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quarta-feira, agosto 28, 2024

Paulo Raimundo e Hugo Soares, irmãos ideológicos...?
Entre Trump e Kamala, quer o Narizinho Raimundo quer o Inteligente Soares sentem-se incapazes de escolher... Está certo.
Estão bem um para outro, não estão...?

[Como não há muito mais a dizer sobre a acefalia dos meninos, vou antes dar a receita do meu entrecosto no forno]

 

Tive cá pessoal, dia bom, bom. Clima ameno, o silêncio muito apreciado, peace and love. Estou é cada vez mais pequenina. Não que isso me incomode, é mera constatação. Já brincam, chamam-me mini-avozinha. Para falar com dois deles já tenho que olhar para cima. Brincam, agacham-se para eu não me sentir diminuída. E, pela idade que têm, ainda com muito para crescer, qualquer dia pegam em mim e põem-me às cavalitas.

Tirando isso, posso acrescentar que fiz entrecosto no forno. É sempre uma aposta segura.

Não tem muito que se lhe diga mas calha bem para um post de silly season. Fiz assim:

Forno a bombar ao máximo, duzentos e tais graus, uns minutos antes. 

Enquanto isso, num tabuleiro de ir ao forno, o maior possível, coloco: azeite, bué alhos, uma cebolona gigante aos bocados, orégãos, alecrim, pedras de sal. Por cima, os pedações de entrecosto (não piano,  mesmo entrecosto), mais umas pedritas de sal. Polvilhei com pimentão doce em pó. E mais: um big molho de salsa aos bocados, louro, mais azeite, meia cerveja. Depois de estar assim um pouco, rodei os pedaços para ficassem irmãmente besuntados.

Levei, então, ao forno e, nessa altura baixei para os 170º. E assim ficou.

De vez em quando, rodei os pedaços de entrecosto.

No entretanto, mais perto da carne estar macia por dentro e tostadinha por fora, cozi batata doce da variedade cor de laranja e batata normal, tudo aos pedaços. Naturalmente, com um pouco de sal.

Quando estavam cozidas, desliguei. Escorri. Quando vi que a carninha já estava a ficar boa mas era para ser comidinha, afastei os bocados de carne para abrir alas para las potatoes.

Meanwhile, tinha feito arroz basmati. Antes que estivesse seco, tirei do lume. Pus um fio de azeite e misturei. Coloquei num tabuleiro de ir ao forno, tirei umas colheradas de molho do tabuleiro da carne e espalhei por cima do arroz. 

Tirei o tabuleiro da carne, com las patatas, para ficar cá fora a descansar. E coloquei no forno o tabuleiro do arroz a secar e doirar ligeiramente.

Antes de tirar o tabuleiro do arroz, o meu marido colocou por cima fatias de pão de Rio Maior, lo mejor. Ficaram quentinhas e com as côdeas crocantes.

Servi com salada completa: alface, cenoura e beterraba raladas, acelgas e mais outra coisa qualquer.

E só não digo que o pessoal gostou (e eu também gostei) para a invejosa e o comichoso do costume não virem para aqui largar as bocas foleiras do costume.

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Quanto ao Sarrafeiro Soares e ao Fofo Raimundo não há nada a fazer. O que têm na cabeça não lhes dá para mais mas a gente não deve gozar com pessoas assim, coitadas, se calhar não têm culpa.

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E agora, para algo um pouco diferente, que entrem os meninos que gostam de dar um pezinho de dança para ver se trazem algum movimento:

Play | Alexander Ekman & Ballet de l'Opéra de Paris 


Saúde e alegria

Dias felizes a todos

quinta-feira, outubro 04, 2018

#Philonomist.em.português.já!



Como agir quando somos a raposa no meio dos lobos? 
Num meio hostil deveremos recorrer a Maquiavel? 
O que fazer em relação ao efeito Matilde? 
As start-ups mantêm-nos na fase oral? 
O que é a destruição criativa?


Tudo magnas questões que o site Philonomist aborda, a bem de um funcionamento informado das empresas. 

Lançado no início deste mês a partir do Philomag, o Philosophie Magazine, o site visa levar a filosofia ao dia a dia das situações vividas nas empresas. Do que por lá veraneei, tenho a dizer que fiquei com pena de não ter a subscrição pois só se consegue ver uma parte de cada texto. O site é bilingue, em francês e inglês, e eu acho que deveriam acrescentar o português. Os temas parecem ser tão criativos, divertidos e oportunos que penso que o site em Portugal (e restantes países da lusofonia) teria imensa saída. É que a ideia parece-me mesmo inovadora, inesperada.

Quem não vive dentro de uma empresa pode não perceber a relevância de um site que discuta ou, pelo menos, aborde alguns temas numa perspectiva filosófica. Filosófica ou arraçada de filosófica. Para o meio empresarial vai dar ao mesmo. 

Não quero ser injusta, carregando na dose de ironia, pois o que não falta, imagino que, em especial nos grandes grupos, é gente informada, bem pensante e com sentido de humor. Isto para além dos figurões, caniches, zombies, apertadinhos, agarradinhos, divas, flausinas, faunos e demais fauna, claro. Só que, no decorrer dos dias, a mediania, o cinzentismo, os jogos palacianos e os pequenos poderes acabam por envolver com uma subtil capa tudo o que mexe. Portanto, não era mal pensado pôr a malta a reflectir. Nem que só um poucochinho.

É que ver gente a pensar é um grande acontecimento. 
Juro. Ia adorar assistir.


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Como não vou pôr-me, agora, a transcrever uma mescla de textos do dito site -- pois, em francês ou inglês, para quem não seja dado às bilínguas, a coisa pode ser maçadora -- fico-me por aqui. É tarde.

Mas, para que não venham pedir de volta o dinheiro do bilhete por acharem que assim não vale, que assim é coisa poucachinha, deixo-vos com um bailado que é de se lhe tirar o chapeau. Vejam, por favor.


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E queiram, por favor, descer para verem a beleza das mulheres embelezadas com a técnica do Kintsugi

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sexta-feira, maio 08, 2015

Aquele que chamam Amor que dizem que é um rapaz ceguinho



Sem chão


- Maravilhado estou, senhor, da desenvoltura de Altisidora, a donzela, a donzela da duquesa: bravamente a deve ter ferida e trespassada aquele que chamam Amor que dizem que é um rapaz ceguinho que, com estar rameloso ou, por melhor dizer, sem vista, toma por alvo um coração, por pequeno que seja, nele acerta e trespassa-o de parte a parte com suas flechas. Ouvi dizer também que na vergonha e recato das donzelas perdem a ponta e se embotam as amorosas setas, mas nesta Altisidora mais parece que se aguçam que embotam.

- Adverte, Sancho - disse Dom Quixote -, que o amor nem olha a respeitos nem guarda termos de razão em seus discursos, e tem a mesma condição que a morte, que tanto acomete os altos alcáceres dos reis como as humildes choças dos pastores, e quando toma inteira possessão de uma alma, o primeiro que faz é tirar-lhe o temor e a vergonha; e, assim, sem ela declarou Altisidora seus desejos, que engendraram em meu peito antes confusão que mágoa.



Haut vol


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Pela segunda vez aqui, dois bailarinos da Paris Opera Ballet, Léonore Baulac e Allister Madin, dançam no telhado do Palais Garnier. Uma coreagrafia de Benjamin Millepied e uma realização de Louis de Caunes.

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Permitam que vos convide a descer para verem os três posts que se seguem. Para todos os gostos (digo eu)

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela, bela sexta-feira. 

Be happy.