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sexta-feira, setembro 18, 2026

Existem duas competências chave para o Montenegro escolher ministros - humildade virtual e burrice intrínseca
-- A palavra ao meu marido --

 

O ministro estrela do Montenegro, também conhecido por Fernando Alexandre, anteriormente alvo das maiores loas por tudo o que é comentador é o exemplo acabado deste perfil. Faz-se de humilde e não aprende com os erros, o que é um dos maiores apanágios dos verdadeiramente burros. Para uma área em que, lembro-me bem, o Montenegro dizia na campanha eleitoral que tudo se podia resolver facilmente com uma melhor gestão, escolheu um sujeito que não percebia nada de educação mas que tem a mania que é o maior. Vem o Fernando e conseguiu estragar o que corria bem, atirar-se de cabeça para a trapalhada e fazer estragos que nunca tinham acontecido com ministros anteriores. O Fernando conseguiu, porque acha que ele "é que sabe", originar desigualdades nas colocações no ensino superior, o que nunca tinha ocorrido e não colocar centenas de alunos porque destruiu a estrutura do ministério. Paralelamente as escolas continuam sem professores, os alunos sem aulas e as condições de muitas escolas degradaram-se a olhos vistos. E o que faz o Fernando?  Culpa tudo e todos e, num pseudo acto de contrição, pede desculpa. Logo os comentadores mais próximos lhe perdoam porque o tipo afinal é humilde. De facto, qualquer pessoa com apenas um dedo de testa percebe que humildade não é uma valência do Fernando. Já quanto a burrice... só um tipo sem grandes dotes cognitivos conseguia fazer tanta asneira em tão pouco tempo. Portanto, neste caso o Montenegro esteve quase a acertar. Escolheu para ministro um tipo arrogante que se faz passar por humilde e cujos dotes cognitivos são parcos. 

Outro exemplo acabado é a Ana Paula Martins. Passa a vida a dizer que está tudo mal e, às vezes, que ainda vai ficar pior. Portanto, é humilde -- e bate todos os recordes de falta de dotes cognitivos. Só uma pessoa com enorme falta de dotes cognitivos conseguia fazer chegar o SNS ao estado que chegou. Mais uma com o perfil adequado.

Claro que nem todos os ministros se podem gabar de ter este perfil. 

Uma exceção clara era o Neves quando ainda achava que era o "maior da Cantareira"; mas, vai pelo bom caminho. Já revela aquela pseudo humildade que caracteriza outros ministros do governo e na audição parlamentar até reconheceu que tinha cometido erros, mas claro, segundo ele, coisa pouca. No caso das capacidades cognitivas estamos conversados. Só um tipo pouco esperto pode julgar que engana tudo e todos com patranhas. 

Relativamente a outros ministros é difícil perceber se cumprem ou não integralmente as competências chave. Raramente dão um ar da sua graça. 

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Só um aparte:, quem seguramente não é humilde é a Ângela Silva. Utilizar exatamente as mesmas técnicas que o Chega, para não deixar falar o José Luís Carneiro revela uma arrogância insuportável. Claro que na SIC cada um faz os fretes que quer, e defende quem lhe apetece desde que não seja de esquerda. Ter esta criatura viperina horas e horas como comentadora e entrevistadora na SIC revela bem com que linhas se cose a linha editorial desta estação de televisão. 

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E vivam os burros, em especial os que, ainda por cima, são humildes.

quinta-feira, setembro 17, 2026

Ângela Silva: mal educada, sectária, antipática, ou, simplesmente, má jornalista...?
Pergunto a propósito da desastrada (pseudo)entrevista que fez a José Luís Carneiro

 

Em seu tempo conhecida como a 'Fonte de Belém em 2ª mão' (escuso de dizer que de Marcelo se dizia ser a verdadeira Fonte de Belém), Ângela Silva parece mover-se por afinidades e pancadas e não pelo brio ou rigor jornalístico. Dela não conheço -- ou, pelo menos, disso não me lembro -- uma entrevista que desse gosto ouvir ou que tenha ficado para referência futura. Não tem profundidade, não tem argúcia, e é condescendente com quem gosta e quezilenta com quem não é do seu agrado.

A entrevista que ela, o Bernardo Ferrão e o Paulo Baldaia fizeram esta 4ª feira, na Sic N, ao José Luís Carneiro bem pode ser usada nas aulas de Jornalismo para ilustrar o que é uma não-entrevista, ou melhor, para ilustrar como não deve ser conduzida uma entrevista -- muito devido à sua intervenção.

Foi mal educada, falando por cima do entrevistado, não o deixando concluir os raciocínios, interrompendo-o com outros assuntos, fazendo trejeitos e mostrando uma antipatia que uma pessoa com um mínimo de boas maneiras não faz, pelo menos em público e, muito menos, com um convidado. E com uma cara de raiva que constrangia. As narinas abriam-se mais do que o costume, quase parecia que ia deitar fogo e fumaça por elas de tal forma parecia descontrolada. 

Senti-me incomodada. O José Luís Carneiro foi convidado para estar ali. Supostamente queriam ouvir o que ele tinha para dizer. Mas Ângela Silva não: não queria ouvi-lo, não queria que ele falasse. Por duas vezes, José Luís Carneiro teve que chamar-lhe a atenção, sempre de forma afável e paciente. Não sei como conseguiu manter a bonomia apesar dos atropelos sistemáticos dela.

Aquilo que se ensina às crianças de não falar por cima dos outros, de esperar que a pessoa acabe para então falar, pelos vistos ninguém ensinou à Sra. Silva. Custou-me a assistir àquela grosseira falta de educação. Felizmente àquela hora as crianças já estão a dormir e nem é programa que costumem ver, mas, de qualquer forma, é recomendação que aqui deixo: quando Ângela Silva estiver numa de tentar destruir um entrevistado, retirem as vossas crianças da sala porque o que vai acontecer é uma avalanche de provas de má educação a que as crianças devem ser poupadas não vão achar que é normal alguém portar-se daquela maneira.

Depois de ser chamada à atenção pelo José Luís Carneiro, a senhora ficou ainda pior, passou a demonstrar rancor, já não conseguia conter-se, afogueada -- e a falta de educação tornou-se ainda mais gritante, já era uma coisa quase irracional. Dir-se-ia que estivesse ela em cima de um tractor e o José Luís Carneiro correria sérios riscos.

Quem esteve mais normal, isto é, mais jornalista foi o Paulo Baldaia. Perguntou, ouviu a resposta, contra-perguntou. Tudo na decência, tudo num registo civilizado. 

O Bernardo Ferrão, entalado entre o Paulo Baldaia e certamente incomodado com o indecoro da Ângela Silva, mostrou-se periclitante, sem encontrar o registo adequado. Via-se que queria ser jornalista mas deve ter pensado que se o mostrasse, deixava a Sra. Silva isolada, ainda mais exposta na sua investida desencabrestada contra o José Luís Carneiro. Por isso, com ar atrapalhado, lá foi fazendo perguntas das quais não rezará a história.

A Sic tem alguns problemas com os seus jornalistas e comentadores. Alguns jornalistas não o são na verdade, são gente de claques, gente que demonstra ter uma agenda própria, vão para as entrevistas ora para bajular os entrevistados do coração, ora para cair em cima, à bofetada e ao pontapé, àqueles que não são da sua afinidade política. Dos comentadores nem me apetece falar. Não sei onde recrutam alguma daquela maltosa que por lá aparece e que me obriga a fugir a sete pés.

Enfim. Bem poderiam aprender com o Anderson Cooper ou com a Christiane Amanpour, só para citar dois.

Quem esteve bem foi José Luís Carneiro. Um senhor. Mostrando-se conhecedor de todas as matérias, com ideias concretas e propósitos bem definidos, conseguiu manter a serenidade apesar do destratamento de que foi alvo. É preciso estofo e fibra para se ser político nos dias que correm. Percebe-se que poucos dos verdadeiros políticos estejam para aturar coisas destas. 

Não nos admiremos pois que o palco vá sendo aberto a artistas de stand up, a arruaceiros, a trauliteiros, a aldrabões. A Comunicação Social tem muita responsabilidade na degradação da democracia, na deterioração do nível intelectual e humano das figuras públicas.

sexta-feira, junho 14, 2013

Susana Gaspar, soprano portuguesa, é uma das 20 candidatas a 'melhor cantor lírico do mundo', escolhida entre 400 candidatos. E que dizer da também extraordinária Ângela Silva, soprano por quem tenho particular admiração? Grandes vozes, grandes intérpretes!





 Susana Gaspar aqui interpretando interpreta Bodas de Fígaro de Mozart.

No domingo actua já este domingo no BBC Cardiff Singer of the World 


¨¨
Mas eu gosto também muito muito desta fantástica cantora. Emociona-me. Acho que tem uma candura intrínseca, uma energia que vem da sua formidável inocência. Não sei dizer.


Ângela Silva interpreta Oh mio babbino caro de Puccini