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terça-feira, fevereiro 20, 2024

Os melhores momentos: a palavra mais certa, o gesto mais adequado, a situação mais imprevista

 

No debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro as coisas estiveram animadas e cada um esgrimiu os seus argumentos o melhor que soube e foi capaz, certamente tentando seguir as instruções dos assessores de comunicação.

Vi atentamente.

Mas, vergada pelo cansaço, já não consegui ver tão atentamente os múltiplos comentários sobre o que se tinha passado: as notas, as melhores frases, os pontos em que cada um esteve pior, o ouro que por vezes entregaram ao bandido, os tiros nos pés, os instantes de graça. Foram muitos os comentadores e cada um teve coisas para dizer. Em todos os canais. Saltaram à cena como pop ups. De todos os que fui snifando, só consegui deter-me no Luís Paixão Martins. Também gosto da Anabela Neves, também lhe prestei alguma atenção. Pensam pela sua própria cabeça e não cavalgam as ondas de espuma em que quase todos os outros se atordoam. Nem falam ao espelho, para se ouvirem. Dizem o que pensam e não se importam de destoar. Vale a pena.

Tirando isso, está bem, está.

Mas isto para dizer que, depois de tanto bem-falante, não vou pôr-me para aqui a dizer mais do mesmo. O que poderia eu acrescentar, não é? 

Fico-me, antes, pelos melhores momentos.


O grande e simpatiquérrimo Fernando Mendes no infinito Preço Certo

(confesso que nunca consegui ver um programa inteiro nem nunca consegui perceber aquela dinâmica mas, por vezes, gosto de ver alguns excertos. É uma amostra do Portugal profundo, quer-me cá a mim parecer)