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quinta-feira, setembro 15, 2016

O equilibrado, credível, poliglota e asseado Paulo Rangel tem uma explicação para isto de toda a gente andar agoniada com a ida do 'activo tóxico' Durão Barroso para a Goldman Sachs: segundo ele, tudo não passa de uma manobra para prejudicar a candidatura de Guterres para a ONU.
Nem mais.


Depois de ontem já ter falado do triste fim da invertebrada criatura (aliás, já falei inúmeras vezes) e de há pouco ter contribuído para a recuperação mental do caça-pokémons e de, agora que me pus a ler os jornais online, sem surpresa constatar que o desprezo público por ele vai em crescendo, não me apetecia falar mais de Durão Barroso. 

E estava aqui danadinha para falar do eterno putativo primeirinho-ministrinho, o incontornável JGF que agora tem uma certa massa de lado* -- e a ver se evitava falar de outro artista -- quando o dever bateu mais forte.


E o dever, meus Caros, é fazer-me eco dessa terrível cabala internacional em boa hora denunciada por esse crânio que dá pelo nome de Paulo Rangel.

A notícia não é de hoje mas hoje é que eu sucumbi aos ditames do dever. De facto, acho que tão grave acontecimento deveria estar a ser denunciada pela BBC, pela CNN, por todo o mundo - e não está.

E se não está, não posso ficar de braços cruzados. Junto-me a ele e dele me faço eco.

Não sei se Paulo Rangel 
  • descobriu sozinho esta tão grave cabala,
  • se recebeu inside information, e nesse caso de quem:
  1. quiçá dos espiões que trabalharam em tempos para a temível dupla Lima & Aníbal
  2. quiçá dos que escutam o ex Super-Juíz Alex, agora um simples Saloio de Mação (o tal mouro de trabalho que apesar de enfronhado em papéis e escutas dia e noite e fins de semana não consegue dar conta do recado; veja-se o caso do Processso Sócrates em que para ali andam todos ensarilhados uns nos outros e em que, apesar de andarem a chocar o ovo há anos, não conseguem que nasça um único pinto)?
  3. quiçá ainda dos informadores que trabalham para o Láparo, dando-lhe dicas sobre os locais onde há mais pokémons?

mas para ele é claro: esta onda generalizada de indignação por o golden reformado Durão Barroso ir vender os seus bons préstimos à mãe de todos os abutres, a Goldman Sachs, não tem a ver com mais nada senão com uma campanha orquestrada para prejudicar Guterres. Nem mais.


Ora, obviamente, isto tem que ser alardeado e tão terrível urdição denunciada. É grave demais para passar despercebida. 

Segundo a lógica inderrubável de Paulo Rangel, se queremos António Guterres à frente da ONU, então temos que querer Durão Barroso a passar, a peso de ouro, contactos e informações à Goldman Sachs! Quem dissocie uma coisa da outra, cuidado que está a fazer o jogo das adversárias de Guterres. Crystal clear. 


E não venham para cá dizer que o Paulo Rangel não bate bem da bola, que é daqueles desvairados que se auto-entusiasma tanto com as suas epifanias que até se esquece que os outros não são igualmente parvos ou que, desde que perdeu peso e que os três cabelos ganharam uma crónica electricidade estática, parece que ficou balhelhas. Essa não. Paulo Rangel é conhecido, nacional e internacionalmente, por ser alguém que se destaca, nomeadamente no Parlamento Europeu. 

Poderia aqui atestar as suas bastas qualidades através de numerosos vídeos. Só o não faço para não cansar a vossa beleza; cinjo-me a dois e um deles até aqui aparece pela 2ª vez. Mas é tão ilustrativo das insofismáveis características deste nosso ladino representante, que ouso repetir-me,


Paulo Rangel, um euro-deputado brilhante apesar dos problemas de nariz


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Paulo Rangel, um brilhante e poliglota euro-deputado que prestigia o PSD além fronteiras, apesar da comichão generalizada



Uma estrela, um tribuno, uma inteligência fulminante, uma obra asseada.

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Como é bom de ver, as imagens que escolhi para acompanharem o texto são da responsabilidade exclusiva de quem as produziu, nomeadamente os autores dos blogs We Have Kaos in the Garden e 77 Colinas

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Não vem muito ao caso mas, já agora que falei nele, no tal que tem uma certa massa de lado, deixo-vos com o jornalista que gosta de se fantasiar de economista e que, quando for grande, gostava de ser primeiro-ministro -- the only and only José Gomes Ferreira. Mais um vídeo de Luís Vargas.





A "tentação" de desagravar os que ganham até 7 mil euros por ano e o drama "sociológico" das classes mais altas. Ou como o José Gomes lhes chama, "os melhores". (LV)

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E agora, queiram ser generosos e descer para irem dar também uma ajudinha ao nosso ex, o pobre coitado aprendiz de caçador de pokémons.

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terça-feira, março 10, 2015

Cavaco Silva define o perfil do seu sucessor. E uma cena UFCLGBT que não tem nada a ver. Mas o que o Cavaco disse também não tinha nada a ver, acho eu.


No post abaixo - que me permito muito vivamente recomendar - partilho convosco o pedido de esclarecimento que o Leitor P. Rufino dirigiu aos Serviços da Segurança Social e a respectiva resposta e contra-resposta. 

A cidadania passa por atitudes assim, por se questionar, por se querer perceber as regras do jogo.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.




Vou falar do que hoje ouvi na rádio de cada vez que passavam as notícias: Cavaco a designar sucessor e alguns candidatos a sucessores a darem-se ao trabalho de tentarem demonstrar que estão à altura.

Esta segunda feira os jornalistas tiveram conhecimento que Cavaco Silva deu à luz o seu nono Roteiro. Nesse documento, certamente um documento histórico do mais elevado calibre intelectual, Cavaco Silva resolveu armar-se em caudilho e enunciar condições de admissão ao cargo de Presidente da República. 




E, em vez de toda a gente se atirar para o chão agarrado à barriga, a rir à gargalhada, não senhor. Os jornalistas e comentadores, quais cães a quem atiraram um osso, logo desataram em correria a opinar, a questionar os putativos candidatos; e estes, quais meninos a quererem ser admitidos na turma dos crescidos, logo garantiram cumprir com os requisitos. Ver o prof. Martelo e o misericordioso Flopes perfilados no Expresso como que a postos para o divino e cagarral chamamento é de gritos. Claro que logo quiseram mostrar a sua maioridade, acrescentando um ou outro ponto ou parecendo dar subtil alfinetada ao estimado Aníbal. Mas o intuito era claro: querem ser tidos como perfiláveis.

E eu só penso que deve estar tudo doido. Como é que alguém pode levar a sério o que Cavaco acha ou deixa de achar sobre o exercício do cargo presidencial depois de andar há quase dez anos ingloriamente a ver se descobre o que é suposto fazer...?




O homem, ó senhores, vai acabar o mandato ostracizado, isolado, sem que ninguém tenha vontade de recordar a múmia que, durante dez anos habitou Belém. Por isso, agora que o fim está à vista, respeitem as suas limitações, deixam-no acabar o mandato com alguma dignidade, deixem-no pensar que achamos que ele ainda manda alguma coisa. Façam de conta que ele diz coisas acertadas ou, quando ele falar, disfarcem, digam coisas como 'olha ali uma cavalinha com saudades do cavalinho', ou 'olha ali uma vaquinha a rir, cutchi, cutchi'.

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Tenho que me levantar cedo, cedo, e distraí-me por aqui a ler umas coisas pelo que hoje já não vou conseguir dar rédea solta à minha imaginação, escrevendo uma das minhas rêveries. Nem vou ter tempo para transcrever um pouco do livro que comprei hoje e que me parece ter partes bem interessantes. A ver se amanhã consigo gerir melhor a minha agenda por aqui.

Mas, para não me ir deitar com o Cavaco na ponta dos dedos, deixem que partilhe convosco um vídeo completamente impróprio. Nunca por nunca deveria trazer o senhor Aníbal para a Porta dos Fundos, muito menos para o ringue. Mas, vá lá, é só por hoje.

Sobre o vídeo, diz a rapaziada:

O UFC é o ápice da masculinidade e virilidade. Não sei dizer o porquê, mas tem algo que me desperta um fogo interno ao assistir dois homens se encarando intensamente e depois se atracando de shortinhos num ringue. A luta pode nem valer o título mas o vencedor ganhou meu coração.



UFCLGBT

o


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As imagens provêm, uma vez mais, do inspirado e divertido blogue 77 Colinas.

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E sigam, por favor, para o post seguinte que vale muito a pena. O Leitor P. Rufino não brinca em serviço, digo-vos eu.

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E desejo-vos a todos, meus Caros Leitores, um belo dia.

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Pedido de Esclarecimento dirigido pelo Leitor P. Rufino aos serviços da Segurança Social, mais concretamente ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P. Ao som da 'Bandeira Portuguesa'


Do Leitor P. Rufino recebi a transcrição de um pedido de esclarecimentos que dirigiu à Segurança Social (presumo que na sequência da barraquinha que Passos Coelho armou com as suas dívidas contributivas). De bom gosto aqui o divulgo.

Claro que o faço depois de ele me ter devidamente autorizado.

Ainda hesitei em divulgar a sua identidade, devo confessar, mas depois acabei por achar que estava a ser excessivamente cautelosa já que qualquer cidadão tem o direito a ser informado e esclarecido - embora também seja verdade que não vivemos num lugar e num tempo em que nos possamos sentir muito seguros (vide o que Estrela Serrano divulga no seu Vai e Vem, no  post intitulado Juízes e procuradores divertem-se no Facebook com a prisão de Sócrates)

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Assunto: RE: Pedido de Esclarecimento

Exmos Senhores,

Assunto: Pedido de esclarecimento

Muito agradeceria ser informado sobre o seguinte:

Caso alguém não tenha pago a sua contribuição à Segurança Social, como era seu dever e a mesma tenha entretanto prescrito, o pagamento voluntário, a posteriori, está isento de coimas ou sanções acessórias?

A Legislação pertinente, no caso o Código de Regimes Contributivos do Sistema Previdência da Segurança Social (CRCSPSS), através da Lei nº 119/2009, de 16/09 (que veio alterar a Lei 110/2009, de 16/09/09) nos Artigos 232º e 233º - Parte IV, do Título II, do CRCSPSS, “Das Coimas e Sanções Acessórias em Geral”- Classificação das Contraordenações (Art.º 232º) e Montante das Coimas (Art.º 233º) estabelece várias categorias  de contraordenações, “leves, graves e muito graves”, impondo diversos montantes para cada uma dessas contraordenações, de, Euros - 50 a 250, 300 a 1.200 e 1250 a 6250, respectivamente, valores tendo havido, apenas, negligência; todavia, agravadas para 100 a 500, 600 a 2400 e 2.500 a 12.500, ou seja, o dobro, se praticadas com dolo.

Isto porque, a Lei em causa, aparentemente, não é suficientemente clara quanto a esta questão da Prescrição (Art.º 272º - Prescrição).

A impressão que se retira, em princípio, é de que, uma vez prescrita a dívida à Segurança Social, tendo passado o prazo legal do trânsito em julgado da decisão condenatória da contraordenação, o ex-devedor não só fica com a sua antiga dívida “liquidada”, porque prescrita, como, se porventura um dia a liquidar, estaria livre do pagamento da coima, sendo-lhe cobrado apenas o montante que devia, que tinha ficado em falta, por pagar.

É que, se esta for a interpretação da Segurança Social, ou melhor da leitura da pertinente Legislação em que assenta o Regime Contributivo do Sistema Previdência da Segurança Social, “o crime” compensa, ou seja, não se paga, deixa-se prescrever, conta-se o prazo da decisão condenatória até transitar em julgado e depois vem-se, alegremente, pagar, já sem o “frete” das coimas.

Em face do que precede, muito agradeceria conhecer a vossa Douta interpretação desta questão, face ao que exponho. Não por razões de ordem pessoal, visto não ter qualquer contencioso com a Segurança Social, que me merece o maior respeito como cidadão cumpridor, tão só por uma mera questão de interpretação jurídica, ou esclarecimento de ordem fiscal, que gostaria de obter, da vossa parte.

Com elevada consideração,

Os meus cordiais cumprimentos

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Resposta dos Serviços

Exm(os). Senhor(es),

Acusamos a receção da V/ mensagem infra que mereceu a nossa melhor atenção. Para dar seguimento ao vosso pedido, solicitamos o número fiscal e/ou número de processo de execução fiscal, para análise do mesmo.

Encontramo-nos disponíveis para o esclarecimento de quaisquer dúvidas sobre o processo que se encontra em execução fiscal.

Atentamente,

Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I.P.
Departamento de Gestão de Dívida
E-mail: igfss-divida@seg-social.pt <mailto:igfss-divida@seg-social.pt>


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Resposta de P. Rufino com a clarificação do pedido


Subject: Re: Pedido de Esclarecimento
To: IGFSS-NOREPLY@seg-social.pt

Exmos Senhores/as,

Muito obrigado pela vossa pronta resposta.

Todavia, permitia-me esclarecer que não existe nenhum contencioso, quer da minha parte, quer de terceiros, na Segurança Social. De forma nenhuma!

A minha pergunta visava e visa, tão só, uma interpretação de carácter juridico-fiscal da vossa parte, face aquilo que a Legislação que invoquei refere. Nada mais.

Por exemplo, os vossos Doutos serviços poderão, com base no que escrevo e no que consiste a interpretação da Seg. Social e da Legislação que citei, dizer-me se estou ou não errado, ou o contrário, ou ainda qual a vossa interpretação perante os articulado que destaquei e as conclusões que extrai.

É apenas um pedido de esclarecimento ou, como digo, de interpretação legal, nada mais.

Posso assim contar com uma vossa resposta, tendo em conta este meu simples pedido, que nada visa senão esclarecer uma leitura de um texto legal em vigor?

Muito obrigado,

Cordiais cumprimentos e elevada consideração,


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Ainda não sei se houve, entretanto, nova resposta mas seria interessante conhecê-la. 

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Tal como a imagem anterior, esta provém do divertido blogue 77 Colinas

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Que nem de propósito

Bandeira Portuguesa



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terça-feira, março 03, 2015

Passos Coelho não sabia que tinha que descontar para a Segurança Social. Aguiar Tinto já veio dizer que o Primeiro-Ministro é um exemplo. Como presente por serem tão lindos, daqui lhes envio uma linda música: 'A mula da Cooperativa'. Ai és tão linda...!







Dúvidas sobre a omissão de rendimentos por Passos Coelho: a voz a João Ramos de Almeida no blogue Ladrões de Bicicletas



Posso estar enganado, mas parece-me que é bem mais complicada a verdadeira razão do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho para não ter pago as contribuições à Segurança Social.

E por duas ordens de razões. Primeiro, recorde-se que, segundo o Público e ao contrário do que afirmou o porta-voz do PSD, quando tudo aconteceu não havia qualquer confusão com a possível acumulação de remunerações, como assalariado e independente.

"Entre o dia em que terminou o seu mandato de deputado, em Outubro de 1999, e Setembro de 2004, data em que recomeçou a descontar como trabalhador por contra de outrém, no grupo Fomentinvest, o então consultor da Tecnoforma não pagou quaisquer contribuições para a Segurança Social. Nesse período, além da Tecnoforma, onde era responsável pela área da formação profissional nas autarquias e auferia 2500 euros por mês mediante a emissão de recibos verdes, trabalhava também, sujeito ao mesmo regime, na empresa LDN e na associação URBE. Nos dois primeiros anos em questão foi igualmente dirigente do Centro Português para a Cooperação, organização não-governamental financiada pela Tecnoforma. Foi esta organização que esteve, em Outubro passado, no centro de uma controvérsia sobre o carácter remunerado ou não das funções que Passos Coelho aí exerceu, e sobre uma fraude fiscal que então teria praticado no caso de ter sido remunerado, como alegavam as denúncias então surgidas e por si desmentidas."


Ou seja, Pedro Passos Coelho recebia algo que sempre considerou ser, não remunerações, mas "despesas de representação" - "Não se trata de rendimentos", disse no Parlamento sobre a sua situação como deputado em exclusividade - e que, pelos vistos teria continuado a receber quando deixou o lugar de deputado. 

Por outras palavras, o que se trata é de algo um pouco pior do que não saber se eram devidas contribuições sociais. Tudo indicia ser, pois, uma ocultação de rendimentos.




(...)


No fundo, o que se passou - segundo Edmundo Martinho, ex-presidente do Instituto da Segurança Social (ISS) entre 2005 e 2011, a situação em que o primeiro-ministro confirmou encontrar-se entre 1999 e 2004 "corresponde aquilo que tecnicamente se chama, e é assim que é definida internacionalmente, uma situação continuada de evasão contributiva".


(...)
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Ai... tanto crocodilo...!

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Os sublinhados e engrandecimentos ilícitos no tamanho de letra são de minha responsabilidade. As quatro imagens provêm do blogue 77 Colinas. A canção que o Um Jeito Manso dedica ao ilustre Passos Coelho, o Rei dos casos mal contados e dos esquecimentos oportunos, e ao Aguiar Tinto, ao Trocas-e-Motas, ao Núncio do Microfone e aos outros que por aí andam entretidos a espatifar o País é, com vossa licença,  A Mula da Cooperativa numa inesquecível interpretação do grande Max. 

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domingo, setembro 21, 2014

Ó Tozé, cortaram-te o cravo? Ó Tozé, que pena, ó pá! Mas olha lá, ó meu, antes o cravo que outra coisa. Para a próxima guarda o cravo bem guardadinho, ó Tozé, fica a brincar às florzinhas na tua marquise e vê se a fechas bem fechada a ver se não aparece nenhum malandro.



O Tozé queria subir a escada do poder até ao fim
e agora estão a ver se o tiram de lá, ó que pena



Só vos digo que, quando me contaram, pensei que estavam a inventar. Não podia ser. Pela descrição parecia que seria uma infantilidade sem ponta por onde se lhe pegasse.

Depois ouvi a malta do Governo Sombra a gozar, dizia o Ricardo Araújo Pereira que aquilo era boca do Seguro para o Costa, por ser monhé, e querer andar com uma folô.


Agora estou a ver o Eixo do Mal e mostraram a coisa. Bem... É pior do que eu imaginaria. Que grande parvoíce que é este filme, que criancice mais pífia.

Este Tó-Zero é pior, mas muito pior, do que se poderia temer.

A minha mãe é que o topou e muito melhor que eu: apesar da raiva que tem ao Láparo, nas europeias recusou-se a votar no Seguro, disse que achava que era igual ao outro.

Mostro o filme para que, quem ainda não viu, veja com os seus próprios olhos: uma indigência.

Andou ele a alimentar o desejo de ir para o Governo e agora vem alguém e tira-lhe o brinquedo - e faz uma campanha baseado neste argumento.

Dá para acreditar...? É de um ridículo que até dói. 

Ai, minha mãe, que este Tó-Zero não é mesmo flor que se cheire.

Cá vai então.


Tiraram o cravo ao António... e ele, o menino Tó-Zerinho, ficou com a lagrimita ao canto do olho. Que pena...


Está na altura de virar a página, ó Tozé, ai está, está. Vai-te lá embora....
Faz-nos lá esse favor, poupa-nos.




Ai, que tristeza, ToTó, que grande tristeza.


Mas olha lá, ó meu, porque é que puseste tão pouca terra no vaso? E porque será que de tanta semente só uma é que vingou?

Olha lá, ó meu, pensa lá bem: será porque não tens queda para a coisa?

Vá lá, Totó, vai-te lá embora: não vês que não foste capaz

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A imagem com o palhaço tem a origem que lá se vê: o saudoso We Have Kaos in the Garden

A que se refere ao Avatar do Coelho tem origem no blogue 77 Colinas.


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domingo, agosto 31, 2014

Marques Mendes desfaz o Governo na SIC e mostra como o último Rectificativo serve para cobrir (com uma carga brutal de impostos e taxas) o aumento de uma despesa pública descontrolada. E eu pergunto: mas que raio anda a Oposição a fazer que têm que ser os do próprio PSD a fazer oposição a este Governo descomandado?!


Tenho que confessar: não vi o comentário semanal de Marques Mendes na SIC com a Maria João Ruela desde o início. Quando cheguei a casa, liguei a televisão e já estava ele a desancar neste desqualificado desGoverno. 



Agora a seguir, depois de escrever isto, vou dar uma vista de olhos no Expresso e, se me mantiver acordada, ainda cá volto para contar o que andei a fazer até àquela hora em que cheguei. Mas primeiro ainda terei que fazer o transvase das fotografias da máquina para o computador, escolher algumas, reduzi-las, etc., mas a ver se o consigo fazer pois andei em sítios bonitos e quero partilhar convosco. 


No entanto, venho aqui agora, num instante, só para dizer da minha perplexidade. O pequeno arauto do regime, certamente picado com a desconsideração de Passos Coelho que o contradisse a semana passada e falou dele e das suas informações privilegiadas com ar de desdém, deu-lhe e deu-lhe com força.

Marques Mendes mostrou, documentadamente, tudo o que vai subir ou já subiu a nível e impostos e taxas, e falou, com números, das rubricas em que as contas de Estado estão em derrapagem. Falou das gorduras, falou da despesa que era suposto cortar e que subiu, falou do que Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque dizem enquanto, ambos, fazem o contrário.


E eu, ouvindo Marques Mendes, tal como quando ouço Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Rui Rio e outros PSDs que ainda conservam decência e decoro, interrogo-me: será normal que a oposição a sério venha das próprias hostes laranjas?

Não, não pode ser normal. Juro que isto me faz muita impressão.

Já no outro dia aqui o disse: acho a oposição ao Governo, o pior Governo de que tenho memória, uma desgraça. Uma vergonha.

O PCP anda a brincar aos escuteirinhos, a montar barraquinhas para a feira, ou seja, para a festinha do próximo fim de semana, a Festa do Avante. Qual terapia ocupacional, todos os anos se mobilizam para, ao longo de semanas, fazerem o que três dias depois vão desfazer. É mais um summer festival, nada mais que isso, um summer festival produzido em regime de voluntariado, nada a dizer, cada um organiza os eventos e frequenta os festivais que quiser. Mas a verdade é que, para eles, parece que é mais do que isso, parece que é alguma coisa importante, tão importante que justifica que se desliguem da realidade nacional. Brinquem ao Rock in Rio da Atalaia, vistam tshirts com foice e martelo ou ponham boinas do Che, façam o que quiserem mas não venham depois achar-se uns revolucionários nem querer que alguém os tome a sério como oposição. Não dá.

O PS, por seu lado, com esta manobra dilatória do Seguro, arranjou maneira de deixar o Governo à vontadinha. A gente o que vê, do lado do PS, é que andam entretidos numa luta autofágica. Parecem irmãos ciumentos e birrentos. Quando aos meus pimentinhas lhes dá para isso, é a mesma coisa: podem armar uma cegada porque há dois que se querem sentar na mesma cadeira ou dois que querem brincar com o mesmo cavalinho encarnado ou que disputam o mesmo lápis. Assim andam os do PS: fazem birra com a duração dos debates, com as datas dos debates, com qualquer mariquice que venha a talhe de foice. Incomoda ver tanta parvoíce. E depois quando vejo o Tozé na televisão, lá anda a fazer coisas só por fazer, sobe a escadas, abraça um, faz biquinho para outra, distribui sorrisinhos piu-pius e abracinhos fofos. Neste fandoliro, como podem prestar atenção ao que os destravados do Governo para aí andam a destruir?

De resto, do lado da Oposição, não existe mais nada. BE, Livre, e mais nem sei quem é o mesmo que nada. Ou as televisões não lhes ligam ou eles não se sabem tornar relevantes. Não riscam.

De modo que, tirando pessoas como os que referi do PSD que ainda protestam, não se ouve nem mais um pio de jeito do lado dos que fazem política. Passos Coelho pode levar até ao fim a sua sanha de destruição de valor e pode fazê-lo nas calminhas, para ele é easy como comer uma canjinha de galinha. A oposição não mexe uma palha para o impedir. Do PR nem falo, até porque não sei se existe. Eu, pelo menos, não dou por ele.

O País está com o défice alto, com a dívida estratosférica, com os indicadores todos a revelarem uma preocupante debilidade da economia e uma total dependência externa a todos os níveis. Mesmo o aparente abaixamento do desemprego, para além dos que emigraram, dos que desistiram de tentar arranjar emprego e isto, aquilo e o outro, há o facto de a maioria serem estágios pagos pelo Estado, ou seja, não resultantes, de crescimento económico. 


E, perante isto, a Oposição está de férias ou está noutra. Cambada de políticos que não valem um caracol furado.


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As duas últimas imagens provêm do blogue 77 Colinas; a primeira, a de Marques Mendes como domador, provém do We Have Kaos in the Garden