Mostrar mensagens com a etiqueta Teresa Caeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Teresa Caeiro. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, abril 13, 2017

Cátia Palhinha sem cuecas -- ou 'A origem do Mundo'
[E alguns piropos sedutores para satisfazer alguns dos meus Leitores]


Só de vez em quando me lembro de ver as estatísticas do Um Jeito Manso e, ainda menos, a das palavras-chave que, a partir dos motores de busca, trazem as pessoas até mim.

Contudo, quando me apetece ficar bem disposta já sei que é a essa porta que devo ir bater. É que não é apenas a graça de perceber o tipo de questões que assola ao espírito de algumas pessoas como também o constatar em que conta me tem o algoritmo da google.

Todos os dias há algumas que se repetem. Desde logo 'um jeito manso' ou 'blog um jeito manso' ou 'quem é a autora de um jeito manso'. Isso é banal.


Também, recorrentemente, aparecem algumas através das quais antecipo o conhecimento de algumas fofocas que, decorrido algum tempo, vejo que se confirmam. Por exemplo, hoje aparece o nome de conhecida apresentadora de entretenimento televisivo ao lado de nome de bem conhecido director do Expresso. Não sei se é só fumaça, como diria o titio do filósogo Bruno de Carvalho, ou se há mesmo fogo. On vera

E há as que me aparecem quase desde o princípio dos tempos: 'alexandra lencastre plástica', 'quem operou a alexandra lencastre»' ou 'alexandra lencastre gorda'. Aliás, esta da gordura é frequente. Coisa de mulherzinha má. Presumo que sejam mulheres que vão ao google e, com sorrisinho vingador, escrevam outro dos 'best of': 'teresa caeiro gorda ou grávida?'. Acho isto de uma perversidade assinalável. Caramba: isto é lá coisa que se pergunte? Onde a subtileza...? Sugiro que, para a próxima, escrevam antes: 'quando é que o Miguel Sousa Tavares começa a cozinhar comida saudável?' ou 'qual a nutricionista onde a Teggy está com vontade de ir?'. Coisa discreta e construtiva.



Mas há uma expressão que está sempre nos tops das estatísticas do Um Jeito Manso: 'Cátia Palhinha sem cuecas'. É certo que um dia, tendo recebido um mail com uma foto da dita vedeta com a passarinha ao léu e, por sinal, uma passarinha bem penugenta, a publiquei. Aliás, tenho ideia que foi até o meu filho que ma enviou. Acho que na altura não o mencionei mas tenho ideia que sim.



A partir daí, esse post é visto com frequência porque, qual Origem do Mundo pela pena de Courbet, dá ideia que há muito pessoal que gosta de ver a gloriosa saída de quem se faz ao mundo pelas vias normais (ia escrever 'a gloriosa entrada' mas, felizmente, dei por isso a tempo).

Claro que não sei se a Cátia Palhinha ainga gosta de andar a dar ar à pluma. Também não sei se é da família de um tal João Palhinha que tenho ideia que joga futebol. Ou seja, infelizmente, sobre tão profunda e cabeluda temática nada mais tenho a acrescentar. Lamento. Ninguém é perfeito. 


Outra expressão que traz muitos leitores até mim é 'piropos sedutores'. Esta não sei bem porquê. Mas como 'sedução' é outras das palavras chaves frequentes, presumo que o algoritmo da google ache que aqui o meu inocente blog é um antro de pecado e perdição, ou, nos melhores dias, um lugar onde se pratica a sedução e onde se pode obter inspiração para sacar alguns piropos à maneira.


Ora, dizer piropos, que eu saiba, não é bem o meu forte. Portanto, temo bem que as pessoas por aqui andem, coitadas, debalde, à procura de piropos. Lembrei-me, então, de, para tentar que, na próxima, não vão daqui de mãos a abanar, inventar agora uns quantos.

Ora bem. Então, vamos lá a ver se sai coisa que se aproveite. Vou tentar que sejam usáveis por pedreiros (livres ou não livres), poetas, filósofos, engenheiros, chefs ou desocupados ou, mesmo, deputados ou comentadores. Para dizer a mulheres:
  • 'Se eu pudesse, colocava-a em água, e cheirava-a a toda a hora, minha linda e perfumada flor'
ou
  • 'Os meus olhos não se cansam de a olhar mas mais ávidos ainda estão os meus ouvidos por ouvir-lhe palavras de amor, amada minha'

Para dizer a homens e, identicamente, para ver se servem para todas as faixas etárias, preferências linguísticas, ocupações ou credos: 
  • 'De entre todas as feras do mundo, é a ti que eu escolho para me ronronares ao ouvido, oh meu leão' -- [Dúvida: os leões ronronam? ou deveria, antes, dizer: 'meu tigre'?)
ou
  • 'gosto do teu verbo, gosto da tua lógica mas gosto ainda mais da força que adivinho nos teus braços, oh meu tarzan'
claro que, se for para dizer a um lingrinhas, a coisa deveria merecer um twist:
  • 'gosto da força mental que adivinho no teu olhar mas é do teu verbo e da tua lógica que eu estou à espera desde que nasci, oh meu platão' 

[Não são grande coisa como piropos, bem sei, mas quem dá o que tem a mais não é obrigado e eu, a esta hora, com os neurónios a meio gás, já não consigo produzir melhor sedução enlatada. Aliás, estava aqui a ver se me ocorria banda sonora para este post e nada. Se me passar esta fase de 'brancas' profundas, ainda aqui venho colocar um little video.]

____________

E agora das duas uma: ou durmo aqui uma pequena sesta e acordo toda esperta e pronta para outro post ou descubro alguma coisa que me esperte antes de dormir ou, o que também é provável, caio aqui num sono profundo e assim me quedarei até ouvir chamar pelo meu nme.

____

Ah, é verdade, as três últimas fotografias são de Helmut Newton

____________________

Talvez o Poema dos Olhos da Amada - Vinicius

(O que acham?)


__________________

A ver se lá para a hora do almoço consigo acabar o que vai a meio. Depois publico.

Me aguardem...

___

quinta-feira, novembro 26, 2015

Mas o que é que a Teresa Caeiro anda a fazer na televisão? A fazer de comentadora não é porque não diz duas de seguida. Rebola os olhos, balbucia sons e nunca se consegue perceber se tem alguma coisa dentro daquela cabeça. A menos que estivesse a ver se conseguia desfocar a Mariana Mortágua.


No post abaixo já me insurgi contra os critérios jornalísticos da SIC que chamam três para ver se dão uma tareia no Galamba mas uma tareia em que ele fique sem dentes e com um braço ao peito. Não conseguiram, claro, que o Galamba é duro na queda e chegou bem para eles; mas foi um tal charivari que para ali se armou que ele teve que falar grosso para se fazer ouvir. 

Como ali referi, cá em casa, furiosos com aquele circo estapafúrdio, desligámos a televisão. Passado um bocado, já na sala, voltámos a ligá-la. 


E fomos dar com a Mariana Mortágua, de um lado, contida como sempre e, em frente, a Teggy, uma vez mais na versão Miss Piggy, toda de cabeleira aos cachos sobre os ombros, toda ela olhinhos, boquinhas, sorrisinhos. 


teresa caeiro na televisão com mariana mortágua

Não soubesse eu a Teresa Caeiro casada com um homenzão como o Miguel Sousa Tavares e, olhando para aquela performance, quase diria que mais parecia estar a atirar-se à Mariana Mortágua. 


teresa caeiro quase parecia estar a atirar-se a mariana mortágua

Mas como admito que a dita Senhora Deputada do CDS não seja de sexualidade fluida, aquilo deve ter sido apenas mais uma demonstração dos seus habituais modos destemperadamente fofos.

teresa caeiro na televisão com mariana mortágua

Mas isso podia ser apenas uma questão de forma. Só que não: mais grave ainda do que o despautério daqueles trejeitinhos, é o que ela diz. É que não se aproveita nada. Nada. Não consegue dizer uma frase inteira. Mal diz o sujeito já começa a hesitar no verbo e, a partir dali, já não atina, muda de ideia a meio da frase. E, se lhe perguntam uma coisa, começa por dizer que quer, primeiro, comentar o que o interlocutor disse e, mal abre a boca, diz uma tontaria qualquer que não tem nada a ver com o que tinha sido dito. 
Dava uma personagem cómica de primeira, daquelas louras burras que não acertam uma. Aliás, eu, se produzisse um programa cómico, até fazia a pares: ela e a Paula Teixeira da Cruz a representarem os PàFs. Ganda dupla. Não sei é quem é que lhes colocava à frente. Podia ser o gozão do Augusto Santos Silva, que lhes havia de dar um baile de a gente se partir a rir, mas agora já não dá, foi para ministro. Olha, talvez a Ana Gomes para ser a curtição completa. E quem haveria de ser o partenaire da Ana Gomes? Haverá algum bacano no PCP ou no BE que garantisse uma bela revista à portuguesa?
De notar que até admito que Teresa Caeiro seja boa pessoa. Mas a questão é que acho que não está ali na televisão na qualidade de boa pessoa. Mas, se não é por isso, também não sei porque seja porque, como comentadora é que, de certeza, não é. Nunca a ouvi tecer um comentário que se aproveitasse, mas é que nem um. Aliás, acho que nunca conseguiu sequer dizer uma frase completa até ao fim.

Quanto à Mariana Mortágua, como sempre, esteve aquela máquina. Bem pode a outra rebolar-se, fazer olhinhos, titubear, fazer boquinhas, dizer toda a espécie de coisas ao lado que ela não se torce nem se amolga. Continua na dela, focada, articulada, voz baixa, olhar vibrante, certeira na argumentação. Uma mulher de armas. Só que a outra não dá luta.


E eu interrogo-me uma vez mais: quais os critérios jornalísticos que levam uma televisão a contratar uma pessoa que parece padecer de dislexia mental e que não sabe nada de nada nem consegue, sequer, disfarçar que está ali mais para ver passar os comboios? Não se percebe. E depois é desatenta. Hoje disse uma coisa qualquer sem grande sentido. A Mariana Mortágua corrigiu-a. Pois ela, parecendo ter ouvido a correcção, voltou, afinal, a repetir o que antes tinha dito: dá ideia que não conseguiu processar.

Ou seja, é um caso perdido. Ao fim de pouco tempo, vendo que a coisa não ia dar em nada porque, por brilhante que seja a Mariana Mortágua, com uma interlocutora daquelas, a coisa não resulta, fizemos zapping e pusemo-nos a ver um programa qualquer de culinária. Agora estou a ver um excelente programa sobre os intervenientes das bandas rock dos anos 90 (90 ou 80? - nem sei; já devo estar velhinha, velhinha, a cair da tripeça, porque me parece que foi há pouco tempo e, às tantas, estão a falar de coisas que se passaram para cima de há uns vinte anos ou trinta anos; credo). 

..

Relembro: sobre o João Galamba cercado por três sem açaime agarrados às pernas dele falo no post abaixo.

E, de bónus, também lá encontrarão o momento erótico da noite: o tal José Gomes Ferreira em êxtase perante o Catroga dos milhões. 

..

sexta-feira, novembro 20, 2015

Sobre a reacção da Deputada Teresa Caeiro, no Parlamento, a propósito da iniciativa parlamentar do PS de acabar com a taxa moderadora no caso em que as mulheres abortam, só tenho a dizer que se apresentou desconchavada, trauliteira, a usar mau português e, pior, a portar-se como uma Miss Piggy descontrolada


Nesta fotografia a deputada do CDS
até está muito compostinnha.
Agora, na AR, estava um despropósito.
Uma autêntica Miss Piggy mas em versão debochada

Sobre os dislates provocatórios que a senhora Deputada Teresa Caeiro lançou na direcção das bancadas da esquerda, sobre as expressões, sobre os trejeitos que, vistos na televisão, pareceram alarves, só posso dizer que é uma pena que haja deputados que exerçam assim a sua função. 
Não vou aqui reproduzir as vacuidades que proferiu porque acho que estaria, eu, a prestar um mau serviço à democracia evidenciando a fraca qualidade de alguns deputados. 
Sóbria e acutilante esteve Heloísa Apolónia. E enquanto a ouvia, a desorbitada Teggy continuava rebolando-se no seu folguedo pseudo-argumentativo.


A direita está passada dos carretos, fora dos eixos, parece que tudo o que aquela gente diz revela que não está na plena posse das suas capacidades mentais. Um despautério posto em marcha a toda a hora - mas em roda livre. E Teresa Caeiro, do que vi, foi na AR, ontem,o expoente desse desconchavo.

Quanto ao que lá se passou, limito-me a deixar aqui o link para uma das notícias e a dizer que acho bem o resultado da votação porque o mal que uma mulher sofre quando aborta é um mal maior e grande parte das mulheres que o faz, faz, em sofrimento, porque não tem condições para dar uma vida digna aos filhos. Fazê-la pagar uma taxa moderadora, a menos que prove que não pode pagar, é impor-lhe um sacrifício escusado, gratuito, uma coisa mesquinha que revela ausência de compaixão.

Sobre este assunto, recomendo vivamente a leitura do post Linhas cruzadas do magnífico blog Xilre (que hoje tem um post brutal intitulado A proteção do modo de vida ocidental).

...

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma boa sexta-feira.

..

segunda-feira, novembro 17, 2014

Miguel Macedo demitiu-se? Era previsível. Por isso não me vou alongar e, se me permitem, continuo na onda do humor: Anúncio de emprego para loja de roupa (pretende-se alguém com força e paciência) ao som de uma brilhante interpretação de Mozart a cargo de Sara X Mills


A minha filha ontem dizia: o que eu acho é que deviam parar rapidamente as investigações senão não sobra um.

Achei graça e é, também, a sensação que sinto. Mas não só eu. A minha mãe, à noite, dizia mais ou menos a mesma coisa: uma cambada, andam a convencer-nos que temos que ganhar menos, para eles, os gulosos, andarem a meter dinheiro ao bolso.

Um tio meu, que sempre foi mais de direita, também já fala com asco de toda esta classe política que agora aparece aos nossos olhos desta forma sinistra: incompetência primária, insensatez, insolência e, pior ainda, corrupção.

Liga-se a televisão e lá estão eles e os seus defensores, uma praga:
  • Marques Mendes, usando o seu tempo de comentador, para passar certidões de bom comportamento aos amigos ou para se limpar a ele próprio, 
  • Luís Montenegro que, como diz o meu marido, anda sempre com um sorrisinho fdp de quem parece que está a fingir que não tem vontade de rir e de onde nunca sai nada de construtivo, só parlapié balofo, politiquice barata, 
  • Duarte Pacheco que parece que tenta ser um homem sério que se viu metido no meio de um gang e que parece sofrer horrores para defender o indefensável, 
  • Teresa Caeiro que esbraceja com a boca, quase parecendo grasnar, e nada dizendo de válido ou útil, 
  • e isto já para não falar em todos os outros desta maioria que apoia um governo que devia ser banido rapidamente das vidas dos portugueses, 

Tudo uma gente que não se aguenta. Ferem a nossa inteligência, atentam contra a nossa dignidade.


Este domingo, depois de ter chegado a casa vinda da casa nova-velha do meu filho - cujas reparações estão quase a entrar na recta final dos arranjos - deitei-me no sofá com a Filha do Papa enquanto esperava pela declaração de Miguel Macedo que seria daí a nada.

Mas, apesar dos dotes de Lucrécia e do Fo e da expectável relevância das palavras do agora ex-Macedo, não tardei a adormecer.

Quando vim a mim já estava o Ricardo Costa a dizer que o que era importante não era o que os outros comentadores tinham dito mas sim o que ele ia dizer. Espantei-me (não com as palavras do Ricardo, que sabe sempre mais do que os outros, mas com aquela gente ali toda já a opinar). Mas o Miguel Macedo já tinha falado? O meu marido esclareceu que sim e que não tinha dito nada de mais, apenas que já tinha dado para este peditório e obrigadinho que tinha mais que fazer.

Pronto. Menos um. Depois ainda ouvi o Sócrates e um bocado do Marcelo. 

Mas esta conversa já me cansa porque um País não anda para a frente nem dá alegrias ao seu povo com gente como o Láparo Agarra-Ministros, o irrevogável vice-Portas ou o C-Rato, o Pintas de Lima, a Loura da Cruz, a Desaparecida Cristas, a mulher do Toni Alburcas e outros que tais - e tudo o que uma pessoa diga a mais do que isso é chover no molhado.

Quando agora me sentei aqui, maçada com esta actualidade que mais parece um alguidar de água infecta e choca, fui espreitar o correio e um mail salvou a minha disposição. Depois, lembrei-me de outro que tinha recebido há dias, um belo apontamento musical e que me pareceu fazer um bom pendant com este de hoje. E é isso que aqui vou divulgar.


Sara X Mills esclarece que não tem cordas nos generosos seios, apenas silicone, e que o que se adiante se verá não é truque, é coreografia genuína. A música é Eine kleine Nachtmusik numa interpretação de 1936 da Orquestra Filarmónica de Viena






Ora bem. Ao som de Mozart, passemos então ao Anúncio para Emprego

Oferta de trabalho 

PRONTO-A-VESTIR, SECÇÃO DE PROVAS.

EXIGE-SE: 9º ANO, EXPERIÊNCIA, FORÇA E PACIÊNCIA. 





Remuneração em função dos resultados obtidos.


.....

segunda-feira, março 17, 2014

Paulo Portas, o chefe de Teresa Caeiro que, na questão da co-adopção, votou contra a sua consciência, a qual é mulher de Miguel Sousa Tavares que acha que ele, Paulo Portas, se prepara para atirar pela janela o chefe, Passos Coelho, quando chegarmos a Maio de 1640. Coisas lá deles que só servem para me porem as frases às voltas. E, para ter aqui coisa séria, deixo-vos um excerto da carta de Nuno Norte Pinto, 'Carta de um pai que emigrou (a uma filha que por cá fica)'. Tudo leituras no Expresso, desta e da semana passada.


Se não tomo cautelas e não vou dizendo que abaixo deste ainda há mais, é certo e sabido que, amanhã, o meu marido não os lê. Por isso, os meus Leitores que me desculpem estes intróitos mas eles têm um único destinatário: o meu digníssimo marido, o meu Cristo de olhos cor de mel (a minha filha passa-se com estas minhas descrições do pai: 'ó mãe! o pai um cristo de olhos cor de mel...!? please...!.'). Adiante. Voltando ao meu marido. Diz que não tem muito tempo, que abre o blogue num bocado que tenha livre, que espreita para ver o que há de novo e, se não há aviso a dizer que há mais, fica-se por aí. E, se eu lhe pergunto se ainda não aprendeu a espreitar a ver o que se segue, pergunta-me ele se eu ainda não aprendi que ele tem mais que fazer. O que é que eu hei-de fazer, portanto, senão ir dizendo: olha que há mais.

Por isso, cá vou eu: a seguir a este post, falo do Marques Mendes, depois da Clara Ferrreira Alves, e depois, para acabar em beleza, mostro a maravilhosa Martina Hills.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.


*

Excertos da imprensa


1. Sobre a indignidade dos deputados que não sentem que tenham que responder perante os seus eleitores ou, sequer, perante a sua consciência


Diz o Expresso: Teresa Caeiro absteve-se na coadopção em 2013 e queria voltar a fazê-lo


Mas não o fez. Votou contra. Ao Expresso ela explica porquê: senti-me na obrigação de saber interpretar a 'orientação firme de voto' e continua ' ao fim de quase 20 anos no CDS tive que interpretar qual o sentimento da estrutura orgânica do CDS.

Leio e fico revoltada por haver gente assim na Assembleia da República, gente que se esquece até da sua consciência. Não é que eu não esteja farta de sabê-lo mas, de cada vez que o vejo reiterado, não consigo evitar a náusea

Pois eu, o que tenho a dizer-lhe a ela, e mais à deputada do PSD que chorou ao assumir a sua cobardia, e todos quantos, por cobardia, subserviência, oportunismo ou pura estupidez votam de acordo com as instruções que recebem, é o seguinte:
Empregados de partidos, acéfalas correias de transmissão, não fazem falta nem no Parlamento nem em sítio nenhum da vida pública. Xô! 
Que uma criatura como Teresa Caeiro, que tem o desplante de vir para os jornais confessar a sua indignidade (e quase a gabar-se dela), não se demita no dia seguinte, é uma vergonha. Que não se sinta agoniada de cada vez que se vê ao espelho é um mistério.


*

2. Sobre o 1640 de Paulo Portas



Aproxima-se, entretanto, o 1640 de Paulo Portas e ele anda nervoso com as cerimónias inerentes à Restauração (terá que atirar algum Miguel Vasconcelos pela janela, alguém que simbolize a colaboração com o ocupante estrangeiro, e não vejo ninguém mais apropriado do que Passos Coelho). Deve ser por isso, porque o seu timing não pode ser perturbado, que ele se embrenhou num caminho sem honra, nem lógica nem coragem, na questão da co-adopção.



in 'A cada um o seu timing' de Miguel Sousa Tavares no Expresso deste sábado (falando, na última frase, da 'orientação firme de voto' que Paulo Portas, o chefe da sua mulher, Teresa Caeiro, deu ao partido, levando-a a abdicar da sua consciência.



*

Embora com uma semana de atraso, não quero deixar em branco

3. Sobre um dos efeitos da governação de Passos Coelho e Paulo Portas



Sinto, como certamente muitos outros pais e mães sentem, uma raiva enorme do meu país, que nos interrompeu as nossas vidas, os nossos projectos, a nossa felicidade.

sei que esta dor da separação forçada, que se aviva como uma brasa ao vento de cada vez que regressamos a Portugal (e partimos de volta), é uma dor comum a ti e a mim, à nossa família, a todas as famílias que estão literalmente partidas e que fazem um esforço para enfrentar a incerteza e a infelicidade de novos e provavelmente longos períodos de separação.

Sei também que as ditas 'elites' se estão absolutamente a marimbar para todos nós, os que partiram e os que aí ficaram.

E estou certo que, para muitos de nós, esta raiva vai, a pouco e pouco, transformar-se em desprezo, à medida que vamos reunindo as nossas famílias, recuperando a nossa felicidade.

E nada pode ser pior para um país do que o desprezo dos seus cidadãos.


in Carta de um pai que emigrou (a uma filha que por cá fica) de Nuno Norte Pinto, professor da Universidade de Manchester no Expresso de 8 de Março.


***

Relembro: abaixo há Marques Mendes, a seguir Clara Ferreira Alves e, finalmente, há Martina Hills (infelizmente de costas, lamentarão alguns leitores)

***

Volto hoje ao meu Ginjal e Lisboa para ouvir uma grande entrevista: Adélia Prado é um nome grande da literatura em língua portuguesa. E é uma grande e bela mulher. Uma mulher que prende. A inteligência é assim: não há nada mais atraente. Convido-vos, pois: muito gostaria que fossem até lá. Vão gostar, é o que vos posso prometer.

***

E, assim sendo, por aqui me fico por agora.
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela semana a começar já por esta segunda feira.

sábado, janeiro 18, 2014

Hugo Soares, Teresa Leal Coelho, Teresa Caeiro, Miguel Frasquilho e vários outros deputados que tiveram uma actuação miserável na votação do referendo relativo à adopção e coadopção por casais homossexuais: tudo farinha do mesmo saco. O primeiro será um pobre coitado, sem mundo, sem um pensamento naquela cabeça mas os outros negaram a sua própria consciência e a sua dignidade de cidadãos livres em nome de uma mesquinha e miserável disciplina de voto. Um dia triste para os portugueses: ficámos a saber que a maioria dos deputados deste país não é gente honorável em quem se possa confiar pois até a sua própria consciência espezinham. Um dia triste também para Fabíola Cardoso.


Não é por Teresa Leal Coelho se ter demitido de vice-presidente do seu grupo parlamentar ou por alguns outros terem feito declarações de voto que marcam alguma diferença face ao abandalhamento que revelou ser a ala que apoia a coligação (des)governamental. 


O que é isso? Que importância tem o gesto póstumo de explicar porque fizeram o que fizeram? Nenhum.


Deixaram, isso sim, que um garotelho qualquer, uma criatura que não tem decência cívica, um tal Hugo Soares, conseguisse fazer o Parlamento escrever um dia negro na sua história - e alinharam com isso.


Na prática, calaram a sua consciência sobre um tema tão do foro da consciência pessoal, deixaram-se instrumentalizar, marimbaram-se para a vida de todas as pessoas envolvidas em situações como as que são objecto do projecto de lei, nomeadamente as crianças, anularam-se a troco de ficarem bem junto das instâncias partidárias. 

Todo este episódio é miserável. Envergonha quem nele participou. 

Se estes deputados estão mesmo contra este acto miserável - este referendo tirado da cartola, uma verdadeira golpada de que Relvas não desdenharia, a baixa política em todo o seu esplendor - deveriam ter-se deixado estar na bancada e, na hora de votar contra, deveriam ter-se levantado e votado contra. O povo paga-lhes para se portarem de forma digna. 

O povo não paga a traidores e é o que eles mostraram ser. Trairam o eleitorado mas pior, muito pior que isso, trairam a sua própria consciência. Quem não consegue respeitar-se a si próprio não é digno de outra coisa que não desprezo.

Miserável foi, de resto, toda a forma como o PSD se portou ao longo deste processo, culminando com o não dar liberdade de voto numa matéria tão sensível como esta. Miserável. Atitude miserável a dos que gizaram tudo isto e atitude miserável a dos que aceitaram alinhar com esta atitude tão canalha. Se um deputado não pode agir e votar em consciência então está na Assembleia da República a fazer o quê?

A lei da coadopção - que foi, portanto, travada com a chico-espertice dos rapazolas da JSD e com a cumplicidade cobarde dos que votaram a favor, se abstiveram ou se ausentaram na altura da votação - já deveria ter sido aprovada e já deveria estar a ser posta em prática. 

Para se perceber o que está em causa com a pretendida lei da coadopção, leia-se a carta de uma mulher que pede que a aprovem:

UM  DESABAFO 

Chamo-me Fabíola Cardoso, tenho 41 anos, sou professora em Santarém e mãe de duas crianças com 9 e 11 anos de idade.


Estas duas crianças são fruto de uma relação lésbica e têm crescido na realidade de uma família que em tudo as cuida, que sempre soube provir a todas as suas necessidades mas que não é reconhecida pelo Estado Português.

Estas duas crianças têm como figuras parentais duas mulheres, a quem chamam mãe, ainda que nos seus documentos apenas conste o meu nome. Foi-me diagnosticado, em Julho deste ano, um carcinoma invasivo da mama. Na sequência desse diagnóstico fiz uma mastectomia no Hospital Distrital de Santarém e encontro-me neste momento a fazer quimioterapia, da qual já resultou a necessidade de um segundo internamento hospitalar.

UM  LAMENTO 
Foi a situação da minha doença que alterou profundamente a minha visão da situação dos meus filhos e me leva a escrever-vos hoje esta missiva. Fomos até agora, as duas, capazes de zelar sempre pela segurança e o bem estar dos nossos filhos, mas esta situação de doença veio abalar significativamente a aparente estabilidade e firmeza. Que aconteceria aos meus filhos se eu tivesse morrido na mesa de operações? Conseguiria a sua outra mãe a tutela? Seria correto, face a essa situação, sujeitar as crianças a um processo legal deste tipo? Que enquadramento legislativo teria um juiz para decidir a favor das crianças e da manutenção da sua família real? Ou poderá alguém de bom senso e bom coração afirmar que será melhor para estas crianças serem entregues a um familiar ou até a alguma instituição??!! Estive uma semana internada, devido a uma complicação causada pela quimioterapia. Como pode a outra mãe destas crianças justificar perante a sua entidade patronal a necessidade de faltar para as apoiar se, legalmente, não lhes é nada?? Porque teremos nós, uma família que cumpre todos os seus deveres, de não poder beneficiar numa situação de infortúnio dos diretos que assistem às outras famílias?? Ficamos na dependência das simpatias, das disponibilidades de cada um. Lamento profundamente que, devido à situação legal existente no nosso país, eu tenha muitos mais motivos de preocupação do que aqueles que deveria ter neste momento e que as minhas crianças estejam numa posição de fragilidade que não deveriam estar.
E  UM  PEDIDO 
Venho pedir-vos a decência de aprovarem a Lei da Co-adoção, não porque a considero excelente, excelente seria simplesmente todas as crianças deste país terem uma família feliz onde crescer em segurança, mas porque nenhuma família deveria ter de passar pela situação que a nossa está a passar. Gostaria que, independentemente da cor do símbolo político que usam na lapela, pensassem honestamente nesta situação e se tentassem colocar, não no meu lugar, nem no da outra mãe, mas sim no lugar dos meus filhos. São eles os principais desprotegidos neste cenário e são-nos porque o Estado Português se sente na legitimidade de ilegitimar a sua família. Desejo o dia em que ninguém tenha de passar pelo acréscimo de sofrimento e insegurança em que a situação atual nos coloca. Nesse dia Portugal será um pais mais justo e mais democrático.
Está nas vossas mãos. 
Obrigada, Fabíola Cardoso

*

Face a este pedido tão vindo das entranhas, a resposta do PSD e do CDS foi o que se sabe. 
Na prática riem-se na cara de quem os elegeu, riem-se na cara de quem ainda espera alguma coisa deles. 





Shame on you, Miguel Frasquilho, Teresa Leal Caeiro, Teresa Caeiro e outros, shame, shame on you.


*

A primeira imagem provém, como é visível, do blogue We Have Kaos in the Garden. as restantes foram obtidas na net sem que tenha conseguido descobrir a sua proveniência original.

*


Declaração de interesses: Sou mãe de família de uma família dita normal, não tenho nenhum nenhum caso de homossexualidade (pelo menos declarada) na minha família mais chegada ou no meu núcleo de amigos mais próximos. Não me orgulho nem deixo de me orgulhar por isso da mesma forma que não me orgulho ou deixo de orgulhar por uns serem louros e outros morenos. Mas uma coisa é certa: não é o eu não ter casos no meu núcleo mais próximo que me impede de achar que qualquer pessoa tem direito a viver em felicidade a sua vida de acordo com as suas orientações sexuais - e deve vivê-la no pleno usufruto de todos os direitos, os quais devem ser independentes de orientações sexuais. Por maioria de razão, todas as crianças devem poder viver protegidas e felizes independentemente da orientação sexual dos seus pais, sejam eles biológicos ou não. E tenho a maior dificuldade em perceber quem ache o contrário disto.


quinta-feira, janeiro 16, 2014

Teresa Caeiro está grávida? A que é que a Clara Ferreira Alves foi operada? A Clara Ferreira Alves é casada? A Manuela Moura Guedes tem a casa à venda? O Passos Coelho não tem vergonha na cara? A namorada do Hollande está grávida?


No post abaixo partilho convosco dois vídeos que, tendo já algum tempo, não deixam de ser relevantes como documentos que ajudarão a perceber melhor a nossa história recente. Ou não. Ou seja, ou são documentos históricos ou  peças de humor. Eu ainda não me decidi. Vocês ajuizarão.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra. Cusquice pura e dura.

*

Volta e meia, vou aqui às estatísticas do blogue e espreito as palavras que as pessoas colocam nos motores de busca e, através de quais, vêm parar aqui, ao Um Jeito Manso. Como já aqui o referi algumas vezes, os motores de busca, dos quais o google será o mas conhecido, utilizam algoritmos complexos que, pegando nas palavras que as pessoas escrevem, vão percorrer biliões de sites por todo o mundo, ordenando-os segundo a forma como o site parece corresponder melhor ao que a pessoa pretende com as palavras que escreveu.

Ora, sabendo isso, só posso concluir que ou o Google utiliza algoritmos cheios de bugs ou eu esqueço-me do que aqui escrevi pois a verdade é que é para mim um mistério o que aqui encontro.

Tirando as palavras-chave que percebo e, claro, que são em maior número ('um jeito manso', 'blogue um jeito manso', 'quem é a autora do blogue jeito manso'), as perguntas mais recorrentes da última semana são as que puderam ler no título da mensagem. Ora, quem aqui entrou à procura de respostas, não as encontrou pois eu, tirando uma, em relação a qualquer das outras, não faço ideia.

(Uma coisa é certa: muitas vezes soube que havia coisa através das palavras que usam para aqui chegar. As pessoas ouvem rumores, tentam confirmá-los no google - e, depois, ao fim de algum tempo, chega a confirmação).

Mas, então, para que as pessoas não se sintam defraudadas entrando aqui e não encontrando nenhuma resposta às suas dúvidas, vou pronunciar-me.


A Teresa Caeiro está grávida?


Não sei. Não estará apenas gordinha? É preciso não esquecer que estamos a sair das festas de Natal, Ano Novo, Reis. Além disso, o maridão gosta de cozinhar. O que sei (wikipedia dixit) é que faz 45 anos no próximo dia dos namorados e, portanto, se é para vir um maninho para o seu filho, terá que se apressar. Já o maridão, o Miguel Sousa Tavares, a vir aí bebé, tê-lo-á quando tiver 62 anos e sendo, provavelmente, já avô. Mas, enfim, esteja a Teggy grávida ou não, e apesar de ser do CDS, partido mal afamado, só desejo é que, entre ela e o marido, corra tudo pelo melhor.



A Clara Ferreira Alves foi operada? E é casada?


Também não sei responder a nenhuma das perguntas. O que sei é que, de facto, faltou a vários Eixo do Mal (não sei se compareceu ao último porque eu estava in heaven e lá só apanho os 4 canais generalistas) e, de cada vez que não estava, os colegas de mesa diziam que ela estava a recuperar bem. Também sei que não há-de ter sido nada de grave pois manteve as crónicas no Expresso, certinhas, direitinhas, com a qualidade de sempre. Seja como for, o que desejo é que esteja bem, que não tenha sido nada de grave. Gosto da forma frontal e lúcida como se exprime, quer verbalmente quer por escrito. Quanto a ser casada, não faço ideia. Que seja feliz - casada, solteira, viúva, divorciada ou amancebada - é o que lhe desejo.



A Manuela Moura Guedes tem a casa à venda?


Não faço ideia. Há muito boa gente a desfazer-se de casas grandes e caras cuja manutenção é onerosa e cujos impostos são proibitivos. Também conheço quem se desfaça de casarões e os troque por apartamentos mais pequenos apenas porque acha que já não tem idade para casas grandes e quase sempre vazias (pensam isso geralmente depois dos filhos saírem de casa). Não faço ideia do que se passa com a Manuela Moura Guedes no que à casa diz respeito (aliás, nem à casa nem a nada mais).



O Passos Coelho não tem vergonha na cara?


Devo dizer que esta pergunta é recorrente. Às vezes, em vez de Passos Coelho a pergunta refere-se a Paulo Portas.

Não conheço pessoalmente nenhum deles mas, do que me é dado ver, a esta acho que posso responder sem correr o risco de me enganar: acho que, quer um, quer outro, não têm qualquer vergonha na cara.

Nenhuma.



A namorada do Hollande está grávida?


Esta pergunta apareceu várias vezes ontem. Não sabia (e não sei) mas, de facto, fui pesquisar e parece que a imprensa diz que sim, que Julie Gayet está grávida de 4 meses. 


A ser verdade, o Hollande é mesmo uma fera, um touro, um ser apaixonado, um sedutor, um garanhão, qualquer coisa (porque qualquer coisa é, não me venham com coisas; não parece, nem se percebe o que seja mas, enfim, algum trunfo secreto ele tem).

Agora uma coisa vos digo: gostei da segurança dele na conferência de imprensa, sem expor a sua vida e sem se armar em santo, sem moralismos escusados. Não há dúvida que a França é o reino do amor, parece que ninguém consegue fugir a um belo e picante romance. Pois que sejam todos muito felizes é o que eu lhes desejo.


***

Recordo: desçam, por favor, até ao post seguinte pois há dois vídeos singulares (e mais não digo para não estragar a surpresa).

***

E, por hoje, fico-me por aqui. 
Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta feira! 
E animem-se, está bem? 

quinta-feira, julho 18, 2013

Já que o Cavaco resolveu estragar o verão às cagarras e aos portugueses em geral, venho também fazer alguns apelos à união nacional, à salvação das almas e aos acordos selados com beijo de língua. Vivam os grandes negociadores que vão salvar Portugal! Vivam!!!!


Não tenho visto as notícias. Quando, aqui no quarto, se liga a televisão e aparecem debates ou comentários sobre a crise, sobre a negociação e mais não sei o quê, o meu marido desliga a televisão ou muda de canal e eu já estou como o outro: não tenho força anímica para lhe fazer frente.

Aliás, acho que uma cena destas no pino do verão é cá um disparate... Aquele Cavaco não devia era ter ido mais cedo para as Selvagens e estado um mês inteiro lá no meio das cagarras, em vez de aparecer com esta agora do acordo? É como quando lá no trabalho, estando eu já sem paciência nenhuma para coisas complicadas, me aparecem pedidos de reuniões, coisas para resolver. Só me apetece dizer para me deixarem em paz, que façam o que quiserem. Gente chata, credo.

Este Cavaco não tem mesmo savoir faire nenhum: é lá altura para andar a lançar uma coisa destas? E a propósito: já se percebeu sobre o que é que é suposto chegarem a acordo?

Numa semana, será que PS, PSD e CDS vão conseguir fazer a quadratura do círculo e porem-se de acordo sobre questões estruturantes? Se o PSD continuar a querer o que tem querido até aqui (que é sacar o dinheiro todo aos contribuintes para pagar juros agiotas, reduzir pensões e direitos e cortar ordenados para que, quem compre as empresas portuguesas, o faça a preço de uva mijona, com os trabalhadores à mercê de qualquer esmola e com medo de piarem pois saberão que o pio lhes pode ser fatal), se o CDS se mantiver como até aqui (com uma perna a empernar com o PSD e, com a outra, encostada à parede, de mini-saia, a ver se atrai o eleitorado descontente), como será possível fazerem algum acordo com o PS?

A menos que, numa de Paulo Portas, todos virem as casacas, e dêem o dito por não dito... Já não me admirava nada.

Não tenho fé nenhuma nestas coisas instantâneas, artificiais. Li agora na net que até há um manifesto assinado por individualidades a pedir que os partidos cheguem a acordo. 

Está certo que pedir não custa. Pelo que vejo, de repente, toda a gente esqueceu as trapalhadas que aquela seita para aí andou a fazer e, como se não os conhecesse de lado nenhum, acreditando na regenaração a la minute das almas, se focou nisto: queremos acordo! queremos acordo! 


Passos Coelho e Paulo Portas, os fofinhos que nos calharam na rifa:
ora dá cá um
 e depois mais outro,
dá mais um beijinho
que só dois é pouco


Toda a gente a pedir o acordo até faz lembrar aquela coisa: Beija! beija! beija!

E, portanto, como agora o que parece ser politicamente correcto é ser acriticamente ferveroso do dito acordo, junto-me à festa e formulo também os meus votos: que, de repente, todos os burros se ponham inteligentes, que todos os palermas fiquem idóneos, todos os frouxos virem líderes, que todos os vendidos se tornem impolutos. 

Não era tão bom? Gostava mesmo que isso acontecesse. Vamos lá todos torcer... 

E, quiçá, até, assinar um manifesto. 

[música, por favor)




Que todos se dêem as mãos, que todos se beijem na boca. 

All we need is love.

  • Que o Portas beije a Maria Luís, 
  • que o Poiares beije o Lombinha (ah, não, que isso já ele faz todos os dias, deixem-me pedir uma mais improvável: que o coisinho maduro beije a Fernanda Câncio), 
  • que o Carlos Moedas beije o José Lello,
  • e que a Tegy Caeiro beije o Marques Mendes,
  • que o Cavaco beije o Liberato (ah, não, enganei-me outra vez, que esse já ele pega ao colo e senta nos joelhos todos os dias, tem que ser outro: que o Cavaco beije a Teodora Cardoso, em representação do Carlos Costa do Banco de Portugal). 

Nuns casos pode ser beijo de língua, noutros aconselho algum recato (por exemplo, no que se refere à Tegy - com os gostos do marido por ir à caça e às touradas, nunca se sabe o que ele seria capaz de fazer ao Professor Karamba Mendes, caso a mulher se aventurasse pela boca do Ganda Nóia).

Já agora, se basta pedir, também gostava que a água do mar amanhã estivesse mais quentinha. Não é que esta quarta feira tenha estado fria mas devia subir uns grauzitos para ver se me custa menos entrar.

Ah, e mais: meu querido pai Natal, gostava ainda de mais uma coisa: que apesar de andar a comer tanto e até tantos doces (agora são os docinhos de figos e alfarrobas, uma tentação - e o risotto ai quattro formaggi do jantar também não ajudou nada) que não engorde muito. 



Bem, é que se continuo a comer sardinhas assadas como se não houvesse amanhã,
caldeirada à algarvia, pizza de salmão alimado, risotto e outros petiscos
 e a rematá-los com doces, não tarda estou mesmo assim, ai estou, estou...


Por isso, meu querido Pai Natal, se já se podem fazer pedidos ao longo de todo o ano, não se esqueça de atender também os meus, está bem?

E por aqui me fico que o meu marido voltou a barafustar: 'É pá, isto assim não pode ser'. O que vale é que deu meia volta e parece que já está a dormir outra vez. Mas eu também estou quase a dormir... Nem vou reler pelo que, por favor, relevem as trocas de letras e outros acidentes...

*

Desejo-vos uma bela quinta feira! 

Beijinhos e abraços!

terça-feira, março 26, 2013

Miss Piggy e Mrs Teggy (vulgo Teresa Caeiro) gémeas separadas à nascença?



Farta cabeleira, big mouth, algo inconsistente e sobejamente histriónica:
eis Miss Piggy  de quem se diz ser gémea separada à nascença de Mrs Teggy



Farta cabeleira, big mouth, algo inconsistente e sobejamente histriónica :
eis Mrs Teggy, a também conhecida por Deputada Teresa Caeiro (Sousa Tavares?)
de quem se diz ser gémea separada à nascença de Miss Piggy