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sábado, outubro 09, 2021

Fantasias de uma mulher casada

 



Sobre o dia de hoje muito haveria a dizer mas, hélas, noblesse oblige, não posso. Portanto, tendo estado fora do circuito e desconhecendo o que por aí vai, para ter tema de escrita fico limitada a contemplar o meu próprio umbigo.

Melhor: não o dito cujo [que, por sinal, é 'muito bem feitinho', o orgulho da minha mãe que se gaba de me ter trazido bem apertadinha durante um mês, até que não ficou vestígio de nada à vista, tudo recolhidinho] mas outro tipo de umbigo. Claro que nunca perguntei à minha mãe se o aperto não me terá causado cólicas porque o que lá vai, lá vai. Tentei que os umbigos dos meus filhos também ficassem perfeitinhos, e ficaram, mas nunca apertei muito, assumindo cá para mim que, se eles viessem a protestar, lhes diria que tinha sido para seu bem. Felizmente, saíram bem e, portanto, não tive que usar aquele argumento sobre o qual, de resto, não estaria muito convicta pois não sei bem o que é isso de ser para o bem de cada um. Na volta, um mês de cólicas vale bem o ter, para o resto da vida, um umbigo perfeitinho. Sei lá. 

Mas, portanto, o que tenho a dizer não tem nada a ver com umbigos propriamente ditos.

Tem a ver, isso sim, com as estatísticas do blog. Mais do que quantas visualizações ou a partir de que países me visitam, gosto de ver as coisas que alguns Leitores escreveram nos motores de busca que fez com que viessem direccionadas para cá. Hoje, uma das expressões foi esta: 'fantasias de uma mulher casada'. Fiquei admirada: porque é que a google -- ou seja o que for -- manda para aqui toda a gente que não sabe fantasiar sozinha?

Mas depois percebi que há uns tempos escrevi mesmo uma historinha sobre Dita, a mulher casada com umas explícitas fantasias sexuais. Reli-me e achei-me muito pãozinho sem sal. Nitidamente escrevi aquilo a despachar só para não me arreliar com as coisas da política doméstica.

Sexo com dois ou mais homens é daqueles clássicos que mimetiza um outro clássico: um homem a fantasiar ter duas ou mais mulheres de roda de si. 

Contudo, nisto como para tudo nesta vida, para que as coisas produzam o efeito desejado, é preciso ciência. Ciência, imaginação and a touch of je ne sais quoi. Apenas improviso é bom às vezes, por acaso. Mas, se dá para o torto, é para esquecer. 

A ménage, seja de duas para um ou de dois para uma é daquelas que, só por si, pode ser uma valente carga de trabalhos ou, ainda pior, um tédio. 

Ou vem numa decorrência -- uma coisa que vai evoluindo, que começa por não ser nada para, aos bocadinhos, começar a desenhar-se qualquer coisa, uma coisa envolvente em que não são dois homens a servir uma mulher mas, antes, três pessoas que se desejam e que passam das intenções aos actos, tacteando, ousando, arriscando -- ou não vale um caracol furado, só serve para deixar todos desconfortáveis. Digo eu, claro.

É como aquilo do swing. Ir para um clube para experimentar um elemento de um outro casal é também daquelas que, em meu entender, só funciona com gente pouco exigente. Pode ser que, em idades pouco sofisticadas em que tudo o que vem à rede é peixe, a coisa possa parecer que funciona. Mas é treta. Fancaria. Claro que haverá quem garanta que poderá funcionar e ser um booster na boa disposição dos envolvidos mas, tenho para mim que, se não for bem gerido, pode é virar um belo pesadelo. 

A ser, tem que ser na base do afecto entre todos, um afecto tão verdadeiro que resista ao experimentalismo, à desconfiança, às comparações. Também digo eu de que, claro.

Mas estou em crer que, se calhar, as fantasias de uma mulher casada são, na maioria, de uma outra natureza. 

Mas são coisas de natureza muito inconfessável, daquelas de que mais vale nem falar, que, se calhar, até é bom que não se materializem não vá dar-se o caso de se transformarem numa xaropada sem pingo de graça ou de sofisticação. 

É que, também tenho para mim, coisas destas, para terem graça, devem vir envolvidas num mínimo de sofisticação. Deve haver romance, rêverie, bons modos (para além de uma boa pegada), demorada preparação e boa e cuidada execução -- deixando vontade de repetir (para aperfeiçoar). 

Poderia aqui dar alguns exemplos mas receio que, por falta de talento (e de liberdade de expressão), ao transformar fantasias gostosas e privadas num conjunto de palavras normais, as calientes fantasias virem uma pornochanchada. E isso é que não, caraças.

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E estou a escrever isto e a pensar que os meus filhos lêem as macacadas que para aqui escrevo. Às tantas, a esta hora, estão preocupados. Daqui vai, para eles, o meu disclaimer: descansem que a mãezinha não é dada a aventuras, a ménages, a swings, a órgias, muito menos a coisas ainda mais ponteagudas ou cabeludas. Zero. A mãezinha o que tem é uma imaginação desbragada na ponta dos dedos. Ofereçam-lhe um título que a mãezinha logo escreve uma redação. E é isto que a mãezinha acabou de escrever: uma redação que saiu assim mas que poderia ter saído assado.

Nada a fazer, já sabem. A mãezinha é um caso perdido.

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PS: Claro que os meus filhos não me tratam por mãezinha. Haveria de ter graça...

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A primeira, a segunda, a terceira e a sexta fotografias são de Mario Testino que os sabe escolher a dedo. A segundo mostra os fotógrafos Mert Alas & Marcus Piggott, ao que parece com Miley Cyrus. A quinta mostra Jeanne Moreau no filme Jules et Jim. E a última, obviamente é de Robert Mapplethorpe

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Um belo sábado

Tudíssimo de bom

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Aprovada lei que multará as mulheres-lindas-de-parar-o-trânsito





Não me importunem. Não sou “A Bela da Tarde”. E se eu fosse a Catherine Deneuve? E se eu fosse a Anitta? E se eu fosse o Pabllo Vittar? E se eu duplicasse as consoantes do meu nome? E se eu fosse a Rita Cadilac? E se eu estacionasse o meu carro sobre a sua língua comprida e infame numa faixa de pedestres? 

Não sou mais um desses “porcos” que as algumas feministas esbravejam por aí. Não voto nos candidatos da extrema-direita. Estou extremamente feliz por não ter nascido canhoto. Canhotos sofrem; mulheres, idem. Não sou truculento. Não digo palavras chulas a uma mulher, a não ser que ela implore por elas. Concordo em ganhar menos dinheiro do que a minha companheira. Aliás, sonho em ser dono de casa. Não exijo transar sem camisinha. Não gosto de pegar geral, de pagar prostitutas; não é que eu seja um caloteiro; acontece que eu não curto frequentar bordéis e viajar para congressos com acompanhantes viçosas de nível universitário. Sou otário, mas, não me furto em me meter numa briga de marido e mulher. Não consinto com o abuso sexual, com o estupro de mulher alguma, em nenhuma circunstância, quem dirá, as feias, minhas parceiras de feiura e desencanto. Deixo um lastro de sarcasmo por todo canto, onde quer que eu escreva, notem isso, farejem isso, cavem no quintal dos seus olhos o real sentido dessas palavras, pelo amor de Deus, caprichem na interpretação de texto, isso aqui não é bula de remédio.

Analfabetismo tem cura; burrice, não. Sinto que a humanidade está dando marcha à ré. O mundo não apenas continua cruel, como está ficando chato à beça. Depois do advento das redes sociais, então, anda enfadonho, insuportável. Na internet, as pessoas parecem mais infernais que o habitual. Os vírus da ignorância são os micróbios da vez, incuráveis, controláveis por potentes antivírus baixados pelo computador.

A humanidade é viciada em polêmicas. 

Isso me irrita de forma abissal. A controvérsia da vez diz respeito ao assédio sexual contra as mulheres. E dá-lhe blá-blá-blá. Existe, por exemplo, uma onda crescente de denúncias contra celebridades nos Estados Unidos, em especial, figuras carimbadas do cinema norte-americano. Em contraponto, recentemente, o jornal “Le Monde” publicou um manifesto assinado por cem francesas influentes, dentre elas, a veterana atriz Catherine Deneuve. Como continua linda a Belle de Jour. A reação das feministas foi furiosa e imediata. Se eu fosse mulher, se eu fosse francesa, se eu fosse convidado, assinava também, mas, com ressalvas. Não acredito em beijo roubado. Não concordo que um homem possa tocar o corpo de uma mulher sem (con)sentimento. 

Relutei algumas vezes em escrever este texto. O tema é vespeiro. Porém, eu me senti encorajado ao lembrar de uma entrevista da atriz-cantora Bibi Ferreira num programa de TV. Quando lhe questionaram o que mais a incomodava na velhice, Bibi respondeu que era o fato de passar despercebida pelos homens, de não se sentir desejada. Estou convicto que era disso que o manifesto das francesas falava: romance, conquista e autoconfiança. Nenhum ser humano sensato haverá de defender a violência contra meninos, meninas e mulheres. Logo, se eu fosse um servente de obra, não gritava palavrões, mas, assoviava, sim, para uma moça bonita caminhando pela calçada. Não me importunem. Eu não sou a Catherine Deneuve. Eu sou apenas um homem ordinário que, assim como as mulheres, não gosta de apanhar nem com uma flor.




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O texto original (ao qual abusadoramente tirei alguns bocados) é da autoria de Eberth Vêncio e cacei-o na Revista Bula.

As fotografias são, tal como no post abaixo, da autoria dos safados Mario Testino e Bruce Weber, dois fotógrafos que, ao que consta, importunaram alguns dos jovens que fotografaram.

Leonard Cohen, um sedutor que seduzia até de olhos fechados, interpreta I'm your man

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E queiram descer até ao Amor em abundância, pseudo-aforismos auto-confessionais à moda da vossa Sta UJM

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Amor em abundância





Em meu entender, uma mulher gostar de gostar e gostar de ser gostada não é pecado: é virtude.

E uma mulher gostar de ser maliciosa e saber sê-lo quando quer, da forma que quer e com quem quer também não tem mal nenhum, tem é muito bem.

E uma mulher não ter pejo em falar de sedução ou rendição, em falar do seu corpo ou de corpo alheio e em falar do que gosta de fazer com eles, não é crime nenhum: é benção.

E uma mulher gostar de ser feliz e estar-se nas tintas para o que não interessa e gostar de rir e de coisas boas e fugir como o diabo da cruz do que é angustiante e maçador não é pobreza de espírito, é instinto de sobrevivência.

E uma mulher gostar de vir para aqui dizer coisas destas e escolher para companhia fotografias destas e uma música e um vídeo destes não é coincidência: é gostar de estar em boa companhia.

E uma mulher piscar o olho aos leitores de forma tão indecente não é inocente, não, é mesmo... (não digo)



Olá...!

Cu-cu...!


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Kate Moss, uma mulher livre que a tem sabido levar numa boa, aqui é fotografada por dois fotógrafos debaixo de fogo: lá em cima por Mario Testino e, abaixo, por Bruce Weber. Ambos estão a ser acusados por modelos masculinos de assédio. Felizmente, nenhuma mulher se queixou deles... e se ambos sabem captar bem o espírito feminino e a graça de vier.

Quem canta é a sexy Solána Imani Rowe (Nov, 1990), conhecida por SZA (de "Sovereign Zig-Zag Allah" ou"Savior Zig-Zag Allah") que aqui interpreta Love Galore. Recomendo que não vejam o vídeo até ao fim (e, desta vez, fazem o favor de me levar a sério porque o fim estraga tudo)

E, por fim, Eartha Kitt fala de amor e compromisso

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[... Ou preferiam que eu tivesse estado para aqui a dissertar sobre o futuro do Hugo Alexandre caso Rui Rio lhe dê o merecido chega-para-lá como líder parlamentar...? Era mesmo só o que me faltava.]

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sexta-feira, outubro 16, 2015

É possível compatibilizar amizade e erotismo? Amor e desejo? Cuidado e desejo sexual? - E qual o papel da imaginação nisto?


Dizia Proust: O mistério não é viajar para novos lugares mas, sim, olhar com olhos novos.




Há temas que me interessam - felizmente muitos. Podia falar de afectos, em geral, poderia falar de arte, poderia falar da natureza, de cidades. Poderia falar de generosidade. Poderia falar de política. De tantas coisas. 

Mas também da sedução, ou das razões que levam a que o amor exista de forma continuada nuns casos e noutros seja frágil, ou do que incendeia o desejo junto de alguns casais quando, noutros, é chama há muito extinta. Ou poderia interrogar-me sobre o que importa, de facto, num casal para que se mantenha apaixonado: o companheirismo, a cumplicidade, a atracção física?

Gosto de ler sobre tudo isto, gosto de me questionar, gosto observar nos outros e em mim. 


Hoje, ao abrir o Youtube, apareceram-me umas selecções curiosas. Um dia destes ainda me apaixono pelo algoritmo da Google que, por detrás do Youtube, descobre o que me interessa e consegue surpreender-me e agradar-me: aparecem-me vídeos de arte, de humor, de bailado, de música, de sedução, de ciência, de perfumes. Conhece-me bem, ele.

De entre os vídeos que hoje me foram sugeridos, quase todos despertam a minha curiosidade. Contudo, como o meu tempo é muito limitado, escolhi apenas um dele e pus-me a ouvir. Enquanto escrevo ainda estou a ouvir e parece-me muito interessante.

Esther Perel, uma psicoterapeuta belga, fala sobre o segredo do desejo num relacionamento duradouro numa conferência TED.

Uma vez que, ainda por cima, está traduzida, partilho-a convosco. É interessante, útil. Não é, por vezes, politicamente correcta, ela, mas, sendo uma estudiosa com obra publicada e divulgada, e que tem sustentadas as suas opiniões em observações em 20 países, acho que deve saber do que fala.

O texto de apresentação do vídeo abaixo diz o seguinte: Nos relacionamentos duradouros, frequentemente esperamos que nossos amados sejam nosso melhor amigo e parceiro erótico. Porém como Esther Perel argumenta, o bom e comprometido sexo baseia-se em duas necessidades conflituantes: a nossa necessidade por segurança e a nossa necessidade por surpresa. Então como manter o desejo? Com inteligência e eloquência, Perel nos leva ao mistério da inteligência 


Esther Perel: O segredo do desejo num relacionamento duradouro


(Conferências TED)



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As fotografias são de Mario Testino

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela sexta-feira.
Be happy.


quinta-feira, julho 23, 2015

Como curar um desgosto de amor?


Confesso que não é tema no qual esteja muito à vontade mas leio a notícia abaixo e acho que, a ter eu que dar conselhos sobre o tema, os que aqui vejo seriam os que eu recomendaria.




Quem por aqui me acompanha lembrar-se-á de eu já ter contado que numa vez em que tive um desentendimento com um namorado, em vez de dar o braço a torcer, deu-me para pôr em prática a velha máxima do 'rei morto, rei posto' ou, 'se tenho a fama, então vou ter o proveito' (já que o meu namorado tinha uma ciumeira pegada -- e infundada -- em relação ao que viria a ser o seu sucessor) e, quando dei por mim, involuntariamente estava já a namorar com o outro. E festas e passeios e praia e, no meio de tamanha agitação, o desgosto, que não era bem desgosto, quase não tinha espaço para existir.

Mas eu não sou exemplo para ninguém pelo que passo a transcrever (na íntegra, dada a relevância do tema), do Observador, Como consertar um coração partido?:


Não existe nenhum truque de magia para que um coração partido se recomponha da noite para o dia. E, regra geral, todos os conselhos dados nessas alturas são difíceis de pôr em prática. Mas como chorar pelos cantos ainda não é receita de sucesso, o melhor, ao que parece, é fazer exercício.

O conselho é dado por celebridades, gurus de ioga e até pelo Royal College of Psychiatrists, que defendem que a prática de exercício físico tem o condão de reduzir os sentimentos de tristeza e de raiva, para além de ajudar a dormir, melhorar o humor e a auto-estima, mesmo quando o sentimento de rejeição parece mais forte do que tudo. Ou seja, as endorfinas libertadas durante a atividade física são o medicamento dado pela natureza para o alívio da dor.

A quantidade de exercício recomendado pela Mental Health Foundation (que não se aplica necessariamente a situações de coração partido) é de 30 minutos, cinco vezes por semana. No entanto, com menos tempo também sentirá benefícios. No caso de achar que o seu ex-parceiro não merece nem uma gota do seu suor, o The Guardian sugere outros conselhos que pode seguir:

Parar de visitar a página do seu ex-parceiro no Facebook de cinco em cinco minutos. Um estudo feito com 464 voluntários, maioritariamente estudantes (80% mulheres), concluiu que as pessoas que não conseguem parar de visitar a página de Facebook do “ex” levam mais tempo a recuperar emocionalmente e não conseguem seguir em frente tão facilmente. O melhor que tem a fazer para esquecer um amor que não correu bem é não ter qualquer contacto com ele.

Falar sobre o seu coração partido pode ajudá-lo. Um estudo feito com 210 jovens adultos que tinham passado por uma separação recentemente, descobriu que aqueles que completaram tarefas que obrigavam a que refletissem sobre a sua relação — incluindo falar para um gravador quatro vezes ao longo de nove semanas — recuperaram melhor do que aqueles que só preencheram questionários e não fizeram nenhuma outra atividade. 

Grace Larson, a autora do estudo publicado na Social Psychology and Personality Science, diz que voltar a pensar em si próprio ajuda bastante. Por isso mesmo o seu estudo procurava fazer com que as pessoas refletissem no que tinham negligenciado em si mesmas durante a relação.

Começar a sair com uma pessoa só para evitar a dor causada pelo fim do relacionamento anterior é, tradicionalmente, considerada uma má opção, uma vez que a pessoa pode procurar um parceiro semelhante, repetir velhos hábitos ou acabar por magoar a pessoa que não tem culpa de nada. 

Mas estudos mostram que começar uma nova relação rapidamente pode ser bom para a auto-estima e pode ajudar a esquecer o ex-parceiro.


Se este conselho e o do exercício lhe parecem os melhores, o ideal mesmo é conhecer alguém no ginásio.


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As fotografias foram publicadas na Vogue (a última é de Mario Testino). How Can You Mend A Broken Heart  é interpretado por Diana Krall

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quarta-feira, março 18, 2015

O perigo das Quimeras e das Emboscadas. Ou não. Talvez seja apenas um caso em que 'Les beaux esprits se rencontrent'


Depois da entrevista de Obama (que pode servir de bitola para se comparar com as entrevistas caseiras aos nossos políticos), mudemos de assunto que a noite ainda é uma criança.

Uma combinação improvável: Mia Couto, Kate Mosse (por Paolo Roversi), Albert Delègue (por Mario Testino) e Madeleine Peyroux.







Já me cansa
ter esperança.

De tanta quimera desfeita
aprendi a existir de sobras,
neste tempo de quases e nuncas.

Morro
de tanto vida por viver.

Calo-me 
de quanta palavra esbanjada.

Desvaneço
de tanto beijo adiado.

O meu quarto
é o mundo inteiro sem mundo.

Quem me dera ser anjo
e sentir leve a terra
sob os meus pés alados.

Quem me dera
uma casa de nascença,
quem me dera um lume de crença,
um incêndio de todos os recomeços.

Quem dera
o quarto fosse de barro tenro,
um lugar de príncipe e princípios.

No sono
em que finjo adormecer
perco a noite
e o seu balouço de sonhos.

Sob o umbral da insónia
dou de beber a anjos
que se extinguem
na poeira dos desertos.





Sou dente para o teu beijo,
garra para a tua beleza.

Abro a casa
para o teu silêncio.

Mas não tenho leito
para o teu cansaço.

O que nosso amor acende,
luz cega,
não nos deixa ver,
distintos, um e outro.

Embriagada visão
do que é metade,
só vejo o que é tudo.

Eis o meu vício:
o que bebo não tem medida.

O que a minha sede busca
não é a bebida,
mas a sombra da água
onde eu,
numa outra vida,
morei sem voz nem mágoa.



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  • O primeiro poema chama-se Quimeras e o segundo Emboscada e são ambos de Mia Couto do livro Vagas e Lumes da ed. Caminho. 
  • A canção interpretada por Madeleine Peyroux é Don't wait too long. 
  • Kate Moss é 'Painted Lady', veste criações de grandes casas de alta costura e foi fotografada por Paolo Roversi para a W Magazine April 2015. 
  • Albert Delègue é um homens dos retratados por Mario Testino que pode ser visto no livro Sir onde Mario Testino, por esta vez, fotografa homens.


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O homem que se segue também tem muito que se lhe diga: Obama no seu melhor já aqui abaixo.

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segunda-feira, março 02, 2015

Infoexcluída me confesso. Nem Facebook, nem Twitter, nem Instagram. Nem gatinhos. Só gatos. E, de preferência, tal como Mario Testino os regista, nuzinhos, só com uma toalhita. Alô, alô Rosa Pinto: concorda que estes são de uma beleza universal, intemporal, obras de arte perfeitas?


No post abaixo já falei de dois ladrões honestos. Ou arrependidos. Ou amedrontados. Ladrões que, voluntariamente, devolveram o fruto do seu furto. Não foi ao Passos Coelho que me referi, é claro, longe de mim. Referi-me, sim, a dois ladrões cujos actos darão certamente filmes. Ora, como é sabido, Passos Coelho para artista não tem jeito (lembremo-nos da nega que recebeu do La Feria).

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.

Se ontem confessei alguns dos meus segredos, hoje continuo numa de confissões e falo das minhas debilidades cognitivas. 

É que ele há coisas que eu não percebo. E são muitas.


Cauã Reymond por Mario Testino


Do filme The Great Gatsby, numa interpretação de Lana Del Rey: Young and Beautiful


Por exemplo, não percebo: 

  • Porque é que a maioria das pessoas quando está a ser fotografada se põe de lado, abre a boca e, não raramente, levanta uma perna, quase como se simulasse que está a cair?
  • E porque é que tanta gente acha graça a fotografar-se a si própria? Mais: porque é que tanta gente acha graça a divulgar fotografias de si própria? 
  • E, mais intrigante ainda, porque é que é tão importante para as pessoas e para as empresas terem likes no facebook? Se nas pessoas eu ainda posso atribuir a uma questão de carência afectiva, já no caso das empresas acho que é entrar num registo de futilidade quando seria expectável que se funcionasse num registo de seriedade.
Marcelo Boldrini por Mario Testino
  • E porque é que há tantas tricas em volta da utilização do facebook?
No outro dia, num dos espaços de open space que não fica muito perto do meu gabinete, ouvi vozes mais altas que o costume. Pensei que naquele dia haveria mais efusividade do que o costume já que, em regra, nada se ouve. Mas depois a coisa foi subindo de tom, já parecia uma altercação. Intrigada, assomei à porta e vi duas, alteradas, a discutirem e os outros em volta a tentarem acalmá-las.
Quando, algum tempo depois, fui à copa buscar um dos meus múltiplos chás diários, vinha uma outra ainda corada. Perguntei: Então o que é que se está a passar? Ela respondeu: Nada que interesse Doutora, parvoíces, coisas que não deviam acontecer no local de trabalho, mas deixe, elas agora já estão mais calmas. Eu não disse nada mas ela deve ter percebido que eu não estava a ver o alcance da coisa pois clarificou: É a M que se passa com coisas de que ela é a única culpada.
Nikolai Danielsen por Mario Testino



Devo ter sorrido com ar de quem, sendo assim, já estou mais descansada mas, se sorri, fiquei-me pelo sorriso. 
Mas toda a gente devia saber a causa de tal situação insólita pois, nessa tarde, uma pessoa veio dizer-me, com naturalidade, Ela comenta o que não deve junto de outras pessoas, de que é que ela estava à espera?
Não percebi. Explicou-me: Põe-se a fazer comentários sobre o que as outras escrevem ou sobre as fotografias, e isto tudo se sabe. Limparam-na do Face. De que é que ela estava à espera? E depois foi tomar satisfações? Claro, ouviu umas verdades.
Continuei a não perceber. Limparam-na do Face?
Ela deve ter percebido que a minha insuficiência intelectual era severa e, portanto, traduziu: Sim, do Facebook.
Romulo Neto por Mario Testino

Pensei: ó caraças, que mundo paralelo este que, como o próprio nome indica, me passa todo ao lado. 
E a que foi limpa deve ser mulher para uns 60 anos, imagine-se! E, portanto, pelos vistos, toda aquela gente tem conta no facebook, e devem lá colocar pensamentos, selfies de boca aberta, e todas se devem comentar umas às outras e, às tantas, pelos vistos, zangam-se, amuam-se, entram em despiques. 
Ou seja, isto do Face pelos vistos até pode transformar mulheres urbanas em vizinhas de bairro, daquelas que se pegam umas com as outras por causa do diz que diz que, feitas fofoquentas, mariazinhas.
Claro que não será toda a gente assim, se calhar a maioria mantém o nível e sente-se mais acompanhada ou realizada tendo muitos amigos no Face e muitos likes, e sente que está mais em cima do que interessa. 
Com esses e outros argumentos, muita gente me tem incentivado a arregimentar-me. Mas eu não, obrigada, prefiro sentir-me outsider, quase como se quisesse preservar o lado de boa selvagem que ainda subsiste em mim.

Cara Delevingne por Mario Testino

  • Mas depois ouço que toda a gente acompanha as fotografias de um e outro também no Instagram e até pelo DN fico a saber que o Mario Testino divulga fotografias no Instagram e eu, que gosto tanto de fotografias e tenho milhares delas, não tenho conta no Instagram, não sei bem qual a diferença entre pôr fotografias lá ou pôr aqui e receio que, se aderir a isso e a tudo o resto, às tantas não dê mãos a medir que tempo é o que já me falta; mas, se não aderir, parece que estou cada vez mais à margem do mundo que a maioria das pessoas já habita.

Tanta coisa da qual passo ao lado.

  • E a história dos gatos? Em tempos li que o tipo de imagem mais visto na internet é o que se refere a gatos. Fiquei perplexa. Gatos? Porquê?


A propósito das novas pinturas de rua de Bansky em Gaza, em que pintou um ternurento gatinho a brincar com destroços de guerra, ele explicou que o fez porque as pessoas adoram imagens de gatinhos, parece que se deixam prender sobretudo por imagens de gatinhos fofos.

Under the photograph of the large mural, Banksy wrote on his website: “A local man came up and said ‘Please – what does this mean?’ I explained I wanted to highlight the destruction in Gaza by posting photos on my website – but on the internet people only look at pictures of kittens.”

by Banksy

(e eu sei que não deveria misturar a destruição de Gaza com frioleiras mas, que querem?, Levezinha é o meu nome do meio)

É certo que já fotografei alguns gatos vadios no Ginjal mas, enfim, faço-o porque acho eu que são animais que, naquele contexto, têm um potencial estético interessante. Mas daí até perceber porque é que os gatos são o principal motivo de interesse global no visionamento de imagens na internet já vai um grande passo. Tanta gente fotografa os seus gatos e com eles enche páginas e páginas de sites, blogues, facebooks e instagrams, porquê? Porque tem procura? Meio mundo anda à cata de gatos na internet?
Todas essas imagens estão armazenadas em computadores algures por aí (nas nuvens) e, se um dia alguns seres extraterrestres tentarem perceber que mundo é este, vão ficar surpreendidos, provavelmente vão achar que os gatos são os seres dominantes na Terra. (E, de resto, quem sabe não são mesmo? Sábios têm eles ar de ser).


Enfim, coisas que vão para além da minha compreensão. Presumo que, por isto, quase me possa considerar infoexcluída e estou certa que, muitos de vós, a maioria talvez, tem conta nessas coisas e só vê vantagens nisso. E talvez saibam tudo antes de mim, porque as redes sociais propagam a informação de forma viral e tudo isso.

Mas, de cada vez que leio como estas empresas seleccionam as informações a divulgar nos murais de cada pessoa de forma a manipular a sua disposição emocional, ou adoptam políticas moralistas, puritanas, mais me convenço a deixar-me de fora do maravilhoso mundo novo em que todos sabem tudo, todos divulgam tudo, todos consomem tudo.

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As beldades desnudadas fazem parte da Towel Series de Mario Testino (assim até eu não me importava nada de ser fotógrafa profissional).

Ilustram este texto como forma de resposta à Leitora Rosa Pinto que, num comentário ao post abaixo, me desafiou: Beleza, aquela que é universal não deve depender de gostos pessoais e de modas. Desafio UJM para pensar e partilhar algumas dessas belezas.


...

Relembro: no post abaixo falo de dois ladrões honestos ou enfastiados que, nos últimos dias, deixaram meio mundo de queixo caído. 

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quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Entrevista a um sonhador. Ou a um matador. Ou a uma sonhadora. Ou a uma matadora.


No post abaixo já dei conta de piadas que recebi por mail. Cansada como estou, chegada tarde a casa depois de dois dias extenuantes, foi com alegria que li os mails que tinha à minha espera. Alguns desses mails continham anedotas e foi de bom grado que as dei a conhecer, rindo-me enquanto escolhia imagens que as ilustrassem.

Como infelizmente é frequente, não consigo agradecer e responder aos mails mas saibam que muito vos agradeço.

Mas, enfim, sobre a Noémia, o homem traidor e o ginecologista falo no post a seguir. Aqui, agora, a conversa é outra.




(...)

diga eu da superfície de um lago de sossego
em que a lua mergulha e uma brisa mais tensa
ressoa nos pinheiros, percorre a habitação
e traz em seus harpejos o eco de um soluço.

tornou-se este lugar a pedra da violência
onde se calam a voz, a luz, os sons da terra,
e tudo se entrechoca e tudo se fragmenta
e as quadrigas do tempo não poderão deter-se

e então é que eu escrevo desde esta realidade
esperando da escrita que pelo menos sirva
para espelhá-la em suas nuvens altas
e nas sombras que crescem até ao teu olhar




Gostava que alguém me fizesse as perguntas que vou escrever a seguir para eu ter o pretexto de me descobrir. E, se eu entrevistasse alguém que eu achasse que é um sonhador, também gostaria de conhecer as suas respostas a estas perguntas.


1. Nasce-se sonhador ou pode tornar-se um?

2. Conte-me um sonho de que se lembre. Talvez não o primeiro mas, sim, um muito recente.

3. O seu pai também era um sonhador? Quais as diferenças entre você e o seu pai?

4. Que relação tem com a vaidade?

5. Gostava de não ser um sonhador? É como gostava de ser?

6. O que diria ao seu filho (se o tiver ou tivesse) se ele fosse um sonhador?

7. Qual o seu maior medo?

8. Como é a sua relação com as pessoas que admira? Se a pergunta for muito genérica, personalize.


___



Se eu não estivesse tão sem energia como estou, responderia. Talvez um dia destes responda. 

Mas os meus leitores que o queiram são, naturalmente, livres de o fazer. Gostava de vos conhecer. Se não forem sonhadores, substituam os sonhos pelo que for. Bolos, por exemplo, para os que são mais bolos. 
____


Jose Maria Manzanares já se vos antecipou. Não é sonhador mas sim matador. Talvez vá dar no mesmo. E é tão matador que prestar atenção à sua dança escandalosa é quase pecado.




E aqui estão as respostas às perguntas (não são exactamente as mesmas mas são idênticas, mais coisa menos coisa)

Campanha Primavera/Verão 2015 Dolce & Gabbana - Entrevista com José Maria Manzanares


[O matador espanhol José Maria Manzanares - um dos protagonistas da campanha publicitária Primavera/Verão 2015 da Dolce & Gabbana  - fala da sua vida, amor e da arte espanhola que é a sua profissão]




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A poesia no início é um excerto do poema 'o espelho' de Vasco Graça Moura in 'O caderno da casa das nuvens'.

As fotografias mostram José Maria Manzanares e Kate Moss fotografados por Mario Testino para a Vogue.

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Relembro que a seguir há drama, acaso, vingança. E sexo. E humor. 

E já sabem: as vossas respostas à minha entrevista são muito bem vindas.

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Desejo-vos, meus Caros Leitores, uma bela quinta-feira.


quinta-feira, novembro 06, 2014

"Fantasias sexuais:Você é normal?" ------- E, já agora, The Wolf in Her


Ia aqui partilhar um vídeo todo ele cheio de alusões quando me ocorreu referir um estudo que achei interessante. 

Transcrevo parte desse artigo que vi no Ciência Hoje:

"Clinicamente, sabemos bem o que é uma fantasia sexual patológica: envolve parceiros sem consentimento, induz dor ou é absolutamente necessária para obter satisfação. Mas, além disso o que é justamente uma fantasia anormal ou atípica? Para o descobrir, perguntamos às pessoas da população em geral. Tão simples quanto isso!", diz Christian Joyal, principal autor do estudo e professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Québec à Trois-Rivières. 
"O nosso principal objectivo era especificar a norma em fantasias sexuais, etapa essencial para a definição de patologia", diz Joyal. "E como suspeitávamos, há muito mais fantasias fantasias comuns do que atípicas."
Assim, mil quinhentos e dezessete adultos (799 homens e 718 mulheres, com idade média de 30 anos) do Quebec responderam a um questionário descrevendo suas próprias fantasias sexuais, além de descreverem em detalhe a sua fantasia favorita. Os resultados são mais do que interessantes.
A natureza das fantasias sexuais é variada entre a população geral. Muito poucas fantasias podem ser considerados como estatisticamente raras, incomuns ou típicas.
No entanto, sem surpresa, este estudo confirma que os homens têm mais fantasias e relatam-nas com maior intensidade do que as mulheres. 
Esta pesquisa também nos diz que uma proporção significativa de mulheres (30% a 60%) evoca temas associados com a submissão (por exemplo estar amarrada conectado, levar palmadas nas nádegas, ser forçada a ter relações sexuais, etc.).
Facto importante, ao contrário dos homens, as mulheres, em geral, distinguem os desejos da fantasia.
Assim, muitos delas expressando fantasias extremas de submissão (por exemplo, fazer-se tomar por um desconhecido que a domine) e dizem que nunca gostariam que se tornassem realidade.
Enquanto os homens, na maioria, gostariam de realizar a sua fantasia (por exemplo, relação a três).
Como esperado, a presença do parceiro amoroso é significativamente mais elevada no seio das fantasias femininas do que das do sexo masculino. Em geral, os homens com parceira fantasiam muito a propósito de casos extra-conjugais do que as mulheres.
Uma das descobertas mais intrigantes diz respeito ao número não negligenciável de fantasias masculinas particulares, por exemplo, com shemales, o sexo anal entre heterossexuais e a ideia de ver a parceira ter relações sexuais com outro homem.
"No geral, estes resultados permitem-nos elucidar alguns fenómenos sociais, como a popularidade sem precedentes entre as mulheres do livro publicado em 2011 «As 50 sombras de Grey» (da autoria da inglesa" Erika Leonard James), diz Joyal.


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Bem. O vídeo que vos queria mostrar (queria e quero) não era o de cima mas o de baixo,  The Wolf in Her.

Kate Moss filmou e dirigiu. Mario Sorrenti ocupou-se da música. Lara Stone deu corpo à mulher que se deixa seduzir pelos estranhos lobos (mais propriamente British Lupines) que invadem os seus sonhos. A banda sonora "Goodnight Bad Morning" é do grupo do marido de Kate, The Kills.


 

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A primeira fotografia, que junta Kate Moss e Cara Delinvingne, faz parte da campanha para a fragância  Burberry.


As duas do meio mostram Kate Moss fotografada por Mario Testino sob o tema Espanha.

A mulher com dois homens é uma fantasia Dolce & Gabanna

A última fotografia refere-se ao filme 50 Shades of Grey



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sexta-feira, outubro 31, 2014

Mario Testino, o fotógrafo das celebridades, fez 60 anos e festejou em grande, rodeado pelas suas divas.


Mario Testino fez 60 anos e festejou à grande, como a Vogue (penso que talvez seja a Vogue brasileira) deu conta. 


Party time! Um dos fotógrafos mais badalados da atualidade, Mario Testino celebra 60 anos neste 20.10 e para comemorar arma uma festa de arromba na véspera, direto da Chiltern Firehouse, em Londres. Sob a temática anos 40 em Havana, o peruano reuniu a nata fashionista para uma noite memorável.

Kate Moss circulava por ali a bordo de look red, black and white pra lá, com, transparência e sutiã aparente (so sexy!), enquanto Naomi Campbell brilhava (literalmente) com um maxi decote e colar Bulgari. Andrea Delal à la Carmen Miranda representava o Brasil passeando com Giancarlo Giammetti e Valentino, e do outro lado da sala Keira Knightley posava com Christopher Baley, da Burberry. Não párou aí: em cima do palco, Mario foi surpreendido com ninguém menos que Kylie Minogue cantando parabéns enquanto saia de dentro de um bolo em tamanho gigante. Feliz cumple, Mario!



Vídeo com imagens da festa de aniversário de Mario Testino






Transcrevo da wikipédia (juntando - e alterando ligeiramente - a versão em língua inglesa e a brasileira)

Mario Testino, OBE (Lima, 30 de outubro de 1954) é um fotógrafo de moda peruano, baseado em Londres, internacionalmente famoso pelos seus anúncio e imagens de moda imaginativas e ousadas.
Os seus trabalhos aparecem frequentemente na Vogue ou na Vanity Fair. 
O ponto mais alto da sua carreira ocorreu quando foi escolhido por Diana, Princesa de Gales, para uma sessão fotográfica para a Vanity Fair em 1997. Desde então tem sido requisitado pela Família Real Inglesa Testino.
Mario Testino nasceu numa família de classe média alta. O seu pai tinha ascendência italiana e sua mãe, irlandesa. Foi educado no "Colegio Santa Maria" em Lima. Subseqüentemente, estudou Economia na Universidade do Pacífico, Direito na Pontifícia Universidade Católica do Peru e Relações Internacionais na Universidade de San Diego, Califórnia, Estados Unidos.
Em 1976, Testino mudou-se para Londres morando num apartamento dentro de um hospital abandonado perto da Trafalgar Square, onde praticou fotografia. A sua carreira na moda teve um começo humilde, vendendo portfólios para mulheres que sonhavam tornar-se modelos, por £25 libras esterlinas, incluindo cabelo e maquilhagem.

Mario Testino é ainda conhecido por apoiar de forma activa diversas causas sociais.



Presença regular no Um Jeito Manso, não podia deixar de aqui parabenizar Mario Testino (acho este verbo uma coisa divertida!), mostrando mais quatro das suas inúmeras fotografias publicadas na Vogue.


Cara Delevingne 2013
Saskia De Brauw, 2011

Kate Moss, 2008

Angela Lindvall, 2000















































sexta-feira, setembro 19, 2014

Sarah Jessica Parker e Carrie Bradshaw - o sentido do estilo [Mario Testino fotografa e a Vogue banca a produção]. Coisas de gaja, reconheço.


No post abaixo já confessei que o algoritmo do YouTube é que me topa bem. Para provar, mostrei um dos vídeos que hoje me aparecia como coisa que eu era capaz de apreciar. Imagine-se: um vídeo cheio de gajas e das boas. E eu gostei.

Mas isso é a seguir. 

Aqui, agora, continuo na mesma onda mas, noblesse oblige, subo um pouco a fasquia e avanço para uma que bebe do fino, a elegante Sarah Jessica Parker (aka Carrie Bradshaw). A sessão fotográfica tem dois anos mas, ó meus caros, a elegância é intemporal. O fotógrafo é Mario Testino num trabalho para a Vogue. A superlativa Anna Wintour quer, Grace Coddington  sonha e a obra nasce. 


O local onde a coisa acontece é irreal, os vestidos um luxo (o Galliano que aqui coloco na fotografia é sumptuoso), a alegria de Sarah dá saúde e, portanto, está tudo certo. 

Ou seja, em tempo de falatório sobre gajas e mais gajas, eu, gaja, me confesso e, sem sombra de culpa, me confesso uma invejosa do caraças: gostava de ter um corpinho fininho para qualquer trapinho me ficar a matar, gostava que alguém arranjasse maneira de ter à minha disposição um escândalo de vestido como aqueles, gostava de frequentar uma casinha podre de patine como aquela onde a sessão decorreu, gostava que o Testino me pusesse a parecer uma princesa a caminho de ser coroada.

(Como não tenho nada disso, vou ficar aqui a roer-me e, para sublimar as raivinhas, a ver se a seguir me concentro e, qual pipoca agridoce, me atiro a coisas sérias e maçadoras.)





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Relembro: para aviões ao serviço do comércio, é descer um pouco mais.

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