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sábado, setembro 07, 2019

Que não se pense que é fácil porque não é
~~ e a prova está à vista




De regresso e já a casa quase virada do avesso com tropazinha miúda de pernoita. 

Preparámos as camas no lugar delas, o lugar do costume, mas, vá lá saber-se porquê, hoje não quiseram ficar ali. E, se um não quer, o outro também não, e, depois, o sono já é muito e a rabujice também e, portanto, nestas coisas é preciso a gente perceber que se não os podemos vencer o melhor mesmo é juntarmo-nos a eles e, vai daí, tudo alterado e o acampamento mudado de sítio. Uma festa, a quererem ajudar, o bebé o mais activo. Vamos ver como corre a coisa. 


O que vejo é que crescem a olhos vistos, qualquer dia já não cabem nas camas. Depois quiseram que contasse uma história. Invento, claro, mas, a cada passo, intervêm, questionam, fazem observações, apanham-me em contradições. Por vezes desato a rir, outras fico sem resposta.

Mas, enfim, estão a dormir, lindos.



De novo, percebo que deve ter havido outro debate, não sei se hoje, se ontem ou se em ambos os dias. Continuo por fora. Agora passei pelo Expresso da Meia-Noite e uns quantos comentadores respondem a perguntas do Mano Costa e do amigo Ferrão e nada do que dizem me interessa. Conversas ditas, reditas, deglutidas, regurgitadas, reprocessadas, recicladas. Nada de nada de novo. E é o que se sabe: todos concluem que não existe nada à direita do PS, zero, o PSD e o CDS estão a ir pelo ralo, não têm nada para oferecer, nem já sabem o que são. So what? Ok, isso já sabemos.

Ninguém tem uma ideia nova para se discutir? Uma visão inesperada? Uma seca. Um déjà-vu pegado.

E isto por cá.


Lá fora foi o ex-rottweiler Schäuble que descobriu a pólvora. Infelizmente tarde demais, depois de muitos estragos feitos. Diz o estúpido: Deregulating Financial Markets Was 'Stupidity,' e eu volto a pensar que sobre gente que comete reiteradamente erros crassos e que depois vêm de fininho, como se nada fosse com eles, reconhecer que o que fizeram foi uma estupidez, só se pode concluir que é gente estúpida. E pessoas que, contra todas as evidências, apoiaram toda a porcaria que os estúpidos fizeram, são outras que tais, umas estúpidas. Ou seja, sendo que toda a política de Passos Coelho (e Portas!) -- ou seja, do PSD e CDS, as so-called direitas reunidas & encostadas -- foi seguidismo puro e duro da estúpida linha Schäuble, então o que dizer dos estúpidos que a aplicaram e dos estúpidos que bateram palminhas?
São os que andam agora, às rodas à volta do rabo, a ver onde se acoitar? E a equacionar se devem manter-se junto a Rio ou a Cristas ou se, pelo contrário, devem assobiar para o lado e, empolgadamente, ir apoiar o BE? Não sei, apenas pergunto.

Coisas tristes de tão parvas. A natureza humana tem o seu lado mau, imprestável.

E o que posso dizer é que de tudo o que vejo, no meu olhar a vol d'oiseau, a única coisa que me desperta atenção é o que se relaciona com as palhaçadas dos maiores palhaços da actualidade. Quando se diz que a ficção, por vezes, ultrapassa a realidade nunca se pensa que a ultrapassagem pode ser tão aparatosa.  Um Boris a fazer discursos que não passam de meras patacoadas, sem eira nem beira, ou com tiradas parvas, um Trump a alterar mapas para justificar tweets parvos, Bolsonaro com comportamentos abaixo de anta -- tudo abaixo de mau, tudo inqualificável.


E eu, talvez por andar com a cabeça de férias, não me apetece perder tempo com coisas dessas. Por isso, que me desculpem os que aqui vêm à procura de temáticas bem afiambradas porque, por estas bandas, agora, tudo o que é política me parece fruta do chão, nada de primeira água (nem de segunda, nem de terceira, nem de...). Portanto, se me permitem, dou meia volta e regresso às tépidas águas algarvias.

O tema hoje é mesmo paddle. Há quem passe sobre as águas, na maior limpeza. Direitinhos, passando sobre as ondas, aí vão eles, sem pestanejar. Parece coisa de nada, Coisa simples. Coisa que qualquer um se monta nela e upa-lá-lá, é só cavalgá-la -- mesmo de pé, na maior bravura, enfrentando corrida, ventania a vergastar a garupa do animal, seja o que for. 


Mas não é fácil, não. Não mesmo.

O jovem e garboso cavaleiro que aqui mostro a fazer a sua primeira tentativa é bem a prova de que montar o animal requer mais do que perícia, requer prática, muita prática.
Claro que, se ele vier, um dia, a ver-se aqui espero bem que ache graça -- mas, se não achar, é só dizer-me que eu, logo, logo, retiro as imagens. Contudo, como habitualmente, escolhi fotografias em que não dá para identificar o interveniente. Na volta é o o Clive Owen.


E, já agora, reparem bem na dificuldade acrescida: enquanto o valente tentava dominar a besta, as duas mulheres, a dele e a do amigo-instrutor, divertidamente gozavam o pratinho. Não se faz. Era muita pressão.


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E, por ora, só isto. Daqui a nada os meus galinhos e pintainhos estão a pé, como sempre cheios de fomeca. Portanto, hoje nem comento comentários nem me alongo mais.

Um belo sábado a todos. Saúde, alegria, sorte e trocos para os gastos -- pelo menos isso. 

terça-feira, dezembro 05, 2017

A célebre expedição das cabeleireiras pafinhas ao Everest
que, como é sabido, levou Mário Centeno a presidente do Eurogrupo


Sobre a nomeação de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo e a propósito de certas reacções, podia limitar-me a dizer:


Mas vou dizer algo mais.

Com vossa licença, claro está.

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Quando, há un meses, Schäuble elogiou Mário Centeno fartei-me aqui de rir. Escrevi então O elogio, pela boca de Schäuble, de que Centeno é o Cristiano Ronaldo do Eurofin é a pimenta que faltava no cu de Passos Coelho.


Contudo, no dia seguinte, ao ler a opinião de gente sábia -- desde embaixadores a comentadores com pedigree, passando pela fina flor dos PàFs -- fiquei a achar-me uma eterna ingénua encartada.

Onde eu tinha percebido uma mudança de ventos, estes outros viram gozação -- obviamente o Schäuble está a gozar com o Centeno e só os totós é que acreditam em tamanha patranha, decretaram. Onde eu tinha visto motivo para me rir do Láparo, outros viram razão para se rirem, uma vez mais, do Centeno, esse pobre risonho com carinha de enjeitado.

A minha intuição fazia-me sentir que a Europa estava a querer começar a virar a agulha, rendendo-se à evidência dos factos e predispondo-se a arrepiar caminho depois de uma errática deriva austeritária, pressentindo que ou era isto ou acabaria devorada por dentro, pelo populismo, essa gangrena que se alimenta do descontentamento legítimo mas mal informado. 

Mas, onde eu via isso, outros, os inteligentes, sabiam que não, que a Europa de Schäuble e Dijsselbloem não cedia um milímetro nem descia do seu pedestal dourado para elogiar um pobre patareco vindo dos escafundós, do portugal dos pobrezinhos.

Pensei: que reacção mais naïf a tua, oh UJM, sua santinha desmiolada. Fosses tu mais esperta e terias percebido também que o Schäuble estava a gozar. Para a próxima, benze-te três vezes antes de acreditares no pai natal.

Entretanto, o tempo foi passando.
  • E depois de uma irrisória cruzada pàfienta, em que os direitolas-unidos tentaram derrubar o pobre Centeno com base em inocentes sms, sms essas que o próprio rei do big reality show se sentiu no direito de inspeccionar, 
  • depois do Láparo ir às lágrimas com as intervenções parlamentares do dito ministro-alvo-a-abater, 
  • depois da estonteante Teodora ter botado várias das suas prescientes faladuras ao alertar para os potenciais perigos das contas risonhas do ministro-risonho, 
  • depois da pinókia albuquerca ter demonstrado a sua veia de vendedora de banha da cobra dizendo, com ar doutoral, banalidades de pernas para o ar
  • e da Cristas da coxa grossa ter expelido mais uns quantos dejectos em forma de sound bites, 
a comunicação social começou a dar, finalmente, algumas tréguas a Centeno. Na verdade, não sabiam por onde pegar.
A dívida a dar sinais de querer baixar, o défice baixinho, baixinho como jamais se esperaria (ler jamé, se faz favor), o desemprego a baixar estupidamente, a confiança a subir... e cada vez menos por onde pegar.


E, na Europa, a possibilidade de Centeno ir para a frente do Eurogrupo ia ganhando terreno.


Mas Portugal não é amigo dos seus. Está na massa do sangue dos portugueses. Não sei se é dor de cotovelo, se é fatalismo. Seja por que for, a verdade é que logo, logo, saltaram as velhas do Restelo. 



Até o omnipresente rei do big reality belém show veio a terreiro dizer que, se a eleição acontecesse mesmo, não se esquecesse o ministro Centeno de fazer o trabalhinho de casa nem de quem é que lhe paga o ordenadinho e coiso e tal -- e que não viesse alguém dizer que ele, a omnipresente Voz, não tinha alertado.


E os das so called esquerdas-unidas também saltaram a pés juntos -- que não fosse o zé povo acreditar que ir o Centeno para a frente do Eurogrupo ia ser boa coisa, que não ia, que aquilo lá quer-se é nas mãos dos mais estafermos de entre os estafermos para haver quem corporize o mal dos males e eles, os das esquerdas-unidas, terem a quem apontar o dedo. 

E os mais catastrofistas, de cabeça perdida, já falavam como se ele, Centeno-o-risonho, caso fosse eleito, se preparasse para  largar o ministério das finanças português, não passando, pois, do novo durão, a alforreca nº 2. 


Mas, enfim, o caminho faz-se caminhando e o impensável aconteceu. 
Claro que, colateralmente, foi-nos dado observar o costume: o pequeno Cambalhotas fez mais um flic-flac à rectaguarda, os comentadores avençados afinal sempre acreditaram e sempre souberam que sim e já todos conhecem a história de trás para a frente. Os avençados têm que continuar a ganhar o deles. Fazer o quê?

Mário Centeno foi eleito e vai ser o próximo presidente do Eurogrupo. E eu, a simplória de sempre, apenas posso dar-lhe os meus parabéns, desejar-lhe boa sorte e esperar que aguente as pressões e os trabalhos acrescidos e que se aguente igual ao que é, simples, lúcido, equilibrado. E fiel ao seu ideário. Será bom para a Europa e, claro, também para Portugal. Não tenho reservas. Ter Mário Centeno à frente do Eurogrupo é melhor que ter o Dijsselbloem ou qualquer outro da mesma linha. Centeno, ao longo da sua vida profissional tem sabido provar -- e é isso que espero que continue a acontecer.



Enquanto isso, Costa soma e segue. Inteligente e determinado como poucos, pode faltar-lhe alguma queda para os perdoa-me e para os beijinhos, abracinhos e selfies mas parece decidido a continuar a mostrar à Europa que há uma alternativa à austeridade-custe-o-que-custar. E isso é bom. 

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Portanto, quase a terminar, aos incrédulos, aos cépticos, aos catastrofistas, aos velhos do restelo e a tuti quanti só tenho a dizer:


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E aos Pàfs, ex-PàFs e candidatos a PàFs que acham que a eleição de Mário Centeno para o Eurogrupo se deve também ao lindo trabalhinho que Passos Coelho, o ex-irrevogável Portas, a Pinókia, a Cristas da Coxa Grossa e restante trupe fizeram antes, o que tenho a dizer é que só me fazem a lembrar a expedição de cabeleireiras ao Everest. É ver.


Monty Python e a expedição de cabeleireiras ao Everest



Muito boas, as meninas pafinhas...

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E um dia muito feliz a todos quantos por aqui passam.

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quinta-feira, maio 25, 2017

O elogio, pela boca de Schäuble, de que Centeno é o Cristiano Ronaldo do Eurofin é a pimenta que faltava no cu de Passos Coelho


Não posso aqui desfiar tudo o que me tem ocorrido desde que li que Schäuble disse que Centeno é “o Ronaldo do Ecofin”. 


A minha veia metafórica borbulha com verdadeiras epifanias em torno do tema. 
Vejo o Schäuble a seviciar, com esgares de sadismo, a sua dilecta pupila Pinókia Albuquerca, vejo o Schäuble a obrigar o servil Gaspar a praticar actos impuros (e abstenho-me de usar a partícula reflexa para não dizerem que estou a pisar a linha encarnada), vejo o Láparo pelas ruas da amargura, a correr com o rabo em chamas ou então a ganir de rua em rua e o mastim alemão a acelerar na cadeira de rodas atrás dele, a rosnar-lhe, de dente afiado... vejo coisas assim -- mas tudo em brejeiro, tudo recorrendo a um vocabulário vernacular, impróprio para consumo.
Ajoelhou... tem que rezar!

[Ai não, não era isso, desculpem: era 'tem que pagar']

Ora, atendendo a que este é um salão onde se usa apenas o mais fino léxico e a mais requintada semântica e que eu própria cubro o meu púdico rosto quando alguma ideia menos piedosa se me ocorre, coibo-me de aqui verbalizar os meus pensamentos.


Limito-me a, caridosamente, recomendar ao nosso Láparo de estimação que, depois desta do Schäuble a comparar o Centeno ao CR7 

  -- e do Marcelo, esse ubíquo e fofo catavento, vir dizer que por uma vez o sinistro Rottweiler não tinha pensado mal -- 

tente ele (ele, Láparo) acalmar o ânus com água de malvas, quiçá aplicar também unguento para assaduras (vaselina não, que isso poderia dar más ideias a algum malandreco que tenha contas a ajustar). Ou, não tendo nada disso em casa, pois que encha o bidé de água, coloque lá uns cubos de gelo, e ponha o rabo de molho. Há-de passar. O tempo tudo cura.


Ok, ok, já sei que tenho um coração de manteiga, sempre com pena dos desvalidos. Mas, fazer o quê?, estou com uma peninha dele... cada vez numa saia mais justa, sem chão onde pôr o pé... Só falta mesmo a Teodora oferecer flores ao Costa e fazer um striptease para agradar ao Centeno. Sim, já só falta isso.
Portanto, com vossa licença não falo mais no assunto. Pena, pena do pobre coitado. Apenas transcrevo mais uma coisitinha que li:

“Há doze meses, era tudo tão diferente. Portugal estava à beira das sanções económicas da União Europeia e o sucesso do seu novo Governo de coligação de esquerda estava longe de ser assegurado. Hoje, já não viola as regras orçamentais da UE e espera entregar antecipadamente 10 mil milhões de euros ao FMI”, lê-se na newsletter do “Politico” (que acompanha as políticas e personalidades da União Europeia).

Ui... Coitado do láparo.

[E mais não digo. Não quero que pensem que gosto de pisar em quem já está mais do que no chão, e ainda por cima, agora, o pobre com o rabiosque a arder daquela boa maneira. Ainda vinham dizer que eu sou insensível ao sofrimento do coitado do láparo ou dizer-me que estou assim porque não é comigo, que pimenta no cu dos outros é refresco. Não, não. Calo-me já.]


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Mas, já agora, permitam que partilhe convosco a lembrancinha que o ex-amigo do coração, Schäuble de sua graça, (ex-amigo do láparo, atenção! -- não meu), lhe deixou aqui para o poor, poor coitado, ir ouvindo enquanto estiver a tentar apaziguar os calores da assadura anal.

[And pardon my french]



Uuuuhhh...

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As imagens que usei para enfeitar o misericordioso texto provêm da infindável arca do saudoso blog We Have Kaos in the Garden

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E, depois desta cena triste e meio escatológica, caso queiram purificar-se, desçam por favor para irem ao encontro do Pato Donald, da viúva em vida Perpétua Melania e de sua filha igualmente viúva, a Barbie Ivanka, e mais uns quantos deslassados que foram de visita ao Vaticano, moer a paciência ao pobre Francisco.

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quarta-feira, março 22, 2017

O apertadinho do Dijsselbloem,
as máquinas de lavar do mastim Schäuble e o dinheiro russo,
o novo gabinete da filhinha do papai, Ivankinha Trumpinha, na Casa Branca,
o Diogo Morgado e a Joana de Verona
(e que raio se passou entre eles? e quem, afinal, vem a ser ela?)
e, no meio disto, não consegui acabar o dia com o Abel Barros Baptista nos braços.
E assim sucessivamente
.





Não vou falar daquele apertadinho que não sabe bem o que é isso de vinho e de mulheres. Como marrãozinho que quer fazer gracinha, falou do que não conhece. Pela carinha de quem comeu e não gostou ou de quem anda sempre com qualquer coisinha a tolher-lhe os movimentos, sempre lhe achei ar de quem não estava ali a trazer saúde às finanças da Europa. A pinókia e o seu láparo amestrado todos se derretiam mas eu, que sou boba, reconheci logo que aquele ali não é dos meus, àquele falta vida, falta cama desarrumada, falta escola de rua, falta tanta coisa. O homenzinho que levou uma corrida em osso nas eleições não aprendeu a lição e continua armado em coisa ruim, mostrando que, por dentro, é igual ao que é por fora: os neurónios todos enrodilhados.

Por isso, apenas lamentando que, na união europeia, os corredores do poder continuem abertos a bicheza de tão má raça, não vou dizer nada sobre o dito Dijsselbloem até porque por cá é o que não falta é gente que alinha pela mesma oratória, desde o cassândrico Oh Dr. Medina até à prima Teodora, passando pelo J.M. Fernandes, que até dá dó tanta indigência, e à desinfeliz Helena Matos que não dá uma para a caixa, e acabando no rebelde-populista escritor Meças de Carvalho (e o que me custa escrever isto; a sério que custa -- mas por todo o lado vejo afirmações dele que me deixam quase catatónica). Portanto, para que não venha algum holandês apontar-me o dedo à cara para que veja eu bem a tralha machista, azeda e fora de prazo que temos dentro de casa, deixo-me mas é ficar aqui muito caladinha.



Também podia falar do dinheiro russo que tem andado a ser lavado nos bancos alemães (e holandeses não...?) ou podia falar especificamente no Deutsche Bank, o brinquedo do mastim Schäuble, por onde parece que tem passado muito dinheirinho vivo que vai de pousio depois de ter sido colectado por gente que não se recomenda. Mas não falo nisso não vá o meu micro-ondas começar a ser usado pela Kelly Ann para me espiar para descobrir quem é que me passa a informação, ou para tirar a limpo se sei de fonte segura que, por ali (ali Deutsche Bank - atenção!), passou algum dinheiro que, na volta, ainda financiou a campanha de Trump.


Portanto, cala-te boca.


Ou podia falar de Ivanka Trump, a filhinha com quem o pai gostava de poder namorar, que agora já tem gabinete na Casa Branca. Mas não falo. Não acho nada de mais. Já que a Melania diz que está bem, está, e continua a viver a vidinha dela longe do anormal do marido, ele vai buscar um sucedâneo. Diz que a filha vai ser os seus ouvidos e olhos. E ela presta-se a isso, portanto está tudo bem. Não está mais aqui quem falou. 


(Todo o cuidado é pouco com gente paranóica. Do piorio.)


Finalmente, podia falar do romance entre o Diogo Morgado e a Joana de Verona mas não me arrisco. Primeiro, não sei quem ela é, segundo, não dá para perceber se, entre eles, apenas pintou ou se já rolou e, terceiro, aposto que Marcelo já os deve ter chamado a Belém para lhes dizer umas quantas verdades. Portanto, nem disso eu me atrevo a falar.


Um vazio, isto. Nada de que se consiga falar.

Só se for isto: fui comprar um livro para a minha mãe e, de caminho, noblesse oblige, trouxe um para mim, um que andava a namorar-me faz algum tempo. Cedi. Agora à noite, depois dos momentos poéticos e derivados, estava outra vez para me armar em intelectual mas, como agora sempre acontece, o meu intelecto diz que está bem abelha, prega-me uma rasteira e aí estou eu, de ko, a dormir o sono dos justos. Só agora é que voltei a acordar. Por isso, o Abel Barros Batista vai ter que esperar por mim. Mas eu acho que ele espera.

E assim sucessivamente.

E, confiante nisso e noutras coisas, vou pregar para outra freguesia.

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Imagens da Casa Dior.

Natalia M.King diz que I Need To See You. Ela lá sabe.

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E queiram descer, caso apreciem poesia e filosofia. Da boa.

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domingo, julho 03, 2016

Porque não falo da Maria Luís Albuquerque, essa descarada, ou do Durão Barroso, esse naco de inutilidade, ou do Schäuble, esse cão sem dono, ou de vários outros assuntos da nossa pequena actualidade




Acabei o livro do outro dia. O Lobo das Estepes. Sem surpresa assisti à reaprendizagem, à descoberta, ao delírio, ao efeito de estilhaço que o calor tem sobre o gelo. Os lobos transportam o mistério das noites, os enigmas da loucura, as indiziveis falhas que se abrem nas ruas escusas. Quando levados para a luz do dia, podem, num primeiro momento, parecer dóceis cães dispostos a todas as aprendizagens mas logo, logo, um uivo se soltará do seu coração e o apelo do negrume lhes toldará a visão.

Tenho agora aqui à minha volta alguns outros. Hesito.

O calor arrasta-me para a indolência mas o cansaço traz-me impaciência. Parece que só a escrita muito rara me prende a atenção. Falem-me da sensação de passar devagar a mão pela madeira para sentir o seu veio, falem-me de sonhos ou de memórias, falem-me com o coração nas mãos e elegância nos gestos, falem-me com a simplicidade das pessoas boas e aí talvez eu me deixe ficar, feliz, a ler, sossegada, com vontade de mais. Ou poemas com palavras normais, despidos de afectação. Tragam-me poemas que me soem como subtis melodias, toadas que me lembrem os mares do sul ou os gritos das gaivotas, abraços tristes ou sombras desenhadas, paisagens desconhecidas, lamentos, cantares de amor. Poemas assim eu quero.


Da actualidade nacional agora dei em fugir. Causa-me uma insuportável náusea tudo o que vem da gente do anterior governo -- o Passos Coelho, o Moedas, o ex-doutor Relvas, todos esses. Causa-me, por exemplo, uma grande náusea o que aquela mulherzinha diz (refiro-me à maria luís albuquerque, tudo escrito com letra pequena), sempre pouco séria, pouco digna, sempre sem um pingo de vergonha. Causa-me também um desconforto muito grande a história daquele Diogo Gaspar que era director do Museu da Presidência, que foi condecorado duas vezes e de quem se suspeitam coisas terríveis. Leio essas notícias e fico agastada, tenho vontade de me manter higienicamente ao largo.

Depois as notícias de Bruxelas, aquilo do défice, as ameaças feitas por senhorzecos. Dá vontade de os mandar dar banho ao cão, pentear macacos. Quem é essa gente para se dar ares desta abusadora maneira, senhores?

E aquele rafeiro do Schäuble, sempre a ladrar? Não há pachorra. Só com desprezo. Não acho que se lhe deva dar palco. Gente assim deve ser ignorada, mancha os dias, mancha o nosso sossego.

Não tenho paciência, francamente não tenho.

Por isso fotografo flores, veleiros, gatos, leio romances ou poesia, faço testes de personalidade que de científico pouco ou nada têm mas que me descansam o espírito, escrevo sobre devaneios, invento histórias, passeio pela beira do rio, pela rebentação das ondas, ouço música. Por vezes recebo mails em que me pedem para falar sobre isto ou aquilo, política, crises bancárias, coisas assim. Gostaria de conseguir mas não consigo. 

Enquanto este calor ou esta canseira não me passarem, devo continuar neste registo. Nada a fazer. Na volta já entrei foi na silly season.


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A primeira fotografia mostra veleiros no Tejo vistos através de umas espigas e as duas últimas mostram a praia, maravilhosa, nestes dias de calor.

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E, portanto, a quem entrou agora, aconselho que se deixe deslizar até ao post seguinte onde há mais um teste de personalidade, este com base científica e à base de cores. Como habitualmente, a bem da total transparência, revelo o resultado do meu teste.


E há ainda texto novo no meu Ginjal. Ide que é coisa cada vez mais rara.


quinta-feira, fevereiro 18, 2016

À atenção da comunicação social de sentido único e dos comentadeiros-avençados:

É mesmo, Schäuble?
.... e ....
O dia feliz do senhor Wolfgang

[A palavra, respectivamente, à Mariana Mortágua e ao Xilre]


Na íntegra, dois textos altamente instrutivos -- com a devida vénia aos autores.

Mariana Mortágua

É mesmo, Schäuble?


Verão de 2007. Portugal estava a banhos e descansava sobre um crescimento económico de quase 2,5%, a que se juntava o défice abaixo das exigências de Bruxelas e uma dívida de 68% do PIB.

Do lado de lá do mar, o sentimento era outro. O Lehman Brothers mostrava os primeiros sinais de instabilidade. Ainda assim, ninguém fez grande caso, até o banco apresentar perdas de 3900 milhões, deixando os mercados em estado de sítio. O resto da história já sabemos. O fim da bolha do imobiliário norte-americana deixou o sistema europeu em apuros, secou o financiamento à atividade económica e obrigou a gigantescos resgates com dinheiro dos contribuintes. As economias periféricas, mais frágeis, foram as primeiras a cair, assim que a loucura dos especuladores chegou às dívidas públicas. Sob a pressão das agências de rating, o financiamento dos estados ficou insuportavelmente caro, precisamente no momento em que era mais necessário. E, tudo isto, sob o olhar parado e indiferente do todo-poderoso BCE.

Passaram oito anos. Com desemprego, pobreza e recessão, os países periféricos pagaram o facto de serem a economia errada, no momento errado, no sítio errado. Promessas foram feitas: os mercados seriam controlados. Mas, desde então, o BCE injetou milhões de milhões de euros num sistema financeiro que continua demasiado endividado, forrado de ativos tóxicos ou desvalorizados pela crise prolongada na Europa. Crise europeia que, diga-se, o desempenho das economias emergentes já não consegue mascarar.

Eis agora que o maior banco alemão, o Deutsche Bank, aparece a anunciar perdas de 6000 milhões de euros, sabendo-se que detém derivados no valor de 65 triliões, umas vinte vezes o PIB alemão. E que foi condenado a pesadas multas por manipulação de mercado. Perante isto, tudo isto e mais a crise dos refugiados, o perigo da extrema-direita e a eventual saída do Reino Unido da União Europeia, o ministro das finanças Alemão, Wolfgang Schäuble, não encontrou melhor explicação para o "nervosismo" dos mercados do que o Orçamento do Estado português, o tal que se atreveu a fazer valer, ainda que timidamente, um pouco de autodeterminação.


Isto já só não espanta quem tiver deixado de ver para além da pequena gaiola onde nos enfiaram com a história do "portem-se bem, a culpa é toda vossa, viveram acima das vossas possibilidades". Uma Europa lamentável e, acima de tudo, muito triste.

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in Xilre



O senhor Wolfgang olhou para a neve que lhe tapava a janela do quarto e ainda assim sorriu. Estava feliz. É certo que tinha que se ralar com a impopularidade da chefe do seu acolhedor país, com uma cratera nas contas do maior banco do seu impoluto país, com a perda de encomendas no maior fabricante de automóveis do seu regrado país. Mas ao menos hoje, pela saúde da águia, ao menos hoje não tinha que se preocupar com os juros da dívida pública daqueles calaceiros do sul. O senhor Wolfgang estava tão radiante que até saiu em roupão para atirar bolas de neve aos passantes, com os olhinhos a cintilar por trás das astutas lentes.
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E claro que podia juntar mais literatura de apoio como, por exemplo, O regresso dos gémeos tóxicos das finanças europeias da autoria de Wolfgang Münchau (a que fui parar através do Vida Breve). Mas, para já, acho que chega. Contudo, se os papagaios avençados das rádios, televisões e jornais precisarem de mais, disponham: estou aqui para ajudar.


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E caso queiram saber o que acho do apoio que António Costa deu ao Carlos Costa no sentido de, caso ele precise, lhe dar um little empurrão  já que ele, pelos vistos, não tem força anímica para de lá se desalapar, queiram, por favor, descer até ao post já a seguir.


sábado, fevereiro 13, 2016

#OsCartazesdoLáparo
[Post Nº2]


Esta é para ti, ó Coelho, mas vai em alemão (a la Google) para facilitar a vida aos teus putativos patrões:
O Laparo, die Sie gerne zu gehorchen, welche Nation, zu Ihrem Chef nicht verstehen, die Papelaco machst du da? Merkt man nicht, dass Ihr Chef Schäuble die Wolle über die Augen der Menschen zieht?
Ihr Köpfchen nicht erkennen, dass er wollen Sie ein Mensch Sand zu tun, meine? Ich mag dich, dies zu geben? Schauen Sie, erfährt, dass die beschämt s "Ihre Landsleute .



NB

Olha lá, ó Coelho. Como não deves saber alemão nem deves saber como é que a google traduz, poupo-te o trabalho e retroverto agora do alemão da google para o português também da google. Se achares que não te soa lá muito bem, tenta adivinhar qual o português original antes de eu o submeter aos tratos de polé da google.

Ora bem, por ordem:

1. Lá em cima:
O Laparo que você gostaria de apresentar esta nação, para o seu chefe não entendem o Papelaco você está fazendo? Você não percebe que seu chefe Schäuble areia para os olhos das pessoas em movimento?
Não detectar sua cabeça que você quer um homem para fazer areia, meu? Eu gosto de dar-lhe isso? Olha, descobre que o sentido vergonha s "Seus compatriotas.

2. Dentro do cartaz:
Olhe para me ver na Laparo, pequeno Rangel, a criança leitões e Magellan oleosa se o deslocamento dar para enganar a atenção para os mega barracadas de bancos papalvos alemães, não que milhagem de gás trafulhice mencionar
"Assustar a caminhada costeira, os mercados, ui, ui. Para Laparo, busca, pesquisa, como dirá em seu país!"
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E queiram, por favor, seguir para o primeiro d' #OsCartazesdoLáparo já no post que se segue.

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sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Alô, alô puto malcriado do PSD (Leitão Amaro de seu nome): que tal ouvir a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô Paulo Rangel que, em Bruxelas e em todo o lado, anda histericamente a dizer horrores do Governo do seu País: que tal ouvir Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô Matos Correia que com ar blasé dá a entender que este governo é apologista da rebaldaria: que tal ouvir a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô José Manuel Fernandes e demais jornalistas e comentadores que enxameiam a comunicação social, confundem alhos com bugalhos e o género humano com o Manuel Germano: que tal ouvirem a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô Duarte Pacheco e Luís Montenegro que andam a lançar poeira e confusão a propósito da TAP, dando a entender que este agora foi um mau acordo: que tal ouvirem a Manuela Ferreira Leite?
Alô, alô viúvas do láparo, mariazinhas, troca-tintas e louras burras (de ambos os sexos) que por aí andam a dizer que a turbulência dos mercados tem a ver com o coitado do Orçamento português: que tal ouvirem a Manuela Ferreira Leite?




O que a comunicação social, com má fé ou estupidez natural, propala, empola, distorce, deturpa, macaqueia -- dando voz a toda a espécie de caceteiros, sarrafeiros, trauliteiros, vendidos, ignorantes e estupores -- é muito grave e perigoso.

Falam do que não sabem, assustam as pessoas, mentem à descarada, fazem o jeito a quem não se ensaia nada para dar cabo do país, preparam o terreno para que os abutres pousem perante a passividade ou agradecimento das vítimas. 

Um nojo.

Pouco já leio, ouço ou vejo o que esta matilha anda a fazer mas, quando se dá o caso de ver, fico com o estômago virado do avesso.


Salvou-me hoje a Manuela Ferreira Leite na TVI 24 com o Paulo Magalhães que desmontou, uma por uma, todas as patranhas que essa cambada por aí anda a espalhar. 


Louvou o facto de haver uma alternativa à estratégia política e económica que tem vindo a ser seguida nesta Europa esfrangalhada (o 'esfrangalhada' é coisa minha), falou com serenidade do Orçamento, desdramatizando os riscos, quase gozou com a estupidez de quem acha que o que se passa nos mercados tem a ver com o pobre coitado do OE, explicou como uma declaração infeliz dos lados da Reserva Federal ou do mastim rafeiro Schäuble causam maior perturbação do que tudo o resto que se diga ou faça, demonstrou como o anterior acordo de venda da TAP feita às pressas pelo desclassificado Passos Coelho (o "desclassificado" é meu) é cinquenta mil vezes pior do que o acordo que o Governo do Costa agora conseguiu (os 50.000 também são meus), elogiou o incentivo à economia com o financiamento às empresas por onde, segundo ela (e segundo qualquer pessoa com dois dedos de testa), passa a recuperação do País.

E eu, ouvindo Manuela Ferreira Leite -- serena, didáctica, assertiva até dizer chega -- pensei que que seria bom que ela se pudesse fechar num retiro espiritual, durante 1 ano, com a cambada do PSD e CDS e com a trupe de jornalistas, papagaios e comentadeiros avençados, a ver se lhes consegue ensinar alguma coisa.

Não seria fácil porque há por ali muita gente completamente nhurra e uma data deles formatados para serem uns reles vendedores de banha da cobra. Mas, enfim, talvez os tornasse, pelo menos, civilizados. E seria bom que fosse devidamente equipada para aplicar os justos correctivos aos relapsos e insurrectos. Mas aplicar sem medo.

Só por exemplo, acho que àquele puto que agora se tornou omnipresente, o tal Leitão Amaro, não se deveria ensaiar nem um bocadinho para lhe aplicar uns belos carolos e proibi-lo de ver Playstaion como castigo por ser tão mal educado. Que sujeitinho mais precisado de ser posto de castigo e de levar umas belas palmatoadas. Não sabe o que diz, fala do que não sabe, não se cala, é malcriado, vulgar, insuportável.


E não digo mais nada porque falar desta gente me dá ânsias.

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As imagens, como é bom de ver, provêm do fantástico We Have Kaos in the Garden. 

E, vejam só ao ponto a que isto chegou: eu a elogiar desta forma tão rasgada a Manuela Ferreira Leite. Se isto não é o fim dos tempos...  

E o PS, BE e PCP que não começam a combater a sério a guerra suja dos PàFs, não...

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Volto aqui para vos dizer: quando o Paulo Magalhães perguntou a Manuela Ferreira Leite se o Ministro das Finanças tinha que se preparar para medidas extraordinárias ela explicou, com muita calma, que quem gere um orçamento tem que estar sempre preparado para ir fazendo ajustamentos, cá como em todo o lado, mas que não estava a ver que houvesse necessidade disso a menos que acontecesse algum drama fora de normal.

Pois bem: o que é que a seita do Expresso colocou no título da notícia sobre a intervenção dela?

Ferreira Leite: O ministro das Finanças “tem de estar preparado para tomar medidas adicionais”


É certo que, no corpo da notícia, a coisa já tem outro tom mas a má impressão já ficou. E, portanto, uma vez mais aqui digo: o Expresso está transformado num pasquim. Tenho pena.


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E agora, com vossa licença, vou navegar nas subtis ondas gravitacionais.
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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira.

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quarta-feira, outubro 07, 2015

O discurso do Cavaco? Ora abóbora.


Não gosto de sair tarde, não gosto de passar os dias inteiros enfiada na empresa, de manhã à noite, detesto não poder fazer a minha caminhada pela beira do rio. Mas as coisas são o que são e faço minhas as minhas palavras quando, aos que se queixam de muito trabalho, digo, feita sonsa, que mais vale muito trabalho do que nenhum trabalho. É verdade mas é uma parvoíce pôr as coisas assim, em confronto. Enfim.

Adiante que não consigo, sequer, falar de coisas sérias. O facto é que chego a esta hora com uma leve dor de cabeça, a pensar no que me espera amanhã, sabendo que vai ser a mesma coisa - e a lamentar já não estar com cabeça para grandes aventuras aqui junto de vós, meus Caros.

Bem. Já chega de queixinhas.


Vinha eu no carro quando ouvi o mister. Não fala tão mal como o outro nem anda de cabelo pintado, nuançado e alvoreado mas são, ambos, personagens que exercem sobre mim o mesmo sentimento de rejeição. De rejeição e de incredulidade - penso sempre o mesmo: como é possível...?!
Se ele lesse isto, amigo que é de dinheiro como macaco por banana, era capaz de dizer que tomara ele ganhar os milhões que ganha o outro.
Mas, enfim, não é de miudezas dessas que vou falar.

Dizia ele, lá na sua, que se alguém pensa que vai ele formar governo está muito enganado: é o vais! Acho que, no fundo, foi só isso que retive. Isso e, ó surpresa, que tinha convidado o Láparo para continuar a escaqueirar o país. Bem, acho que não foi bem isso que ele disse: acho que disse que pediu ao outro para arranjar uma cena qualquer com que ele não tivesse com que se ralar até ir com a sua Maria para onde ninguém lhe moa a paciência. Basicamente, acho que foi isto.

Depois, chegada a casa, ouvi uns quantos comentadores, desses que já se confundem com a mobília, a falar de compromissos, a falar do que os assessores do dito escreveram sobre como fazem na Suécia e nesses países onde a gente é alta, loura e feliz e, também, a contar-nos o que eles fizeram quando eram ainda mais pequeninos e faziam parte de governos. Como se alguém quisesse saber disso para alguma coisa.

Por acaso, por acaso, agora o marroquino cá de casa (qual sueco, qual carapuça!), ao fazer zapping, foi parar à RTP 3 e está o Peres Metelo a conversar com o Borges de Macedo, o Teixeira dos Santos e o Ricardo Paes Mamede e estou a gostar. Interessante. Gente sabedora, que se sabe fazer entender.

Eu, se estivesse de cabecinha fresca, ainda tecia para aqui umas considerações a propósito deste nosso triste país de mansinhos do qual até o brincalhão do Schäuble se sente no direito de gozar à porco, dizendo que gostamos de austeridade e que vá mas é de reforçar a dose, e ao qual (país) os funcionários administrativos de Bruxelas exigem que se apresente (lá) um Orçamento e que o governo (o que está de saída, presumo) cagüe* para os representantes do povo e para essas mariquices constitucionais de votar os orçamentos no parlamento.
*Notem que coloquei um trema no u para que o u seja lido e a palavra soe a palavra fina.
Tirando isso, parece que as mariazinhas e os coisinhos do regime andam todos num frisson a ver se são convidados para o governo, e só se ouve que sai este, entra aquele, e aqueloutra vai para ali e a outra azarinho, vai bater perna para outro lado. Pois também não quero saber disso para nada.

Eu, cá para mim, espuma dos dias e cagarrices à parte, acho que, se foi isto que os portugueses quiseram - e uma vez que as 3 esquerdas não atinam (e muito menos se entendem) -, mais vale que se deixe que os PàFs continuem a fazer o que lhes der na bolha, à solta, sem ajudas de ninguém. E, quando a poeira tiver assentado e se vir que os portugueses finalmente estão a perceber as ficções mal albardadas e as cavalices em que o láparo e o vice-irrevogável são useiros e vezeiros, pois, então, quando fizerem asneira da grossa ou estejam preparados para o fazer, que se lhes puxe o tapete. Até lá, não há condições objectivas para formar um governo alternativo ao dos PaFs. Não somos a Suécia, caraças, é o que é. 

Portugal, Terra Maravilhosa


Até podia passar a toda a hora este hino dos Irmãos Catita, para interiorizarmos que somos mesmo uma terra do melhor que há. 

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E, por agora, é isto.

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira.

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terça-feira, julho 14, 2015

Passos Coelho anda a gabar-se de ter partido dele a chave para a solução encontrada para a Grécia. Bela solução. Até o Der Spiegel qualifica as medidas impostas como 'um catálogo de horrores'. E o The New York Times diz que 'If this counts as a victory for the European project, it is hard to imagine what a defeat would look like.'. Mas o Passos Coelho anda a gabar-se. E eu, vendo-o com aquela cara de pau a dizer o que diz, só me lembro daquele macaco do vídeo. É o que ele devia fazer a seguir às gabarolices que apregoa (e que me desculpem os meus Leitores mas este fulano tira-me do sério)


Sou uma pessoa de paz, juro que sou. Gosto de andar na boa, gosto de me rir, não gosto de discussões, de conflitos. Mas uma coisa é certa: há pessoas que parece que têm o condão de despertar em mim maus instintos. Passos Coelho é um deles.




Tem dado cabo do país e, em vez de ter vergonha na cara, ainda se gaba do que fez. Não percebo se não tem mais do que um par de neurónios e, mesmo assim, muito debilitados, ou se acha que os outros são parvos. Provavelmente é uma mistura das duas coisas, ou seja, um verdadeiro desastre para o País.

Mas quando uma pessoa pensa que mais baixo ele não vai conseguir descer, eis que nos surpreende. Agora anda a gabar-se de que aquele lindo serviço que foi engendrado para fazer capitular a Grécia, para vilipendiar o partido do Governo e o próprio Tsipras que teve a ideia de organizar um referendo e, sobretudo, para humilhar os gregos, teve mãozinha dele e que terá sido dele, em pessoa, que partiu a chave de ouro para a venda a patacos dos bancos gregos (e, quem diz bancos, dirá tudo o que seja apetecível para os grandes investidores transnacionais).

E em vez de ter a decência de manter o decoro e a reserva, não: anda a gabar-se. Dá ideia de que não tem vergonha naquela cara.

Transcrevo:

1. (...) "Até tivemos, por acaso, uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema, na medida em que foi nossa a sugestão de que do valor dos 50 mil milhões de euros, 25 mil milhões pudesse ser utilizados para, de certa maneira, poder privatizar os bancos que estão agora a ser recapitalizados", afirmou Passos Coelho.


(...) "Quero também, pois claro, congratular e cumprimentar - como de resto o fiz, no final da reunião -, o primeiro-ministro grego, pelo facto de ter mostrado um espírito construtivo, para que o acordo pudesse ter sido alcançado", admitiu Passos Coelho.


2. Se não fosse Passos Coelho a dizê-lo, Portugal não saberia que tinha sido do seu primeiro-ministro a autoria da proposta que pode permitir destinar para investimento algumas verbas do gigantesco programa de privatizações gregas que se avizinha. Isto se, entretanto, o Parlamento de Atenas ratificar a decisão de Bruxelas e, no espaço de dois dias, cumprir o que a própria revista alemã Der Spiegel qualifica como “um catálogo de horrores” - o programa de medidas que deve aprovar até quarta-feira e sem o qual nada prosseguirá. (...)



3. (...) In exchange for a cash lifeline, the country has agreed to much greater concessions than those that were under discussion a few weeks ago. Among them: higher taxes, cuts to government pensions and a sell-off of $55 billion worth of state assets in order to recapitalize banks and make debt payments. That last strategy is a little like a family selling off its furniture to make its mortgage payment; you can do it, but it does not exactly amount to a long-term solution.


(...) The compromise was this: France and its allies won the point in that Greece is still nominally part of the eurozone. 

But the conditions Germany won to punish the country for its misdeeds seem so severe that it could easily topple the fragile coalition government in Greece.


France “won” in the sense that the unraveling of the eurozone did not happen on July 13, 2015. But it came at the cost of policies that make it less likely that will be the case one, six, or 12 months from now.

If this counts as a victory for the European project, it is hard to imagine what a defeat would look like.

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Curioso como a imprensa estrangeira (a aqui referida e outra) não refere o papel decisivo de Passos Coelho no beijo de morte que a UE deu à Grécia. Portanto, pode muito bem acontecer que, para além de tudo, nem sequer seja verdade aquilo de que se anda a gabar.

E eu, vendo aquela cara de pau, aquele sorriso enviesado e despudorado, aquele artista à espera de um Pirandello que se lhe ajeite, só me apetece sugerir que ele, a Merkel, o Schäuble e todos quantos se uniram para tentar acabar com a democracia, a liberdade e a soberania de um país como a Grécia, façam o mesmo que o macaco do vídeo abaixo e nos deixem em paz.



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E mais um link para o que por aí se tem dito sobre esta bravata do fantástico PPC

#poracasofoiideiaminha


[O hashtag do momento e a compilação possível de uma série de outras ideias dele para o político profissional que procura refinar a arte de aldrabar os seus eleitores.]


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As imagens usadas para ilustrar o texto foram obtidas na net e, com excepção da que se vê que provém do We Have Kaos in the Garden, desconheço a sua origem pelo que não a posso aqui referir.

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Estava com vontade de me atirar a outro post num registo completamente diferente (porque este me desgasta) mas estou com sono e, para além disso, hoje tenho livros novos. Por isso, desculpem esta minha preguiça mas acho que vou dar uma voltinha neles.

Amanhã estarei de volta, tentativamente sem sugestões do calibre da que hoje me ocorreu. A ver se amanhã me sai um post de salão (mas isso, claro, depende do láparo - a ver se ele não me provoca)

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma terça-feira muito feliz.

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