Mostrar mensagens com a etiqueta Ongoing. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ongoing. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O fim dos feriados mas não do orgulho de ser português; a política financeira e as dramáticas consequências; Portugal e o euro; Jorge Silva Carvalho ex-expião, ex-ongoing; os Monthy Python e as fotografias de Bettina Rheims


Ora deixa cá ver sobre o que é que eu vou escrever hoje…



 Ora bem...

1. Sobre o fim dos dois feriados escolhidos pelo nosso fantástico governo – o  1º de Dezembro, dia da Restauração da Independência, e o 5 de Outubro, dia da Implantação da República – tenho a dizer que não me espanta. 

Duvido que o Coelho Doce, o Sonso Gaspar, o Alvy del Nata e o Rasteiro Relvas saibam o significado desses dias. História, patriotismo, orgulho nacional, valores democráticos, e outras mariquices do género, cá para mim, é coisa que não lhes assiste. 


Cá para mim, quando se encontram para tratar do futuro do País, é tudo na base do ‘vão trabalhar malandros!’ e, a seguir, vão para a troika, mascarados de meninos marrõezinhos ou cãezinhos amestrados, e, no meio de dedinhos no ar e béu-béus à mistura, devem dizer ‘agora vamos acabar com estes dois feriados e quando já nem se lembrarem que são portugueses acabamos com o resto, e até com o descanso ao domingo, contem connosco. Béu-béu’.


2. Claro que nada disto resolve coisa nenhuma porque em casa desgovernada, tudo o que seja feito ad hoc, descontextualizadamente, sem nenhuma estratégia de desenvolvimento por trás, é o mesmo que nada. Portugal, no que se refere a feriados está em linha com os restantes países europeus e não é por reduzir 2 feriados que o país se vai tornar competitivo. Poupem-nos. 

O País está num desgoverno que assusta, o desemprego a disparar, e o Governo, em vez de atender ao problema sério que existe, entretém-se a brincar às guerrinhas parvas, desatando aos tiros na História. 

Hoje ia no carro à hora de almoço e ouvi uma notícia na TSF - o Governo tinha reconhecido o estado de emergência no sector da construção civil, tinha ido de encontro ao pedido das empresas. Respirei. Até que enfim vão fazer qualquer coisa, pensei. Mas logo a seguir veio o balde de água fria. A vontade que iam fazer era, afinal, deixar as empresas despedir trabalhadores para além dos limites estabelecidos por lei. Despejar trabalhadores borda fora, é isto que o Governo vai permitir. E o responsável pela associação do sector dizia que não há trabalho, que não vai haver trabalho e e que a situação é dramática. 

A este drama o Governo responde com palermices que são autênticas provocações a quem ama o seu País, a quem tem orgulho e respeito na sua História.


A cruz que as pessoas têm que carregar por estes caminhos desertos de esperança, não é coisa que preocupe o Governo.


3. Sobre a nova subida de juros (mais de 20% a 5 anos!!!!!), coisa que é de meter medo até ao mais destemido faquir, recomendo que façam o favor de descer até ao post seguinte para ler o comentário do meu leitor JHMP, a quem agradeço de novo, e que explica muito bem os termos e os contornos da situação financeira do País relativamente à crise da dívida pública e de que forma isso acaba por influenciar a economia. 


4. Sobre o artigo de Matthew Lynn que alerta para o risco de incumprimento português, o qual, por sua vez, pode precipitar o fim do euro, não vou aqui transcrever as suas previsões mas recomendo que o leiam - não que vos queira assustar mas porque é bom que se perceba a gravidade da situação. 

Felizmente, começa a ser consensual que é errada e muito perigosa a trajectória que está a ser seguida. Quanto mais o garrote é apertado, mais a recessão alastra e, como mais recessão significa menos riqueza, cada vez é menos provável que se consiga alguma vez pagar a dívida e, assim sendo, menos acreditam em nós, e logo, mais os juros aumentam, e mais aumenta a dívida e ... só não continuo para não parecer uma velha gagá a repetir mil vezes a mesma coisa. Mas é a isto que se chama círculo vicioso e os círculos viciosos, quando aceleram, tornam-se numa espiral recessiva e as espirais recessivas desgraçam um país. 


E também já aqui falei tanto disto que vocês já devem estar a suspirar... Mas enquanto isto não for interrompido, a desgraça a caminho da miséria não vai parar. 


5. De qualquer forma, apesar da desgraça em que estamos e que tende a agudizar-se, tenho a dizer-vos que acho que isto, não tarda, dá uma volta. Cá em Portugal, os disparates são tantos e tão básicos, a impreparação total, total, desta gente é de tal monta que, ao fim de poucos meses, já pouca gente os defende e, em breve, não sei como, não me perguntem, serão postos daqui para fora.

Entretanto, um pouco por todo o lado, desde os órgãos da UE, às cúpulas do FMI, toda a gente começa a reconhecer que esta política que está a ser seguida está a estrangular a Europa e a causar danos em cadeia e que, pelo contrário, o que há a fazer é estimular o crescimento, reanimar a economia, combater o desemprego. 

Além disso, estou confiante e já aqui o disse, que, com as eleições em França, um novo equilíbrio europeu está para nascer. Até a Merkel já anda, de rabinho (rabinho...?) entre as pernas, a dizer que defende a Europa e que se tem que estimular a economia (pudera, a crise dos outros dá-lhes cabo das exportações!).


6. Por isso, meus amigos - mesmo que agora andem sem esperança, preocupados com as vossas economias, com a vossa reforma, com o vosso futuro - vamos lá a arrebitar, vamos lá dar a volta por cima.



6. Mas, já agora, antes de me ir, deixem-me fofocar: e que tal a demissão do espião maçon Jorge Silva Carvalho da Ongoing? Diz que se demite só durante um bocadinho para se defender mas que, depois, regressa. Pelos vistos foi apanhado com fichas individuais de centenas de figuras públicas no telemóvel (fala-se em milhares... mas há assim tanta gente interessante neste país...?), o malandro...


Também não me vou alongar porque já falei várias vezes do cocktail perigoso: espião, maçon e dirigente de uma empresa de comunicação social...! Assustador.

Demitiu-se, queixando-se que a sua vida tem sido devassada. Tem graça. Uma coisa destas dita pelo chefe dos espiões... Tem graça. E que está a ser o cordeiro inocente de uma guerra entre a Impresa e a Ongoing, the poor one. Mas tantas são as coisas estranhas nesta história, que a gente já não acredita em nada. Vamos acompanhando de longe, mas bem de longe.


7. E é isto. Vou descansar um pouco que daqui a nada já tenho que estar a pé. 


Mas, para que não fiquem vocês agora com sono, aqui vos deixo este filme educativo, A book at bedtime. Vejam por favor.





Thanks God, it's friday!  Enjoy!



(Nota: Todas as fotografias são, é claro, de Bettina Rheims excepto a dos caezinhos amestrados que é minha)

sexta-feira, janeiro 06, 2012

A Loja Maçónica Assembleia da República; o caso dos seios PIP; Mrs Burge, a Barbie Humana; Elin ex-Woods, que também precisava de se internar; e, finalmente, a opinião de George Soros sobre a alarmante situação na Europa.


Hoje estou com vontade de vos trazer as reflexões de gente que sabe, Soros, Solana, Stiglitz, mas antes tenho que puxar aqui à boca de cena dois ou três pequenos apontamentos.

1. Então é mesmo verdade que aquele edifício ali ao pé de S. Bento é uma Loja Maçónica?! Uma das bigs?! Resmas de maçons, resmas!

Ali todos sentadinhos a fazerem de conta que mal se conhecem ou que se dão mal uns com os outros e afinal são quase todos 'irmãos'...! Seus malandrecos...!

Assembleia da República - deve estar carregadinha de triângulos, compassos, ...

Pareceu-me ouvir há pouco na Quadratura do Círculo que se diz que cerca de 80% dos deputados são maçons...! Bolas, bolas, bolas! Tantos?!

Mas fiquei também a saber que uns pertencem a lojas decentes, de gente bem intencionada, defensores da moral e dos bons costumes e que há outras, formadas por dissidentes, em que pululam os esquemas, as negociatas, a distribuição de lugares, jogos de influência, autênticos 'gangs' - dizem os maçons verdadeiramente fraternos tal como, por exemplo, Vasco Lourenço.

Ao que parece, agora que a Loja Mozart caíu nas bocas do mundo, os maçons daquela mal afamada loja estão todos a querer sair de lá a correr, ninguém se quer comprometer em tão más companhias. Ao que dizem, só ficará lá o rebotalho, espiões, ongoings e pouco mais. Mas isto sou eu a papaguear, que eu não sou nem mata-hari, nem amiga de nenhum ex-sied.

Ridículo, tudo tão ridículo isto.

Mas sejam lojas decentes ou lojas indecentes, pergunta a minha ignorância (e já várias vezes aqui o perguntei) - se nada do que lá fazem é ilegal, ilegítimo ou caso de polícia, de que coisas é que eles afinal lá tratam que aquilo tenha que ser uma sociedade secreta? Que sentido faz uma coisa destas, cheia de rituais e outras coisas bizarras, nos tempos de hoje? Alguém me explica?


2. Passo ao outro tema que ocupa a comunicação social - e aqui tenho que me conter para me portar bem porque a coisa não é para rir.


[Como pratico uma actuação responsável e longe de mim correr o risco de magoar algum dos meus queridos leitores, antes de a colocar aqui reduzi a dimensão da fotografia da Susana da Casa dos Segredos (Susana esta que também colocou implantes nos glúteos e aumentou o volume dos lábios) não fosse algum dos seios saltar do computador e algum de vocês ainda levar com ele na cara. Credo!]

Apelo de novo à mesma unidade de medida - resmas - para dizer que resmas de mulheres, resmas, colocam implantes mamários. Umas porque existem razões médicas que o justifiquem, outras porque não gostam de ter seios pequenos, outras, parece que a maioria, em Portugal, porque querem ter seios iguais aos da Soraia Chaves e outras porque querem ter seios XXXXXL. Nada a dizer.

O que há a dizer é que os fabriquem com gel indistrial (marca PIP), implantes que para além de, por vezes, vedarem mal (e tenho que aqui trazer outra vez a Judite de Sousa que, quando o médico dizia que alguns implantes babavam, especialmente de noite, concluiu que as mulheres acordavam com os seios molhados, esquecendo-se que os implantes estão enfiados debaixo da pele, não se 'babam' para a barriga), podem provocar cancro. Ou seja, as mulheres podem ter que ser submetidas a nova cirurgia. Coitadas. Que susto devem estar a passar. Espera-se que os fabricantes (franceses) sejam penalizados.


3. Mas doida varrida mesmo é a inglesa Sarah Burge, conhecida por ‘barbie humana’ (porque já fez tantas cirurgias plásticas que parece uma boneca) - e que, em conjunto com o marido, dirige um clube de swing, coisa que, em boa verdade, nem vem aqui ao caso - que ofereceu, este natal, à filha de sete anos um vale de 7.000 libras para fazer uma lipoaspiração quando for mais velha.

Sarah e Poppy Burge
(Não mostro aqui uma fotografia de grande plano e decotada de Sarah
porque, por muito que reduzisse, não caberia aqui,
de tal forma avantajados são também os poitrines)

No aniversário da criança já lhe tinha oferecido um voucher de 6.000 libras para colocar implantes mamários depois dos 16 anos.

Custa a crer em tamanho disparate. Coisa de doidos.

 
4. Outra maluca é Elin Nodergren que, não gostando da casita novinha e maravilhosa, a mandou demolir para a fazer de novo. Contextualizando: a casita tinha mais de 2.700 metros quadrados, tinha custado 12 milhões de dólares, era nova e dizem que espectacular. Mas Elin não estava afim, não curtia.
 
Elin Nordergren - e agora que estou a olhar
parece-me ver um par de PIP's

Quem é Elin?, perguntam vocês. Pois bem, Elin é a ex de Tiger Woods o qual, para se divorciar dela, teve que desembolsar cerca de 100 milhões de dólares. Entretanto, a temperamental Elin já contratou nova equipa de arquitectos para um projecto brand new e dizem que também já arranjou novo namorado, filho de um multimilionário. Não brinca em serviço.
 
Está certo que o Tiger era mesmo uma tigreza no masculino mas deixem estar que, em termos de maluquice, ela não lhe deve ficar nada atrás.
 
 
Bom.
 
Como até já parece mal andar sempre a prometer e nada, e porque a situação financeira na Grécia é dramática e, se não se resolver, a Europa é sugada para um buraco negro situado lá no mais recôndito do menos infinito, aqui vos deixo finalmente um bocadinho da opinião de George Soros, publicada em 30 de Dezembro, que pode ser na íntegra aqui sob o título 'O ano da indecisão na Europa'. Peço-vos para lerem porque o texto está claro, fundamentado e realista. Se conhecerem alguém na Grande Loja Maçónica da Assembleia da República ou, em especial, se conhecerem alguém do Governo, também era boa ideia dar-lhes a ler. Pode ser que percebam onde nos estão a tentar meter.
 


Como é sabido, George Soros é “chairman” do Soros Fund Management e do Open Society Institute e estou a resumir de forma mais do que minimalista o seu curriculum.


"A alarmante situação económica na qual a maior parte do mundo rico mergulhou em 2011 não foi meramente resultado de forças económicas impessoais, tendo sido grandemente criada pelas políticas levadas a cabo, ou não levadas a cabo, por parte dos líderes mundiais. Com efeito, a extraordinária unanimidade que prevaleceu na primeira fase da crise financeira que teve início em 2008 e que culminou com o pacote de resgate no valor de um bilião de dólares acordado conjuntamente na reunião do G-20 em Londres, em Abril de 2009, há muito que se dissipou. Agora, as lutas burocráticas internas e os conceitos erróneos são galopantes.

As medidas introduzidas pelo BCE deram um forte contributo para aliviar os problemas de liquidez da banca, mas nada foi feito para reduzir os enormes prémios de risco sobre as obrigações soberanas. Uma vez que os prémios estão intimamente ligados às deficiências de capital dos bancos, não basta haver uma meia solução. Se a dívida soberana da restante Zona Euro não for sucessivamente controlada, um incumprimento da Grécia poderá levar ao desmoronamento do sistema financeiro mundial.

Mesmo excluindo um tal cenário de pesadelo em 2012, a cimeira lançou as sementes para futuros conflitos – em torno do aparecimento de uma Europa a duas velocidades e da falsa doutrina económica que orienta o pacto orçamental proposto para a Zona Euro. Essa doutrina, ao impor austeridade num período de aumento do desemprego, ameaça mergulhar a Zona Euro numa viciosa espiral de dívida deflacionista da qual será difícil de escapar."



A ver se amanhã arranjo maneira de também partilhar convosco a opinião de Solano, Stieglitz e outros pois vão todas no mesmo sentido e é tudo gente isenta, inteligente e descomprometida. Hoje não que o texto já vai longo e eu estou perdida de sono, está bem?
 
E é isto. Thanks God, it's friday!
 
 
&&&&&&
 
 

!? Que é lá isto, ó gente ?!

Bem, isto é o que me parece uma escrita em que às palavras faltam letras.

Por isso, enquanto não me sentir pré-histórica, vou continuar a escrever marimbando-me no Acordo Ortográfico. Não me levem a mal.

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Judite de Sousa está a ganhar balanço para ser a próxima Pin-Up do Hot Magazine? Luís Montenegro também usa aventalinho com o monograma da Loja Mozart? Mas que bem. Espiões, deputados, jornalistas, ministros, olha que bela mistura. E pérolas dentro de ostras algarvias. E esperma feito em laboratório. Que rica caldeirada! Só falta mesmo uma posta de safio.

 
Meus Caros, hoje estava cheia de boas intenções, juro. Queria falar-vos da situação na Grécia, da forma desastrosa como a Zona Euro está a ser gerida, queria partilhar convosco a opinião de Georges Soros, tudo assuntos prementes e actualíssimos.


Mas há pouco, enquanto jantava, vi o final do Jornal das 8 na TVI, conduzido pela Judite de Sousa. Enquanto falava e só lhe via a parte de cima do corpo, já pressenti que aquilo não augurava nada de bom. Já ontem tinha tido um arrepio quando a vi mas estava ainda sob o efeito da visão da D. Elma e relevei a D. Judite, até porque só a apanhei de relance, quando se levantou para encerrar as hostilidades. Mas agora, que reincidiu, tenho mesmo que puxar o assunto à colação. Ontem estava de mini-saia preta, meia preta, bota por cima do joelho e camisa reluzente de um encarnado vivo. Um despropósito que só visto.

Hoje estava de blusa preta cheia de pedrarias junto ao pescoço. Como está loura platinada, carregada de pintura, aquela concentração de grandes pedras sobre preto tornava o conjunto nitidamente too much. Mas o pior veio mesmo quando se levantou. Ó senhores... Estava de sainha rodada e estampada, curtinha, pelo meio da pernoca e de novo de bota alta, desta vez pela rótula. Uma coisa inexplicável. Nem sei se não estava ainda mais espampanante que a D. Elma de mãos nas mamocas e casaquinho de peles.

Não percebo o que lhe deu - é que até há pouco tempo parecia que tinha atinado com a imagem, estava mais discreta, parecia até mais bonita, mais simétrica. Agora deu-lhe para isto. Oh senhores...!

""""""""

Mas até ser vítima deste choque estético, até me estava a parecer que o dia estava repleto de notícias promissoras.

1. O dia noticioso andou à volta da Loja Mozart. Há que séculos que aqui, neste mesmo sítio, dei conta das dangereuses liaisons entre esta lojinha maçónica (70 membros mais coisa, menos coisa), o poder, o coito dos espiões (coito=lugar protegido e não coito=cópula, que é lá isso...?), a comunicação social.

De lá vem o inefável e anafado Jorge Silva Carvalho, o supostamente ex-espião do SIED - mas, ao que consta, ainda com muitas liaisons - de lá vem Nuno Vasconcelos (ou Vasconcellos?) da Ongoing, de lá, pelos vistos, vem também Luís Montenegro líder parlamentar do PSD, ao que soa, de lá vem o omnipresente Miguel Relvas, tudo gente fina. O que eles para lá congeminam, só eles sabem. Influências, jogos de poder, interesses, intrigas, espionagem à mistura, cartas na manga, fotografias em envelopes (?) - são coisas que nos podemos divertir a imaginar mas que não temos como provar. Parece que há uma Comissão Parlamentar, da qual o próprio Luís Montenegro é membro, que faz de conta que anda a investigar. Não vai dar nada como é mais que óbvio.

Mas não é essa caldeirada que agora me interessa. O que me interessa é imaginar o cenário em que aquelas reuniões decorrem.


Esta fotografia está na net e refere-se a um encontro creio que no Brasil. Será que aqui em Lisboa, na Loja Mozart, é uma coisa assim...? Todos de aventalinho muito engomadinho, cheio de gregas acetinadas, bordadinho inglês e outras aplicações mimosas? E de babete ou gola da mesma cor que os enfeites do aventalinho...? Tão giros...! Gostava tanto de os ver...! De ouvir, não, que deve ser uma coisa a atirar para o assustador. Mas, vê-los, deve ser tão enternecedor.

^^^^^^^^

2. Bom; mas as notícias interessantes não se ficaram por aqui. À vinda para casa (que é meu grande momento de absorção informativa) ouvi uma coisa mesmo empolgante. Foram encontradas pérolas em ostras algarvias do género Crassostrea.

A descoberta deveu-se ao Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) e ao Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR) e, em 750 ostras, apenas 2 estavam recheadas com 6 pérolas ao todo.


A imagem acima corresponde a uma dessas pérolas.

Fiquei entusiasmada com a notícia. Vocês, meus Caros, devem achar que 6 pérolas não são motivo de conversa. Mas, sabem, vou confessar-vos: adoro pérolas. Verdadeiras de preferência, mas também de cultura e, à falta de melhor, também de pura fantasia. É daquelas coisas intrinsecamente elegantes, que tornam interessante qualquer mulher.


^^^^^^^^^^^^^^

3. Mas o mais interessante fica para o fim. Investigadores alemães e israelitas conseguiram produzir esperma em laboratório. Dizem que os espermatozóides eram muito jeitosinhos, muito bem feitinhos, a cabecinha muito bem desenhadinha. Nadam numa solução gelatinosa muito parecida com a que se encontra nos testículos.

Por enquanto ainda são apenas experiências com ratos mas a ideia é estender a coisa aos humanos e os cientistas estão muito animados.


Também acho empolgante - pérolas nas ostras algarvias ou espermatozóides feitos em laboratório, tudo coisas que dão jeito.

Claro que os meus amigos homens já devem estar a sentir-se incomodados. Mas que não seja por isso. As mulheres não vos querem apenas para procriar (agora até me lembrei de um deputado, de seu nome João Morgado, que tinha essa ideia e que, inclusivamente, inspirou um divertido poema a Natália Correia). Procriar é apenas uma ou duas ou três vezes na vida (em média, claro). As mulheres dão várias outras utilidades aos homens, estejam descansados.

Por isso, se se portarem bem, se forem simpáticos, se forem bons e pacientes companheiros, se trocarem as lâmpadas em casa, se pendurarem quadros ou cortinados, se montarem estantes do IKEA e não andarem ofegantes e revoltados enquanto carregam os caixotes para dentro do porta bagagens, se forem carinhosos, se perceberem quando mudamos de penteado, se não se importarem de esperar que a gente se arranje como deve ser, se gostarem de andar a passear de mãozinha dada, enfim, se merecerem, talvez as mulheres não vos descartem. Capisce?!

^^^^^^^^

E pronto, meus amigos, hoje fico-me por aqui. Amanhã logo tento trazer assuntos mais maçadores, está bem? Hoje deu-me para isto, para coisas de insustentável leveza.

Divirtam-se!
  

quarta-feira, setembro 14, 2011

'Andar no fio da navalha', 'O ruir dos nossos sonhos', 'Da queda da Grécia ao sobressalto na Europa', ou antes 'Como é que chegámos aqui?!' - valham-nos os homens bons como o Dr. Silva Lopes que 'empacotava o Alberto João que nem ginjas' (*)


Meus Caros Amigos, as coisas estão de novo muito incertas. Com as ilhas vendidas ao desbarato e a sofrer a agiotagem de juros a mais de 60%, a Grécia (que estudámos como o berço do conhecimento e da democracia, lembram-se?) está a sofrer a humilhação que sofrem os desapossados, os desacreditados.

Mas, ruindo a Grécia, a Europa afundar-se-á ainda mais um pouco.

Os urubus aí andam, a sobrevoar os nossos tectos, a rondar os nossos antigos sonhos.

Pensávamos que estávamos a construir um futuro, pensávamos nos anos dourados da nossa reforma, pensávamos num futuro risonho para os nossos jovens, idealizávamos um admirável, tecnológico e descansado futuro para os que agora são ainda crianças.

Tínhamos qualidade de vida e achávamos isso natural dado que trabalhamos, dado que investimos antes na vida que temos agora.

Mas um dia começámos a ouvir que lá bem longe havia uma crise, a dos subprimes, depois ouvimos falar numas tais Fanny Mae e Freddie Mac, nomes engraçados, era tão longe de nós, depois veio a surpresa do escândalo do Maddoff e a queda do Lehman Brothers e o mundo começou a estremecer. A grande AIG e grandes bancos, até em Londres, e a coisa já estava aqui.




Escândalos domésticos de má gestão e usura começaram a rebentar por cá e os anteriores casos exemplares de boa gestão como Rendeiro e afins e toda a trupe do BPN, deram à costa. E, de repente, tudo estremecia e nós começámos a temer que a nossa vida anterior tivesse, afinal, sido apenas um sonho.




O BCP, caso de estudo, um banco que soube diferenciar-se e, assim, crescer, viu-se envolvido em guerras pouco cristãs, ódios fraticidas, formaram-se facções, a banca, ah a generosa banca que tanto ajudou à festa, emprestou dinheiro à tripa forra para o que fosse preciso, para tomar partido contra accionistas mal amados, para crescerem sem que, de outra maneira, tivessem como, e a banca foi emprestando dinheiro tendo como garantia as própria acções, e a banca emprestou também para que as pessoas comprassem casas que jamais poderiam pagar, para que as pessoas fossem de férias à Turquia, à República Dominicana, emprestou dinheiro para que as empresas investissem não tendo os accionistas que meter lá nem uma pinga do seu sangue... e assim fomos, até que um dia, de repente, tudo isso era, afinal, mal feito.

Um dia o dinheiro rarefez-se e as acções desvalorizaram-se e os grandes empréstimos ficaram a descoberto, um dia a banca fez as contas e viu que já não tinha dinheiro para continuar a emprestar e que toamara que ninguém se lembrasse de levantar os depósitos (porque o dinheiro tinha ido para Joe Berardo derrotar O Dr. Jardi, para o Nuno Vasconcellos da Ongoing se tornasse accionist ade referência na Zon, e por aí fora, por aí fora (porque, afinal, vemos agora, ricos não os há, o que há são grandes endividados que vivem como ricos).


Joe Berardo no seu Budha Eden Garden

E, no Estado, um dia viu-se que já não tinha dinheiro para pagar as reformas, as baixas, os subsídos de férias e que só tinha dinheiro para trocos, nem quase já para ordenados.

E assim fomos até que um dia acordámos e estávamos de joelhos.

Um dia acordámos e a Irlanda também já assim estava, a Grécia era a paródia do mundo.



E este é o tempo que vivemos.

Os nossos governantes são abúlicos, dizem uma coisa aqui, outra quando estão pela mão da madame Merkel, dizem uma coisa entre nós, dizem o contrário quando se apanham longe de nós, dizem que estão a esforçar-se e só os vemos a irem-nos ao bolso sem dó nem piedade.

E hoje a troika diz que não chega, que nos últimos meses já se desviaram mil milhões (mas onde, Mr. Gaspar, onde?!, como é possível tamanho desvio em tão poco tempo?), que novos sacrifícios são precisos. E Vitor Gaspar, obediente, assegura à troika, 'ok, there will be blood' e já pensa quais as próximas vítimas que irá sacrificar


O dito Gaspar: já têm que o levar quase pela mão que ele, pelo ar, já não dá lá muito bem com o caminho

Mas o que é aquilo que ele tem ali pendurado nas calças, bem na frente...?
(estou aqui a ver se percebo e não consigo)

Ao que chegámos, ao que chegámos... Que descontrolo, que aflição!

Entretanto, na Madeira, o Alberto João, depois de resolver fazer oposição aos cubanos e de, com essa desfaçatez, ter provocado mais um rombo nas contas públicas, prepara-se airosamente para ser reeleito.

Tudo isto é patético, tanto mais que assistimos mansamente (ah como eu às vezes odeio o meu jeito manso), a esta pouca vergonha.

No outro dia, o Comissãrio Europeu para a Energia, o alemão Gunther Oettinger, saíu-se com uma ideia peregrina: a de que as bandeiras dos países faltosos fossem postas a meia haste. Nem mais.



Até me admiro que não tivesse também proposto que os governantes desses relapsos países comparecessem nas reuniões com orelhas de burro. E eu não sei se me ria, se já não ligue nada a tanta parvoíce. Teria graça ver o Passos Coelho, submisso, de orelhas de burro, a lamber os pés à Angela - mão não, não quero ver isso. É que ele é português e eu sou muito portuguesa, não quero ver os portugueses a serem humilhados.


Mas, se quase só vejo parvoíce á minha volta, há pessoas cujas opiniões venero. Não há muitas, mas há algumas. Às vezes até posso não concordar com algumas coisas mas são sempre opiniões inteligentes, sérias, sóbrias, ditas por genuína vontade de contribuir, nada de vão exibicionismo. Uma dessas pessoas que eu ouço e vejo com respeito, admiração, carinho mesmo, é o Dr. Silva Lopes.

Um homem bom


Ele fala, com aquele sorriso de homem bom, com aquelas suas belas mãos de homem sábio, e eu quero que à minha volta toda a gente se cale para eu o poder ouvir atentamente.

Hoje ele falou. E disse que achava que se deveria fazer uma lei que impedisse os governantes que fossem infractores fiscais de voltar a candidatar-se durante uns quantos anos, 10 sugeriu ele. E exemplificou: 'com uma lei destas o Alberto João Jardim há muito que tinha deixado de poder fazer o que tem andado a fazer, nomeadamente a fazer oposição política com o dinheiro dos nossos impostos.'

Grande ideia. E tão simples. Como sabe bem ouvir a voz de gente séria, sábia, generosa, culta à moda antiga.


(*) O Crédito a quem de direito - aprendi a expressão 'empacotar que nem ginjas' com a fiel depositária do mais conhecido Fio de Prumo deste País que a usou num divertido comentário que aqui me deixou, e, por tal, daqui lhe envio os meus agradecimentos.

terça-feira, agosto 16, 2011

Empresas públicas e privadas: chegou o MEGA SALDÃO; bye bye interesses estratégicos, bye bye orgulho nacional



A imprensa económica vem dando conta de (mais) uma situação que (para mim, pelo menos) é angustiante.

No tecido económico nacional temos, por um lado, as empresas de capitais públicos ou com uma participação pública qualificada; do outro, temos as empresas ou grupos privados. Não vou aqui referir-me, dentro deste segundo grupo, à sua maior componente, as pequenas e médias empresas: vou cingir-me às grandes, as maiores empregadoras.

O primeiro grupo, como é sabido, foi colocado em regime de outlet e vai ser despachado a grande velocidade, seja a que preço for, nem saldo é, é mais na base de despachar o stock, que vamos para mudança de ramo, vai a peso e faz-se desconto, vai pelo que quiserem dar. Qual interesse estratégico, qual quê? Marcha tudo e rápido, que temos pressa.


Aquelas que, durante anos, foram consideradas o reduto do imprescindível controlo nacional vão passar para as mãos de quem quer que seja, que as vão gerir como quiserem. O mais aborrecido disto? É que tirando uns dois ou três 'ricos' cujos recursos não são elásticos, em Portugal não há capitalistas, não há dinheiro e, portanto, todas as nossas estimadas jóias da coroa vão parar a mãos angolanas ou brasileiras ou russas ou chinesas ou ao que for.

Quando as direcções dessas empresas começarem a ser exercidas não por portugueses mas por pessoas dessas nacionalidades, as coisas começarão a ficar claras. A seguir assistir-se-á, em muitos casos, a que os serviços passarão a ser assegurados a partir desses países numa lógica de eficiência, de sinergias, shared services pois então.

Mas atentemos agora ao segundo grupo, o dos grupos privados. Tudo no maior sufoco. Se virmos a situação das que estão na bolsa, perceberemos a situação aflitiva em que se encontram. Como muitas vezes já aqui o referi, estas nossas grandes empresas não resultaram (na sua grande maioria) de uma aplicação de capital líquido por parte dos accionistas de referência: não, resultam de fortes alavancagens financeiras. Business cases e project finance e não era difícil: com capitais alheios, muitas vezes dando como garantia as próprias acções, as empresas lá foram investindo e crescendo.

Agora, em plena crise, com os encargos financeiros a dispararem e, por outro lado, com as acções a desvalorizarem, temos o mix que atira com estas empresas para o buraco. Por um lado os custos aumentam dramaticamente, por outro lado as acções que garantiam os empréstimos deixaram de valer grande coisa.


Ou seja, a dívida fica a descoberto. Ficando a descoberto, os bancos, em pânico, querem reaver o dinheiro que lá meteram e as empresas, com o negócio já de si péssimo e estranguladas financeiramente, não têm como.

Isto é: estão as empresas penduradas, incapazes de crescer e, muitas, de se aguentar, e os bancos a ficarem atafulhados com uma dívida incobrável, lixo, e com os seus rácios a degradarem-se.

Como se a situação não fosse já assustadora, eis que o Governo se prepara para deitar abaixo a última protecção nacional: vai legislar no sentido de impedir a oposição, até agora permitida, a OPAs hostis.

Ou seja: com as empresas de tanga, aflitas, a valerem tuta e meia (e note-se que a desvalorização bolsista a que se tem assistido não é apenas fruto da apreciação racional dos mercados: não; há fortes indícios de que práticas especulativas como o short selling ou o naked selling têm estado a assolar as bolsas europeias e, entre elas, a portuguesa), está na cara que, não vai faltar muito para que todas elas caiam às mãos de quem lhes quiser pegar.

Poderia agora falar de um caso muito mediático: fala-se que não tarda a Impresa está nas mãos da Ongoing. A brutal desvalorização a que a Impresa tem sido submetida torna-a um alvo fácil, nomeadamente para a Ongoing que já valerá, por estes dias, 5 ou 6 vezes mais que a Impresa.

Nuno Vasconcellos e Francisco Pinto Balsemão
Uma guerra sem tréguas

Mas não é apenas a Impresa. Grupos maiores e de referência nacional atravessam, por estes dias, iguais momentos de total incerteza.

Assim, temo bem que daqui por algum tempo, não muito, Portugal tenha a sua economia (leia-se: as suas maiores empresas) nas mãos de capital estrangeiro.

Isso aliado a uma política liberal inculta, nas mãos de uma rapaziada maioritariamente impreparada, sem uma visão humanista da história, e integrados no caldo pantanoso que é hoje a UE, faz-me prever tempos de retrocesso histórico, tempos de capitulação.

Portugal, que durante tanto tempo teve uma história de que se podia orgulhar, corre sérios riscos de perder a sua verdadeira autonomia, a sua identidade.

Na Europa que patina em todas as frentes (a ecomia alemã a estagnar, deixando de impulsionar a zona euro, a economia francesa refém dos mercados que temem a exposição à dívida italiana, a italiana, a espanhola, a belga, já a sofrerem as bicadas dos abutres que cheiram as fragilidades à distância, as economias grega e portuguesa a serem sugadas pelos impostos, etc, etc), Merkel e Sarkozy juntaram-se hoje e apresentaram uma nova cartada: propuseram um governo económico para a zona euro, avançando com Rompuy, apagada criatura, para chefiar este goveno que se reunirá cerca de 2 vezes por ano; medidas fiscais uniformizadas sobre as transações financeiras e a inscrição nas constituções de todos os países de limite ao défice.

Medidas para show off mas de resultados práticos dúbios e demorados quando agora se precisa de decisões rápidas, inovadoras. E mantêm-se contra as eurobonds. Ou seja, a Europa e a Zona Euro a marcarem passo, em frágeis equilíbrios, enquanto a situação geral se degrada. O pântano a alastrar.


A cada dia que passa mais pessimista fico com esta situação. Daqui por algum tempo, temo bem que, neste mar parado, a fazer valer a sua portucalidade, restem apenas os escritores, os artistas em geral e nós, os bloggers, os que nada riscam.

Mas não todos os bloggers. Como sabemos, o que não falta são os que, tentando um lugar à boleia seja de quem for, escrevem consoante a feição de que sopram os ventos.

Nem os jornalistas, que esses são assalariados de empresas em que terão que se reger por deveres de lealdade em relação à entidade patronal que será a Ongoing, a Sonae, a Cofina, a Media Capital, etc.


O casal que hoje manda nos países da União Europeia

E tão longe que eles estão de nós

sexta-feira, agosto 12, 2011

Mário Crespo e Carlos Moedas num flirt televisivo na SIC mostram uma insensibilidade alarve perante os sacrifícios que estão a ser impostos. Triste.



Há pouco na SIC Notícias, Mário Crespo estava no maior enlevo com o engenheiro civil Carlos Moedas, o especialista em fiscalidade do PSD e zelador pelo bom cumprimento das medidas da Troika.


Crespo, com sorrisinho alarve, derretia-se e Moedas correspondia, matreirinho, rasteirinho. Comentava Crespo, 'Pagava-se termas, pagava-se SPA e agoras queixam-se que não podem ir ao SPA'. E riam, superiores, vingadores, sorrisinho gozão.

Esquece-se o senhor Crespo que as termas são um meio terapêutico eficaz no tratamento e prevenção de maleitas várias, como os problemas respiratórios ou reumatismos.

Uma das minhas avós que sofria de artroses reumáticas dizia que aguentava melhor os invernos quando, no verão, fazia termas em S. Pedro do Sul. Eu própria, quando os meus filhos eram pequenos, fiz termas com eles, que sofriam, à altura, de alergias e asma. Nunca as verbas foram suportadas pela Segurança Social pois os tratamentos eram prescritos por médicos privados mas não me choca nada que sejam tratamentos comparticipados, quando prescritos por médicos. Estamos a falar de tratamentos e não de SPA, ouviu senhor Crespo?

No entanto, numa época de aperto como esta, também não me choca por aí além que deixem de ser comparticipados.

O que me choca mesmo é a alarvidade de quem demonstra total insensibilidade para quem está doente ou tem familiares doentes, para quem vê alívio nas termas e não tem dinheiro para as pagar.


Mas o pior ainda estava para vir. O sonsinho do Moedas dizia com ar maroto, de quem começa a estar ambientado nos estúdios de televisão, 'Vamos lá a ver, as pessoas protestam sempre. Se a si lhe cortassem o ordenado, você também não gostava'.

Responde, rápido e sorriso valente, o Crespo: 'Ah, isso não, não gostava; não gostava e se calhar nem deixava'

E, então, pasme-se, não é que o inteligente do Moedas lhe responde, todo sorridente, fiel amigo, solidário: 'Não deixava e não deixava muito bem!'

E riram os dois, todos valentões.

E eu penso que isto não se pode aturar.

Então este Moedas e esta gente que anda a impor sacrifícios de toda a espécie, ri-se e diz que, se fossem eles, não aceitavam os ´cortes, os sacrifícios?!

Mas estão a brincar?


E olhe, Nuno Vasconcellos, nisto estou consigo: este Crespo não se aguenta!

terça-feira, novembro 30, 2010

Uma pessoa coscuvilheira de avental a preparar-se para divulgar os segredos dos vizinhos...? Perigoso...! Mas não. Nada disso: trata-se apenas do chefe dos espiões no estrangeiro, maçon graduado, a prepara-se para exercer os seus bons ofícios ao serviço de um Grupo ligado à Comunicação Social. What's the matter...? Jorge Silva Carvalho is going to Ongoing...? What a great movie.

Um Grupo que teve origem na indústria, a velhinha e prestigiada Sociedade Nacional de Sabões, nos frenéticos anos 90, como tantos grupos, resolveu largar os ditos negócios maduros, posicionando-se nas cash-cows: media, imobiliária, energia, participações financeiras. Nasceu assim a newcomer Ongoing, encabeçada pelo Nuno Vasconcellos (late yuppie, cabelo puxado a gel comme il fault).

Receita Mckinsey ou BCG ou qualquer outra consultora major.

O site da Ongoing não contem informação financeira, o que é pena.

No Expresso deste fim-de-semana, conforme recorte aqui abaixo, vejo o que deve ser a total alavancagem financeira: participações de leão adquiridas com financiamentos BCP, BES, the usual thing. Mas sem informação nada se pode concluir.


Mas, também curiosas, são as contratações que Nuno Vasconcellos faz para o seu Grupo.

Por exemplo, que ideia a dele convidar para a Ongoing o seu amigo-chefe-dos-espiões-no-estrangeiro?

E que mistura curiosa é esta? Um espião maçon (ao que se diz, colega maçónico do Miguel Relvas e outros). Espião maçónico...deve saber segredos que nunca mais acabam...

São úteis esses segredos para um grupo de comunicação social?

Nuno Vasconcellos, outro destacado maçónico, grande chefe da grande loja, deve achar que sim.

Mas será que o grande mestre espião Jorge Silva Carvalho vai ter o sentido de estado suficiente para declinar a amabilidade do convite?

Recordemos: o ex-Director do SIED saíu da sombra para, no momento mais delicado, 3 dias antes de começar a Cimeira da Nato em Lisboa, mostrar que tem sentido de responsabilidade, que tem jeitinho...demitindo-se com estrondo. Parece impossível mas aconteceu. Cortaram no orçamento do SIED para o ano que vem e o seu sentido de estado não foi suficiente para, ao menos, ficar calado durante duas semanas...


(Do Expresso de 27 de Novembro: Jorge Silva Carvalho, prepara-se para fazer companhia a outra rapaziada fixe que já se mudou para a Ongoing)

Há pouco tempo foi esta outra grande figura da Nação, este reputado deputado do PSD de que se conhece valioso contributo a favor do povo português (aqui pigarreio...mas não sei como se transcreve esse som...) que, causando até embaraço às hostes pê-esse-dê, se mudou de armas e bagagens para a Ongoing.






Que tempos deslustrados estes que vivemos...

Mas acompanhemos este Grupo, a Ongoing. Talvez nos vá continuando a proporcionar surpresas.