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sábado, abril 06, 2024

Mais um pouco e o nosso Luisinho tinha dado uma de Rubiales...

 

Continuo out. Não posso pronunciar-me sobre o que disseram ou fizeram nas tomadas de posse porque não vi.

Li sobre a corajosa medida que o Luisinho e a sua turminha tomaram logo, assim de rajada, para que todos ficassem a saber ao que vêm: tiriris e modernices não são com eles. Pimbas. Alto e para o baile, as sardinhas de volta para o prato, e que se reinstale o velho logótipo. 

Por mim, não vou já gastar chumbo grosso com eles. Já o disse e volto a dizer: o primeiro milho é para os pardais. Apenas refiro, e é de passagem, que fica crystal clear que o cantinho cerebral bimbo do nosso primeiro parece ser maior do que devia. Seria bom que numa futura entrevista o questionassem sobre o tipo de arte que aprecia (pintura, música, etc). Cá para mim, sai pimbalhada e menino da lágrima que é um mimo.

E que fique claro que gostava que este governo governasse bem, com cabeça, tronco e membros, com visão, com tino, com equilíbrio e ponderação. E estou a falar a sério. Quero o melhor para o meu país e se aquilo que eu acho que é o melhor vier pela mão do Montenegro, cá estarei para felicitá-lo.

Claro que este pormenor do logo é uma chatice pois revela uma tacanhez que não me parece um bom prenúncio mas, enfim, bola para a frente.

E agora adiante que a conversa é outra. 

A questão é que, ao ver o Expresso, dei com uma foto da Ana Baião em que tomei a liberdade de extrair apenas a parte picante, aquela em que o Luisinho se abraça, mas abraçar não sei se não é ligeiro demais para o entusiasmo que ali vejo, talvez 'atraca' uma senhora numa pose a que dantes eu ouvia chamar à Tyrone Power. A senhora até teve que se dobrar pela cintura em manobra de recuo tal a pujança com que ele a enlaçou logo ali pelo meio das costas não fosse ela fugir-lhe. E está com um sorrisinho que me parece malicioso demais, o Luisinho, não sei o que estaria ele a sussurrar-lhe ao ouvido mas boa coisa capaz de não ser. E, note-se, não os conheço de lado nenhum e até não sou de intrigas, isto é mesmo tudo na base da body language.

Não sei se o ósculo e o entusiasmo do amplexo foram consentidos. É melhor o nosso Luisinho precaver-se não vá a senhora pensar melhor e ainda meter o nosso Rubialitos em trabalhos. 

Claro que repescando outra parte da imagem inicial a gente pode ver o so called Dissolvente Marcelo, também conhecido pelo Boca-Doce, a, aparentemente, chegar os seus lábios -- que tanto amor têm para dar -- demasiado perto da boca da outra senhora. 

Mas, neste caso, não me pronuncio:
  • primeiro porque pode ser um erro de paralaxe 
  • e, segundo, porque a senhora, ao inclinar-se na direcção dele e ao agarrar-se ela a ele, evidenciou que estava afim do ósculo presidencial. 
Se calhar a menina ainda pensa que é coisa com algum valor facial, ainda não percebeu que beijo de Marcelo é daquelas commodities que por aí há a pontapé, meio mundo já apanhou com ele. 

Não me esqueço de uma colaboradora que tive, chanfrada de todo, que um dia apareceu lá toda histérica a anunciar que tinha estado com o Marcelo e que até tinha uma fotografia com ele. A malta ao princípio ainda ficou espantada a pensar que tão maluco era ele como ela para ainda perder tempo a aturar as conversas parvas e lunáticas dela. Mas depois, aprofundando, percebeu-se que calhou cruzar-se com ele num sítio qualquer, veio ele e a abraçou tendo ela perguntado se podia tirar uma fotografia e ele claro que sim', só faltando acrescentar que 'fui eleito para isso'.´

Mas, portanto, não creio que desta segunda senhora venha algum risco de ainda vir para aí dizer que aquele beijo do Marcelo não foi consentido.

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Já agora

Sobre o tema de ontem só tenho a dizer que há uma outra que é bem conhecida -- e não levem a mal mas não vou poder dizer pela parte de quem mas digamos que se apostarem que é de alguém do meu inner circle estarão quentinhos, quentinhos. 

Na Secretaria de Estado em que está o que tenho a dizer é que acho que vai ser um fartote pois o que ouço dizer é que experiência na área em que está: zero, competência; zero, perfil para a função; zero. Diz-se e desdiz-se, quer entrar à leão mas logo sai de sendeiro e tantas fez que não aqueceu um dos últimos lugares por onde passou tendo sido corrida que foi um mimo. Provavelmente foi o que aconteceu por todos os lugares por onde passou pois, sendo como é, vende-se bem mas quem a compra não demora a ver que comprou gato por lebre. Contudo, quem descreve o seu percurso profissional aponta-a como altamente expert na área para que foi nomeada. Mas é como se costuma dizer: barretes enfia-os quem quiser. 

E a maçada disto é que os casos se vão sucedendo. Mas não desesperemos, pode ser que não seja nada. Ou, como costumava dizer-se, se for que seja menina que é para não ir para a tropa.

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Um bom sábado

Saúde. Boa disposição. Paz.

domingo, setembro 03, 2023

Ainda é bom ser rei...?

 

Não me interpretem mal. Não suporto machistas, azeiteiros, parvalhões. Já nem falo em assediadores, muito menos em violadores, caso em que falamos de crime e já nem tanto de costumes.

Mas não me acho uma zinha, sem voz própria, incapaz de me defender nem acho que as mulheres devam ser todas vistas como umas pobre coitadas, indefesas, necessitadas de um coro de virgens de cada vez que algum homem ponha o pé em ramo verde.

Uma coisa são situações de franca inferioridade, seja profissional, social ou, mesmo, mental, em que um chefão malandreco ponha e disponha senão a pobre coitada vai suar as estopinhas. Aí algum apoio será requerido para que a pobre mulher consiga defender-se. 

Mas outra coisa é quando um qualquer macho alfa, extrovertida ou impensadamente, faz um gesto um bocado para além do que os cânones estão dispostos a aceitar. Aí, caraças, acha-se que a mulher não sabe defender-se? Ou que é uma qualquer beijoca ou piada brejeira ou olhar malandro que vai ferir os sentimentos das mulheres? Molestá-las? Traumatizá-las? Caraças.

Qualquer dia os homens ganham medo e, por via das dúvidas, fazem-se eunucos. Que mundo mais sem graça queremos para nós? Está tudo maluco ou quê...?

Que venha, por favor, o Mel Brooks e atire uma pedrada para o charco.






Desejo-vos um bom dia de domingo
Saúde. Bom humor. Paz.

terça-feira, agosto 29, 2023

Rubiales: os seus genitais e o beijo a Hermoso (consentido ou sem sentido)
- Assédio ou não assédio, eis a questão -
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Continuo entregue a tarefas comezinhas tais como fazer máquinas de roupa, estendê-la ao sol e ao vento, apanhar brinquedo aqui, coisa acolá. E também a tentar organizar minimamente os meus escritos e isto é, para mim, o pior. Gosto de criar e detesto 'manter' (catalogar, etc).

Dentro do possível, o dia foi, pois, tranquilo. Tenho sempre muito que fazer e quando é criar a partir do nada é um empolgamento; quando é inventariar e arrumar é uma missão que executo com algum sacrifício. De qualquer forma, sou geneticamente esforçada e, por isso, se meto na cabeça fazer uma coisa, eu faço, goste ou não goste. E, além disso, ocupa-me enquanto a minha mente não se ilumina para me guiar no caminho certo.

Com estas ocupações, não sei como, o meu dia esteve sempre preenchido. 

Felizmente dormi como uma santa. Dormia mais. Acordei porque fui acordada e também já não eram horas para voltar a cair no sono. A seguir ao almoço e depois de mais uma leva de roupa estendida, deu-me uma pancada de sono mas se caí no limbo da sonolência por uns dez minutos foi muito.

Ainda aqui não disse nada sobre o beijo do Rubiales na jogadora Jeni Hermoso e não disse pois tenho alguns mixed feelings

Ao ver o beijo, não me senti chocada. Pareceu-me não apenas haver euforia da parte dele como uma grande cumplicidade entre ambos. Que pessoas que se dão muito bem (como ela, depois, disse que davam), num explosivo momento de alegria exuberante e de consagração daquilo que muito desejavam, se beijem momentaneamente na boca não me choca. O vídeo completo mostra um apertado abraço, ele com os pés no ar, ela também exuberante, naturalmente bastante feliz da vida.

Coisa diferente seria se eu tivesse percebido surpresa ou desagrado da parte dela ou se, a seguir, em vez de tê-la ouvido desculpá-lo, tivesse ouvido que não tinha percebido, aceitado ou desculpado aquele beijo. Mas não. Não apenas me pareceu, num momento de grande euforia, o corolário de uma amizade e cumplicidade anterior como, no momento, não a vi minimamente incomodada ou surpreendida com o que se tinha passado.

Já me chocou, confesso, uma imagem que mostraram em que ele, no palco, está na maior explosão de alegria, aos saltos, aos gritos, de braços no ar e, às tantas,  tanta a adrenalina, agarra os próprios genitais. Parece coisa de excesso de testosterona, de pico orgástico -- mas, convenhamos, bastante despropositado em público. Aí diria que me parece inaceitável que uma pessoa com a responsabilidade dele tenha uma tão inusitada falta de maneiras. Mas este é um segundo tema e, que eu saiba, não é o que tem estado em causa.

Isto do assédio e do consentimento tem que se lhe diga e tem que ser avaliado por quem tenha os pés no chão, os neurónios a funcionar e um módico de bom senso.

Claro que se houver casos em que comprovadamente ele molestou, moral ou sexualmente, jogadoras ou outras mulheres, ou se fez depender o trabalho delas de cederem aos seus apetites ou caprichos, se foi inconveniente e desagradável causando-lhes incómodo ou pressão, aí as coisas, em minha opinião, mudam de figura.

Agora se foi só aquilo do beijo penso que antes de o crucificarem, queimarem vivo e apedrejarem, deveriam voltar a ouvir a jogadora. Se ela mantiver que são amigos, cúmplices de sonho e ambição, se têm grande confiança e à vontade e que não há nada a dizer sobre o beijo, então, o beijo não me parece caso para o que está a acontecer. 

Num caso destes não se põe a questão do consentimento pois não se proporciona parar e pedir: 'Posso dar um beijo?'. É um pico de euforia e ou bem que ambos têm cumplicidade para que isso aconteça ou não. 

Quanto à forma como publicamente agarrou os fogosos genitais parece-me, essa sim, muito incomodativa. Não sei se é caso para o sacrificarem publicamente ou se é caso de lesa-majestade mas acho que é, isso sim, caso para severa admoestação.

Quanto a ele, independentemente de tudo, ao ver o sururu que estava a ser criado, e ao ver-se a agarrar os genitais, o que penso que teria sido inteligente teria sido demitir-se. Simplesmente. Pedir desculpa se, com a sua exuberância emocional, tinha incomodado alguém e demitir-se. Tinha evitado muito exagero, muito moralismo, muita falta de bom senso. Tinha evitado ser esmagado, devorado, desonrosamente derretido  na praça pública.

PS - Volto a dizer: digo isto apenas pelo que vi pois não o conheço nem faço ideia de como se comporta social, profissional ou sexualmente.