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quarta-feira, julho 08, 2015

Augusto Santos Silva na despedida ao comentário semanal na TVI: a coragem das palavras abertas contra a cobardia dos actos escusos. A sua explicação (dita com os nervos à flor da pele) na TVI 24, perante um Paulo Magalhães também nervoso. E, na despedida de Maria Barroso. Xácara das Bruxas Dançando


No post abaixo falo de Francisco Seixas da Costa, Ricardo Paes Mamede e Mariana Mortágua: três pessoas inteligentes, convincentes e com as ideias arrumadas. E, como contraponto, refiro o Arnaut, um exemplo acabado do que é um PaF em estado puro, um trauliteiro chapado que só engana quem gostar de ser enganado (que há gente assim, então não?: são os chamados cornos mansos). Vi-os na TVI e, pudesse eu ser conselheira da 'esquerda portuguesa' (e as aspas são intencionais já que, para mal dos pecados dos portugueses, não há essa tal coisa da 'esquerda portuguesa'), a ver se a 'esquerda portuguesa' não dava um memorável baile à coligação dos direitolas canhestros que por aí andam, convencidos que estão para ficar.

Mas, enfim, sobre eles falo no post seguinte. Aqui, agora, continuo pela TVI 24 e com Paulo Magalhães, desta vez na presença de Augusto Santos Silva: os porquês da política. E os porquês dos critérios televisivos.



Os porquês da esperança ou a ironia das circunstâncias da vida. 
Paulo Magalhães e Augusto Santos Silva juntos em livro agora que as televisão os apartou




Foi um Augusto Santos Silva nervoso que nos apareceu nos ecrãs. A voz trémula, denunciava a emoção e uma certa raiva contida. Com aquele seu mocking smile, disse ao que vinha. Tendo visto o seu contrato com a TVI unilateralmente denunciado, fez questão de explicar as suas razões. Fez bem. Foram palavras de coragem como são sempre as suas. E contrastam com o silêncio (cobarde?) da TVI.

E eu, ouvindo-o, percebo a sua perplexidade e desconforto. Devo também dizer que simpatizo com Sérgio Figueiredo e que aqui dele já referi as suas crónicas. Muito, mas mesmo muito, me espantou a sua decisão. Não parece dele. Ficar-lhe-á como uma nódoa incómoda, um acto do qual talvez se venha a envergonhar -- a menos que existam razões ponderosas; mas, nesse caso, seria de homem que as expusesse.

Augusto Santos Silva era a única voz socialista com um espaço de comentário fixo na televisão. Mas não era fixo, era aliás do mais móvel que existia. Aqui em casa não atinávamos com o horário que lhe destinavam. Ultimamente era um horário errático que desrespeitava a paciência dos telespectadores. Fez ele muito bem em protestar.


Disse acima que ele era a única voz socialista porque não consigo incluir António Vitorino nesse grupo. Não suporto aquele António Vitorino: é um habilidoso dos jogos florais, tem uma conversa adiposa, um paleio redondo que gira em torno de lugares comuns e graçolas inconsequentes. Sabendo-o criatura que saltita de administração em administração, de negócio em negócio, vejo-o como uma outra face do arnaut: um é alto e outro é mignon, um é bem parecido e outra é charila, um tem cabelo e outro parece que não -- mas, tirando isso, movem-se nos mesmos espaços. Para mim, se é para aparecer como exemplar socialista, mais valia que não aparecesse.
Adiante. De resto, depois da chazada inicial, Augusto Santos Silva esteve bem - como sempre. Atirou flechas e acertou sempre, mostrou a sua inteligência, a sua ironia, a sua cultura. 

Uma pena que a TVI o tenha tratado assim.

Mas estou certa que a esta hora já algum outro canal estará a contactá-lo e não tarda tê-lo-emos de volta, na maior e em grande estilo.

No final do programa, Augusto Santos Silva proferiu umas palavras de despedida em relação a Maria Barroso. Foi contido mas viu-se que sentia com emoção o que dizia.


Eu não consigo dizer muito nestas alturas, aliás, nem muito nem pouco, não sou dada a despedidas, muito menos em relação a pessoas de quem gosto.


Se Maria Barroso partiu em paz, sem sofrimento, 

já Mário Soares está a sentir tudo e, por isso, 

é também nele que penso com preocupação e muita pena.


Mário Soares é uma força da natureza mas era junto de Maria Barroso, 
essa mulher forte apesar de pequena e de aspecto frágil, que ele se completava


Não vou pôr-me com votos de pesar ou louvor porque tenho grandes dificuldades nesse registo. Limito-me a deixar aqui a voz de Maria Barroso lendo poesia. Nessas alturas, ela agigantava-se e mostrava a mulher de fibra que era e de que tantas evidências deu ao longo de uma vida imensa, intensa, ímpar.


Maria de Jesus Barroso - "Xácara das Bruxas Dançando"

do livro/CD "Geração do Novo Cancioneiro" (2010). Poema de Carlos de Oliveira. Música de Luísa Amaro.



...

Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quarta-feira. 
Sejam felizes e sintam como eternos os momentos mais belos da vossa existência.

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Belíssima, pedagógica e convincente intervenção televisiva do Embaixador Seixas da Costa na TVI 24 sobre a situação na Grécia. Também excelente e sólida intervenção a de Ricardo Paes Mamede. Boa e segura intervenção de Mariana Mortágua. E uma lástima, mas mesmo uma lástima (demagógica e oca), a conversa trapalhona de José Luís Arnaut.


De vez em quando lá calha. Estava um grupinho na TVI 24 que conseguiu manter uma conversa proveitosa, esclarecedora, sobre o que se passa na Grécia e nesta descabelada Europa. Paulo Magalhães, com a elegância e delicadeza de sempre, moderou e moderou bem. 

Eu conto.

Penso que Seixas da Costa valoriza imenso estes espaços de discussão porque introduz um tom que dissuade quem tenha pretensões de ali estar para armar confusão. 


Tem um raciocínio muito bem articulado, consistente, muito bem informado, por vezes fora da caixa, alinhando argumentos que não são os mais óbvios mas que, uma vez ouvidos, logo se vê que fazem sentido e enriquecem a leitura dos acontecimentos. E tem uma visão humanista. É um socialista para estes novos e conturbados tempos que vivemos: arejado, descomplexado, flexível - mas com respeito pelas pessoas, pela sua vontade, pelos seus direitos. E, apesar do tom quase suave, é combativo, não deixa de as dizer. É bom que comecem a aparecer rostos fortes associados ao PS. Assim as pessoas habituam-se a associar, no PS, rostos a áreas temáticas.

Outro que agora tem aparecido imenso e que está sempre muito bem é o Ricardo Paes Mamede. Tem uma liberdade de movimentos, uma assertividade e um domínio dos assuntos de que fala que é sempre uma mais-valia nestes debates. 


Aprende-se sempre com ele. Desmonta com segurança as bocas dos fala-baratos que lhe aparecem pela frente, acrescenta explicações bem fundamentadas. E tem a simplicidade na argumentação que é própria de quem sabe do que fala. A esquerda tal como é representada por Ricardo Paes Mamede é uma esquerda aberta, inteligente, cosmopolita, interessante.

Mariana Mortágua é uma força da natureza. Combativa, informada, serena (falsamente serena, diria eu, pois dá a ideia que, a todo o momento, pode saltar para a jugular dos adversários). 


Não se deixa ficar -- mas terá que aprender a esperar pela sua vez para falar pois alguns dos seus argumentos não se ouvem por falar sobre o que os outros dizem. Hoje saltou algumas vezes para rebater as vacuidades do Arnaut mas, ao falar em cima das palavras dele, ficámos sem ouvir o que dizia. Mostrou também alguma atrapalhação com a farpa lançada por Seixas da Costa a propósito de o Syriza se ter coligado com a extrema direita e não lhe deu troco quanto ao facto (também inteligentemente lançado pelo Embaixador) de o governo grego não ter ainda pretendido taxar os armadores gregos ou a igreja ortodoxa grega.


Quanto ao Arnaut foi a mesma coisa de sempre: papagueou a argumentação trauliteira dos PaFs, no estilo arruaceiro de salão que tão bem o caracteriza a ele e os seus correlegionários. 





Um zero à esquerda. E foi um zero à esquerda e não um desastre a sério porque ali, na televisão, estava só a falar -- e não a defender os seus poderosos clientes em mais alguma privatização lesiva dos interesses do Estado ou contrato milionário daqueles que, em teia, se cruzam com interesses que nos aparecem como algo dúbios.

Se todos os intervenientes ligados à esquerda tivessem, nos debates públicos, a qualidade de Seixas da Costa, Ricardo Paes Mamede e Mariana Mortágua, a esquerda teria uma ampla vitória nas próximas eleições. E, como praticamente todos os PaFs são do calibre do Arnaut, os direitolas desapareceriam do mapa se tivessem gente escorreita destas pela frente e não alguns dos artolas que volta e meia os partidos arranjam para encher chouriços.

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quinta-feira, abril 30, 2015

Mário Centeno na TVI - não há pai para ele, é o que vos digo


Ligámos a televisão estava o programa a meio ou mais do que isso. Paulo Magalhães mediava um debate entre Mário Centeno, Carlos Carvalhas e Luís Pais Antunes. E uma coisa vos digo: não é costume termos na televisão uma pessoa tão bem preparada, com um tão elevado sentido didáctico aliado a uma simpatia natural e boa educação.


Mário Centeno deu um baile nos outros... Por muito que os outros quisessem levar o assunto para campos banais, plantações de clichés, de lutas antigas e de argumentos gastos, ele manteve-se na dele, na boa, e, com ar inocente, varreu o terreiro a varapau... sempre com uns modos cordatos, sorridente, seguro das suas razões.

Se há personalidade que se esteja a destacar neste campo cinzento e desinteressante em que se tem vindo a tornar a política portuguesa e que esteja a aumentar a credibilidade do PS perante a opinião pública, é seguramente Mário Centeno.

Não fala de cor, não vai atrás de argumentações fáceis: com serenidade, explica o que se passa, faz um enquadramento geral e remata à baliza. Boa. Bela cartada esta do António Costa ao ter ido desencantar este senhor e ter-lhe dado tamanha visibilidade. É que, ainda por cima, tem boa pinta, é simpático. E está a mudar a forma como se fala de economia e política em Portugal.


PS: Enquanto escrevo, estou a ouvir a Manuela Ferreira Leite na TVI, uma vez mais a dar um tareão no PSD, nomeadamente por causa da proposta estapafúrdia do Marco António Costa de mandar auditar as medidas apresentadas pelo grupo liderado por Mário Centeno por parte Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) o que, segundo ela, até revela falta de respeito pelas instituições públicas (e, diz ela, se a Teodora Cardoso não se atirou ao ar é porque não percebeu bem a coisa). Que tareão! Daqui a nada até o Paulo Magalhães paga por tabela, já que ela não tem ali o Marco António para o esbofetear à bruta como está na cara que é o que lhe apetece fazer.


sexta-feira, março 20, 2015

Manuela Ferreira Leite está na TVI a dar uma tareia no Governo que até a mim me dói.


Não tenho ideia de ter visto alguém dar uma tareia tão grande neste Governo indigente como a que Manuela Ferreira Leite está a dar agora na TVI com o Paulo Magalhães.





Fala com assertividade e palavras (que mais parecem punhais) da moda vigente neste Governo de sacrificarem funcionários em vez de assumirem responsabilidades políticas, na gravidade de uma máquina fiscal que protege uns e descura outros, no Secretário de Estado, o Paulo Núncio, que não é respeitado pelos subordinados e que, portanto, não tem condições para se manter em funções, na Marilú que se gaba de ter os cofres cheios quando as pessoas têm as carteiras vazias acrescentando que, felizmente, a outra estava a falar para a JSD e não para pessoas com mais de 50 anos que têm memória de outros tempos.


O Paulo Magalhães olhava-a embevecido. E, de facto, que grande tareia! Que bem me soube ouvir.

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E, se me permitem, deslizem até aos decotes, saltos altos e saias curtas do post já a seguir: uma escala para se saber o que a mulher quer... a bem dizer... Para homens palermas, claro.

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sexta-feira, setembro 12, 2014

Na ausência do PS (entregue a uma imatura criatura), do PCP (a desmontar as barraquinhas e os palcos do summer festival enquanto não organiza outro evento), do BE (a curtir uma qualquer outra crise de identidade), a oposição a sério está entregue a Manuela Ferreira Leite. Grande mulher. Até a acho mais bonita. A sério.


No post abaixo já mostrei uma deliciosa prova de roupas em que um grupo de amigas prova modelitos, uma escolha difícil porque são todos bonitos, originais, muito diferentes uns dos outros. Mais uma das cenas da Porta dos Fundos, uma rapaziada que é muito cá de casa e que conhece bem o género humano.

Mas isso é a seguir. Aqui a cena é outra. 

Agora é chegada a vez de Manuela Ferreira Leite: directa, clara, lúcida na TVI perante um rendido Paulo Magalhães.





Manuela Ferreira Leite, no seu imperdível comentário semanal às 22:30 na TVI 24, não as perdoa. 


O meu marido só dizia: Mas não há um gajo da oposição que consiga dizer o que ela diz? Um único?!

Não. Existem no PSD ou no CDS mas nenhum com a clareza e acutilância de Manuela Ferreira Leite. Tirando isso, nada. 
Ainda ontem António Costa se queixou disso, ao criticar a frouxésima oposição de Seguro. O PS consumido nesta absurda campanha para a qual o Tozé fez a habilidade de remeter o Partido, não olha para fora. Seguro apenas tem olhos para ele próprio e apenas se foca em fugir da própria sombra. 
Do PC e BE nem vale a pena falar. Efectivamente fazem o jogo de Passos Coelho e Paulo Portas. Sempre o fizeram, em especial o PCP. Os meus amigos e familiares simpatizantes do PCP que me perdoem mas contra factos não há argumentos. Bem podem teorizar em volta de uma qualquer utopia porque, na prática, as suas atitudes beneficiam sempre o PSD e o CDS. Uma lástima.

Mas, enfim, não há outros mas há a Manuela e, verdade seja dita, chega bem para todos.

Zás, trás, pás, e vai na Maria Luís Albuquerque que ainda bem que se agora se quer juntar ao Grupo do Manifesto dos 70 para renegociar a dívida. 


Zás, pás trás, e vai no Passos Coelho que podia ter acedido à vontade de Juncker em ter na Comissão europeia o Silva Peneda a quem estava destinada a importantíssima pasta do Emprego e que, em vez disso, vá lá saber-se porquê, mandou o porta Moedas. (Esta do porta é de minha autoria, claro, que a Manuela mantém a classe enquanto distribuí as bofetadas)


E zás, trás, pás vai no troika-Moedas que, ó ironia..., vai agora gerir os dinheiros para a área mais lesada com os cortes do Governo do qual fez parte, a Investigação e Ciência.


Já antes disso, tinha apontado ao Seguro e zás, pás, trás, que ideia é essa de traição, deslealdade? E só faltou chamar palerma a quem tão infantilmente não conhece as mais elementares regras do jogo democrático.


Ó mulher arretada, que não as perdoa. Vai à esquerda e à direita, mantendo-se leal é à sua consciência e não a impreparados e conjunturais chefes da banda. Admiro esta mulher, juro que a admiro. Tantas vezes devo ter sido injusta com ela no passado. Ou então foi ela que também evoluíu, não sei. Ou fomos as tuas: o tempo passa e traz maior clarividência.

Acho que na próxima vez que esteja sentada ao lado dela no restaurante, me vou levantar e pedir que me autografe o guardanapo. 
Bem, estou a exagerar, não sou disso. Mas, se a apanhar a jeito, acho que vou ganhar coragem para lhe agradecer a frontalidade e a coragem como expõe o seu desagrado e desacordo face às políticas deste Coelho que nos desgoverna.

Quando a elogio ao pé dos meus reaccionaríssimos amigos e colegas, quase me fuzilam: E o que é que ela fez quando estava no governo? Ou, intimidadores, Ela devia era estar calada, não tem vergonha em estar a atacar o próprio partido. Rebato-os mas sem sucesso. Mas rebato-os porque tenho que afirmar a minha admiração pelas suas análises sempre tão lúcidas e isentas.

Enquanto Manuela Ferreira Leite falava - e o Paulo Magalhães a olhava com um sorriso compreensivelmente embevecido - e até ao fim, eu ouvia o meu marido a lastimar: Mas porque é que mais ninguém diz isto que é tão óbvio? Que raio anda a oposição a fazer que nunca diz nada disto?


De facto. Que frustração. A diferença que faz uma pessoa inteligente. 

Salve Manuela. Que a voz nunca lhe doa.


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Recordo: a Porta dos Fundos, desta vez numa cabine de provas femininas, é já aqui abaixo.


sexta-feira, abril 04, 2014

Manuela Ferreira Leite na TVI 24 diz que a frase de Durão Barroso na entrevista ao Expresso e à SIC foi infeliz pois até parece que ele pensa que, quem anda na política, apenas se move por interesses pessoais. Tumba! Ora toma lá uma bofetada de luva branca, ó cherne mal cheiroso!


No post abaixo mostrei uma coisa incrível e que só vista: uma surpresa no supermercado que eu não me importava nada que me acontecesse na próxima vez que for às compras.

Mas isso é a seguir.

Aqui, agora, falo de Manuela Ferreira Leite.
Estive a vê-la na TVI 24 com o educado e simpático Paulo Magalhães.




Eu juntava-me com Manuela Ferreira Leite,
Ana Lourenço, Ana Gomes, Bagão Félix,
Adriano Moreira e tantos outros, e fazíamos uma espera
aos chernes, barítonos, pinóquios, papagaios
e outros palhaços
- e o que fazíamos a seguir nem vos digo nem vos conto

Ó mulher combativa, ó mulher valente, ó mulher destemida!

Sobre aquela estupidez, deselegante e pérfida, de Durão Barroso, na entrevista ao Expresso e à SIC, dizer que ela e Bagão Félix eram daquelas pessoas reformadas da classe média-alta que tinham perdido qualidade de vida e que era isso que os tinha levado a assinar o Manifesto a favor da Reestruturação da Dívida, diz Manuela Ferreira Leite que, dizendo isso, até parece que ele, andando há tantos anos na política, acha que quem o faz apenas se move por interesses pessoais. 

Boa! Ele que enfie o garruço!

Que enfie que lhe ficará a matar - francamente: logo ele que apenas se move por ambições pessoais, que não se importou de se deitar no chão para o Bush lhe limpar os pés em cima, tudo a troco de umas pancadinhas nas costas e de um lugar longe de Portugal e que, assim que teve possibilidade, largou o País para ir satisfazer o seu ego de cherne amorfo. Há gente que não se enxerga, caraças.

É que nem para mordomo da Merkel Durão Barroso serve.


E, sobre esta novidade de os seus correlegionários do PSD/Governo andarem agora a falar de impostos, diz Manuela Ferreira Leite que não consegue dizer muito dado que a conversa a semana passada era que seriam precisos mais cortes nos ordenados e nas pensões, que não se percebe como, de repente, no prazo de uma semana, e vinda do nada, a conversa passou a ser a oposta - mas que fica contente que se comecem a equacionar alternativas. 

Paulo Magalhães
tem verdadeiro prazer em falar com Manuela Ferreira Leite

(vê-se que a admira)


Boa, uma vez mais.


Nunca eu pensei estar aqui a dar razão e a identificar-me desta maneira com ela - mas estou. Ela, tal como eu, mostra um total desprezo por esta gentinha desqualificada que nos desgoverna, que tudo aceita servilmente, que tudo faz e desfaz para agradar aos 'mercados' e para bajular o aparelho do partido. 

A forma abjecta e primária como agora começam a aparecer milhões e milhões para serem postos no terreno na altura das eleições, como usam o engodo da baixa de impostos, ao mesmo tempo que continuam a ameaçar com o fantasma da crise e da austeridade - como se fossemos burros comandados a toque de chicote e cenoura - é difícil de suportar.

Pelo menos é difícil de suportar por gente que preze a dignidade.

Estamos no terreno do carácter, da ética, da moral - e a gentinha que nos desgoverna e a respectiva corte não sabe o que isso é.


*

Relembro: sobre o funiculi, funiculà no supermercado, é favor descerem até ao post seguinte.

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sexta-feira, março 14, 2014

Manuela Ferreira Leite, subscritora do 'Manifesto dos 70' a favor da Reestruturação da Dívida, diz que não deve nada a ninguém, não tem que agradecer nada a ninguém, nem nunca pediu nada a ninguém - e que, portanto, é uma mulher livre que pensa pela sua cabeça e se preocupa pelo destino do País. Ao ouvi-la, percebi que ela só não parte para a desgraça, dando um tareão no Passos Coelho, porque não deve estar para sujar as mãos. Estive a vê-la na TVI 24: a raiva que ela mostra por essa gentalha que não sabe o que é a democracia, os mercados, a soberania, a verdade, a gestão da dívida, etc, é tão forte que eu quase juraria que a ouvi a ranger os dentes de fúria. Percebo-a.


No post abaixo já me descontraí, já mergulhei um pouco, ao de leve, muito ao de leve, no mundo Chanel. Pela mão de Karl Lagerfeld e com Geraldine Chaplin, maravilhosa, percebemos a raça desta mulher magra e voluntariosa que trouxe glamour à moda e a transformou numa forma de negócio moderna e potencialmente lucrativa.

Uma coisa bonita de se ver. Abaixo.

*

Aqui agora falo de uma outra mulher corajosa e, à sua maneira, elegante. Aliás, elegante mesmo, moderna. Manuela Ferreira Leite.


Manuela Ferrreira Leite subscritora do Manifesto dos 70
 fala do documento e dos que tão estupidamente o criticaram,
 alguns sem o terem lido, outros sem o terem percebido




Aqui há tempos via-a justamente no Mandarim do Estoril (de que falei aqui no outro dia) e constatei o seu lado afável, familiar. Mas adiante que isto é apenas uma pequena fofoca que não tem nada a ver.

Estive agora a vê-la com o Paulo Magalhães na TVI 24. Uma loba. Uma leoa.

Não teve medo de assinar e dar a cara por um Manifesto ao lado de Louçã, Carvalho da Silva e outros de quadrantes políticos bem diferentes do seu. Pessoas assim, que ultrapassam divergências em nome de mais altos interesses, os interesses nacionais, são pessoas que temos, forçosamente, que respeitar e ouvir. Não estamos a falar de pessoas à toa: estamos a falar de gente que foi ministra, que é culta e informada, empresários, professores universitários, deputados ou ex-deputados, ex-Secretários de Estado, ex-Governadores do Banco de Portugal, (ex)Assessores do Presidente da República, o Presidente da CIP, etc. A lista é variada e heterogénea. E deveria encher a todos de orgulho.

Falar destas pessoas e do documento que ontem aqui transcrevi na íntegra com um despudor estúpido, só revela uma estupidez primária.

Manuela Ferreira Leite, hoje na televisão, não podia ter sido mais directa.

Eu tantas vezes aqui já vos mostrei a minha raiva por ver tão impreparada e incompetente gente a destruir o meu País. Mas imagino o que sentirá, então, Manuela Ferreira Leite. Ela, sobre o que há de mais fundamental, pensa o mesmo que eu - mas ela já teve outras responsabilidades políticas, ela já foi ministra das Finanças, ela já foi líder do Partido que está a fazer isto. Por isso, a angústia dela deve ser ainda superior à minha.

O que ela mostrou sentir em relação a Passos Coelho e à sua vil reacção, bem como em relação a todos os pequenos papagaios, caniches amestrados, marionetas, vendidos e avençados, e demais cambada, ficou absolutamente explícito: ela despreza-os. E despreza-os muito bem. 

*

Outro dos que assinou o manifesto e se bate por ele, é alguém que admiro especialmente e de quem aqui já outras vezes falei. A sua crónica no DN desta quarta-feira merece atenção:


Os homens não são todos iguais por Viriato Soromenho Marques


O manifesto propondo a reestruturação da dívida foi conhecido no mesmo dia em que o INE revelava os resultados da política levada a cabo pela troika com a cumplicidade entusiástica deste governo. Como se fosse uma lista de baixas numa guerra, ficámos a saber que o PIB do país recuou ao nível do ano 2000 e o emprego tombou até ao ano de 1996. Em dois anos e meio foram destruídos 328 mil empregos. Tudo isto para combater uma dívida pública bruta excessiva, que, no mesmo período, subiu de 94% para quase 130% (ultrapassando em 15% as precisões da troika)! Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo. No quadro europeu. Pesando o interesse de Portugal, mas também o interesse comum do projecto europeu, de que muita gente, em Bruxelas e Berlim, parece ter-se esquecido. Perante isso, o primeiro-ministro, e uma escassa legião de escribas auxiliares, acusam os subscritores do manifesto de "pôr em causa o financiamento do país", de "inoportunidade", e, até, de falta de patriotismo. No século xix, dois grandes europeus, Antero de Quental e Nietzsche escreveram, ao mesmo tempo, quase a mesma coisa: o que separa os homens é a maior ou menor capacidade que têm de "suportar" a verdade de que depende a dignidade da vida. A verdade dói, mas a mentira mata. Tenho muito orgulho em ter assinado este manifesto ao lado de Manuela Ferreira Leite, ou Bagão Félix, pois a diferença crucial não é entre esquerda e direita, mas entre a verdade e a mentira. O que une este governo, e o atual diretório europeu, é a ligação umbilical entre o seu poder e a mentira organizada. O país e a Europa só poderão sobreviver se forem resgatados de líderes medíocres, com fobia da verdade.


*

Acabo de ouvir, também na TVI 24, o pequeno caniche descabelado a gritar, histérico, contra a reestruturação da dívida porque, diz o caniche, reestruturar a dívida, significa perdão da dívida. Os outros explicam-lhe que não, que não é sinónimo. Mas ele não atinge tal coisa. 

Digo eu: dizer reestruturar a dívida é como dizer arrumar a casa. Claro que uma pessoa para arrumar a casa pode pegar no que está fora do sítio e deitar tudo janela fora. Ou selar as divisões que estão bagunçadas. Pode.

Mas geralmente não é isso que se faz: limpa-se, varre-se, aspira-se, põe-se no sítio. Pode até acontecer que se deite fora algum lixo (se declaradamente o houver). Mas entre isso e dizer que arrumar a casa é selar a casa ou deitar-lhe fogo vai uma grande diferença. Só gente estúpida ou de má fé pode pensar isso.

Alguém explica isso ao caniche histérico?

*

Sentida, daqui agradeço ao Viriato, à Drª Manuela Ferreira Leite, ao Dr. Bagão Félix, ao António Saraiva (a quem ontem gabei a pachorra de aturar o destituído Gomes Ferreira), e todas as pessoas inteligentes, patriotas, livres, corajosas que escreveram, assinaram e defenderam o Manifesto a Favor da Reestruturação da Dívida. Tomara que o seu esforço valha a pena. Tomara.


*

A quem precise agora de espairecer e queira penetrar no ambiente íntimo do atelier de Miss Coco Chanel, convido a descer um pouco mais. Karl Lagerfeld estará lá para vos receber. Geraldine Chaplin está fantástica, é o que vou já avisando.


quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Manuela Ferreira Leite acha que a malta deste governo é toda atrasada mental, só pode... Uma pessoa ouve-a e convence-se que está a ser governada por débeis mentais ou por delinquentes.


Acabei de ver Manuela Ferreira Leite na TVI com o Paulo Magalhães e quase fico com pena dos palermas de quem ela falou. Quase. Mas claro que não fico. Ficaria se fossem palermas inofensivos mas são o contrário: do mais ofensivo e nefasto que há. 


Um por um, ela arrasou todos aqueles de quem se falou esta semana. Mas fê-lo de uma forma, mostrando tal desprezo, tal incompreensão pelo que fazem, que só pode achar que não são bons da cabeça.

E eu já nem isso consigo fazer. Ganhei-lhes tal repulsa que já nem consigo falar de tal cambada. Ou são malfeitores ou são burros dementes ou nem sei.

Tudo o que fazem é uma aberração. E são descarados, aldrabões sem vergonha, uma coisa sem explicação. Só fazem porcaria e gabam-se do que fazem, deturpando tudo. Não há pachorra. Gabo a paciência de Manuela Ferreira Leite estar ali a demonstrar todas as trapacices e sacanices que aqueles analfabetos fazem. Eu não consigo. Aquela gente é de vómito. Lamento ser tão crua mas é o que sinto. Mesmo. 


O que me ocorre depois de a ouvir é que ela deveria fazer coaching ao Totozero. Não sei se se diz fazer coaching. Mas a ideia é essa.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Passos Coelho em entrevista à Judite de Sousa e Paulo Baldaia para a TVI e TSF = zero = bola = vazio = 'estranho'. A criatura ainda não percebeu nada: nem as razões da crise que assolou Portugal e vários outros países há anos atrás, nem qual deveria ser o papel de um governo (patriota) na gestão de uma situação assim, nem o que se esperaria dele enquanto primeiro-ministro, nem as consequências dos disparates que tem andado a fazer. É capaz de ser uma pessoa mal intencionada e impreparada e inculta e etc mas cá para mim a chave do enigma é mesmo esta: a criatura não percebe nada de nada. Ficará para a história como um dos mais inaptos e ineptos sujeitos que passou pela governação de Portugal. Igual ou pior que ele só mesmo o José Gomes Ferreira da SIC.


Tenho estado também a ouvir os comentadores nas televisões sobre a entrevista: coincidem (excepto um). Podem alguns não ser explícitos mas por todos (excepto por um) perpassa esta ideia: Passos Coelho é inapto, inepto (e, na volta, teremos que inventar palavras para o classificar em toda a linha: inipto, inopto e inupto). 


Passos Coelho e Paulo Portas a cavalo no burro
mas há quem diga:

A, E, I, O, U, cabeça de burro és tu.



Nem consigo dizer muito mais porque tudo o que Passos Coelho diz mostra que os espertos que o instruíram (o Bruno Maçães, o falecido António Borges e outros que tais) lhe enfiaram meia dúzia de ideias erradas e desenquadradas e isso foi a única coisa que ele, coitado, conseguiu aprender. 

Pode o mundo mostrar-lhe todos os dias que tudo aquilo está errado que a criatura não aprende. Na melhor das hipóteses acha 'estranho', tal como acha estranho andar a aplicar uma receita errada (uma receita errada, tal como Christine Lagarde não se tem cansar de dizer).


Criaturas assim são perigosas. Falam com convicção, como se soubessem do que estão a falar, e tomam com igual convicção e teimosia medidas - medidas todas erradas, claro. Criaturas assim são os joguetes ideais junto de quem tem gosta de mandar (investidores, banqueiros, especuladores, etc). 

Na sua fraca cabeça não têm capacidade de perceber o que estão a fazer, nem as consequências. Mais grave que isso: na sua cabecinha vazia também não há lugar para pruridos, dramas éticos, dúvidas de qualquer espécie, compaixão, compreensão, empatia. Não há apenas ali um défice cognitivo (baixo QI), há também um défice emocional (baixo QE)

Uma palavra para os fazedores de opinião que enchem as televisões. Dos comentadores que ouvi, confirmo que José António Teixeira é equilibrado, perspicaz, sério, inteligente, um gosto de ouvir, Pedro Adão e Silva é ágil e inteligente, Henrique Monteiro é influenciável, maria vai com as outras, não percebe nada de números pelo que é induzido em erros graves, e José Gomes Ferreira, meus Caros, é o Passos Coelho do jornalismo. 


Gomes Ferreira faz de conta que é economista mas, ó senhores..., diz barbaridades que revelam que aritmética ou lógica matemática não são coisas que lhe assistam. Até dói. Papagueia o que calha, vira casacas com uma facilidade estonteante, e tudo, claro, com ar entendido e sorrisinho convencido. Sempre que fala, aqui em casa é uma luta para o tirar do ar. É certo que me revolve o estômago mas, se não o ouço, como posso saber que o sujeito é um logro? 


[Este José Gomes Ferreira ainda me dá cabo do casamento. Quer eu quer o meu marido nos sentimos enjoados, agoniados mesmo, com os disparates, com a leviandade das afirmações, com a forma como diz e desdiz coisas como se nem desse pelas insanáveis contradições - mas eu, apesar disso, quero ouvi-lo... e o meu marido não consegue suportar tamanha auto-punição.]

Maria João Avillez também não acrescenta nada, Teresa de Sousa é esperta mas um pouco cinzenta e o Rui Dinis é honesto e eloquente. 

Neste momento ouço a Quadratura do Círculo onde António Costa diz que Passos Coelho não é rigoroso e Pacheco Pereira o corrige, dizendo com todas as letras que Passos Coelho é pouco verdadeiro, é mentiroso. E António Costa continua a mostrar a bandalheira que é, neste momento, a (des)governação portuguesa.


Já antes, na TVI 24 com Paulo Magalhães, Manuela Ferreira Leite desancou forte e feio em Passos Coelho, dizendo pela enésima vez que o que Passos Coelho está a fazer está errado de uma ponta a outra, que não há razão nenhuma para falar em sucesso porque não há sucesso nenhum.

Face a tudo isto que mais posso eu dizer...?

Sobre a entrevista nada. Passos Coelho falou para os mercados, não para os portugueses. Pois que os mercados fiquem com ele que eu só não me descarto porque não sei como.


Tirando isso, só se for para dizer que lamento que uma pessoa como Passos Coelho tenha sido eleito e que lamento também que não haja uma oposição capaz de o tirar de lá. E que esta pouca sorte do caraças tenha coincidido com o Cavaco como Presidente da República.

Um azar nunca vem sozinho, não há duas sem três, etc e tal. Gaita para isto!


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As imagens foram obtidas na internet e das duas últimas não consegui apurar a sua proveniência original excepto. As duas primeiras provêm do manancial inesgotável que é o blogue We Have Kaos in the Garden.

sexta-feira, setembro 13, 2013

Manuela Ferreira Leite fala na TVI 24 sobre o inqualificável corte das pensões de reforma da Função Pública e diz que isto é imoral, inaceitável, diz que as forças vivas do País deveriam impedir que isto venha a concretizar-se, diz que este governo é liberal para os que trabalham mas socializa os reformados, diz que este governo está a criar guetos para os pobres e para os reformados. E explica que isto não tem nada a ver com a sustentabilidade do sistema de pensões mas é apenas para tapar os buracos gerados pelas políticas erradas de Passos Coelho. E insurge-se pela reacção titubeante de António José Seguro. E eu daqui também grito ao Tozé: aprenda a ser oposição ou vá-se embora! Aprenda a ser oposição com ela, com Pacheco Pereira, até com o Lobo Xavier (estou a ouvi-los na Quadratura do Círculo). Ou, se não consegue, vá-se embora e dê o lugar ao António Costa. Bolas para isto.


Que este Governo é formado por gente mal formada, incompetente, ignorante, gente sem escrúpulos, sem preocupações sociais, sem moral, isso acho que já quase toda a gente percebeu.

Estranho é que ainda haja seres com dois dedos de testa que ainda achem que esta gente é gente de bem mas, enfim, a natureza humana é um poço de insondáveis surpresas. 

Manuela Ferreira leite na TVI 24 com Paulo Magalhães,
há pouco, enervada:
o Governo de Passos Coelho deixa-a fora de si,

'Esta tabela de idades é perfeitamente chocante'

Mas o que eu não percebo, mas ó senhores, é que não percebo mesmo, é que tenham que ser as pessoas do PSD, inclusivamente os ex-lideres, a fazer oposição a este governo miserável?



Manuela Ferreira Leite com cristalina clareza explicou agora na TVI 24, ao Paulo Magalhães, que o  raciocínio está todo viciado, aldrabado, explicou como deixaram de alimentar o sistema da Caixa de Aposentações para agora virem dizer que não chega. 




Gente de má fé! Ela até tremia a falar, revoltada, furiosa.



Manuela Ferreira Leite, há pouco na TVI,
perguntava que direito tem este Governo
de determinar a partir de que idade pode sonegar
aquilo a que as pessoas têm direito? 

E alertou: para ler números é preciso competência e honestidade. Coisa que, digo eu, falta a este malfadado governo.


Tudo o que esta proposta de lei significa é chocante, imoral, estúpido, injusto.

E tudo sob uma capa de justiça, de igualdade, etc. Mentiras miseráveis, inadmissíveis.

Manuela Ferreira Leite alerta que os guetos que o Governo
 (de Passos Coelho e Paulo Portas)
agora estão a criar, não tardam
 serão alargados ao pensionistas do sistema privado


Face a tudo isto,  dá para perceber que raio de oposição anda o PS a fazer?








Não sabem denunciar, não sabem falar com clareza e verdade, não sabem dar um murro na mesa - mas com vigor, não com cara de meninos copinhos de leite. Não há ninguém no PS que os tenha no sítio, ó valha-me Deus...?

Agora que estou a escrever estou a ouvir Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo e pasmo por ser mais uma pessoa do PSD a denunciar a imoralidade, a mentira e a maldade deste governo.


Tem que ser o Pacheco Pereira a denunciar o ridículo que é o Paulo Portas a instalar-se num palacete enquanto nos ministérios nem há dinheiro para terem água (Lobo Xavier dixit), e a falta de vergonha de dizerem mentiras, de as dizerem repetidamente, de usarem palavreado oco e aldrabão, de atentarem persistentemente contra a inteligência das pessoas, de empobrecerem a vida das pessoas a troco de nada?

Estou a ser injusta: agora está o António Costa a falar e a falar bem, a falar claro e a falar grosso. Mas o António Costa não manda no PS nem é a voz da oposição ao PSD. 


Grave, grave é o Tozé e a sua entourage que não denunciam as coisas com todas as letras. Até o Lobo Xavier diz que esta coisa da requalificação é um gag, uma coisa orwelliana, que a política de austeridade falhou redondamente, que essa gaita da austeridade virtuosa é uma treta em que já ninguém acredita. Até o Lobo Xavier!


Caraças para isto.

Com a oposição que temos, como nos vamos livrar da praga infecta que é este governo? O PCP repete a mesma argumentação sem a adaptar a cada situação - agora estão a ser comidos em toda a linha pelo Rosalino, até um qualquer Rosalino desta vida mete os sindicatos no bolso! - e o BE dispersa-se em palavreado retórico que não mobiliza nem convence ninguém. E não sobra nada.  


Claro que, para além do António Costa, no PS há um Galamba, uma Isabel Moreira (que acho que ainda é independente) - mas que podem dois ou três no meio do caldo morno que é este PS nas mãos do Seguro?


Foquei-me no desavergonhado atentado contra os reformados da Função Pública mas poderia dizer o mesmo sobre a forma desacarada e maldosa como pretende atentar contra a vida dos que estão no activo e tenham a pouca sorte de ser colocados na dita mobilidade ou requalificação (esses abjectos eufemismos que estes espertos inventam para camuflar a perfídia).

Que chateada que estou com isto. Um Governo de vendidos, de ignorantes, incompetentes, imorais à solta, sem oposição. Um perigo, isto! Só estão bem a desgraçar a vida das pessoas, corja de estúpidos - e não há quem lhes barre a passagem. 

O que é que eu posso fazer para ajudar a deitar abaixo este governo diabólico? Digam-me, por favor. Eu faço.

*

A ver se ainda cá volto para descontrair que estou aqui que nem imaginam, furiosa, furiosa. 

Se me aparecesse agora à frente o Passos Coelho ou o Tozé não respondia por mim, ai não respondia não.

**

(Sobre o que me têm enviado para eu analisar a letra, falo no post abaixo).

quinta-feira, julho 04, 2013

A humilhação brutal a que Paulo Portas se tem vindo a sujeitar. Agora até o próprio CDS o manda engolir o que disse. Uma vergonha. A responsabilidade pessoal de Paulo Portas, Passos Coelho e Cavaco Silva pela perda de cerca de dois mil milhões num único dia. O falhanço assumido das políticas do Governo de Passos Coelho (tal como o descreve Vítor Gaspar) como um dos factos políticos mais relevantes dos últimos dias, segundo Adriano Moreira.


Só vi televisão depois das 22 h. Farta, farta, farta. Tanta mediocridade põe-me à beira da doença. Se por um lado tenho alguma curiosidade em saber o que se passa, por outro, já me agonio com a constatação de tanta baixeza.

Mas às dez e tal da noite estava a dar uma entrevista na TVI 24, Paulo Magalhães entrevistava Adriano Moreira. Deu gosto. Se eu exercesse funções políticas iria querer aconselhar-me assiduamente com pessoas assim, gente inteligente, culta, intuitiva. Que diferença, Deus meu... Em Adriano Moreira há um pensamento organizado, há um saber sedimentado, uma ponderação honesta.


Diz ele que acha inevitável que haja eleições antecipadas mas recomenda que ocorram depois da avaliação da troika e da elaboração o Orçamento. Acha que a Reforma do Estado deveria ser abrangente e começar por redefinir o papel do Presidente da República, deveria ser mais do que fazer cortes na despesa. Diz que, nesta crise, em que diz ter assistido a coisas impensáveis, o ponto mais importante foi a carta de Vítor Gaspar pois nela ele assume o falhanço de toda a política que vem sendo seguida. Diz que é uma preocupação a falta de autoridade que Cavaco revela. E diz muito mais coisas. Sereno, lúcido, construtivo. Um Senhor.


Entretanto, agora, ao sentar-me aqui dei uma volta pelos jornais online. Fico perplexa e chocada com a falta de lógica e de sentido de Estado de Passos Coelho e de Paulo Portas. Redefinir a Coligação? Os mesmos que se difamaram na praça pública, vão agora ensaiar num novo tipo de relacionamento? Inverosímil. Eles, que estão por tudo, podem achar que sim mas ninguém mais os olhará com respeito.

Num outro prédio em que morei, viviam no andar de baixo um homem e uma mulher que, volta e meia, tinham discussões impressionantes, ouviamo-los a correr, ouvíamo-los a atirarem coisas à parede, louça partida, móveis a serem arrastados, dávamos conta que ele a punha na rua e que ela depois chamava os bombeiros e estes montavam uma escada e ela entrava pela varanda, outras vezes ele apenas a punha do lado de fora da porta do andar e ela ficava a chorar na escada. Ficávamos sempre à espera do que ia acontecer, sem sabermos de deveríamos avisar a polícia ou não. Eu nunca chamei. É que, invariavelmente, nos dias seguintes os via abraçados, namorados apaixonados, como se nada se tivesse passado. Toda a gente do prédio lhes perdeu o respeito. Era um casal de doidos. Algum tempo depois divorciaram-se mesmo. Claro.

Assim são Paulo Portas e Passos Coelho. Em qualquer relação é essencial que se mantenha o respeito. Quando o respeito se perde, está tudo acabado. 

Se este governo, por qualquer interesseirismo partidário, por uma qualquer manifestação doentia de autismo político, se mantiver em funções, será visto como um governo instável, desequilibrado, a prazo, um governo de mortos-vivos.



Ministros do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas, numa recoligação recauchutada?
Zombies?
Gente que ressuscita quando a damos como politicamente morta?
Xô....!



Além disso, vejamos. Este Governo não tem feito outra coisa desde que tomou posse do que destruir valor. Há tempos o Expresso fez as contas e a destruição de valor já ia em dezassete mil milhões de euros. Dinheiro que se evaporou do País. Hoje, só à conta da barracada que armaram, foram mais uns quantos.

O País pode suportar em funções dois sujeitos que, porque resolvem fazer uma cena deplorável em público, uma coisa indecorosa, conseguiram que o País perdesse à volta de 2.000.000 milhões de euros num dia? O que vão fazer para recuperar o dinheiro que deitaram borda fora num único dia? Cortar mais as pensões? É isso? O zé-povinho que pague os seus desmandos? Asqueroso. 

E ninguém os vai fazer pagar por isso? Cartas públicas, acusações públicas, golpes baixos na praça pública, garotadas impordoáveis... e, é claro, os ditos mercados a baterem em retirada, assustados. E os pobres coitados do costume que paguem isto? Uma vergonha. 

Paulo Portas e Passos Coelho têm que ser responsabilizados.



Paulo Portas: um homem perdido?


Li também que Portas tomou a decisão de se demitir e de divulgar a carta de demissão sem ouvir o CDS. Fico perplexa. Então foi um acto pessoal? Não foi a posição do Partido mas apenas a dele? Mas uma pessoa que está naquelas funções em representação do partido, e não a título pessoal, pode tomar uma atitude destas sem ter o suporte do partido? Marimbou-se no partido? Foi isso? É que uma coisa é ele bater com a porta em nome do CDS e outra, bem diferente, é ser um acto isolado, pessoal, um fanico, um chilique, um estado de alma.

Por isso, então, os dois outros, a Cristas e o Mota, não se demitiram... Pelos vistos não sabiam de nada. A ser assim, a irresponsabilidade de Portas é vergonhosa, ou melhor, é incompreensível.

E, a seguir, leva um entalanço do partido, ameaçam-no tirá-lo de chefe do partido e obrigam-no a ir de rabo entre as pernas ver se volta a entender-se com o outro. Tinha ele mandado dizer que ia falar ao País e, no fim, devem ter-lhe dito que tenha mas é juizinho, que se deixe de andar a trabalhar para as sondagens, que pense nos outros, nos que dependem do partido no poder, e que vá mas é de gatas pedir desculpa ao Passos Coelho. Humilhante. Humilhante.

Como é que alguém, em seu pleno juízo, pode querer que estes dois ou o Passos Coelho e alguém pelo CDS em vez de Paulo Portas se mantenham à frente de um qualquer Governo? 

A irresponsabilidade deles é excessiva: tinham-se comprometido a entregar o programa de Reforma de Estado e deixam chegar o dia sem terem feito qualquer trabalho. Cábulas. Uma chico-espertice de Passos Coelho, a de passar a batata quente a Paulo Portas. Uma mulice de todo o tamanho a de Portas. Sentido de Estado de ambos: zero. Todo o memorando de ajustamento gira à volta da Reforma do Estado. E, a mais de metade do mandato, ainda não fizeram nada. Nada. Enquanto esbulham toda a população, e enquanto vendem ao estrangeiro as grandes empresas, enquanto deixam que a dívida atinja uma proporção assustadora, deixando o País a um passo da bancarrota, nada mais fazem. E ainda há quem ache que o melhor para o País é que se mantenham em funções?! Valha-me Deus.

**

Um Leitor(a) escreveu num comentário que não tenho escrito nada no Ginjal. Pois é. E faz-me falta. Quando estou no Ginjal, estou noutro comprimento de onda. Por lá, o ar é sempre limpo.

Vou agora até lá, nem vou reler o que acabei de escrever. Tomara que a inspiração não me falte - é que estas porcarias todas chateiam-me mesmo, deixam-se cansada. Mas vou tentar.

Obrigada pelo incentivo.

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Se puder, ainda cá volto porque estou com vontade de escrever uma coisa.

quinta-feira, junho 06, 2013

Manuela Ferreira Leite arrasa uma vez mais este estúpido Governo (na TVI 24 com o Paulo Magalhães). Bloqueio psicológico desta gente que não percebe a desgraça que está a causar e persiste no erro? - interroga-se ela. E explica que um Governo é eleito para ir aferindo os resultados e corrigindo a rota, que se não fosse para isso, bastaria ter um computador a fazer contas sozinho.



Manuela Ferreira Leite passa-se, mas passa-se mesmo,
quando fala dos disparates de alto calibre e muito, muito perigosos,
que o governo de Passos Coelho e Paulo Portas implacavelmente levam a cabo


A Senhora já se mostra cansada de explicar tantas vezes porque é que este desGoverno faz tudo, tudo errado, a Senhora já nem sabe que mais imagens há-de arranjar para conseguir explicar aos ignorantes e incompetentes do desGoverno que estão a destruir o País.

Diz ela que só por um qualquer bloqueio psicológico ou por uma qualquer outra razão é que esta gente ainda persiste no erro.

Vendo que tudo está pior, cada vez pior, vendo que já todos os responsáveis (BCE, Comissão Europeia, FMI) tentam, à vez,  tirar o cavalinho da chuva, passando culpas de uns para outros, vendo que o estudo que serviu de base teórica a esta receita estaferma afinal estava errado, vendo que o País inteiro está revoltado, mais pobre, sem perceber e sem aceitar este descaminho - interroga-se ela: mas então porque é que persistem?!?!?

E desfia um rosário de erros e disparates deste grupelho de incompetentes que se une em torno de Passos Coelho: o terem afastado a prática de concertação social, a insistência em medidas depressivas, a destruição sistemática do tecido económico através da asfixia da procura interna, etc, etc.

E revolta-se e mostra-se até furiosa por Passos Coelho ter dito que os portugueses agora são vistos como gente honrada e trabalhadora. Diz ela, e a voz fica grave, ofendida, quando diz que os portugueses sempre foram gente honrada, honesta e trabalhadora - seja no estrangeiro, seja cá.

E explica, mas explica devagarinho - porque se vê o desgosto que é para ela ter o seu país entregue a gente incompetente, que não percebe nada de coisa nenhuma - que não é desonra um país entrar em bancarrota e informa que há muitos países, ricos, desenvolvidos, insuspeitos, que têm rácios periclitantes, e que vamos lá a ver se não entram também em bancarrota - acrescentando ela que até era bom que entrassem para que toda a gente percebesse isso e alguém nos ajudasse.

Tem razão.

Concordo. Acho que concordamos todos. Só um pequeno grupo de gente muita limitada do ponto de vista intelectual ou, lá está, alguém que tenha algum bloqueio intelectual é que ainda não percebeu (ou então percebeu, percebeu... mas tem alguma agenda tenebrosa).

Entretanto ouvi no noticiário que acabou há bocado um conselho de ministros nocturno. Conselho de ministros nocturno?!?!? Tudo doido. A cena da mobilidade à força como antecâmara para o despedimento, o alargamento do horário de trabalho, etc - tudo aprovado. À noite.

E também ouvi que tinham chamado para uma reunião nocturna o Sindicado dos Professores para lhes darem qualquer coisa, não fixei o quê. À noite?!?!?!  E ouvi alguém do Sindicato a dizer que só lá iam para não saberem do que lá está escrito através da Comunicação Social, como aconteceu antes.

Se tudo isto não é uma palhaçada desgraçada, alguém me explique o que é uma palhaçada.

sexta-feira, abril 12, 2013

Ashoka Mody, o chefe da missão do FMI na equipa da 'troika' que se ocupou do caso da Irlanda, disse agora que a receita seguida estava errada e não funciona. Também Manuela Ferreira Leite, na TVI 24, tal como tantas outras vozes insuspeitas e idóneas, arrasou a absurda política de austeridade seguida por Passos Coelho que destrói a economia e disse que, quanto aos anunciados cortes de 4 mil milhões de euros na despesa do Estado, não vê possibilidade, a menos que nós tivéssemos todos decidido fazer um haraquiri colectivo. E, enquanto isto não muda, as consequências da burrice reinante alastram dramaticamente. Um exemplo: o Arquitecto Victor Mestre, um extraordinário arquitecto, foi obrigado a fechar o atelier por ter ficado abruptamente sem trabalho


No post a seguir a este, poderão ver a minha opinião sobre o ministro maduro. Mas aqui, agora, a conversa é outra, aqui a conversa é barra pesada: de um mea culpa que, infelizmente não está a ter o eco que devia na comunicação social, às consequências dramáticas que resultam de quem, acriticamente, burramente, não percebendo o erro, aplicou a receita à risca.



Ashoka Mody


Ouvi hoje na TSF alguém de quem já aqui antes falei e, para que vejam com os vossos próprios olhos aquilo que ouvi, aqui transcrevo:

Numa altura em que o ministro das Finanças diz que quer seguir o mais perto possível o exemplo irlandês, um responsável do FMI que participou na elaboração do programa de ajustamento da Irlanda assume que a aposta na austeridade não resultou.

Trata-se quase de um "mea culpa". O chefe da missão do FMI na equipa da 'troika' que se ocupou do caso da Irlanda disse agora que a receita seguida estava errada e não funciona.

Ashoka Mody, que já deixou o FMI, referiu que, quando a crise surgiu, havia três soluções possíveis mas a opção recaiu na austeridade. Algo que não foi razoável nem produtivo.

Ouvido esta manhã pela televisão pública, o antigo chefe do FMI explicou que confiar apenas na austeridade foi um erro porque os riscos de insucesso eram muitos e, por isso, a Irlanda e Portugal estão a pagar uma factura pesada.

O responsável sublinhou que a solução passa agora por dar mais tempo aos dais países para pagarem às dividas; caso contrário, a alternativa é um sofrimento sem fim por parte das populações, uma cultura de dependência nacional e um enorme travão à consolidação da economia europeia.

Quanto ao que aconteceu e ao programa que ajudou a criar, Ashoka Mody assumiu as responsabilidades mas realçou que não está sozinho.

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Manuela Ferreira Leite
ex-líder do PSD, ex-Ministra das Finanças (entre outras coisas)


Já ontem, na TVI 24, numa entrevista conduzida por Paulo Magalhães, Manuela Ferreira Leite tinha arrasado a insensata e criminosa política seguida por Passos Coelho

Foi clara ao demonstrar como esta política de austeridade sobre austeridade destrói o país impedindo-o de ser sustentável, levando ao aumento descontrolado da dívida, uma dívida impossível de pagar, levando a mais défice. 

E deixou dito de forma muito marcante que um equilíbrio das contas públicas faz-se numa geração, não em dois ou três anos. 

E manifestou a sua enorme preocupação com a vida desgraçada de tanta e tanta gente, tantos desempregados, sem possibilidade de voltarem a arranjar emprego, gente em apuros para garantir a subsistência.

Transcrevo alguns excertos relativos a outros temas abordados:

Quanto aos anunciados cortes de 4 mil milhões de euros na despesa do Estado, a ex-líder do PSD foi mordaz: «Não estou preocupada, porque acho que não são exequíveis e não vão ser executados. Não vejo possibilidade, a menos que nós tivéssemos todos decidido fazer um haraquiri colectivo. Como acho que ninguém decidiu isso, não acho possível fazer uma coisa dessas».

«Há aqui um dramatismo, uma teatralização. Acho que se há coisa má que pode ser feita às pessoas neste momento é assustá-las», lamentou Manuela Ferreira Leite».


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Enquanto uns assumem que se enganaram na receita que prescreveram, e outros alertam para os efeitos dramáticos desta política tão gritantemente errada, as consequências não se fazem esperar e alastram transversalmente por toda s sociedade, como uma doença grave, viral.

O comentário, que agradeço, do Leitor J ao meu post de ontem relativo ao Arqto. Ribeiro Telles tocou-me especialmente, tanto mais que aflora num tema a que sou sensível, o da reforma, melhoramento e dignificação do Parque Escolar - que, para além dos benefícios óbvios sobre o local de trabalho e ensino para professores e alunos, proporciona uma dinamização da economia local e um incentivo à excelência em todas as disciplinas envolvidas (arquitectura, engenharia civil, materiais de construção e mobiliário escolar, etc, etc).

Transcrevo esse comentário:

A arquitectura em Portugal é mediática e há um conjunto muito selecto, e realmente muito bom, de arquitectos que têm todo o destaque, O Ribeiro Telles faz parte desse grupo.


No entanto existem muito outros, em geral mais jovens, totalmente esquecidos pela divulgação. 






Liceu Passos Manuel - uma nova vida depois da reabilitação



A reabilitação do Liceu Passos Manuel, no âmbito da Parquescolar, mereceu à equipa projectista, o mais importante prémio na área da reabilitação de imóveis. O Arquitecto é o Victor Mestre, um extraordinário arquitecto já com muitas obras feitas e livros publicados, que recentemente foi obrigado a fechar o atelier por ter ficado abruptamente sem trabalho.


Vale a pena ver e divulgar. Carregar aqui


Uma notícia triste esta. Uma tristeza tudo isto. Por força da estupidez governativa, o país despreza o valor dos seus melhores. Uns abandonam o país, outros sofrem as consequências em silêncio. Um drama isto.

Um drama que tem que ser interrompido - até porque, os autores da receita, já assumiram que a receita foi um erro!


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Fico-me por aqui que isto já vai longo. Volto a lembrar que, se quiserem conhecer o CV do Maduro que sucede ao Relvas e saber o que acho desta mudança, deverão descer até ao post a seguir a este.

No entanto, convido-vos ainda a virem comigo até ao meu Ginjal e Lisboa, onde hoje Ruy Belo me estende a sua mão e me leva a escrever um texto a que talvez achem uma certa graça (um certo hot Jesus de certeza que achará...)


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E desejo-vos, é claro, uma bela sexta feira. 
Divirtam-se e tenham esperança, sim? E, já agora, lutem por um futuro tranquilo, está bem?


domingo, junho 05, 2011

Pedro Passos Coelho, futuro Primeiro Ministro, D. Laura e todo o PSD festejam a vitória nas eleições legislativas 2011, Paulo Portas apresenta-se moderado, muito contido, Jerónimo de Sousa anunciou a agenda para a rua - e eu sou coagida a contar um episódio passado em Alcântara

Parabéns Senhor Futuro Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho e boa sorte para o que aí vem.

O percurso das pessoas e das organizações faz-se de mérito e também de sorte e, nos próximos tempos, de bastante sorte vai o PSD precisar.

Agora é chegada a hora de governar e, para bem do País, espero que consiga governar com determinação, humanismo, sentido democrático, competência (coisa da qual tenho dúvidas como aqui várias vezes referi).

Mas, dúvidas à parte, é tempo de todos nos erguermos e darmos o nosso melhor, sem partidarites, sem inimizades sectárias, com sentido de responsabilidade.

Jerónimo de Sousa, que mais uma vez conseguiu cantar vitória sem que ninguém perceba porquê, já desenterrou o machado de guerra. A rua não vai dar tréguas ao futuro governo.

Paulo Portas, uma vez mais moderado (os resultados foram um balde de água fria), recomenda que não haja grandes euforias dada a situação de crise que Portugal atravessa.

Entretanto o PSD está ao rubro e é natural. Pedro Passos Coelho que, como se sabe, é um cantor frustrado já arranjou maneira de cantar em público (ou melhor, para um grande público): acabo de o ver a cantar o hino.

Na rua, os votantes no PSD, felizes da vida, acham que se abriu um novo ciclo (será que acham que é um ciclo de prosperidade que se está a abrir agora que Inês está morta?). Compreende-se que festejem, têm razão para isso, ganharam. Mas tanta felicidade é um pouco estranha quando se sabe o duríssimo impacto das medidas que vão implementar - parece a vitória da selecção, alheados da realidade, caras pintadas, apitam, saltam, riem-se, riem-se, riem-se.

A propósito desta alegria jubilosa do PSD, aqui em casa insistem que eu conte uma coisa que há algum tempo ouvimos em Alcântara. Este é um blogue de família mas já que a família insiste...

Íamos de carro, de janela aberta, numa rua estreita da zona mais popular de Alcântara. Muitos populares na rua, numa grande galhofa. Ao passarmos junto a um muro baixo, vimos uma velhota ali sentada, que gritava para o grupo que se divertia: "Riam-se, riam-se, quando souberem que é para o **, até choram...!".


Não é a 1ª vez que aqui coloco este vídeo mas parece-me apropriado uma vez que trata de festejos numa noite de eleição. Quem irá ser o chefe de gabinete de Passos Coelho?

PS: Volto a este post às 00:20 min. À varanda, Passos Coelho (acompanhado de Dona Laura, em êxtase, a quem me pareceu que ele levantou o braço para gritar : 'O meu braço direito!') voltou a exercer os seus dotes de barítono e, a plenos pulmões, voltou a cantar o hino. Será que o próximo governo vai ser o musical que ele não conseguiu ao ser rejeitado no casting do La Feria?

domingo, maio 22, 2011

Constança Cunha e Sá, ar blasé, engagée, comentadora versus Paulo Magalhães, sóbrio, isento, jornalista - dois exemplos opostos na TVI 24

Que os políticos de militância (ou simpatia) partidária conhecida possam ser convidados para comentadores na televisão não me choca por aí além. Estão ali justamente para comentar, e comentar é expressar a opinião, que é, por definição, a expressão de um pensamento pessoal, subjectivo.

Se ouço Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa ou António Vitorino, Manuel Maria Carrilho e por aí fora, eu já sei quais os seus fundamentals e, logo, eu própria farei a decantação que achar conveniente.

O que me parece questionável, senão eticamente algo repovável, é que jornalistas (por definição, isentos no exercício da sua função), volta e meia, passem para o lado de lá, num exercício que quase diria de alterne, tornando-se comentadores e, nessa qualidade, propalando marcadas preferências partidárias.

Isso acontece de forma muito vincada na TVI 24 com Constança Cunha e Sá. Umas vezes ela é jornalista, editora de política, outras vezes apetece-lhe tribuna e porta-se como se fosse ponta de lança partidária. Na sexta feira passada, comentando o debate Sócrates - Passos Coelho na RTP, foi ainda mais explícita do que em vezes anteriores.

Constança Cunha e Sá, presença permanente na TVI 24, alternando entre o jornalismo e o comentário político

Com o seu habitual ar blasé, depois de decretar que Sócrates está gasto e que Passos Coelho esteve muito bem, analisando o debate sob uma lente sectária, absolutamente tendenciosa, chegou ao destempero de desejar que Passos Coelho, fruto do debate, roubasse votos ao PS e não ao CDS.

O meu marido está a pensar escrever uma carta à TVI e eu, juntando-me ao protesto, daqui me insurjo contra aquilo a que no outro dia designei por jornalistas travestidos de comentadores partidários. Como acreditar, daqui para a frente, que Constança Cunha e Sá estará a fazer o seu trabalho de jornalista isenta quando estiver a noticiar a actualidade?

Em contrapartida, um outro jornalista da TVI 24 nos merece, cá em casa, agrado: Paulo Magalhães. É contido, sensato, moderado, oportuno, directo, educado. Debates ou entrevistas conduzidos por Paulo Magalhães são sempre um gosto. Não há muitos mais como ele, na televisão portuguesa.

Paulo Magalhães, um excelente jornalista de uma notável sobriedade
(a imagem não é famosa mas foi o que encontrei)