Como contei, ontem cheguei tarde a casa. Quando aterrei neste meu sweet poiso e fui espreitar os mails, foi com ternura que li o mail de Joaquim Castilho, Leitor amigo de longa data que muitas vezes aqui deixava poemas (deixava e ainda deixa, embora, para pena minha, mais espaçadamente) a propósito da minha escrita solta. Bem humorado, dizia-me que o 'livrinho natalício' já lá estava.
Como devem saber os que por aqui me acompanham, desde há algum tempo, pelo Natal, o Joaquim tem a imensa simpatia de se deslocar até um certo lugar para ir deixar-me um presente. Sempre bem escondido, num lugar de que, no mail, me dá conta, deixando a fotografia do esconderijo para não ter como enganar.
Então, hoje de manhãzinha, receando que alguém o tivesse visto a deixar o volume e pudesse ir lá surrupiá-lo ou que a chuva miúda o invadisse, fui logo resgatá-lo. Oculto entre a folhagem, bem acondicionado, hermeticamente fechado, lá estava.
Como que embrulhado em sorrisos, Joaquim, ali estava o seu delicado presente. Com que alegria de menina, o encontrei, o desembalei. Havia de ver-me.
Depois, logo ali, fotografei-o. São momentos assim, que me chegam envoltos em delicadeza, que sempre guardarei no meu coração.
Como que embrulhado em sorrisos, Joaquim, ali estava o seu delicado presente. Com que alegria de menina, o encontrei, o desembalei. Havia de ver-me.
Depois, logo ali, fotografei-o. São momentos assim, que me chegam envoltos em delicadeza, que sempre guardarei no meu coração.
Com fotografia da capa do próprio Joaquim, um livro de poemas sobre o tempo, ali estava o meu presente.
Por entre
as esferas imóveis do Tempo
irrompe
como pássaro lento
a luz serena da madrugada
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Muito obrigada, Joaquim. A sua generosidade e gentileza comovem-me.
Daqui lhe envio o meu agradecido abraço.
Ainda é cedo para lhe desejar festas felizes mas envio na mesma: para si e para os seus, tudo de bom.
Saúde, afecto, felicidade.
Saúde, afecto, felicidade.

















