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quinta-feira, maio 08, 2014

O que faz um láparo, um zerinho e um miró a bordo de uma pseudo-nau numa pseudo-expedição? Brincam aos piratas? Desafiam a sorte? Desafiam a nossa paciência? Não sei. Pergunto.


Bem. No post abaixo já desabafei. Num país de gente cinzenta, que gosta de se auto-fustigar, que aceita com passiva bonomia ser punida por actos que não cometeu e que, se necessário for, ainda agradece aos algozes, lamento que não aconteça, ao menos, ao menos isso!, um escândalo como o que, em tempos, envolveu o Presidente Clinton no seu boudoir, isto é, na Sala Oval. Não é por mais nada, é mesmo só para a gente se distrair. Vem isto a propósito da aparição de Santa Monica Lewinsky, agora vestida de branco virginal, sobre um sofá sanguíneo.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


Música, se faz favor



Estou mesmo noutro comprimento de onda. Não tenho visto notícias, não tenho visto o Passos Coelho, tão pouco o Portas. Estou num programa de detox. Não é daqueles de sumos de cenoura e abacate, abóbora e couve-flor, nem é daqueles de cocktails de comprimidos de vitaminas - nada disso. É simplesmente privar-me de ver televisão, ouvir notícias na rádio e, até, evitar ler artigos em que apareça o nome dos acima referidos, do Cavaco ou arraçados. Preciso de me limpar dos resíduos que os maus actos que aquelas criaturas praticam deixam no meu organismo.

No entanto, ao ligar o computador, não resisto a espreitar os blogues da galeria lateral ou, dependência, malvada, a dar uma espreitadela aos principais jornais online. Ontem, quando aqui estava, já a noite ia longa, vi uma fotografia tresloucada e, de tal forma me pareceu uma montagem, que pensei que o Kaos tivesse ressuscitado e andasse a fazer das suas. Hoje vejo a fotografia por todo o lado e, investigando, vejo que é verdadeira.

É a chamada fotografia do caraças.




E, vendo-a, o que me ocorre dizer é que o Láparo, todo impante, sem perceber que isto da baixa das taxas de juro não tem nada a ver com ele e que a saída à irlandesa muito menos, por aí anda a armar-se em herói e, de tal forma, que já põe a sua própria vida em risco.

E a coisa é tanto mais grave quanto esquece as regras básicas da sustentabilidade. Mandam as regras que as principais figuras de uma organização não devem estar ao mesmo tempo em situações de risco. Por exemplo, seria arriscado e um drama para o País, em caso de desastre, se a impenteada mental Estebes, o facebookiano rei das Cagarras e o abre-portas Láparo montassem ao mesmo tempo um mesmo cavalo numa  prova de saltos, ou se se atirassem da cabeça do Cristo Rei em asa delta. Por exemplo.

Em caso de problema, e vou virar a boca para lá, não vá atrair, mas já viram como ficaríamos?, logo os três mais importantes do país para o galheiro, salvo seja...? Quem é que agarraria nas rédeas do país? Às tantas ainda apareciam as respectivas senhoras através de alguma habilitação de herdeiros, a Laurinha de caniche ao colo, a Maria Pirilampa, (e da outra senhora não sei quem é que apareceria), a dizerem que agora elas é que iam mandar aqui na piolheira. Ou se ainda aparecia o dubaiano vice-irrevogável a dizer que finalmente tinha chegado a vez dele?

Por isso, a ver se o Láparo ganha mas é juízo. 

Vem isto a propósito de eu ver que, naquela arriscada viagem, iam também montados, à ré, duas figuras que são verdadeiros ex-libris do governo do Láparo: o Agostinho Branquinho e o caniche-Miró em pessoa. Arriscado. Arriscado demais.

Imagine-se que a nau se vira... Imagine-se que vem uma daquelas ondas e algum dos deles (ou, em cenário apocalíptico!, os três) sucumbe. Como ficaríamos...? Como? Não quero nem pensar.

É que sem o Láparo ainda consigo conceber a vida de todos nós, agora sem o Miró ao leme da Cultura do País? Impossível. E sem o Branquinho também. Não faço ideia de que é que ele faz no Governo mas quando é preciso ilustrar o que é um misto de bimbo com um ilustre-nulo toda a gente se lembra dele. Se o homem cai ao mar, escolhíamos quem? O Junqueiro não sei das quantas? O Maçães das polacas? Ná, não seria a mesma coisa.

Por isso, a bem da Nação, acho que alguém deveria incutir algum tino no Láparo. Numa próxima expedição em que se meta, que tenha cuidado, nada de levar mais insubstituíveis na mesma nau.

De qualquer maneira, no reino da pantomina, das trampolinices, dos embustes e das mais descaradas trapaças, é engraçado ver o primeiro-ministro e mais dois ilustres governantes num barquinho a fingir, num mar a fingir. Bate certo.


Quanto a esta outra fotografia aqui à direita, nem sei que diga. Se isto será coisa de fétiche, se à noite se veste de D. Afonso Henriques, de armadura, luvas de ferro e vai pregar sustos à Laurinha, se é coisa de último recurso nos Conselhos de Ministros, quando tem que dar murros na mesa para ver se não vai à cara ao seu mui amado vice, se é coisa que use para fazer toques rectais aos contribuintes. Não sei.

O que sei é que este Laparoto - de quem, pela leitura do Der Terrorist, fiquei a saber que, enquanto deputado em regime de exclusividade, andava a abrir portas junto de bastiões da moral e dos bons costumes tais como Marques Mendes, Deus Pinheiro e Isaltino Morais - me saíu cá um malandrinho de primeira. Ui, ui, mesmo malandrinho, este Pedrinho,

Em entrevista [...], Fernando Madeira diz que o objectivo de Passos Coelho em rodear-se de personalidades influentes era "abrir ou facilitar a vinda de projectos para a ONG no âmbito da formação profissional e dos recursos humanos, e que depois esses projectos pudessem ter a participação da Tecnoforma".
O empresário garante que Passo Coelho sabia que a ONG era criada com esse intuito e conta pormenores de um encontro com o então comissário europeu João de Deus Pinheiro e de um negócio fechado com Isaltino Morais.
"O projecto precisava também da aprovação de Isaltino, era o presidente da Câmara de Oeiras. O Pedro desbloqueou isso, fez o papel que se esperava dele. Tivemos uma reunião com o Isaltino Morais que aprovou o projecto e foi essencial para a candidatura a um programa financiado pela União Europeia", exemplifica. 
E etc. 

Pois, pois. Bem prega Frei Tomás, ó grande navegador, ó filibusteiro.


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Bem. Tinha ideia de vos falar do livro que hoje li e de que, para minha surpresa, até gostei mas talvez fique para amanhã. Hoje já não dá, estou com sono.

Relembro: sobre a balzaquiana Lewinski que agora nos surge não de azul-pecado ou de boina-tentação mas de branco-arrependido, falo no post abaixo.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa quinta feira. 
Eu, pela parte que me toca, por aqui vou continuar no meu programa de detox, muito sul, muito azul, muito boa vida.

sexta-feira, abril 11, 2014

Barreto Xavier, um sujeitinho pequenino e infantilmente primariozinho, na entrega do Prémio à Escritora e Jornalista Alexandra Lucas Coelho


Depois de abaixo vos ter revelado uma conversa pessoal minha sobre um tema sensível e de, mais abaixo ainda, ter falado de uma das características do comportamento do género humano, a de se portar como se do género ovino se tratasse, aqui, agora, viro-me para uma mulher de armas, perigosa.

Falo, claro, da mulher de quem se fala: Alexandra Lucas Coelho. Eis o relato que ela faz do que se passou na cerimónia que as televisões não mostraram. As televisões só mostram outro tipo de coisas. As televisões fedem.


Adiante. A palavra a Alexandra Lucas Coelho, a mulher sem papas na língua. Aliás, agora que falo nisto, acho que está mas é na hora de eu formar um partido, o partido das pessoas sem papas na língua. PPSPM. A Alexandra seria das primeiras pessoas que eu convidaria. Ah mulher valente que não as poupa!

(Os destaques no texto são de minha responsabilidade)

Alexandra, a Grande

Não há gravações do que se passou durante a entrega do Grande Prémio de Romance e Novela da APE, na sala 2 da Fundação Gulbenkian, a 7 de Abril. Havia jornalistas presentes mas não em trabalho, a tomar notas. Por isso não há forma de citar “ipsis verbis” o que disse o Secretário de Estado da Cultura (SEC), Jorge Barreto Xavier. Mas há algumas dezenas de testemunhas que podem acrescentar ou corrigir o que vou tentar resumir agora aqui, por tudo se ter passado numa cerimónia pública.


Sendo este prémio tradicionalmente entregue pelo Presidente da República, decidiu o actual presidente, Cavaco Silva, à semelhança de anos anteriores, fazer-se representar. Neste caso, pelo seu Consultor para Assuntos Culturais, Diogo Pires Aurélio. Isto era o que eu sabia quando escrevi o discurso para a ocasião.

Já no átrio da Gulbenkian, perto da hora marcada, 18h, a APE comunicou-me que a cerimónia estava um pouco atrasada porque esperavam o Secretário de Estado da Cultura.

Xavier Barreto, o coisinho
Quando Barreto Xavier chegou e entrámos todos para a sala, o protocolo sentou-o ao centro da mesa, junto a Diogo Pires Aurélio. Nas pontas, Gulbenkian (representada por Rui Vieira Nery), APE (José Manuel Mendes, José Correia Tavares), júri (representado por Isabel Cristina Rodrigues) e eu. Vieira Nery abriu, sucintamente; seguiram-se discursos da APE; Isabel Cristina Rodrigues leu o texto em que o júri justifica a atribuição do prémio a "E a Noite Roda". Diogo Pires Aurélio e eu levantámo-nos para que ele me entregasse o sobrescrito do prémio, um minuto de formalidade, sem palavras, para a fotografia. Chegou a minha vez de discursar, li as páginas que trazia. No fim, houve uma ovação de pé. Digo isto para dar conta da atmosfera que os representantes do poder político tinham diante de si.

A APE convidou então o SEC a intervir. Ele escolheu falar sentado, sem se deslocar ao púlpito. Uma das coisas que disse, na parte, digamos, cultural da intervenção, foi que eu bem podia declarar que não fazia ficção porque claro que fazia ficção porque é isso que um escritor faz, ficção. Foi o primeiro arroubo dirigista, que nos devia ter preparado para o que aí vinha.

Na parte, digamos, política, destaco quatro coisas: o SEC disse que eu devia estar grata por estarmos em democracia e eu poder dizer o que dissera; que durante anos os portugueses se tinham endividado acima das suas possibilidades; que, ao contrário do que eu dissera, ninguém saíra de Portugal por incentivo deste governo; e, sobretudo, que eu tinha dito que não devia nada a este governo mas que isso não era verdade porque este governo também subsidiava o prémio.

Referia-se ele, assim, a um prémio com décadas de existência; atribuído a alguns dos mais extraordinários escritores de língua portuguesa; cujo montante em dinheiro resulta de vários patrocínios, sendo que os públicos resultam do dinheiro dos contribuintes; e que tem atravessado os mais variados governos, sem que nunca, que me recorde, algum governante o tenha tentado instrumentalizar. Foi a mais escancarada confusão de Estado com Governo que já presenciei, para além do tom chantagista ao nível de jardim de infância das ditaduras. E, apesar dos apupos, de quem lhe gritava da plateia "Mentira!" e "O Estado somos nós!", o SEC insistia.

Como cabe ao Presidente da República, ou seu representante, encerrar a cerimónia, a APE instou Diogo Pires Aurélio a falar. O representante do Presidente da República declinou e encerrou a sessão. No fim, cumprimentou cordatamente todos os presentes na mesa e retirou-se.

Já Barreto Xavier, aproximou-se de mim na confusão da retirada. Julguei que se vinha despedir, depois de dizer o que tinha a dizer. Nada disso. Queria dizer-me, visivelmente irritado, que o que eu fizera tinha sido de um grande "primarismo". Respondi-lhe que então devia ter dito isso mesmo ao microfone, que eu já dissera o que tinha a dizer e não lhe ia dizer mais nada. Fui andando, para contornar a mesa e acabar com a cena, mas o SEC insistia: que eu tinha sido “primária”.


O "Público" pediu-me o discurso para publicar online na tarde do dia 8. Quatro horas depois, 89 mil pessoas tinham lido o texto. Ontem, o post no FB do "Público" tinha sido visto por 170 mil. Obrigada a todos pela partilha.


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Sigam, por favor, pelo blog abaixo pois, da colheita de hoje, este é já o terceiro post.


sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Xavier Barreto tem um gémeo de quem foi separado à nascença?


No post a seguir a este poderão ver uma anedota que mete o Adão, a Eva, a Popota Merkel, o Garanhão Hollande, o Camarão e o Láparo de Massamá. Talvez já conheçam. Eu não conhecia e achei graça. 

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Aqui agora a questão é outra. Suspense. Suspeição. Coisas que se dizem à boca pequena.

Miró produziu um Xavier Barreto avant la lettre ou a realidade é ainda mais penosa? 

Será aquela figurinha o gémeo separado à nascença que, finalmente, Xavier Barreto descobriu, tentando apressadamente livrar-se dele?

Tantas perguntas no ar. O mistério vai-se adensando.

Gémeos univitelinos separados à nascença que o destino juntou?
Um segredo de família que Xavier Barreto quer esconder....?

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sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Para a neo-Kitsch Assunção Esteves, a inconseguida Ellen Degeneris portuguesa, aqui ficam algumas sugestões para a decoração da Assembleia da República no 25 de Abril. Joana Vasconcelos para quê? Tem aqui a UJM ao seu dispor. Cãezinhos a abanar a cabeça e com sapatinhos de crochet à sua frente? É para já! E uma jarrinha com cravinhos das Caldas na bancada do Governo? É já a seguir. E uma chaimitezinha de plástico com cavaquinhos vestidos de soldados? Com certeza. Mais alguma coisa? [... E nada de malícias!, que estas minhas gentilezas para com a Sãozinha não têm nada a ver com o facto de hoje ser dia de S. Valentim... ]


Abaixo temos humor de antigamente e do bom, um bouquet de excepção. Uma selecção vintage, digo-vos eu.

Não é exaustivo: faltam, por exemplo, os meus bem amados Monty Phyton. Ficará para outro dia.

Depois ainda temos Manuela Ferreira Leite a falar com desdém de um bando de atrasados mentais. Paulo Magalhães bem tenta moderá-la mas ela já não consegue: aquela malta tira-a do sério.

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Mas isso é a seguir. Aqui, agora, o negócio é arte. Mecenato. Patrocínios. Cenas dessas. Sponsoring, diria o de Massamá. Arte a sério diria o tal irrelevante caniche com óculos de fundo de garrafa.


Mas, para já, que entre o Manuel João Vieira acompanhado pelo Jorge Palma

35 de Abril




Refiro-me às comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril e da inteligente sugestão da Sãozinha Estebes que quase consegue deixar-me com níveis frustacionais elevados, dado o inconseguimento agudo que me provoca, uma coisa na base do soft-power a trepar por mim acima como uma brotoeja oxigenada. Parece coisa causada por aquelas coisas maradas, alucinogénas, sei lá, ideias lançadas com base em reflexões em voz alta, exploração do simbólico, envolvimento dos afectos.





Ou seja: a nossa Segunda não pára de nos surpreender. Agora são os patrocínios para o 25 de Abril com chaimites decorados com cravos de 5.000 euros cada, feitos pela Joana Vasconcelos Passos Cagarra (Passos pelo lado do láparo, Cagarra pelo lado do pai).




Joana, a super-kitsch, sempre, sempre ao lado da troupe do regime.

 -> E tudo isto patrocinado por empresas.

Chaimite com cravos de crochet cada um patrocinado por sua empresa.

Um cravo patrocinado pelo senhor das Três Gargantas devidamente agenciado pelo púbico Catroga, outro pelo omnipresente Sr. Mosquito, outro pela Isabel, marquesa dos Santos, outro pelas Empadas do Avillez, outro pelo João Rôlo e ainda outro pelo Beauté cabeleireiros.


Boa. Vou nessa.

A Dona Cavaca rejubilaria e até o inefável deputado Amorim iria com uma touquinha de crochet, pompons nos sapatinhos e cravinho de papel crepon na lapela.

O irrevogável vice-Portas iria de manto imperial, veludo bordado com rosetas de crochet douradas, e com uma coroa feita de caixas de iogurte (para mostrar que é sustentável, claro).

Gosto tanto da ideia que estou capaz é de patrocinar tudo. Contrato os Irmãos Catita e até os ponho a cantar o Conan, o Homem Rã.

Mas ainda vou mais longe. Ó Sãozinha, não seria até mais eficiente e rentável se cada deputado fosse, ele próprio, patrocinado por uma marca? Ó pá, Sãozita, que poupanças para o erário público...

Por exemplo: o oleoso da bancada do CDS, agora nem me lembro do nome do homem, o líder, esse podia ser patrocinado pela marca de shampoo do Continente, a do PSD, aquela das écharpes, a Teresa Leal ao Coelho, seria patrocinada pela Parfois, o jovem Hugo Alexandre, o dos referendos, poderia ser patrocinado pelo fiambre da perna do Pingo Doce. Uma coisa nesta base. Cada um teria que andar com a marca que o patrocina estampada nas costas. A Sãozinha e a D.Cavaca, em parceria, até poderiam contratar a criativa Joana Cagarra para criar uma toilette adequada para cada deputado que respeitasse a obrigatoriedade de ter a marca patrocinadora bem visível.

Assim como assim, já que não representam os eleitores, ao menos que representem marcas comerciais. E, claro está, tudo isto para mostrar bem o estado de bandalheira e avacalhamento para o qual se pretende levar a nossa frágil democracia.

E, para que não lhes falte ideias, aqui lhes deixo um vídeo com obras de arte kitsch, tudo coisas boas para serem usadas no Palácio de Belém e/ou na Assembleia da República.

Não falo no Palácio de S. Bento porque isso é sabido que está transformado numa fábrica de bolos, queijadas e farófias.

Ámen.






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Relembro: abaixo deste há mais dois posts, 
  • um com humor vintage 
  • e outro com os anormais que tiram a Manuela Ferreira Leite do sério.

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E, por agora, por aqui me fico. 
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta feira! 
Have fun!


terça-feira, fevereiro 04, 2014

Christie's cancela leilão da colecção Miró. Xavier Barreto diz que temeu que houvesse ilicitude na expedição dos 85 quadros para fora do País mas, assim como assim, deixou que a operação prosseguisse e pergunta se as pessoas preferem pagar mais pela saúde para manterem os Mirós. Fiquei pasma a ouvir as barbaridades que aquela estranha e irrelevante criatura disse e, sinceramente, duvido que esteja ligada à Cultura. Deve ser coveiro ou coisa do género.


El somriure de les ales flamejants

Joan Miró

Menos mal que a leiloeira Christie's tenha cancelado a venda dos 85 quadros de Joan Miró mas, ó senhores, teríamos nós, Portugueses, que passar por mais esta humilhação nacional? 


No meio de ilícitos e outras atitudes pouco claras, negligentes e ignorantes, teve que ser uma leiloeira que ainda por cima nem é portuguesa a perceber o ensarilhamento que ali estava armado?

Teve que ser uma leiloeira a travar mais uma barbaridade que esta gente desalmada e trapalhona queria levar a cabo?

Juro que isto me mete nojo. Nojo. Até me custa falar nisto. Sinto-me humilhada.

Estamos entregues à mais desqualificada gentalha de que há memória. Desprezam o povo, desprezam o património, desprezam a cultura.

Pergunto-me: todo este empobrecimento está a ser feito em nome de quê?

Pintura de Miró
(de quem já aqui falei algumas vezes)
Para pagar a dívida não é porque quando pegaram no governo ainda não tinha atingido os 100% e, depois disto tudo, já vai em cerca de 130%.

Para travar o desemprego também não é, porque o desemprego disparou brutalmente com eles.

Para travar a emigração não é, porque os jovens não param de fugir do país.

Para eliminarem as ditas 'gorduras de Estado' não é porque não pararam de crescer.

Para relançar a economia não é porque as falências dispararam dramaticamente.


Então, se não é para resolver os problemas do País, é para quê?

Para preservar a cultura é que não é. 


E, como dizia Churchill, se não é para preservar a cultura, então para que é que estamos em guerra?


No meio disto, deste pântano infecto em que parece não se perceber quem foram os incompetentes e ignorantes que conduziram este vergonhoso processo, não vou deter-me na irrelevante criatura que parece não ter sabido da coisa a tempo e horas e que, quando soube, segundo o meu marido, deve ter dito 'que se f...' - e deixou andar.




A criatura é irrelevante, não está lá a fazer nada, deve sair não por isto mas por tudo, porque não faz falta, porque ninguém no governo lhe liga patavina e porque ele próprio não se dá ao respeito. Não vale a pena perder tempo com ele. 

Eu responsabilizo por isto duas pessoas: o Primeiro-Ministro e o Presidente da República. Se não estão cá para zelar pelos interesses nacionais estão para quê?

Por mim, há muito tempo e cada vez mais, para esta gente a porta da rua é a serventia da casa.