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quinta-feira, abril 09, 2026

Receita anti-Trump

 

Não consigo ter disponibilidade anímica para aceitar que o mundo inteiro fique em suspenso das decisões de um demente que deveria estar internado, e que não faça nada. Milhares de pessoas assassinadas, uma destruição tresloucada e absurda, o mundo atirado para uma instabilidade descontrolada, os combustíveis em preços loucos o que vai puxar todos os preços para cima, a ver se ainda não nos vemos enterrados numa recessão, a vida a andar para trás, os terroristas a parecerem sensatos e os supostos civilizados a mostrarem-se uns terroristas do pior que há -- e aparentemente parece que ninguém consegue fazer nada de útil para nos salvar desta gaiolas de malucos.

Se calhar daqui a nada ainda mostro um ou outro vídeo em que se fala sobre o assunto, mas, para já, não tenho saco. Chega a uma altura em que só me apetece dar um murro na mesa: já chega. Já chega de tanto estúpido. Já chega de tanta depravação. Caraças, já chega. 

No Instagram mostro os meus passeiozinhos pelo campo, falo de coisinhas nenhumas, e só me apetece alhear-me dos ventos insalubres que nos assolam. Ando pelo meio do verde, à chuva e ao vento, outras vezes ao sol, a varrer em fato de banho, e estou na maior. Aqui nem me apanha, penso eu, como se fosse um refúgio à prova de todo o mal do mundo.

Agora, por exemplo, entretenho-me de gosto a ver o encontro de duas mulheres incomuns. Meryl Streep já interpretou Anna Wintour e, quando se encontram, não apenas revelam uma cumplicidade quase enternecedora, uma afinidade de percepções, como mostram que se admiram. E é bom a gente deter-se em momentos assim. Eu, pelo menos, assim acho. Ou melhor, preciso de coisas assim.

Caraças, haja alguma serenidade, algum gosto em conversar, em partilhar experiências.

Meryl Streep encontra-se com Anna Wintour na Vogue

A dupla tem uma conversa franca e abrangente, repleta de humor e perspicácia. Muitos assuntos são revelados, desde os Papéis do Pentágono e a investigação de Mueller, o assédio sexual e o empoderamento feminino, até ao que Meryl e as filhas conversam à mesa de jantar.


quarta-feira, abril 08, 2026

Conhecemo-nos...?

 


Um encontro casual no elevador entre Anna Wintour e Miranda Priestly

(Afinal, iam fazer a capa da Vogue)


sexta-feira, novembro 10, 2017

Quando as duas se encontram na Vogue e a gente se lembra que o diabo veste Prada


Se me pedirem alguma vez para dizer umas quantas mulheres que admiro, cabeça de alho chocho como sou, só espero não me esquecer destas duas.


Sou admiradora de Meryl Streep de há muito. Desde a Amante do Tenente Francês, ao The Deer Hunter, Kramer contra Kramer, A escolha de Sofia... até a todos os outros de mais recente memória, nunca Meryl me desiludiu. Para além disso, sempre que fala, fala acertadamente. Não se arma em diva, não se acha no centro do mundo. É mulher de corpo inteiro e olha de frente o mundo.


Anna Wintour move-se noutros domínios mas gravita também em torno dos mundos de glamour. Mulher forte, arrojada, um pulso de aço num cabeça arejada, Anna mantém-se como editora-chefe há anos à frente da Vogue não obstante toda a desenfreada concorrência. 


Meryl interpretou alguém inspirado em Anna em O Diabo veste Prada e foi outro dos seus muitos êxitos galácticos.

No vídeo abaixo encontram-se as duas na Vogue. Anna entrevista Meryl. E é um gosto vê-las juntas.

The pair had a frank and far-ranging conversation filled with humor and insight. Much is revealed in the interview above, between the Pentagon Papers and the Mueller investigation, sexual harassment, female empowerment, and what Meryl and her daughters talk about around the dining room table.


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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Eu e a moda -- e a alta-costura Chanel, colecção primavera/verão 2016



Não serei a pessoa mais indicada para falar de moda. Embora goste de me vestir com um certo cuidado, não gosto de gastar muito dinheiro em roupa. Não vou atrás de modas, prefiro as coisas de que gosto e que não se vêem por todo o lado. Por exemplo, se as franjas estão na moda, certo e sabido que não uso nada que as tenha. Se o xadrez é o hit da saison, mais do que certo que eu lhe passo ao lado. 

Não me importo -- e, aliás, gosto -- de misturar cores, comprimentos. Gosto de assimetrias e de cores sobre cores e de écharpes. Não me ensaio nada para usar caças estampadas de um tecido atípico e conjugá-las com blusas clássicas, lisas. Gosto de articular a roupa com os sapatos e com os brincos, colares, anéis, pulseiras (geralmente tudo bijuteria e com conta, peso e medida).

Anna Wintour,
editora-chefe da Vogue americana
(que inspirou a personagem que Meryl Streep
interpreta em O Diabo veste Prada)
Dantes, quando não tinha este ofício nocturno do blog, chegava a pegar em blusas normais e fazia-lhe alguns bordados com pedras, tornando-as em peças verdadeiramente diferentes -- isto muito antes de se verem à venda blusas com pedras no decote. 

Como não gosto de usar roupa grossa porque sou encalorada, uso geralmente blusas fininhas, depois um casaquito fino, depois outro igualmente fino mas mais grossinho que o anterior. Este geralmente fica no carro e o outro salta mal entro no gabinete. Geralmente tenho também no carro uma capa de lã ou coisa do género para, quando chego à noite e vou fazer uma caminhada sem ir a casa, vestir tudo, umas coisas por cima das outras (tenho uns ténis no carro). É assim que me sinto bem. 

Gwyneth Paltrow
Nas noites frias, o meu marido vê-me assim e pergunta se acho que está tempo para andar tão mal agasalhada, casaquitos finos, um por cima do outro, e uma capa de lã ou um casaco geralmente de meia manga, de lã, por cima. Digo-lhe que sim, até porque ponho uma echarpe de lã quente à volta do pescoço e sinto-me logo aconchegada.

Portanto, não sou dada a últimos gritos da moda, a roupa de marca, a delírios fashion. Prezo o meu gosto pessoal que é desconstruído e descontraído.

Claro que, conjugando isto com uns saltos bem altos, a coisa ganha logo um ar mais 'a sério' e já posso exercer as minhas funções sem me sentir muito diminuída ao pé das minhas colegas de escritório que levam a moda muito a sério.

O meu marido uma vez ofereceu-me um fato completo, calças e blaser, Armani. Foi comprá-lo com a minha filha. É intemporal. Surpreendeu-me e encantou-me. Jamais esperaria que tivesse tal ideia e que tivesse, por ele, tomado a iniciativa de chamar a minha filha para ir com ele escolher tal coisa. E, se bem me lembro, a minha filha contou que o pai lá entrou, olhou à volta e disse que gostava daquele. Como habitualmente, em três tempos despachou o assunto. E a verdade é que acertou em cheio. Mas eu, por mim, não me sinto minimamente tentada a gastar dinheiro numa toilette de tal calibre. Sou mais de andar a descobrir raridades e autênticas pechinchas nos fins de saldos.

Cara Delevingne, um dos ícons Chanel, com o seu cão
e com um casaquinho transparente, bordado, lindo

Agora uma coisa é certa: se um dia me saírem uns milhões no euromilhões, para além dos destinos que já lhes estão destinados, dar-me-ei ao luxo de entrar na Casa Chanel em Paris para escolher um ou outro modelito.

Além do mais, se há coisa de que gosto é de ver o acto de costurar. E, quando a costura é arte (como é o caso da alta-costura), então é um fascínio.

Partilho convosco dois vídeos relativos à colecção Chanel Primavera/Verão 2016.


Vejo isto e apetece-me logo tirar ideias, desatar a aplicar coisinhas em blusinhas, pintar, bordar, pregar contas, pedrinhas, florzinhas. 

(Mas ou faço isso ou estou aqui a escrever estas coisecas, para as duas coisas o tempo não estica)





Entrevista com o mago da alta costura - Karl Lagerfeld, o sempervirens



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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma magnífica sexta-feira.

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quinta-feira, setembro 11, 2014

Um episódio com a Claudette de quem diziam ter piquinho a azedo. Uma nega (minha, claro) ao troikinhas. E, para dar alguma seriedade ao post, Anna Wintour, a toda poderosa editora-chefe da Vogue, a responder a 73 perguntas


Abaixo já comentei o debate na SIC entre os Antónios, faena que correu muito bem a Costa, o qual, apenas por piedade, não completou a lide. 

António José Seguro saíu de lá com sorriso amarelo e rabo entre as pernas, fazendo perguntas atrás de perguntas à jornalista que queria saber como lhe tinha corrido o debate, coisa que ele sempre faz quando não consegue articular qualquer raciocínio. Não foi 'Qual é a pressa?' mas foi qualquer coisa nessa base.

Costa saíu tranquilo e confiante: conseguiu encontrar o registo certo em que pode dizer o que pensa, usando de frontalidade mas evitando a flagelação que o outro lhe parece estar a pedir insistentemente.


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Agora estava a escrever isto da flagelação e lembrei-me de um episódio que se passou há uns anos no meu gabinete. Na altura, eu tinha um colega de quem os outros, apesar dele ser casado e pai de família, diziam que era abichanado. Na frente dele não davam a entender nada disso mas na sua ausência tratavam-no por Claudette, imitavam-no, contavam piadas ordinárias que metiam larilagem mas em que o personagem era ele e era uma gozação pegada, coisa de que ele nunca desconfiou dado o alto poder de dissimulação dos colegas, coisa de resto, característica do género masculino. 
Um dia, estava eu no gabinete com esse meu colega, entrou um outro que andava em confronto com parte da administração e que, por isso mesmo, estava a ser, de certa forma, penalizado.
Começámos a comentar a situação, eu a aconselhar este segundo a que tivesse sangue frio, que tivesse calma, que não fosse tão preto ou branco, que tentasse contemporizar, e ele a contar-nos novos episódios, demonstrando que os outros eram estúpidos e que muito compreensivo estava ele a ser.
Então o outro colega, o tal de quem diziam coisas, partiu para um inesperado e violento ataque, dizendo que a culpa era dele, que se punha a jeito, que não sabia dizer as coisas, que parecia que estava mesmo a provocar, e que até era bem feito o que lhe estava a acontecer, que andava a portar-se como um puto e mais não sei o quê.
O outro ouvia calado, nem ai nem ui. Eu olhava para ele já com pena, tamanha a tareia que o primeiro lhe estava a dar embora temendo que se virasse e desse alguma resposta agressiva ou inconveniente. Mas não, manteve-se calado, inexpressivo, a olhar para o outro enquanto levava na cabeça.
Aí tocou o telefone ao que diziam ter piquinho a azedo e ele, para que eu e o outro pudéssemos continuar a conversar, foi atender para o corredor.
Mal ele saíu do gabinete, diz o que tinha levado a tareia em silêncio: 'Tu viste. Tu viste'.
E eu, muito admirada: 'Vi? Vi o quê?' 
E ele, 'Então não percebeste o que é que ele está a querer...?'.
E eu cada vez mais admirada: 'Não. O que é?'
Responde ele: 'Que eu lhe vá ao cu!'

Levantou-se e foi-se embora todo danado.
Ainda eu estava a digerir e a rir sozinha, entra a Claudette. Não viu o colega e disse: 'Então ele já se foi embora...?'
Confirmei. 
Pergunta-me ele, 'Viu?'
E eu muito admirada, 'Vi? Vi o quê?' 
E ele, 'Então não viu como ele ficou caladinho...? Veja lá se ele disse alguma coisa... é o dizes... Ele sabe que eu tenho razão, fica caladinho, ai não...'
Devo ter ficado em silêncio, a conter-me para não desatar a rir à gargalhada.

***



Bem. Nem sei a que propósito veio isto mas adiante.
Aliás sei, mas não digo até porque não quero que digam que estou a comparar o Seguro com a Claudette já que não tem nada a ver, esse meu ex-colega é inteligente e tem a sua graça.
Mas, portanto, dizia eu que, sobre o debate na SIC, é no post abaixo. Aqui, agora, vou ver se me ocorre alguma coisa mais interessante.

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Poderia claro falar do porta moedas, esse pequeno troikinhas a quem puseram a tomar conta do dinheiro para a ciência e inovação na UE. A ciência e a inovação são importantes, claro que são, mas nesta europa cinzenta, burocrática e retardada, gerir um assunto como este é essencialmente gerir os processos associados a candidaturas e fundos - e aí devem ter achado que o engenheiro civil (que em vez de fazer casas gosta mesmo é de se fazer passar por economista) era rapaz para saber fazer contas e, assim como assim, com esta pasta, não vão ter que o sentar à mesa das reuniões importantes como as que se referem a economia, comércio, defesa, finanças ou qualquer outra coisa mais crítica e, portanto, vêem-se livres de ter que o aturar com aquela vozinha de flautinha. Poderia mesmo falar disso, é certo. Mas não me apetece. O gaitinhas não mexe comigo. Uma questão de química, sei lá. E, até ver, a Comissão Europeia, desde que o cherne por lá deixou aquele cheiro a pexum, também não.

Se esta espécie de esquentador provar que é mais atinado do que o cherne, que tem coluna vertebral e que não se deixa sodomizar a torto e a direito pela Merkel, pode ser que eu, um dia destes, me deite a ver o que eles por lá andam a preparar. Até lá, tenho mais que fazer. Por isso, podia falar nisto, podia. Mas em vez de falatura, sai é uma nega.

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Por isso, vou antes partilhar convosco uma daquelas entrevistas que anda a fazer furor. Até não há muito tempo ninguém sabia quem era o puto. E, de repente, pela sua 'lata', pelo seu sentido de humor, Joe Sabia dá que falar.

Refiro-me à série de "73 Questions" para a Vogue em 2014 em que ousa entrevistar celebridades no seu habitat. Já no outro dia aqui mostrei a entrevista a Sarah Jessica Parker em casa dela. Hoje mostro a entrevista à pressão, divertida, a Anna Wintour, a celebérrima editora-chefe da Vogue americana (que inspirou o filme O Diabo veste Prada). 





A que horas se levanta, o que é o mais importante no seu trabalho, prefere vintage ou novo, etc, etc. 

A entrevista tem graça não tanto pela sucessão de perguntas e respostas mas, sobretudo, pelo que dá para ver do interior da Vogue (até a Karlie Kloss aparece). E a Anna Wintour tem pinta, usa sempre uns colares com pinta, vestidos com pinta, óculos com pinta e, caraças, mês após mês, dá à luz uma revista com muita pinta.

E tem um gabinete que me faz morrer de inveja!






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Bem. Fico-me por aqui enquanto isto está bem comportado, não vá dar-me para mais alguma inconveniência. 

Relembro que sobre António Costa ao ataque e António José Seguro com sorrisinho amarelo é favor descerem até ao post já a seguir.


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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira. 


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domingo, agosto 24, 2014

O homem dos muitos banhos de gelo... e sempre com aquela graça. Benedict Cumberbatch tem mesmo muita pinta.


Gosto imenso do Benedict Cumberbatch. Não é bonito mas tem um não sei quê, talvez qualquer coisa de felino, e, em cima disso, tem aquela voz.


Anna Wintour, a Mme Vogue a catrapiscar o Benedict Cumberbatch no desfile Hugo Boss NYFW 



O seu vídeo dos baldes de gelo é qualquer coisa... O maravilhoso sentido de humor britânico delicia-me.

Só espero é que com tudo o que é gente a fazer doações, apareçam verbas mais do que suficientes para investigar, para encontrar a cura, para atenuar os efeitos da maldita doença, para ajudar nas despesas das famílias que se vêm confrontadas com um drama destes nas suas casas.



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