vamos ensaiar para cantarmos, em coro, na próxima jogatana da nossa rapaziada!

Bora lá fazer coro com o José Esteves.


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E agora salut! À vossa!

sexta-feira, junho 15, 2018

Se isto se prolongar muito mais, de onde virá o dinheiro necessário para fazer face às despesas fixas do Sporting?
Pergunto.


Há pouco, à revelia do meu marido, quando o apanhei pelas costas, espreitei a conferência de imprensa de Bruno de Carvalho, talvez a sua última. Um louco a desafiar o destino. Não percebeu que o seu tempo acabou e que ele próprio se encarregou de esvaziar o reservatórios de últimas oportunidades. Ao seu lado, um zombie com ar de pobre coitado que não tem onde cair morto e, do outro, o comentador que antes pensei que fosse um homem com bom senso e que agora deu em porta-voz do maluco. Ambos mudos e quedos enquanto o doido ia perorando naquela sua voz alucinada que não prenuncia nada de bom. Tenho ideia que apenas a SIC estava a transmitir aquela demonstração de loucura.

E eu, tal como no início disto, o que me ocorre é que, a arrastar-se este carnaval, não faltará muito para que os funcionários daquela empresa deixem de receber ordenados (incluindo os desportistas que vivem do que recebem do clube) ou para que os compromissos junto dos fornecedores deixem de ser honrados.

Os nossos jornalistas, que são capazes de estar, durante horas, a transmitir estes longos monólogos do doido varrido, parecem incapazes de ver dois palmos à frente do nariz e dá ideia que não percebem o descalabro que pode estar prestes a acontecer.

Com um rombo nos activos, com a credibilidade nula, imagino que os bancos não vão poder acudir. A emissão de obrigações foi abortada e, do que se sabe, a tesouraria estará no vermelho. Portanto, imagino o desequilíbrio que já aí estará à espreita e sem se perceber que a mão que o poderá travar. 

Por curiosidade cá minha, gostava de saber qual o volume fixo de despesa que o Sporting tem todos os meses (entre pagamentos de salários, encargos sociais, impostos, contratos de manutençao ou outras prestações de serviços indispensáveis) e de ver uma demonstração da origem dos fundos para fazer face a esses compromissos. Gostava. 

Em vez da coboiada que a comunicação social gosta de explorar e das tricas e retricas que são exploradas até à náusea, não seria interessante perceber quantos postos de trabalho podem estar em causa, quantas instalações podem ter que ser fechadas, etc?

E nem estou a entrar em linha de conta com a outra bomba cujo rastilho pode estar a arder devagarinho: aquilo da corrupção, aquilo dos milhares em dinheiro no gabinete do adjunto do ex-Presidente do Sporting, essas coisas nefastas que, a provarem-se, podem ter implicações que ainda mais rapidamente poderão empurrar o Sporting ribanceira abaixo. Porque, se isso entrar na equação, o buraco pode muito bem ser ainda mais tenebroso.

Digo eu. Ou melhor: temo eu. Mas, admito, posso estar a ser, simplesmente, pessimista.

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Para este post não ser um mero enunciado de uma preocupação que talvez seja infundada, juntei-lhe uns pós de Rothko (por acaso, da fase sombria) e nem sei porquê o Portugal do O'Neill, aquele tal que
se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!


terça-feira, junho 12, 2018

Ocorre-me que algumas das cenas deste vídeo poderiam inspirar alguém na resolução do salsifré armado pelo Senhor Presidente Bruno de Carvalho


Aqui em casa há uma pessoa que se recusa a ouvir o Bruno de Carvalho quando ele resolve dar uma das suas espirituosas conferências de imprensa. E essa pessoa não sou eu.

Confesso: há uma tal tresloucura nas desatitudes do dito Senhor Despresidente que começo a querer ouvi-lo e vê-lo para tentar perceber como desfunciona aquela descabeça. Mas não consigo, não me deixam. Sportinguista de gema, o meu marido sofre com a destruição a que se está a assistir, não quer ser testemunha, zanga-se comigo, quase como se achasse que eu, por querer ver, estivesse a acobertar o maluco.

Não sei como argumentar, falham-me as razões, fico calada, só peço: 'Deixa lá ver'. Mas ele insurge-se, caça-me o comando, diz que era o que faltava.

No breve instante em que consegui espreitar a dita desconferêntica,  um jornalista fazia uma pergunta qualquer ao doido em questão e, para meu espanto, tratou-o por Senhor Presidente. E o doido percebeu que era com ele e respondeu. Se fosse eu ali, na qualidade de jornalista, iria fantasiada, endiabrada, talvez feita Paula Bobone ou José Castelo-Branco, e teria começado a pergunta com um tratamento do género: 'Sinhô Macaquinho Chinfrinateiro' ou 'Senhor Patatiti-Patatá Xiripitatatatá' ou 'Doutô Porcalhinho Roncadô' ou 'Doutô Pirilouco Xexeco' completando, então, com: '... já reparou que tem um olho cor de rosa e outro amarelo às pintinhas e um rabo de macaco pelado que aparece debaixo da sua saia rodada que tem um lagarto pintado?'. A ver como ele reagia. E se ele ficasse despreplexizado, avançaria com outra: 'O que tem a dizer do facto da pomba do Espírito Santo agora andar com a cara do Jorge Jesus e querer andar sempre aninhada no refego do seu prénis?'

Não sei se ele perceberia o alcance profundo e metafísico da coisa. E de cada vez que a bestiúncula criatutura pretendesse levantar descabebelo, avançaria, inquisitorial: 'Marquês, Sinhô, Baronês, Comandante-Marinhês dizei: se os jogadores todos baterem com a porta e o Sporting ficar vazio, roído, sem folhos nem refolhos, nem cobres nem desgarantias, o que fará Vossa Luminosa Eminência?'

E completaria: 'Faz uma plástica para ficar igual à Dona Valério e passa o resto dos seus dias, nu, pintado de verde, escarranchado a cavalo no leão, a cantar o fado com a pomba Jesusa ao ombro? É isso, Sinhô Doutô Burrô Pirilouco? É isso que Vossa Porcalhota Desparda Eminência vai fazer quando o seu ex-verde clube estiver a arder? É, ó Sinhô Baboseirinhas Caloteirão?'

E tantas deste calibre lhe perguntaria que o Sinhô Presisiden Brunô haveria de fugir dali a setenta e sete despés, com medo da minha desloucucura. 

Ou isso ou, então, os senhores veneradores grandes jornalistas ensaiarem um número idêntico à cena inicial deste vídeo.

Mas atenção: eu disse 'ensaiarem'. Ou seja, coisa a fingir, claro. Não sou de incitar. Só um cheirinho de susto, mesmo na base da brincadeirinha, sustinho bobo. Como aqueles meninos do coro que foram a Alcochete só para conversarem com o saudoso Jesus.



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É que, se não se atalhar a desprogressão tresloucural, na próxima conferência marada, ainda teremos o bom do Bruno a fazer um número idêntico ao do abaixo Reverendo.

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Isso é o quê, ó Senhor Presidente, é cucu duduro?

quinta-feira, maio 24, 2018

Bruno de Carvalho está em directo a mostrar que não está bom da cabeça.
Não me admirava nada que entrassem uns quantos a enfiar-lhe uma camisa de forças


O meu marido não quer ver. Acha degradante. Não quer assistir à miséria que ali está. Eu quero ver. Não sei porquê mas quero. Sempre senti curiosidade em perceber os confins, os labirintos e os alçapões da mente humana. Gostava de ter sido psiquiatra mas não consegui coragem para estudar medicina, ver mortos e tudo isso que sempre me assustou. Depois queria ser psicóloga mas não havia muitos cursos e parece que não eram reconhecidos, acho. Portanto, fiz a agulha e fui numa direcção completamente inesperada.


Mas, adiante que isso não vem ao acaso.


Não sei o que revelaria um exame neurológico, um tac, uma ressonância, uma coisa assim à cabeça deste marau que ali está com cara de doido varrido. Mas forçosamente revelaria que há ali muitos bocadinhos de miolos feitos num oito. Fusíveis fundidos, neurónios empecilhados, buracos negros, ratoeitas, janelas partidas, portas arrombadas. Um desastre, em suma..

E ao lado dele tem um senhor com um ar meio enfiado, meio de fuínha. Havia dantes uns desenhos animados em que um pássaro era igual ao senhor que ali está a fazer figura de corpo presente.

Interrogo-me: como é que alguma vez alguma pessoa inteligente conseguiu deixar-se enganar por um maluco destes? Ou o futebol tem mesmo o condão de dar um nó cego nos neurónios e nas sinapses de qualquer adepto?

Já agora, Leitor (que deve ficar azul quando eu escrevo barbaridades que envolvem a mente como, por exemplo, aquilo que hoje escrevi) enviou-me os Estatutos do Sporting. Partilho convosco.

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Esta cegada que se está a viver no Sporting, cá para mim, só vai ter fim quando ele for preso e, também cá para mim, só ainda o não deve ter sido porque o Super-Judge Alex deve andar com mais do que fazer. Mas pronto, isto não deve ficar nos autos porque não tem qualquer fundamento, é apenas uma intuição cá minha. Bem intuição é como quem diz porque acho que toda a gente pensa como eu uma vez que me parece provável que muitos indícios vão ter até ele.

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E sai um bailinho mandado para animar

No inferno estarei em boa companhia

[The death south]


sexta-feira, maio 18, 2018

Bruno de Carvalho à beira do precipício.
Miguel Relvas responsável pela área de política e sustentabilidade de empresa especializada em blockchain


Enquanto as televisões, todas contentes,
- contentes como madeireiros incendiários depois dos incêndios --
esfregam as mãos com directos e mais directos, reportagens e comentários a granel sobre a hecatombe a que se assiste no Sporting,  espreito os jornais online.

Saí de casa muito cedo e cheguei muito tarde e, durante o dia, não consegui saber do que se passava. Soube agora que o doido varrido diz que vai processar meio mundo e parece que só o Marcelo é que escapa. Com o Sporting a arder, este outro incendiário continua sem perceber que o seu fim já chegou. Está numa de fuga para a frente mas à sua frente já só há o abismo e parece que só ele é que ainda não percebeu isso. Não vai ser bonito de ver.

Do que leio e vejo na televisão, só me fica perplexidade. Uma instituição com a história e prestígio do Sporting desfaz-se desta maneira...? Violência, suspeitas de corrupção... Um concentrado de vergonha.

O espírito sportinguista pode manter-se mas, financeiramente, a queda pode acontecer e pode não haver condições para o que quer que seja. E não nos esqueçamos da muita gente que trabalha lá, funcionários, desportistas. Como tenho vindo a dizer, é minha séria opinião que, ou alguém muito urgentemente se chega à frente e agarra aquilo, ou podemos estar em presença de uma implosão.

Com tanto jurista ligado ao Sporting, alguém há-de saber quais os mecanismos para afastar o Bruno de Carvalho (que só pode estar com algum problema que lhe afecta o intelecto porque uma pessoa normal não faria o que ele está a fazer) e como se pode evitar a derrocada que pode acontecer se esta crise se prolongar. 

Estou agora a ver esse tal André Geraldes a sair do tribunal com a cartilha lida. Acusado de uma data de crimes. Cara de rapazola. Outro que tal. Como é possível que tanta gente inteligente tenha apoiado esta tropa fandanga? Isso é que me deixa banzada.

Nisto da corrupção, certamente com telefones sob escuta e tal e coisa, não me espantaria que o próximo a ser chamado à pedra fosse o Bruno de Carvalho. E deve ser por saber (ou temer) isso que ele também deve estar nesta espiral de loucura. 

Entretanto, estando com um olho no burro e outro no cigano, li outra notícia extraordinária. Transcrevo do DN:
Miguel Relvas, ex-ministro e antigo secretário-geral do PSD, tem um novo cargo na empresa norte-americana Dorae. O português é o responsável pela área de política e sustentabilidade da empresa especializada em blockchain, tecnologia que serve de base para criar moedas digitais como a bitcoin, para cadeias de fornecimento. (...)
A empresa norte-americana foi fundada em 2014 para desenvolver blockchain e inteligência artificial. Tem escritórios em Silicon Valley, na Califórnia, nas Ilhas Caimão e Londres.
Pasmo. Pasmo. Pasmo. O Vai-Estudar-ó-Relvas na Inteligência Artificial? Não pode ser... Numa empresa em que um dos três escritóros é nas Ilhas Caimão? Uma empresa ligada a bitcoins? 

Please. Belisquem-me. Segurem-me no queixo. Please. Poupem-me. Só falta que ainda nos apareça armado em candidato a sucessor do Bruno. Teria graça. (Sem ter graça nenhuma, claro)

O mundo está outra vez a andar para trás e de patas para o ar. Caneco.

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Para ajudar à minha incompreensão, acabo de saber que Graces Jones faz amanhã 70 anos. É o cúmulo. 70 anos?! Dá para acreditar? Não. Não dá. Não é possível.


quinta-feira, maio 17, 2018

Sporting: será desta que Ricciardi vai chegar-se à frente?
E com Marcelo e Ferro Rodrigues e tudo o que é gente decente a tomarem posição da forma explícita como o estão a fazer, o que é que ainda passa pela cabeça tresloucada de Bruno de Carvalho?


Quando me interrogava, perante uma bateria de sportinguistas ferrenhos, sobre a razão de um energúmeno como Bruno de Carvalho conseguir tantos apoios, a resposta sempre foi a mesma: saneou aquilo, tirou as contas do vermelho, etc, etc. Não gostavam do estilo mas apreciavam a sua acção saneadora sobre o Sporting e era quase como se o tolerassem por acharem que alguma gratidão lhe era devida. 

Céptica como sou, em especial quando me vejo perante criaturas aberrantes, sempre apresentei as minhas dúvidas. Alguém que não ele o terá feito, dizia eu. O meu marido, que também nunca suportou a estupidez galopante da criatura, dizia-me: Ricciardi. E eu, na minha cabeça, encaixei que o Ricciardi era bem menino para fazer a gestão financeira daquilo. Aliás, fazer não, que Ricciardi é de manobrar e não, propriamente, de meter a mão na massa (literalmente falando) -- e é natural que assim seja. Agora, vendo-a na SIC N, a minha opinião reforça-se. Qual Bruno de Carvalho, qual carapuça. Não é um troglodita como Bruno de Carvalho que tem mão para fazer gestão que se veja. Nunca foi. Ricciardi ou outros que tais mas não Bruno de Carvalho.

Quanto a tudo o mais que se vai sabendo, a minha estupefacção vai em crescendo. E vai em crescendo não pelas alarvidades daquele doente porque ela é e sempre foi pública e notória mas por tanta gente, que considero razoavelmente inteligente, o ter apoiado até há tão pouco tempo.

Sempre achei que quem se mete com malucos tarde ou cedo é vitíma deles. É o que está a acontecer: um doido varrido à solta. Não seria grave se estivesse num pátio do Júlio de Matos. Mas não, está ali perto mas do outro lado, em Alvalade, num lugar onde as suas maluquices têm forte impacto financeiro, social e emocional.

Quanto ao resto, mantenho: a situação não se resolve com Assembleias Gerais convocadas pela Direcção e a decorrerem em registo de alvoroço. Qual quê. A situação resolve-se apenas com Bruno de Carvalho fora de jogo. Se ele não sair a bem, que o empurrem de lá para fora e que avancem, desde já, outros. A situação é de emergência e não afecta apenas o Sporting, nem destrói apenas a credibilidade e a sustentabilidade do clube. Afecta o futebol em geral e afecta a reputação do País. Os danos reputacionais de uma situação destas são incalculáveis.

Alguém que se chegue à frente e pegue nas rédeas daquilo. E proibam-no de se aproximar de Alvalade, de Alcochete, dos autocarros onde viajarem os jogadores, dos hotéis onde os jogadores se alojem. Olhem, arranjem maneira de lhe enfiarem uma camisa de forças. Não seria mal pensado.

quarta-feira, maio 16, 2018

Volto a perguntar: de que é que os Sportinguistas estão à espera para correrem com o Bruno de Carvalho?


O estilo arruaceiro num infantilóide narcisista e a falta de vergonha num bronco desprovido de estrutura intelectual e emocional só podia dar nisto. Uma vergonha. Um dia triste para o futebol, para o desporto e para o país. Para o Sporting, então, é um dia de vexame e de luto. E, espero bem, também o dia de perceberem que nunca é bom compactuar com o rebotalho.

terça-feira, maio 15, 2018

Shortinhos amarelos.
Malhando na passadeira.
As mais recentes gémeas separadas à nascença.


Juro que vinha com boas intenções. Ia falar de coisa séria. Tanta coisa séria por aí, né? E isto para não falar nuns e noutros bocadinhos de literatura que tenho aqui para partilhar. Ando com esta, dos bocadinhos, na manga e parece que nunca mais é o dia, há sempre alguma coisa que me desvia dos bons caminhos que gostava de conseguir trilhar.

Mas, ao vir para casa, sintonizei na TSF e era Bruno de Carvalho para aqui, Jorge Jesus para acolá e tudo na base da palhaçada, coisa de dar agonia. Chego a casa e a palhaçada continuava na televisão. Mal tinha acabado de escrever o post abaixo, recebi um mail de um sportinguista cujo conteúdo transcrevi, sem ter como validar se é tudo garantidamente verdade mas que, dado o seu autor ser pessoa que bebe do fino e sabe do que fala, arrisquei. Pasmei com o que ele me dizia mas pasmei ainda mais por ainda me pasmar com este mundo-under-dog que é o mundo do futebol. A seguir fui espreitar os onlines e não é que vi que, noutro canal, dois iam andando à batatada...? Um tal Pina e um tal Guerra. Um fuzué de criar bicho. Digam-me: não é mesmo o que eu disse no post abaixo...? Parece que neste mundo do futebol é tudo gente doida, cada um pior que o outro. Apre. Arre burro. Chiça penico.

Então, com isto tudo, parece que fiquei de miolo mole. Também não é preciso muito, reconheço. Mas prontos. Aliás, agora que falo de miolo lembro-me também que tinha uma coisa para contar, uma coisa envolvendo miolo de caracol, coisa altamente científica, a meter genética e tudo, coisa em bom. Pela descrição pode parecer que não mas, believe me, o tema é do caraças. Mas acho que aqui ficaria meio babado, meio poluído, e não merece. Por isso, fica para outro dia, um dia não contaminado pelo esférico entre as quatro linhas e respectivas derivadas..

Hoje fico-me, apenas, pelo que recebi por mail. Presentinhos sorridentes. E, tal como faria se recebesse um bolinho gulosinho, partilho-o aqui com os meus Leitores. Espero que gostem.

O tema é a vida saudável. Ciclismo. Passadeira. Tudo a favor de um corpinho bem feito. Podem imitar que só vos faz bem.

O shortinho amarelinho


A seguir a passadeira em duas velocidades


E, finalmente, as mais recentes gémeas separadas à nascença:

Assunção Cristas e Netta Barzilai

Primeiro na virginal versão long hair in white 


E agora na versão cabelinho, bochechinhas, narizinho e dentinhos


E, finalmente, na versão galináceo a dar às asinhas, 
ora na Eurovisão (a primeira) ora no Parlamento (a segunda)


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E, hoje, como avisei, não passa disto. Lamento.

Caso lhe apeteça, Caro Leitor, um banho de imersão na so called banhada do Brunocas & Jesus, queira, por favor, descer até ao post seguinte. Não se recomenda mas, enfim, há gostos para tudo.

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Bruno de Carvalho: de que é que os sportinguistas estão à espera para correrem com a criatura?
Em actualização -- com comentários de dois Leitores


Caneco. Nem percebo nem gosto de futebol. Ou a Selecção está a jogar alguma partida decisiva e, aí, talvez eu consiga manter-me concentrada durante todo o jogo, mesmo não percebendo muita coisa ou está quieto. Não consigo. Distraio-me. Desligo.  

E se cá por casa e arredores se aprecia futebol. Olhem, ainda ontem à tarde, quando fui a casa do meu filho, já o do meio estava de boné com a pala para trás e cachecol do Benfica, a postos em frente da televisão e a chamar pelo pai. E, por volta das seis, já o meu filho me dizia que ou eu ficava lá ou saía porque o jogo estava a começar e ele não ia poder estar com despedidas depois do jogo começar. E os outros também igualmente vidrados no futebol, só que um no Sporting e outro agora no Porto. Mal entraram cá em casa, quiseram logo saber o paradeiro da bola de espuma para se porem a jogar futebol na sala. E, aqui na sala, não só jogos, resumos e até peixeiradas em forma de comentários (como neste preciso momento, na SIC N). Intragável.

Portanto, apesar de, por osmose, poder já estar douta na matéria a verdade é que, felizmente, me mantenho ignorante.

E é do alto da minha ignorância que afirmo: esta gente do futebol, dirigentes, comentadores doentes de clubite, claques e gente do milieu é tudo farinha do mesmo saco. Passados da cabeça, gente com gavetas e alçapões secretos, gente cheia de truques e esquemas. Mas apesar de ser tudo igual, a verdade, verdadinha, é que nunca vi coisa mais parva que este Bruno de Carvalho.

O que faz é inqualificável. Não se percebe se quer prejudicar o Sporting, se quer envergonhar os Sportinguistas. Ou se é, pura e simplesmente, um tipo que não atina. 

E só pasmo é por nos dias de hoje, com tantos anos de civilização que a humanidade tem obrigação de ter adquirido, ainda se admitir que uma instituição desportiva com um longo historial e supostamente bem frequentada, seja dirigida por um troglodita imaturo, um rapazola mal amanhado, um chico esperto encruado, uma coisa que não tem nem cu, nem pé nem bico. Pasmo, pá. Pasmo mesmo.

Não haverá nenhuma alminha sportinguista que se encha de brios e dê um passo em frente? Poças, pá. Alguém que se ofereça para ir para lá a ver se a malta corre de vez com aquela criatura, pá. Não se aguenta isto. Sempre casos, sempre palhaçadas, sempre crises, sempre boataria. Não se aguenta. Não há nenhum homem feito no Sporting para resolver isto?!


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Entretanto, recebi um mail que me permito transcrever tal e qual me chegou (e só espero que seja verdade porque não gosto de estar a espalhar boatos). Mas como quem me escreveu é pessoa sempre bem informada, arrisco:
Embora concorde consigo no que respeita ao Bruno de Carvalho, convém não esquecer o essencial, não confundir a nuvem por Juno, ou seja, por muito caricato que esse imbecil seja, o caso do Benfica é MUITO mais grave. É um caso PENAL. De Tribunal. Do Ministério Público. O Patife do L.F. Vieira, o assaltante de camiões - foi acusado e preso nos anos 80 por roubar camiões - cometeu um sem número de crimes, desde manipulação de jogos, corrompendo árbitros depois de os chantagear, houve jogos que chegaram a ter 8 e 9 minutos de prolongamento (!!!!!) e depois lá vinha um golo, ou penalty a favor do Benfica. E foi assim que aqueles escroques chegaram onde chegaram e conseguiram o 2º lugar. O Benfica deveria sofrer o mesmo castigo que o Juventus aqui há uns 3 anos, quando foi mandado para a 2ª Divisão (hoje 2ª Liga, apalermadamente). Deveria descer de divisão e ali ter o justo castigo pelas porcarias que fez este ano (e nos aoutros, embora só agora, este ano, se fale disso). Hoje o Benfica é uma montra de corrupção. Nem mais, nem menos! 
Daí que, o tolo do BdC seja um "anjolas" ao lado do gangster do Vieira do Benfica.
É o que eu digo: este mundo do futebol é de susto. Puxa. Será que em todos os países também é esta indigência?

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Entretanto, porque sou adepta do contraditório, transcrevo um outro mail, de Leitora que muito admiro, jurista de mão cheia (e registo a curiosidade já que o Leitor autor do que acima transcrevi é igualmente um reputado jurista).
Só para lhe deixar a nota que o SCP marcou um golo no 9º minuto do tempo de compensação de 4 (4!) minutos concedido pelo árbitro. Houve paragem de cerca de minuto e meio, pelo que, no máximo, o jogo deveria ter terminado aos 6 minutos, nunca 9. 
https://desporto.sapo.pt/futebol/primeira-liga/artigos/tondela-1-2-sporting-coates-teve-pulmao-para-100-minutos-de-joao-capela
Isto para lhe dizer que o e-mail que transcreveu ontem no blog é de um nível muito baixinho, se me permite a ousadia. Muito emotivo e pouco factual (embora acredite que venha de pessoa decente, mas no futebol todos temos aí 3% de Bruno de Carvalho...).  Nem sequer pretendo entrar em discussões, seja sobre prolongamentos ou corrupções, pois hoje em dia já não ponho as mãos no fogo por ninguém. No entanto, acho que não podemos defender uma coisa quando o tema arrasta as nossas emoções para um lado, por exemplo quanto à presunção de inocência do Sócrates, e defender outra quando não nos apetece. Por isso, até haver provas mais sérias, dou o benefício da dúvida ao Sporting no caso hoje vindo a público relativo ao andebol/modalidades. As gravações podem não ser mais do que um tipo qualquer a falar sozinho para um gravador que vendeu por meia dúzia de tostões as gravações ao CM. Ou podem ser algo muito sério. Já nem me pronuncio.
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Tudo tristemente premonitório da vergonha de hoje em Alcochete 

quarta-feira, abril 11, 2018

Que é feito do egocêntrico trauliteiro que pôs o País inteiro a desejar vê-lo pelas costas...?
Bem... o País inteiro talvez não.
Os do outro lado da 2ª Circular devem estar a esfregar as mãos de contentes.



É um não-problema quando comparado com os verdadeiros problemas. Mas é daqueles um fait-divers que, de tão insólito e estúpido, desperta a atenção até dos mais indiferentes. Dá vontade de parodiar. E dá vontade de pensar: como é que tanta gente supostamente inteligente se deixa levar nas cantigas de uma criatura tão bacoca e ordinária a ponto de votarem nele e, mesmo depois de verem do que a casa gasta, continuarem a apoiá-lo?

Sei a resposta que costumam dar: a situação financeira do clube melhorou e tal e coisa.

Não me parece razão: um troglodita daqueles não deve ser desculpado de modo algum. 

Mas essa da coisa financeira por acaso ainda gostava de perceber. Seja o que for que tenha acontecido não foi, de certeza, obra dele. Tem lá um bom director financeiro? Talvez. Não faço ideia. Mas, para além da gestão da coisa, há aquilo daquele sujeito de aspecto sinistro que já lá meteu não sei quantos milhões. 20 milhões aqui e mais 20 milhões ali. A troco de quê? Como? Em que condições? E não me venham com milagres: uma nova emissão obrigacionista para conseguirem fazer face ao serviço da dívida e mais não sei o quê...? Dívida para pagar dívida. Nada de mais. Business as usual. Mas , então, aquilo, afinal, não está a nadar em dinheiro...? 

Ok. Estamos falados. Um dia destes ainda vamos saber afinal como é que é.

Entretanto, agora que parece que apagou a conta do Facebook (terá mesmo...?), deve estar a expressar o seu doentio egocentrismo de outra forma qualquer. Quiçá a pintar o seu auto-retrato.


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Ilustrações de Marco Melgrati

segunda-feira, abril 09, 2018

Que lingerie vestir?
Esta...? Talvez.
Ou esta...? Talvez... talvez.
Ou, antes, esta...? Talvez, talvez, talvez.


Costumo escolher a minha roupa de véspera porque, de manhã, com pouco tempo, se desatino é um ver se te avias a escolher e a rejeitar toilettes. Preciso de tempo pois tudo tem que fazer pendant. Se penso que vou de claro, a lingerie tem que ser clara. Se a blusa é em tons de encarnado ou bordeaux, o soutien tem que ser no tom. Portanto, se penso que aquela blusa não, o mais provável é que tenha que mudar tudo e, às tantas, tenho que vestir-me e despir-me de alto a baixo até a coisa ficar a gosto. E ver o tempo a escoar-se e eu naquilo é enervante. Não dá.

Assim, de véspera, sem stress, escolho a blusinha, o top para vestir por baixo caso o decote seja excessivamente pronunciado ou se a blusa for fininha demais, as calças ou a saia a condizer ou a contrastar, o conjunto de lingerie a preceito, o colar, os brincos, o anel.

Coisa de coquette, bem sei. Sou.

Quando era miúda, os meus pais contrariavam-me, diziam que eu ainda não tinha idade para. Mas a coisa era forte, coisa de ADN, e eu reincidia. Mas era uma luta. Portanto, mal me vi com idade para, nunca mais dei descanso. Feminina até à raiz dos cabelos e em todas as manifestações da feminilidade, até nestes sinais exteriores.

E assim aconteceu hoje.

Acresce que.

Para não ver e ouvir comentários sobre a suspensão dos jogadores do Sporting e os absurdos posts no Facebook, a patética dor nas costas e a ridícula conferência de imprensa do troglodita Bruno de Carvalho, estive no meu boudoir, nas calminhas, fazendo tempo, desfrutando o gosto de estar neste meu mundinho bom, quase vitoriano, cheio de frou-frous, sedas e rendas, a arrumar a minha roupinha, a escolher o modelito de amanhã e etc.

Agora aqui regressada, convencida eu que o tema burlesco já se tinha esgotado, constato com desagrado que não senhor. Não se esgotou. A criatura ainda aqui está, baboseirando em directo, provocando, trumpizando o futebol português. E o meu marido, em vez de fazer zapping, está a dizer, com asco na voz, que 'este gajo á muita estúpido' -- mas mantém-se a ver. Um sportinguista é isto: gente nascida para sofrer. Ao princípio dizia que estava com esperança que o troglodita se fosse demitir. Agora acho que está apenas perplexo, quase paralisado a ver esta anormalidade.

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Mas voltemos, então, ao muito relevante tema da indecisão na escolha das toilettes

Halie Loren - Perhaps, perhaps, perhaps


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sábado, abril 07, 2018

Bruno de Carvalho e a suspensão dos jogadores do Sporting via Facebook.
[Um festim - a mãe de todas as maluquices do troglodita do Sporting são verdadeiro milho para as galinhas comentadeiras que pululam nas televisivas]


Cá em casa o coração veste-se de verde e tudo se perdoa ao Sporting. Mas não se suportam as tristes figuras do seu presidente. Um troglodita. Um ser intelectual, emocional e socialmente pouco desenvolvido. Uma coisa mal educada, mal acabada. Uma coisa sem maneiras. 

Interrogo-me como suportarão a sua vivência quotidiana os pobres coitados que têm que lidar de perto com esta fraca figura.

O meu marido encolhe os ombros e diz-me: 'No futebol as coisas não funcionam num registo de racionalidade'. Mas, ainda assim, qualquer pessoa com dois dedos de testa que tenha que conviver com esta criatura deve sofrer à brava. O meu marido diz: uma besta. E eu nem isso consigo achar, acho que Bruno de Carvalho está abaixo de besta. 

Acho que saíu antes de tempo da linha evolutiva que conduziu ao género humano tal como hoje nos conhecemos.





Ou seja, saíu a meio da viagem abaixo e, portanto,  mantem-se ao nível dos dois camaradas aqui de cima