Não sou nem pretendo ser uma sabichona e, pior do que isso, de vez em quando sinto que devo andar fora deste mundo desconhecendo o que toda a gente está farta de saber.
Mas pronto, agora já sei quem é Marie Kondo. Volta e meia, nas Madames Figaros e Vogues desta vida via referências ao método Kondo mas a desatenção e as pressas habituais sempre me impediram de investigar. Até que, surpreendentemente, Mr. X trouxe Marie Kondo à colação. Aí, obviamente, não pude manter-me no desinteresse.
Mas pronto, agora já sei quem é Marie Kondo. Volta e meia, nas Madames Figaros e Vogues desta vida via referências ao método Kondo mas a desatenção e as pressas habituais sempre me impediram de investigar. Até que, surpreendentemente, Mr. X trouxe Marie Kondo à colação. Aí, obviamente, não pude manter-me no desinteresse.
Num dos dias em que estava a aprender como a técnica dos origamis pode aplicar-se às cuecas ou às meias, a minha nora enviou-me uma sms a sugerir-me que visse uma série no Netflix, Tidying Up With Marie Kondo. Não tenho Netflix mas assinalei a coincidência: estava justamente a ver vídeos no Youtube. Disse-lhe que ainda estava a tentar perceber se aquilo não é mais uma das tretas que vira moda até porque a dita senhorita Kondo, pelos vistos, achava que só se devem conservar os livros que trazem alegria. Ora os livros são objectos sagrados. A minha nora respondeu-me que, por ela, livros e fotografias não deitava fora mas que não tinha sentimentos em relação à roupa.
Eu não sou despojada, tenho sentimentos em relação a quase tudo. Não sou de deitar fora com facilidade pois posso usar roupa com muitos anos (assim me sirva). E tenho objectozinhos que vêm desde o princípio dos tempos. Afeiçoo-me às coisas.
Mas a verdade é que estou desejando ter tempo para organizar o meu closet. Aquela coisa de arrumar tudo em tijolinhos parece-me boa ideia. Não sei se cada tijolinho me dará felicidade mas acredito que olhar para um gavetão super arrumadinho me alegrará bastante. Por exemplo, adoraria ter as minhas echarpes assim arrumadinhas, organizadinhas. Encontrá-las e estarem lisinhas, prontas a usar, é um desafio.
Imagino que seja uma alegria idêntica a olhar para as minhas estantes assim como estão agora, arrumadas. Pode parecer estúpido dizer isto mas a verdade é que fico satisfeita quando faço arrumações e vejo o produto final.Infelizmente nem tão cedo terei tempo para me atirar à revolução que sinto que é necessária nas minhas gavetas.
E agora podem rir-se de mim à vontade. Lá virá o Leitor mauzão chamar-me dondoca, lá haverá quem assinale que o meu mal é não saber os gregos clássicos na língual original -- essas verdades irrefutáveis que, na volta, explicam que eu, perante o que aprendi do método da Marie Kondo, em vez de a banir do meu radar esteja aqui a confessar que estou com vontade de ir arrumar o meu roupeiro e adjacências. Mais: sou até capaz de reconhecer que há coisas que posso deitar fora.
Spring Cleaning Queen Says Being Tidy Is About 'Joy'
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