Sobre a futura saída de cena de Guterres o que tenho a dizer é que até pode acontecer que a responsabilidade não seja só dele, sei bem que não é, mas, ainda assim, a minha opinião é que foi irrelevante e contribuíui para acentuar ainda mais a irrelevância das Nações Unidas.
Sendo um homem que todos dizem ser muito inteligente, a mim nunca me impressionou. Sendo como sou mais velha que a sé de braga, lembro-me dele como primeiro-ministro, e, aí, mais uma vez, o achei palavroso mas pouco actuante. Tem boas ideias mas não é homem de chutar à baliza.
O discurso de despedida, o último em funções, foi -- nas partes que ouvi -- muito acertado. Mas irrelevante em termos práticos. Não foi feito para deixar marca. É certo que tirou uma fotografia de fato e gravata e os pés debaixo de água. Muito elogiado por isso. De facto, uma boa fotografia, uma boa mensagem. Mas, em termos objectivos, não passou disso.
Trump salta em cima, pisa, faz o pino num só dedo, tudo em cima dele. É certo que ninguém com dois dedos de testa interpreta politicamente os desmandos de Trump. Tudo o que faz ou diz é fruto de um narcisismo maligno temperado com uma crescente dem~encia. Mas ele sabe com quem se mete. Por isso bate a bolina baixa com ditadores e trogloditas. Agora quando sente mole, está bem está, salta em cima com uma pinta. Fosse outro com mais fibra no lugar de Guterres e a ver se o Trump levantava cabelo como faz agora, ai fazia, fazia.
Do que vi do discurso de Trump, e só vi excertos, o que posso dizer é que foi a pangalhada do costume, parvoíces, contradições, auto-elogio, ameaças, tudo inconsistente, sem ponta por onde se lhe pegue.
Está metido naquela bela alhada do Irão e não sabe como sair dela. Só espero que as eleições de Novembro não venham com molho (pois ele já incitou os magaburros à batota, já ofereceu dinheiro, já os ameaçou com um bilheto de ida para o inferno caso não votassem nos dele -- já fez de tudo) pois seria preciso que os americanos fossem muito mais burros do que já demonstraram ser para que não conseguissem dar uma banhada das valentes aos republicanos e encostar o parvalhão às boxes. Não são só as mortes e os achincalhamentos e as perseguições, é a instabilidade galática que tem gerado.
A quem continuo a tirar o chapéu, e não tenho dúvidas de que ficará para a história, é Zelensky. Um estadista. Corajoso, resiliente, assertivo, determinado. Um homem inteiro. Se há alguém que ilustra na perfeição aquela coisa de que os homens não se medem aos palmos é ele. O que aquele homem tem enfrentado, o discernimento e a coragem e a presciência em cada momento da sua vida, mesmo quando é atacado, humilhado, torpedeado, é digno de louvor. Continuo a achar o que acho desde o início (embora os factos ainda não me tenham dado razão): a guerra acabará quando Putin for ao tapete. E sempre passei que seria a Rússia a atirá-lo ao tapete e a pôr-lhe o pé em cima para que do tapete não se levantasse. Mas como todas as vítimas de violência, os russos pecisam de tempo para processar o que lhes tem estado a acontecer, para afastarem a avergonha de estarem manietados por um ditador e para gahnarem coragem para expulsar o malfeitor. Não sei como será, mas acredito que um dia acordaremos com a notícia de que os russos se livraram do Putin e da sua entourage, talvez o ponham em cativeiro, e vão assinar um acordo de paz sincero e duradouro com a Ucrânia.
Talvez a seguir o entreguem para ser julgado pelos crimes que tem estado a cometer. E eu só espero que isso aconteça rapidamente.
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Mas, enfim, é tarde, não me apetece falar mais disto. Depois logo conto como vão as nossas arrumações na cozinha. Amanhã vou encomendar umas caixas de arrumação de diferentes tamanhos e finalidades. Quando as entregarem é que vai ser, uma reforma a sério. Até lá vai continuar a zaragata pegada entre mim e o meu marido. Eu sou de reformas profundas: tudo cá para fora e vamos pensar com racionalidade. Ele não: mal começa, já quer é despachar. Arranja soluções mirabolantes para tudo. E eu não concordo com elas. E ele passa-se, acha que discordo por discordar. A conjugalidade aqui por casa tem destas coisas: concordamos nos grandes assuntos da humanidade, discordamos sobre como arrumar especiarias.
Caquistocracia (ou kakistocracia): significa o «governo dos piores», ou seja, um sistema político liderado pelas pessoas menos qualificadas, mais incompetentes ou mais inescrupulosas.
Etimologia: A palavra vem do grego kakistos (o pior, superlativo de mau) combinado com kratos (poder ou governo).
História: O termo foi criado no século XVII para descrever governos entregues a cidadãos sem capacidade ou mérito para exercer a função pública.
Principal característica: Incompetência como critério - o governo escolhe ou tolera membros com base na falta de preparação, afastando e hostilizando quem demonstra verdadeira competência.
Um Governo em que o primeiro-ministro está contaminado por uma infecta Spinumviva que para sempre lhe ficará colada como uma carraça, que começou a governar sobre uma mentira que soou aos portugueses como uma fraude (falando numa descida espectacular do IRS quando era afinal algo que já estava reduzido (pelo governo PS)), que tem balizado a sua actuação por meias verdades, por chutar para canto, por incumprir tudo o que tinha prometido, que se fez rodear de uma equipa de ministros fraquíssimos, que estragam tudo em que tocam (o caso da Saúde, da Educação, então, são paradigmáticos do que é a incompetência elevada a expoentes impensáveis), em que um ministro da Administração Interna (o 3º erro de casting, depois de duas senhorinhas que não atinaram) se apresenta como um polícia de tipo self-made man -- quero, posso e mando e que venha o primeiro que me impeça de fazer o que quero -- não é um exemplo de que, também em Portugal, se tem vindo a decair no sentido de uma caquistocracia?
Os que estão no Governo não deveriam ser os melhores dos melhores? Como é possível que as coisas estejam num declínio tal?
Mesmo na Assembleia da República, como é possível ver nas bancadas um tal rebotalho?
A bancada do Chega seria de anedota se não fosse uma tragédia. O mal que este partido tem feito à democracia é palpável, é como uma gangrena que vai alastrando.
Mesmo na bancada do PSD, que líder parlamentar é aquele? Um trauliteiro, um fala barato. Qual o critério: ser unha com carne do Montenegro? Outro vírus para a democracia.
E que porta-voz do PSD é aquele? Que credenciais tem o Bugalho? Ser outro fala-barato? Abre a boca e sai um bafo que incomoda.
Ainda assim, há que reconhecer que nada que se pareça com a palhaçada a que se assiste nos Estados Unidos. Aí, sim, é um filme de terror, a coisa vai para além do imaginável. Não se consegue perceber como o país mais poderoso do mundo (será que o é, de facto?) está nas mãos de um narcisista maligno, demente, ignorante, estúpido até à quinta casa. Nem se percebe como admitem os americanos que a equipa executiva seja constituída por gente tão totalmente desqualificada. Ou como admitem que todas as instituições basilares da democracia estejam permanenetemente sob ataque por parte de Trump, que só descansa quando corre com os competentes e os subsitui por gente desqualificada e servil. É de fugir.
Gostei de ouvir George Clooney descrever esta situação como uma caquistocracia. No vídeo fala de várias coisas, incluindo disso. Vale a pena ouvir.
George Clooney critica a América da era Donald Trump: "Estamos a viver uma caquistocracia neste momento"
A estrela de Hollywood George Clooney fez uma série de declarações contundentes no Festival de Veneza, onde recebeu o Leão de Ouro pelo conjunto da sua obra. Clooney abordou temas como a política norte-americana, o jornalismo, a inteligência artificial, Hollywood, as alterações climáticas e a propriedade dos meios de comunicação.
Clooney descreveu a situação atual nos Estados Unidos como uma "caquistocracia", termo que se refere a um governo exercido pelas pessoas menos qualificadas. Alertou ainda para o conteúdo gerado pela inteligência artificial e para os deepfakes, afirmando que podem tornar cada vez mais difícil distinguir a verdade da ficção.
O ator manifestou ainda preocupação com a concentração dos media e a proposta de fusão entre a Paramount e a Warner Bros., além de discutir as alterações climáticas e os incêndios florestais que afetaram a casa da sua família em França.
Continuo sem o meu computador habitual. Já recebi o orçamento -- upa, upa, é caso até para pensar duas e três e quatro vezes --, mas acabei por respirar fundo, dar o ok e pagar, e agora é esperar que fique pronto.
Mas, portanto, continuo limitada. Estou a escrever no telemóvel e isso, para mim, é completamente dissuasor.
Hoje, enquanto varria e andava com um ancinho a raspar os musgos velhos e a terra, andava a pensar em mil assuntos para deles aqui dar conta. Depois lembrava-me do meu severo handicap e, mentalmente, retrocedia.
De tarde tive que escrever um mail que tinha que invocar outros mails enviados antes (há serviços públicos que são um buraco negro, kafkianos, levam o mais resistente ao desespero, dão vontade de desistir, consubstanciam um total desprezo por nós, cidadãos, contribuintes, utentes). O que eu penei para o fazer... No telemóvel seria uma dor de cabeça e no computador deficiente que agora me serve de bóia de salvação e que só funciona, e mal, com um teclado virtual (que se sobrepõe ao texto a menos que o ponha minúsculo) foi um sufoco. O meu marido, quando me vê indisposta com estas provações, decreta: "compra um computador e acaba com isso!". Não compro. Outra vez configurar tudo, passar coisas de um lado para o outro, habituar-me a novas manhas. Não quero.
Espero que sejam mais uns dias. Só mais uns dias.
Por isso, até lá mantenho a minha verve refreada. Por exemplo, apetecer--me-ia comentar as últimas parvoíces do Trump e o mal que ele espalha à sua volta. Está maluco, em decomposição, mas a verdade é que a sua ordinarice, incompetência, falta de vergonha e pulsão para aldrabice compulsiva e descarada continuam a servir de exemplo a estupores e mentecaptos em todo o mundo.
A conversa abaixo entre David Rothkopf e Joanna Coles é, como sempre, muito elucidativa e interessante. Aconselho.
I Have The Proof that Trump is Drowning in Failure | The Daily Beast Podcast
David Rothkopf junta-se a Joanna Coles para analisar mais uma semana extraordinária no mundo de Trump, desde as crescentes dúvidas sobre a gestão do presidente em relação ao Irão e o aprofundamento da crise de política externa até às alegações de corrupção, disfunção política e o impressionante colapso da confiança pública reflectido em novas sondagens. Abordam a combativa aparição de RFK Jr. na CNN, as consequências em torno do congressista Max Miller, o mistério da longa ausência de Mitch McConnell, as últimas reviravoltas na batalha pela confirmação de Todd Blanche e as crescentes fissuras dentro do movimento MAGA, com Tucker Carlson, Laura Loomer e JD Vance em conflito. Além disso, examinam o mais recente espetáculo do Truth Social de Trump, o seu autoproclamado triunfo no golfe e porque é que os apresentadores argumentam que o caos em torno da sua administração só se está a intensificar à medida que se aproximam as eleições intercalares.
Já contei que sou tão céptica em relação às redes sociais que, quando me aparece alguma publicação especialmente estúpida, passo à frente: penso que pode ser fake, imagens manipuladas ou forjadas. Continuo a ter a ideia de que o mundo pode estar em franca degenerescência, pode estar infectado até à medula com populistas, palhaços e fantoches por todo o lado, mas, enfim, ainda há alguns limites. Ora tenho constatado que faço mal em ser tão cépica pois, na prática, o que estou a ser é ingénua.
Por exemplo, há não muito tempo eu juraria que seria impossível que o mundo estivesse nas mãos de um maluco rodeado de verbos-de-enche, de lambe-botas, de puxa-sacos. Depois, quando constatei que aconteceu, juraria que não se aguentavam muito. Aguentam-se. Portanto, mais me vale render-me às evidências.
Uma das personagens que acho de gargalhada, anedora pura e dura, é o Secretário da Defesa Pete Hegseth, intitulado da Guerra. Uma coisa inenarrável. Nitidamente é daqueles fulanos que acredita que é por ser alto e bem constituído que é mais homem. Ainda por cima, vê-se que é daqueles mentecaptos que acredita que, se em cima das suas condições genéticas, acrescentar uns músuculos trabalhados vai despertar o respeito alheio.
Parte das suas instruções aos militares tem a ver com essas parvoíces: que não podem ter barriga, que não podem ser gordos, que não podem ter barba.
Pode ser pancada minha mas sempre tive para mim que os homens que se têm em alta conta, que têm um grande orgulho no seu físico, são tipos com fraco miolo. Por acaso, até hoje ainda não encontrei a excepção. Muito direitinhos, muito espetadinhos, músculos muito trabalhadinhos e, vai-se a ver, e são uns parvinhos que até enjoam.
Pior ainda se têm uma conversa muito sexuada. Um tipo que fala muito em testosterona, cá para mim é um parvinho que tem medo de a ter em fraca dose. Que tem medo de ou que sabe mesmo que a tem em pouca ou rala qualidade. É como os que contam muitas piadas de gays, fingindo-se de muito machos: geralmente são gays não assumidos. Ou que andam sempre com piadas sobre pénis pequenos querendo dar a entender que os deles, não, os deles são gigas: nada, coisa nenhuma, geralmente são uns pilas-de-gato.
É o caso deste Pete Hegseth: calmeirão, calmeirão, todo quitado, todo músculos, agora quer tudo o que é tropa a medir a testosterona. Não sei sequer o que pense disto, de tão absudo que é. Não sei se a seguir vai impor que levem injecções, que ponham adesivos ou que apliquem o gel milagroso ou se o próprio Donald não forma uma empresa de Pau de Cabinda convencendo os incautos magalas a abastecer-se no Trump Free Shop. E, pensando bem, o mais certo é que, em breve, da ficha de candidatura às Forças Armadas conste também o tamanho do pénis.
Imagem gerada pelo ChatGPT
Como as duas divertidas tertulianas que no vídeo que abaixo partilho, dizem: só um tipo que tem défice da dita se lembra de impor os testes aos outros como se ele a tivesse de sobra. Como o demente Trump que passa a vida a gabar-se de fazer testes cognitivos sem perceber que toda a gente pensa que se lhos fazem tantas vezes é porque andam a monitorizar o avanço da maluquice.
Michael Woolf no outro dia dizia que nos próximos cem anos, em termos de análise histórica, muita gente vai tentar perceber como é que foi possível que uma trupe tão desqualificada, comandada por um narcisista maligno, cruel, inconsequente e demente, tivesse conseguido ser eleito duas vezes com taxas de aceitação apesar de tudo razoavelmente elevadas. Concordo. É surpreendente, mesmo. Acho que seria interessante acrescentar mais um indicador para análse e para estudo de corrrelações: o tamanho do pénis, e, porque não?, também os níveis de testosterona.
Eu sei qual é o problema de Pete Hegseth com a questão masculina | Podcast do The Daily Beast
Jennifer Welch regressa ao podcast do Daily Beast depois de ter provocado uma tempestade política, revelando como um comentário sobre o ensino doméstico a colocou na mira do Departamento de Educação e dos meios de comunicação conservadores. De seguida, ela e Joanna Coles voltam a sua atenção para as maiores batalhas políticas da semana. Desde a obsessão de Pete Hegseth com a testosterona e a crítica mordaz de Jennifer ao movimento MAGA, passando pela saúde de Mitch McConnell, o futuro político de Andy Beshear, Todd Blanche, os arquivos de Epstein e as crescentes divisões dentro de ambos os partidos, Jennifer apresenta algumas das suas análises mais provocadoras até à data, explicando porque é que os democratas precisam de parar de se defender, porque é que as quezílias internas republicanas só pioram e porque é que as histórias que dominam Washington estão longe de terminar.
[*Ia dizer da pila murcha mas depois receei incomodar alguma alma mais sensível Por isso, ficou curta, assim como assim, pode ser que seja mais consensual]
Tinha pensado escrever mais um post sobre o tema dos exames mas, à última hora, resolvi que não. Sempre tive um problema na minha vida: parece que antecipo os problemas. Ainda eles não aconteceram e já eu estou capaz de dizer, tim-tim por tim-tim, o que vai acontecer. Pode até parecer que estou a agoirar, mas não é, quero apenas tentar que se evite que aconteçam. Mas as pessoas reagem mal, acham que estou a preocupar-me á toa, dizem que há que dar o benefício da dúvida, que pode ser que as coisas corram bem. Mas eu, quando tal acontece, sei que não podem correr bem. Nunca engracei especialmente com grafos mas, caraças, parece que a mecância ficou gravada na minha cabeça. Dou por mim, a percorrer os caminhos críticos, a detectar os caminhos que são dead ends, a ver o que devia estar a ser feito em paralelo, a antecipar a barracada por estar a fazer em série coisas que, com toda a probabilidade, vão dar bode e empancar todo o processo. Mas como verbalizar isto? Não dá.
Se me dissessem 'vamos digitalizar os exames' eu adoraria fazê-lo e, acto contínuo, começaria a delinear todo o processo. E, de caras, vos digo: seria um processo limpinho, económico, sem falhas. Se em contrapartida me aparecesse um bando de anhucas a propor implementar o processo que está em curso eu mandá-los-ia ir dar banho ao cão e nunca mais perdia um minuto da minha vida a ouvi-los. O que está em curso não é uma modernização, não é uma transformação (no bom sentido): é um aborto. Com todas as letras: um aborto. Mais um dos abortos em que o Governo de Montenegro se especializou. Um aborto. Não tem ponta por onde se lhe pegue. Não é moderno, não é eficiente, não é racional, não é económico, não é coisa nenhuma. É um aborto.
Não preciso de vir a ter conhecimento concreto sobre o que vai passar-se nos próximos dias: já o sei.
E tudo o que ouço ao Fanã Alex, ao Luís, ao Hugo, ou a qualquer desses cromos (incluindo a intragável Ana Paula) só prova que é gente que não sabe o que anda a fazer, gente incompetente e irresponsável.
Já aqui falei disso muitas vezes: um colega e amigo dizia-me muitas vezes: 'ter razão antes de tempo, em termos práticos, é o mesmo que não ter razão'. Por isso, não vou estar para aqui a enumerar as burrices imperdoáveis que toda esta gente anda a cometer. Na sexta-feira ao fim do dia falamos. Se estiver enganada, e muito gostaria de estar, será bom para os alunos e para as famílias e, até pelos meus dois netos que estão envolvidos nesta cegada, eu gostaria que tudo corresse bem.
Mas, portanto, em vez de falar nisto, opto por partilhar um vídeo que é, todo ele, um documento: as relações de poder, de chantagem implícita, a bajulação, a anulação da personalidade, e, ao mesmo tempo, a capacidade de tirar proveito de uma situação que tem a anulação implícita, são um roteiro do que se passa nos corredores do poder da Casa Branca. Não sei se é só na Casa Branca ou se é também em Downing Steet, no Eliseu, em S. Bento -- não sei. Mas é interessante perceber como funcionam as 'fontes', como a informação é veiculada.
Lindsey Graham morreu. O amigo indefectível de Trump morreu. Homofóbico, defensor da perseguição aos gays era, contudo, um gay. Toda a gente sabia disso, inúmeras histórias circulavam, e, no entanto, ele manteve-se até ao fim no armário. E Trump sabia disso. E, portanto, tinha-o na mão. Mais do que um grande amigo e um asqueroso puxa-saco de Trump, Lindsey Graham tinha medo dele.
O vídeo fala disto e de muito mais e é, como sempre, muito interessante. Mais do que tentar encontrar motivações ou estratégias políticas na actuação de Trump, talvez seja mais útil perceber como funciona a cabeça destrambelhada do doido varrido e quais as dinâmicas dos ridículos personagens que por ali gravitam.
Este é o motivo obscuro pelo qual Trump aterrorizou Graham |
Dentro da mente de Trump
Michael Wolff e Joanna Coles investigam as consequências políticas da morte súbita de Lindsey Graham, revelando o que Trump realmente pensava por detrás das suas homenagens públicas, como são elaboradas as publicações do Truth Social dentro do seu círculo íntimo e porque é que a complexa relação de Graham com o presidente era motivada tanto pelo medo e influência como pela lealdade. Analisam também as crescentes especulações em torno da saúde de Mitch McConnell, o conflito cada vez mais inescapável de Trump no Médio Oriente, apesar da sua promessa de evitar guerras intermináveis, e porque é que Michael acredita que o presidente está preso à sua própria incapacidade de mudar de rumo. Por fim, voltam-se para uma força inesperada que está a remodelar o Partido Democrata, argumentando que Bernie Sanders pode ter tido um impacto muito maior na política norte-americana do que até os seus críticos estão dispostos a admitir.
Tenho falado nesta big barracada dos exames e pensava que apenas afectava o meu neto do 12º. Afinal afecta também o do 9º. Julgava que não, que esse tinha escapado a esta malapata das avaliações.
Só visto.
Há mil anos, numa outra vida, eu vigiava exames e no dia ou nos dias seguintes recebia uma molhada de exames para corrigir. Levava para casa, via tudo no prazo, lançava as notas. Não me lembrro de alguma vez ter havido qualquer crise, qualquer drama. Tudo decorria com previsibilidade.
Mas é natural que se introduzam mudanças, se digitalizem processos.
Numa outra vida, não a da docência mas a das empresas, não têm conta as brutais transformações que se operaram nos processos. Sendo um grande grupo com muitas empresas, geograficamente dispersas e não apenas em Portugal, de cada vez que se avançava para uma grande transformação, o planeamento, o acompanhamento, os testes, eram vistos ao milímetro. Não havia hipótese de falhar alguma coisa pois já tudo tinha sido exaustivamente ensaiado e validado por todos os utilizadores chave. E, ainda assim, havia planos de contingência. Em processos vitais, se no dia do arranque do novo processo houvesse algum problema e não se conseguisse sanar ao fim do tempo máximo convencionado (1 hora, por exemplo, ou meio dia, em casos menos críticos), o plano B entrava em acção.
Isto a que assisto neste processo deixa-me doida. A única coisa que me ocorre é que é gente muito incompetente, muito impreparada, incapaz de assumir funções deste nível de responsabilidades.
Percorram-se os ministros um a um e acho que os que não são flagrantes candidatos a irem borda fora são os que andam na moita, sonsos, calados, sem fazer nenhum a ver se a gente não dá por eles.
Mas, claro, tudo responsabilidade do habilidoso-mor, o Luís, que os escolheu e que, tendo-se comprovado os eros, não os corrige.
Acresce que andou de rabo alçado a caminho do futebol, com conversas pirosas, motivacionais, e já se viu no que deu. Tivesse ele estado calado e quieto e talvez agora não ficasse tão colado à derrota da rapaziada da selecção. Podem vir dizer que a culpa é do treinador ou do Ronaldo que já deu o que tinha a dar ou do que quiserem, e certamente têm razão. Mas quem se colou, à cara podre, a eles foi o Luís. Por isso, o Luís é um dos derrotados -- e que o discurso de que deveríamos todos ser como o Ronaldo lhe faça bom proveito. E se ninguém ainda lhe disse, digo eu: tão importante como ter boa forma física ou um talento enorme para o futebol é saber perder, é sair dignamente, seja do campo, quando é substituído, seja da actividade, quando as mais valias já não são aquilo que deveriam ser.
E termino referindo o palhaço-mor, o abestalhado demente Donald, que parece que entrou em acelerada derrapagem mental. Voltou à carga com a Gronelândia, quer largar a Nato, quer lançar a confusão total, para consolo de Putin. E a cambada Maga mais os cobardes e, em alguns casos, burros chapados dos republicanos, no Congresso e no Senado, não são capazes de lhe tirar o tapete. A única, mas mesmo a única, coisa que atenua a minha estupefacção e irritação perante a alarvidade de tudo o que vem daquele estupor é pensar que talvez sirva de vacina. Mas mesmo nisso não estou muito optimista. Cada vez mais me convenço que uma parte significativa da população (provavelmente em torno dos 25%) é mesmo constituída por uma mescla variável de gente burra, estúpida, ignorante, passiva-agressiva, psicopata, invejosa, ressabiada, parva -- gente que se revê em líderes como Trump.
E fico-me por aqui. Não me apetece perder mais tempo com gente desta.
Ouvir um tipo que é jurista e deputado dizer que o governo não deve cumprir uma ordem do tribunal é assustador e chocante. Assustador porque percebemos que a extrema direita se sente com poder suficiente para fazer este tipo de afirmações, chocante porque apesar desta e de outras afirmações semelhantes ou piores, muita gente vota neles. O Ventura é o Trump cá do burgo. Populista, demagogo, xenófobo e autocrata -- e podem ver pelo que tem acontecido no EUA e no Mundo o desastre que é eleger um tipo com esta natureza. Devia servir de vacina e ninguém votar num tipo sem um pingo de vergonha!
Mas neste cantinho à beira-mar plantado temos outras aberrações semelhantes.
As afirmações que o "Lentão" Amaro fez recentemente sobre a imigração confirmam que a xenofobia e a direita mais populista ocupam lugares de relevo no governo. Ter um ministro que, das duas uma, ou não tem um mínimo de conhecimento da realidade ou mente descaradamente é uma vergonha para quem os elegeu, para quem o escolheu e naturalmente para o próprio.
Outro elemento do elenco governativo que se pauta por uma enorme falta de vergonha, basta relembrar as mentiras que foi dizendo para suportar as suas tentativas legislativas discriminatorias e com cheiro a direita saudosista é a Palma Ramalho. É preciso não ter vergonha para fazer o que tem feito mas, é preciso ser verdadeiramente desavergonhada para manter a reforma da lei laboral na agenda após 12 meses de negociação e namoro ao Ventura que no final redundaram no colossal fracasso que conhecemos. Como é possível tanta falta de razoabilidade e de vergonha!
Não procurando ser exaustivo sobre os membros do governo que fazem parte da "liga dos sem vergonha" e sendo óbvio que o PM e a ministra da saúde são sócios desde a primeira hora (como é possível a ministra ter gasto mais 21% na saúde, termos atingido o caos atual e não ser corrida?) tenho que referir mais um que está de corpo e alma na liga: é o rapaz da Educação. O Alexandre depois de torrar dinheiro em tudo o que dava chatice decidiu tentar fazer umas coisitas que não correram nada bem. Desde os números sem fundamento relativos ao número de alunos sem aulas, referidos pelo ministro até à vergonha que é o atual processo de correção dos exames, existem bastas razões para incluir este ministro em lugar de destaque na "liga dos sem vergonha".
Mas tenho que voltar à da Saúde. Com estes calores extremos, o que ouvimos à que nunca mais é ex é que alerta para o aumento da mortalidade. Mas alguém morre porque quer? O que é isto de alertar para a o aumento de mortes? Não passa pela cabeça da Ana Paula Martins que o que ela tem que fazer é dar conselhos práticos, é informar sobre medidas concretas, é fazer com que haja meios para minimizar insolações ou para acudir rapidamente a quem se sinta mal? O que mais esta senhora tem que fazer de mal para que o Luís perceba que mantê-la é caso quase de alarme social?
E é destas vergonhas que se vai fazendo uma parte da politica em Portugal. Que vergonha!
O meu dia foi complicado, com um contratempo muito grande, um transtorno inesperado, implicando total mudança de planos. Mas, se é verdade que fiquei bastante aborrecida, a verdade é que, no meio das chatices, me ocorreram, várias vezes, pensamentos do tipo: 'ainda foi sorte ter acontecido ali', ou 'poderia ter sido pior'. Provavelmente isto confirma mesmo que sou uma pessoa optimista. Tenho ideia que, perante uma chatice das grandes, dantes havia quem dissesse: 'se tivesses partido uma perna teria sido pior'. Se calhar sou dessas.
E apesar de ainda não conseguir ter o panorama completo das consequências, o que me apraz dizer é que, apesar de tudo, ou melhor, descontando o que de chato aconteceu, o dia acabou bem, estive bem acompanhada, o saldo foi positivo. E, no fim de contas, não é isso que interessa?
Posso ainda contar que, quando estava, em carro alheio, de volta a casa, ouvi que estavam a chegar várias mensagens. Espreitei o telemóvel e era o mais velho a enviar um vídeo para a família, mostrando que tinha cumprido a promessa resultante da aposta. Quando foi a Taça e o Sporting ia jogar com o Torreense (acho que foi o Torreense, não foi?), um dos primos benfiquistas lançou o desafio aos primos sportinguistas: se confiavam que o Sporting ia ganhar, podiam apostar rapar o cabelo, caso perdesse. E apostaram. Têm ambos belos caracóis que, segundo eles, as meninas adoram. E eles, que fizeram cortes elaborados com nomes fantásticos (cortes creio que inspirados nos jogadores de futebol), têm também grande orgulho no efeito que causam no sector feminino. Pois bem, no vídeo, mostrava-se rapado, rapado, rapado. Lindo. Parece outro. Um homem.
Noutro vídeo o primo benfiquista elogiava-o, dizia-lhe que ele tinha sido um homem, tinha cumprido a promessa. Num outro vídeo, já dizia que também ele raparia o seu. E a tia e a mãe diziam que o garboso 'rapado' estava muito bonito. E está.
Vamos ver se o mano mais novo também rapa o seu. Fez quinze anos e faz um sucesso entre as meninas que nos surpreende e dá vontade de rir. A minha filha conta peripécias que nos deixam divertidas e desconcertadas. E eu já testemunhei. Estávamos com ele numa loja e vimos uns rapazes e raparigas a olharem para ele, as miúdas com ar embevecido. Diziam o nome dele e falavam que ele jogava no clube onde joga. O meu marido até disse que pareciam que lhe iam pedir autógrafo. A semana passada, ao ver uma fotografia de grupo, os rapazes de fato e gravata, as meninas de vestido comprido, e ao perguntar qual o par dele no baile de finalistas (do 9º ano...), fartei-me de rir com as observações dele. Fiquei a perceber que há várias que gostam dele. Meio desconjuntado, de poucas palavras, todo mais para a acção do que para a conversa, parece, no entanto, que tem mel. No outro dia vi-o a ensinar o primo como é que se fazia para proporcionar a ocasião para beijar uma rapariga. Fartei-me de rir. De facto, leva jeito. Tem o seu quê de descarado. Como é bem educado e muito divertido, fica ali um mix interessante, cai no goto delas. Mas, no que se refere à aposta, diz que elas gostam de lhe mexer nos caracóis e, portanto, não os quer cortar.
Enfim.
Adiante que se faz tarde.
Enquanto escrevo, Portugal ainda não conseguiu marcar nenhum golo e isso deve deixar decepcionados os milhares de adeptos que se juntaram um pouco por todo o lado. Não consigo prestar atenção, distraio-me. Mais para a frente, aqui estarei a torcer. Agora é apenas música de fundo.
E, entretanto, estive a ver o vídeo que abaixo partilho que é todo ele um desfiar de tesourinhos deprimentes. O mundo de Trump é um mundo doido, tresloucado, distópico, habitado por personagens que nem sei se são sinistras, se são de comédia, se é tudo um ninho de malucos, se é isso tudo ao mesmo tempo.
Os casos, as peripécias, as contradições, os disparates, os escândalos -- tudo se sucede a um ritmo desvairado.
Desta vez, no meio de mil maluquices, fiquei a saber exactamente porque se fala tanto de uma tal Natalie Harp. E é do além. Nem sei que diga, nem sei que pense. É de loucos.
Uma fulana, ex apresentadora da Fox, uma loura quase igual a todas as outras louras que por ali andam, com um poder incrível, que lhe leva notícias (só as boas), que lhe prepara informação (favorável), que lhe imprime as coisas porque ele gosta de ler em papel (o pouco que lê, claro, porque, na verdade, não lê nada), que lhe deixa bilhetinhos de amor, que mostra uma adoração patológica por ele, que frequenta os seus espaços mais privados, que tem acesso a informação confidencial, que vai com ele para todo o lado. Diz Michael Wolff que tudo o que ela lhe deixa escrito é para lhe mostrar que quer ir com ele para a cama. E isto diz muito da saúde mental dela.
Poderia ser uma série televisiva, cheia de personagens exageradas demais, destrambelhadas demais. Mas é a realidade. A que ponto o mundo chegou. Não dá para acreditar.
No outro dia vi um vídeo em que a neta de Trump, uma adolescente, andava pela Casa Branca com uma amiga, a filmar as salas, a sentar-se na cadeira do avô, a mostrar os telefones e os botões encarnados, a rir, toda eufórica de por ali andar, como se andasse na sua própria casa.
Tudo doido.
Mas nada como Joanna Coles e Michael Wolff para passarem a pente fino as mais recentes maluquices de Trump.
Porque é que o círculo íntimo de Trump teme a sua companheira loira de 34 anos | Dentro da cabeça de Trump
Michael Wolff e Joanna Coles analisam mais uma semana extraordinária na presidência de Donald Trump, desde uma importante vitória no Supremo Tribunal que pode expandir drasticamente o poder presidencial até à linha cada vez mais ténue entre a Igreja e o Estado, as consequências políticas do frágil cessar-fogo com o Irão e porque é que Trump pode, mais uma vez, escapar às consequências de um revés na política externa. Investigam também o mistério em torno de Natalie Harp, a dedicada "impressora humana" de Trump, à medida que novas reportagens corroboram as revelações inicialmente exploradas por Wolff; examinam por que razão o New York Times só agora está a aceitar a ideia de que Trump governa por obsessão em vez de estratégia; debatem a mais recente fixação de Trump com o espelho de água do Lincoln Memorial; e revelam os estranhos cálculos políticos por detrás das comparações de J.D. Vance com Nixon.
Quando estou mais para o zen do que para a truculência, abro o computador e só me apetece falar dos meus jovens, ex-pimentinhas, agora já todos grandes e bonitos, bem dispostos, brincalhões. Aliás, tão zen que, antes de ter energia para levantar a tampa do portátil, adormeci profundamente. O meu marido bem tentou interromper-me mas a pancada era grande demais. Acordei a ver o Trump no seu primeiro mandato, em melhor forma do que agora mas já só a fazer disparates, a dar conta da cabeça dos chineses. E deve andar por aqui alguma melga porque acordei com comichão num braço.
E agora, ao ver as notícias, constato o que já todos estamos fartos de saber: salvam-se alguns, não muitos. Por exemplo, a Meloni, apesar de tudo, tem mostrado que os tem no sítio. Mas, se pensar no que se passa por cá ou no que se passa no país dito mais relevante do mundo, só posso concluir que os broncos devem ter algum mérito para conseguiem convencer os parvos e para conseguirem aguentar-se nos lugares de poder.
Para mim, um bronco é um tipo que inventa problemas, que se enrola de todas as maneiras possíveis e imaginárias para ver se os consegue resolver, depois, quando não consegue desenrailhar-se dos imbróglios que criaram, começam a culpar toda a gente, por fim já querem é safar-se da embrulhada seja de que maneira for e, depois de terem andado a dar trabalho, a gastarem e a fazer gastar dinheiro e paciênciaa toda a gente, na melhor das hipóteses, no fim, fica tudo igual ao que estava antes mas, o mais frequente, é que fique tudo pior.
Com o Montenegro temos exemplos disso por todo o lado. Por exemplo, na Saúde arranjou uma ministreca que começou por correr com um fulano que era reconhecido por toda a gente como super competente, o Fernando Araújo, que estava a tentar pôr ordem no SNS. A a partir daí foi sempre a descer. Demitiu dezenas de gestores, despeja dinheiro para cima de toda a malta que rabeia, inventa desculpas para tudo e mais alguma coisa e, no fim, ou seja, agora, depois de desequilibrar mais as contas, está tudo pior do que estava. E isto não sou eu, humilde observadora, que o digo: são todos os relatórios técnicos e independentes que o demonstram. Na Habitação tem sido o descalabro: isentou de IMI, IMT e sei lá que mais todas as compras de casa para crianças até aos 35 anos. E fez mais não sei o quê, que já lhe perdi a conta. O que sei é que o preço das casas disparou como nunca, um foguete que subiu mais rápido e mais alto que na maioria dos outros países. No Trabalho tem sido o festim a que se tem assistido. Arranjou uma Madame que empreendeu num espantalho com nome de Pacote. Ninguém lhe tinha encomendado o sermão. Foi ela e o Luís que desarrincaram tão destrambelhada ideia. Começaram por andar a fazer perder tempo a patrões e sindicalistas. Pelo meio iam insultando alguns que, por fim, se retiraram da palhaçada. Findo o circo da Concertação, levaram o espantalho, já na versão aborto, para a Assembleia. Aí, canhestros e azêmolas como só eles, resolveram montar-se a cavalo num lacrau asnento. E o País assistiu, entre o boquiaberto e o saturado, a mais um par de coices e a mais uma ferroada do lacrau que, assim, mostrou a todos que de gente desta desenvergadura nada de respeitável se pode esperar.
Nos Estados Unidos o que se vê é um fulano em decomposição, fisicamente decadente, a dormir em público, um narcisista a mandar pôr o nome em tudo o que é canto e esquina, a inventar toda a espécie de loucuras, com aldrabices que não lembram ao diabo (veja-se o que inventou agora sobre a Meloni, que a levou a desmenti-lo com todas as letras), a perseguir os mais indefesos, a tirar aos pobres para dar aos ricos, a mandar a Justiça ir atrás de quem ele não gosta e a indultar todos os criminosos que o apoiam, a ser corrompido à descarada, a tomar decisões erráticas e contra a ciência e contra o mais elementar bom senso, a destratar aliados e a bajular ditadores, a ameaçar invadir ou anexar território alheio, a raptar um presidente de um outro país e a roubar-lhes o petróleo, a ir de braço dado com Israel bombardear o Irão, matar gente indefesa, nomeadamente as crianças de uma escola, e arranjar um trinta e um do qual agora não consegue sair pelo seu próprio pé, já se prestando a sair de fininho, dando aos iranianos o que eles quiserem. Onde não havia antes problema que lhe dissesse respeito, depois de matar imensa gente, de destruir o que não devia, de gastar biliões, agora anda a ver como sair da enrascada. E, no meio disto tudo, centra-se noutros assuntos que também não eram problema para ninguém mas dos quais resolveu fazer cavalo de batalha. Por exemplo, o tema do 'lago', em frente do Memorial Lincoln. Meteu na cabeça que o Reflection Pool haveria de ser azul transparente e apregoou que de piscinas percebe ele. Gastou cerca de 14 milhões de euros, de caminho insultou os presidentes anteriores por não terem sabido manter o lago limpinho, publicou fotografias fake em que se mostrava ao banho com o JD Vance e o Mark Rubio como se equilo fosse uma piscina. Pois bem. Foi resolver um problema que não existia e aranjou um outro ainda maior.
A imagem do Trumpalgas foi gerada pelo Chatgpt Nota: na realidade, o que os funcionários andam a despejar são garrafinhas mais pequeninas do que as que aqui se veem
O lindo laguinho azul virou verde, cheio de algas. Pior: o revestimento está a descolar-se. Nas bordas andam funcionários a despejar pequenas garrafas de água oxigenada e de lixívia e outros com camaroeiros. Virou chacota nacional. Nada que incomode os MAGA que já veem nisso uma conspiração: não só olham para as águar verdes e algacentas e as veem azuis, como acham que é tudo embuste dos democratas.
Há sempre burros ainda mais burros do que os burros que conhecemos. Os broncos atraem os broncos. Os broncos mais burros veem-se representados pelos burros que, nas redes sociais, lhes aparecem como ilustres.
O fiasco do espelho de água de Trump ganha uma reviravolta ao estilo "Greenwatergate"
O jornal The New York Times refere que a confusão causada pelo espelho de água verde de Trump tem agora uma nova e sinistra reviravolta: um contrato de limpeza sem concurso ligado a um doador de Trump e vizinho de Mar-a-Lago.
Não está isento de culpas. Ninguém é perfeito. Aliás, no meio em que se movia, difícil seria sair imaculado. Mas, no cômputo geral, há que reconhecer: é de uma outra cepa. Entre o 44º e o 45º/47º pouca coisa há em comum. Talvez os geneticistas venham dizer que, na essência biológica, são quase iguais. Só que, nestes assuntos, as avaliações fazem-se num outro patamar.
Basta ouvi-lo para se ver os Estados Unidos sob uma outra perspectiva, para se ver o mundo sob um outro ângulo.
Obama é um orador de excelência. Os seus silêncios antecipam as palavras que se apresentam luminosas, inspiradoras. É um prazer ouvi-lo.
Obama na inauguração do centro presidencial
Discurso completo, com tradução
O ex-presidente Barack Obama discursa na cerimónia de inauguração do seu centro presidencial em Chicago.
O aguardado centro será oficialmente aberto ao público amanhã, no Juneteenth (Dia da Emancipação). O extenso complexo inclui um museu, um jardim, um campo de basquetebol e uma nova filial da Biblioteca Pública de Chicago.
0:00 Discurso do ex-presidente Barack Obama
2:27 Obama recorda a sua chegada a Chicago em 1985
8h15 Obama ao centro: Não um "mausoléu sem vida - sou demasiado novo para isso"
10h44 Obama sobre os "assuntos inacabados" do seu governo
18:14 "Sugiro que saltem os excertos dos meus discursos... em favor das histórias dos cidadãos comuns"
20h07 "Os Estados Unidos têm sido uma força inegável para o bem no mundo"
24:02 "Quando perdemos a fé uns nos outros... abdicamos do poder de decidir o nosso próprio futuro"
28:13 "As exposições neste centro não têm como objetivo evocar a nostalgia... têm como objetivo lembrar-nos de quem podemos ser"
30:18 Obama sobre a trajetória do universo moral em direção à justiça: a história da frase
Já o disse e volto a dizer: não tenho dúvidas de que, não tarda, filmes e séries humorísticas vão surgir a parodiar Trump. Provavelmente nem precisam de muita imaginação pois as cenas reais que o envolvem dão pano para mangas. Também não tenho dúvidas de que documentários surgirão para todos os gostos: sobre a sua misogenia, sobre a sua falta de ética e de moral, sobre o seu narcisismo maligno e a sua compulsividade para a mentira descarada, sobre a sua ganância sem reservas de qualquer espécie, sobre o seu tremendo mau gosto, etc.
É um personagem. Um personagem muito completo, diga-se. Daria um figurão na ópera. Ou no teatro de revista. Ou como figura de banda desenhada.
A medicina haverá também de estudá-lo: sem fazer exercício, ´com peso a mais, alimentando-se à base de big macs, emborcando carradas de aspirinas, sem fazer exercício e com 80 anos... como é que ainda por aí anda a fazer das dele...?
A sociologia estudará também como é que um falhado, um trafulha, um mal educado, um estupor sem vergonha conseguiu fazer-se eleger por duas vezes.
A justiça haverá de averiguar como é que obteve dinheiro de cada vez que o ganhou (e, desde que é presidente, não faz outra coisa senão encher os bolsos).
A psicologia haverá de estudar o caso de todos os que se deixaram humilhar por ele, de todos os que o têm bajulado, de todos os que se anulam, apenas para continuar a gravitar na sua órbita.
E poderia continuar, pois o animal é um fenómeno sob as mais diferentes perspectivas.
E outra coisa que custa a perceber é como é que alguém, seja lá nos States seja noutros países, ainda pode defendê-lo ou defender as suas políticas absurdas quando se vê à saciedade que são todas um disparate sem ponta por onde se lhes pegue. Que fenómeno de maluquice generalizada é este?
Para mim, a par da repulsa absoluta coexiste esta perplexidade: como é que isto foi possível? Como é que isto continua a ser possível? Como?!
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Mas, para falar do que se passa na cabeça doida varrida do animal e dos que o cercam, nada melhor do que ouvir a Joanna Coles e o Michael Wolff.
Eu sei porque é que Trump está com medo do seu 80º aniversário | Dentro da cabeça de Trump
Michael Wolff e Joanna Coles celebram a entrada de Donald Trump na sua nona década de vida com um episódio especial que revela novos detalhes sobre conversas privadas dentro do círculo de Trump no que diz respeito à sua idade, saúde, legado e ao futuro da sua presidência, culminando numa previsão surpreendente sobre o que poderá acontecer nos próximos dois anos e meio da era Trump. Na véspera do 80º aniversário de Trump, Wolff traça também a ascensão meteórica de um homem que passou de promotor imobiliário de Queens a talvez a pessoa mais famosa do planeta. Pelo caminho, desvendam os momentos cruciais que construíram o mito de Trump: os excessos da Nova Iorque dos anos 80, o livro "A Arte da Negociação", as falências que pareceram não ter qualquer importância, a reinvenção de Trump através de "O Aprendiz" e a campanha presidencial que começou como um exercício de marketing antes de transformar a política americana. Baseando-se em décadas de reportagens de Wolff e nos seus encontros pessoais com Trump, incluindo uma conversa reveladora em que Trump declarou que o seu objetivo era simplesmente "ser o homem mais famoso do mundo", o episódio explora a busca incessante de atenção que definiu a sua vida.
Falo por mim: do nazismo não tive, felizmente, conhecimento directo. O que sei, sei de ler ou ouvir. Mas sei que veio devagar, veio com apoio popular, espalhou-se perante o silêncio e a cumplicidade de muitos, se calhar, da maioria.
Daquilo a que assisto agora há muita coisa que me choca. Muita. A cobardia de quem ouve e, em vez de se levantar e virar costas, aplaude; a cobardia dos que, podendo renegar, se calam, se escudam com a diplomacia. Não fico incomodada, desagradada, revoltada apenas com os algozes, os pérfidos, os bandidos, os canalhas -- fico, quase igualmente, com os cobardes, os hipócritas, os oportunistas, os igualmente canalhas.
Assisto ao impensável nos Estados Unidos mas assisto igualmente ao impensável na Europa, ao calar-se perante as ingerências, as ameaças e as desconsiderações de Trump e da sua entourage. Assisto ao impensável por parte de Israel mas assisto igualmente ao impensável na Europa, ao calar-se, ao fechar os olhos, na prática, ao ser cúmplice de Netanyahu. Assisto ao impensável por parte da Rússia e, neste caso, assisto ao impensável por parte de todos quantos se têm manifestado a favor da deposição das armas por parte da Ucrânia. Não se extinguem aqui as ignomínias no mundo. Mas prefiro focar-me nos casos de maior dimensão, talvez pelo risco para a ordem mundial, talvez pelo risco para as democracias de todo o mundo, talvez pela quase habituação, e aceitação, da violação do direito internacional, talvez pelo risco da banalização do mal.
A entrevista que aqui abaixo partilho é apenas um caso. Mas é um caso a que não fico indiferente, e não é apenas pela emoção e pela revolta, pela tristeza que se sente nas palavras do entrevistado. Quando a imprensa, que deveria ser livre, fica nas mãos de quem apenas pensa em dinheiro, em lamber as botas do poder, em bajular os maiores inimigos da liberdade de expressão, mal, muito mal vão as coisas. Os sinos tocam a rebate pela democracia quando a imprensa livre é ameaçada.
Independentemente disso, a entrevista vale também pela qualidade da entrevistadora e do entrevistado.
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Scott Pelley: O que aconteceu ao '60 Minutes' é uma tragédia | A Entrevista
Estreada na CBS em 1968, a emissora foi o lar de alguns dos jornalistas mais conceituados da televisão, de Mike Wallace e Ed Bradley a Lesley Stahl, Anderson Cooper e, até à semana passada, Scott Pelley.
Pelley, que trabalhou na emissora por 37 anos, incluindo como correspondente da Casa Branca, âncora do "CBS Evening News" e correspondente do "60 Minutes", foi demitido após uma série de eventos explosivos e muita turbulência nos últimos anos na CBS. Estes acontecimentos incluem um polémico acordo financeiro com o Presidente Trump sobre um segmento do "60 Minutes"; a venda da estação a David Ellison; e a nomeação de Bari Weiss, ex-colunista de Opinião do New York Times e fundadora do The Free Press, sem experiência em jornalismo televisivo, para liderar a CBS News.
A demissão de Pelley ocorreu depois de Weiss ter demitido vários de seus colegas e ter contratado um novo chefe para o "60 Minutes", Nick Bilton, com quem Pelley entrou em conflitonuma reunião de equipe. Pelley, juntamente com vários outros correspondentes do "60 Minutes" que foram demitidos, acusou Weiss de interferência editorial e parcialidade, acusações que a CBS News e Weiss negam.
Na sua primeira entrevista desde que foi demitido, Pelley conta sobre o incidente específico que considerou interferência, sobre as suas experiências na CBS News nas últimas semanas e meses e sobre o que espera que resulte deste período turbulento na emissora onde passou a maior parte de sua carreira.
Desejo-vos uma boa semana a começar por esta segunda-feira
(E reparem no verbo. Eu disse: 'deu-me'. As ideias são coisas que, volta e meia, me dão.)
Já contei que isto de uma pessoa agora comer muitas vezes em casa é coisas que tende a desgastar a imaginação. É relativamente frequente eu não fazer a mínima ideia do que fazer e, quando pergunto ao meu marido o que quer para o almoço ou jantar, ele dar a resposta mais enervante possível: 'O que quiseres'. É que, justamente, não quero nada, não faço a mínima, já esgotei as receitas do meu reportório. Tudo déjà vu, déjà-mangé.
Pois bem. Ontem o meu marido tinha sugerido uma coisa, mas foi uma daquelas sugestões com ponto de interrogação na ponta: pizza?
A falta de assertividade dele quase me contagiou, mas, enfim, face à falta de alternativas, disse que sim. Aquelas feitas em forno de lenha com alcachofras e presunto, por exemplo, sabem sempre bem. Portanto, que seja.
Mas acontece que acordei com uma ideia: ir aos pastéis de massa tenra. O meu marido reagiu: 'Não se pode dizer que fique em caminho'. Uma falta de entusiasmo que quase me desmoralizou. De facto, não se pode dizer que fique do outro lado da rua, mas não era mais entusiasmante que pizza. Mas a verdade é que a ideia fez o seu caminho dentro dele e acabou por dizer que sim.
Montanhas de gente. Aquela casa é uma máquina de fazer dinheiro. Literalmente -- é que na Frutalmeidas não aceitam cartões. Tudo el contado.
Quando lá chego, apesar da barafunda quando se vai à hora de almoço, a verdade é que perco a cabeça. Pensei: vai mas é em dose dupla, almoço e jantar. Trouxe os ditos pastélios, 3, trouxe 2 ovos verdes, um pastel de espinafres, 2 croquetes e um rissólio de camarão. E, embora não fosse a intenção, olhando para o lado, não pôde deixar de ser: uma fatia de tarte de maçã e uma de requeijão. Tudo uma delícia.
Para contrariar as frituras, fiz um arroz de legumes e acompanhámos também com salada de alface e rúcula. E, por cima do bolo, ou seja, a seguir, uns morangos.
Soube-nos pela vida.
De tarde, estive a regar e se há coisa que eu gosto de fazer é de regar. Não sou perdulária em nada; pelo contrário, sou poupada, ponderada. Mas no que se refere a água, se for para lavar ou para regar, facilito. O cheiro da terra molhada, oxigena-me a alma. E ando descalça, molho os pés, sabe-me tão bem. Pelo meio, sempre que passo por debaixo de uma nespereira, alço a mão e lá vai mais uma. Doces, doces que só visto.
O meu marido, quando me vê a despachar nêsperas, não consegue deixar de manifestar a sua censura: 'Não te parece que estás a exagerar?'. Geralmente não respondo pois entendo que a pergunta é retórica.
A verdade, é que à conta disso, jantei quase nada, as nêsperas tinham-me alimentado bastamente.
Entretanto, estive a ler as notícias e não vi nada de muito interesse, excepto uma altamente promissora, animadora, espero bem que comprovadamente extraordinária: umas injecções fantásticas estão a dar cabo de alguns cancros. E eu não atiraria foguetes se isto não fosse notícia de destaque no Guardian. Falam em respostas sem precedente em doentes em que a quimio e a radioterapias já não estavam a resultar. Isto é uma muito boa notícia. Aos poucos, um pouco por todo o lado, o cerco ao cancro vai apertando e os resultados começam a ser animadores. Felizmente.
E, para aliviar do resto das notícias (Irão vai, Irão vem, Ormuz sim, Ormuz sopas, Gaza e Líbano feitos num oito -- um desatino pegado), desandei para o Insta, a caixa de todas a surpresas.
Para além das coisas mais ajustadas à minha vibe, volta e meia o Insta testa a minha coerência infiltrando algo de disparatado. Desta vez, apareceu-me uma mulher a sair do banho, a pôr cremes na cara, no corpo e no cabelo, a maquilhar-se, a fazer caracóis, depois a desmanchá-los, depois a perfumá-los e por aí fora, todo um filme em que ela ia reportando os seus actos, depois fingindo que desconstruía o que dizia, rindo e querendo fazer parecer que não se levava muito a sério. Mas claro que se leva, senão não se filmava a fazer aquilo, não é? Provavelmente acha que pode servir de exemplo, quiçá de inspiração. Na volta, é uma influencer. Não sei. Não fixei o nome dela pelo que agora não consigo ir mais longe nesse capítulo. Contudo, uma coisa chamou a minha atenção. No canto do vídeo, umas letras em maiúsculas. Fiquei a pensar que não era a primeira vez que via aquelas letras. Lenta como sou, só hoje me tocou a campainha. Fui então pesquisar. GRWM.
Como não guardei a cena, agora, para ilustrar este post, pedi ao ChatGPT para remediar a minha falta
E lá está. Nem mais. Existe e tem significado. Get Ready With Me. Claro. E, uma vez mais, não sem uma certa perplexidade, constatei que há toda uma nova cultura que eu desconheço. Pelos vistos todas estas mulheres que se filmam a pentear-se ou a vestir-se ou a maquilhar-se dominam esta cultura. Nestas alturas, sinto-me ignorante. Mas, enfim, hoje já aprendi esta: GRWM.
E, ainda no capítulo do submundo, outra coisa que me divertiu foi o Trump não estar a arranjar artistas para participar na festarola que está a organizar e em que mistura o 250º aniversário da independência com o seu aniversário. Os que tinham dado o sim estão a bater em retirada. E ele, tresloucado de raiva, não tem feito outra coisa senão fazer posts em catadupa. Sempre quero ver. Alguns pimbas há-de conseguir arranjar, nem que seja à força, ou nem que peça à Sic alguns contactos dos que costumam comparecer no Domingão. Palpita-me que vai ser todo um número de comédia. Na privacidade da sua casa, quando pode despir aquele seu ar institucional, o que o Xi Jinping deve esfregar as mãos, enquanto se rebola a rir....
Trump, Putin, Kim Jong Un, Netanyahu... É o que dá o mundo estar nas mãos de malucos, ainda por cima do tipo de malucos que são perigosos.
Já aqui falei nisto. Aliás várias vezes. E, tal como eu, tanta gente. Chegou ao fim o que já era uma instituição. E, de certa forma, até me parece quase justo que ele possa sair ouvindo os louvores que geralmente ficam guardados até que a pessoa morra. 'Vai deixar um vazio', ou 'perda irreparável' é o que se sente -- e não porque tenha morrido -- pois está vivo e bem vivo -- mas porque puseram fim ao seu programa.
Não faço ideia do que irá ele fazer a seguir, se é que vai fazer alguma coisa. Pode apetecer-lhe, simplesmente, não fazer nada.
Seja como for, o seu afastamento foi sentido junto de todas as pessoas decentes que acompanhavam o seu trabalho como mais do que uma injustiça: como uma tremenda burrice.
Mas é o que é. Vivemos tempos de burrice acelerada. Nos tempos que correm há duas coisas que avançam desenfreadamente: a Inteligência Artificial e a Estupidez.
Nestes últimos dias do seu programa, meio mundo tem passado por lá. Parece que tudo o que é gente capaz faz questão de lá ir dar-lhe um abraço. Mas não é um abraço de velório, é um abraço de estima, de reconhecimento. E há sempre humor. Humor e carinho.
Colbert tinha inventado o Questionário Colbert, através do qual, dizia ele, as pessoas se davam verdadeiramente a conhecer. Pois bem, desta vez, foram muitos os que compareceram para lhe fazer a ele essas reveladoras perguntas: 'Qual a sua sandwich preferida?', 'Maçãs ou laranjas?', 'Cães ou gatos?'. Etc. Desde a sua própria mulher até Robert de Niro. Uma diversão. É o que têm em comum as pessoas inteligentes: o sentido de humor e o não se levarem demasiado a sério.
E o que he desejo é vida longa e feliz e, se possível, que, profissionalmente, reapareça noutro lugar. Gosto muito de o ver e ouvir.
Stephen Colbert Takes The Colbert Questionert - PART ONE
Se não sabe qual é a sua sanduíche favorita, ou qual é o animal mais assustador, será que conhece mesmo o apresentador do "The Late Show", Stephen Colbert? Fica a conhecer melhor a nossa estrela premiada com um Emmy com a ajuda dos convidados especiais Billy Crystal, "Weird Al" Yankovic, Josh Brolin e Martha Stewart.
Stephen Colbert Takes The Colbert Questionert - PART TWO
Se não sabe qual é o seu filme de ação favorito, ou o que ele acha que acontece quando morremos, será que conhece mesmo Stephen Colbert, o apresentador de talk shows vencedor do Prémio Peabody? Conheça Stephen mais a fundo com a ajuda dos convidados especiais Mark Hamill, Jim Gaffigan, Jeff Daniels e Tiffany Haddish.
Stephen Colbert Takes The Colbert Questionert - PART THREE
Se não sabe qual é o seu cheiro preferido, ou qual é a sua memória mais antiga, será que conhece mesmo Stephen Colbert? Conheça-o melhor com a ajuda dos convidados especiais Evie McGee Colbert, Amy Sedaris e Ben Stiller.
Stephen Colbert Takes The Colbert Questionert - PART FOUR
Se não sabe se ele prefere gatos ou cães, ou em que número está a pensar, será que conhece mesmo o apresentador do "The Late Show", Stephen Colbert? Conheça Stephen mais a fundo com a ajuda dos convidados especiais Aubrey Plaza, James Taylor, Robert De Niro e John Dickerson.
E quem também não poderia faltar é Bruce Springsteen -- com as suas palavras, a sua coragem, o seu vozeirão e a sua extraordinária e emocionante presença em palco
"Streets of Minneapolis" - Bruce Springsteen (LIVE on The Late Show)
Bruce Springsteen, vencedor de 20 prémios GRAMMY, regressa ao The Late Show para interpretar "Streets of Minneapolis", uma canção que escreveu no meio da terrível violência orquestrada pelo governo contra a população do Minnesota.
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Provavelmente amanhã haverá mais pois o último dia, o de dia 21, é bem capaz de ser ainda mais memorável
Num certo sentido, talvez um sentido até prevalecente, estou-me bem nas tintas para isto. Tudo personagens que, na minha óptica, são de opereta, bufões, gente desclassificada, ignorantes até à medula, gente estúpida que vinga à conta de outros ainda mais estúpidos que eles. Por isso, para falar a verdade, o que sinto por esta gente é desprezo. O mais profundo desprezo.
Contudo, não posso ignorar que esta gente que, de certa forma, protagoniza o que de mais horrível tem o capitalismo sem ética, o liberalismo de braço dado com populismo, conseguiram chegar a uma posição em que têm uma influência no mundo inteiro.
E se o narcisista maligno, um estupor que já foi condenado não sei quantas vezes, um burlão, um burro que já levou várias vezes as empresas à falência, conseguiu convencer milhões de americanos a votar nele depois de já ter demonstrado à saciedade o que é, como é e o que iria ainda fazer, já da mulher não se sabe bem o que dizer. As notícias têm traçado o seu roteiro desde que chegou aos Estados Unidos, como modelo pouco conhecida, passando pelos meios em que estas elites do dinheiro fácil assente em ética nula se divertiam uns com os outros e com jovens de tenra idade à mistura, até que começou a acompanhar Trump e até que, finalmente, acabou casada com ele. Isto quando, quem os conhece, jura que vivem separados e que ela o odeia. Aliás, dizem que, desde há algum tempo, ele já está na fase pós-sexo, já só vai para a cama com hamburgueres.
Acontece que a insólita conferência de imprensa de Melania, que apanhou todos de surpresa, incluindo a Casa Branca em peso, Trump incluído (passe a redundância), negando evidências e apelando a algo que o marido tem feito tudo para impedir, veio colocar ainda mais os holofotes sobre a bizarra relação entre ambos. E, ao tentarem decifrar o que é que ela tencionou fazer com aquilo, há uma teoria que parece ganhar pontos: a de que ela foi ali ameaçar o marido.
Há quem diga que ela o tem na mão, que ela sabe demais e que pode, se achar necessário, tirar-lhe o tapete a qualquer momento. Um mina que pode rebentar quando menos se esperar. Ou seja, uma ameaça, e, dadas as funções dele, uma ameaça não apenas para ele, como, até, uma ameaça para a segurança nacional. Ou seja, há quem alegue, que, se calhar, a ideia da inesperada e incompreensível conferência de imprensa, foi um aviso que não deve ser menosprezado.
Mas há também quem diga que, para além disso, supostamente estará agora a querer preparar o seu futuro para o day after, para quando ele se for, ou desta para melhor ou, simplesmente, quando for corrido. Ou seja, não apenas não quererá ver-se metida em sarilhos por causa dele, os problemas de eventuais maus comportamentos são dele e não meus, como quer ganhar dinheiro à custa de ser quem é, uma mulher bonita, elegante, famosa.
Acontece que ela própria está a ser apertada não apenas por Michael Wolff que talvez consiga sentá-la no tribunal, levando-a a testemunhar sob juramento e a ter que revelar muito do que nem ela nem o marido querem que se saiba, como pela ex-amiga Amanda Ungaro, que tem estado a colocar a boca no trombone e ameaça divulgar muitos esqueletos que Melania quer fechados a sete chaves. Ora uma mulher contrariada, agastada, agoniada e a sentir-se acossada pode tornar-se deveras perigosa.
Mas vá lá saber-se.
Agora uma coisa é certa: estando o palhaço cor-de-laranja debaixo de fogo internacional por causa da estúpida guerra que está a lançar o caos nos mercados, nomeadamente, no mercado dos combustíveis, derivados e consequentes, encurralado pelos iranianos de um lado e pelos israelitas de outro, sem saber como sair da armadilha em que caiu, e debaixo de fogo interno pela situação da saúde, dos imigrantes, da não criação de emprego, da inflação, da perda de apoio de parte da sua base de apoio, apertado pelos testículos se calhar por muita gente (pelos israelitas? pelos russos? por ela, Melania?), alguma coisa me diz que, um dia destes, algum contratempo, algum estoiro, o retirará do poder antes do fim do seu mandato.
Não tardará o tempo em que começarão a aparecer, como cogumelos, documentários e filmes de todos os géneros sobre este período sinistro (e que, apesar de trágico, tem um lado muito cómico): os personagens, aos olhos de quem não tenha assistido, ao vivo, a este período, parecerão improváveis, implausíveis, demasiado caricaturais: Trump, ordinário, desbocado, boçal, ignorante, cruel, mais a sua galeria de filhos esquisitos, mais as suas mulheres (uma das quais enterrada num dos seus campos de golf para ele pagar menos impostos), a sua guia espiritual, uma farsante que é de gargalhada, os seus médicos que parecem ter saídos de um manicómio, os seus 'amigos' - tudo gente do mais freak que há.
Mas ninguém melhor que Joanna Coles e Michael Wolff para discutirem sobre o assunto. Convido-vos a assistirem a mais uma gostosa cavaqueira.
Eu sei como Melania ameaça Trump: Wolff | Por dentro da mente de Trump
Michael Wolff e Joanna Coles revelam os bastidores do relacionamento mais enigmático da política americana, dissecando o estranho e transacional casamento entre Donald e Melania Trump e o que isso pode significar para a sua presidência à medida que a pressão aumenta de todos os lados.
Desde a sua ausência física da Casa Branca e a sua suposta vida separada em Nova Iorque até ao esforço calculado para construir a sua própria marca multimilionária, os autores traçam como Melania poderá estar a redefinir silenciosamente o papel de Primeira-Dama, ao mesmo tempo que se distancia dos escândalos do marido — incluindo a sombra persistente de Jeffrey Epstein.
À medida que Wolff revela detalhes do seu processo explosivo e a possibilidade de forçar um depoimento sob juramento, surge uma questão mais volátil: se a própria Melania se tornou um passivo político, ou até mesmo uma ameaça potencial, detendo uma influência que poderia abalar os alicerces da imagem cuidadosamente construída de Trump e expor verdades que os seus aliados prefeririam manter enterradas.
A cantiga é uma arma. A palavra é uma arma. Springsteen sobe ao palco e a sua presença e a sua voz enchem a arena. Todos os que o escutam sentem-se unidos, membros do mesmo exército, prontos para a luta, para resistir.
Resistir.
No seu recente concerto no Prudential Center, Bruce Springsteen fez uma pausa na música para fazer um dos discursos mais políticos e contundentes da sua carreira. Sob o título "This Is Happening Now", o músico não poupou críticas e deixou um apelo directo ao coração da democracia.
Aqui fica a transcrição possível das suas poderosas palavras:
Sobre a Crise Nacional e a Verdade:
"Estamos a viver tempos conturbados. Os nossos valores americanos, que nos sustentaram por 250 anos, estão a ser desafiados como nunca antes. (...) Os nossos museus estão a ser instruídos para branquear a história americana, ocultando factos desagradáveis ou inconvenientes, como a história completa da brutalidade da escravatura. Dizem que há 'flocos de neve' (sensíveis), mas a verdade é que temos um presidente que não consegue lidar com a verdade."
Sobre a Justiça e a Corrupção:
"O nosso Departamento de Justiça deitou fora a sua independência; limita-se a receber ordens diretamente de uma Casa Branca corrupta. Eles perseguem os supostos inimigos do presidente, encobrem os seus crimes e protegem os seus amigos poderosos. Isto está a acontecer agora."
Sobre o Papel no Mundo e a NATO:
"Minámos a NATO. A ordem mundial que nos manteve seguros e em paz global durante 80 anos está sob ameaça. Ameaçamos os nossos bons vizinhos e aliados, cujos filhos e filhas lutaram ao nosso lado em guerras americanas — países como o Canadá e os Países Baixos. Ameaçamo-los com a anexação predatória das suas terras."
O Declínio da Reputação Americana:
"Esta Casa Branca está a destruir a ideia americana e a nossa reputação no mundo. Para muitos, já não somos vistos como aquele defensor, por vezes imperfeito mas forte, da democracia. Já não somos a 'terra dos livres' ou o 'lar dos corajosos'. Para muitos, somos agora a 'América, a Imprudente' — uma nação pária, imprevisível e predatória. Este é o legado desta administração."
O Apelo Final à Decência:
"Honestidade, honra, humildade, verdade, compaixão, humanidade e moralidade... não deixem que ninguém vos diga que estas coisas já não importam. Elas importam! Elas estão no cerne do tipo de homens e mulheres que somos e do tipo de país que vamos deixar aos nossos filhos."
Springsteen concluiu com uma convocação:
"Tantos dos nossos líderes eleitos falharam connosco que esta tragédia americana só pode ser travada pelo povo americano. Por vocês. Juntem-se a nós e vamos lutar pela América que amamos. Estão connosco?"
Bruce Springsteen's "This Is Happening Now" 2026 Speech at the Prudential Center
Não há um que se aproveite. Um grupo de engraxadores, vira-casacas, descerebrados, invertebrados, oportunistas, a lamber o rabo ao mais maluco de todos, o narcisista maligno que está demente.
Mas hoje vou falar do inacreditável Robert F. Kennedy Jr., conhecido como RFK Jr., que Trump colocou na Saúde. Na Saúde!
Por facilidade, pedi ao Gemini que me fizesse uma resenha do que tem sido a vida e a obra deste peculiar personagem. Aqui vai um excerto do que me facultou.
É uma das figuras mais polarizadoras da política americana contemporânea. Membro de uma das linhagens políticas mais prestigiadas do mundo — filho do antigo Procurador-Geral Bobby Kennedy e sobrinho do Presidente John F. Kennedy — a sua trajetória é marcada por um contraste profundo entre o ativismo ambiental de elite e uma vida pessoal repleta de episódios bizarros e teorias controversas.
RFK Jr. formou-se em Direito e destacou-se durante décadas como um advogado ambientalista de sucesso, lutando contra a poluição de grandes corporações no Rio Hudson. No entanto, o seu passado tem lados sombrios:
Consumo de Drogas: Durante cerca de 14 anos, Kennedy lutou contra a toxicodependência, particularmente o vício em heroína, que começou após a morte traumática do seu pai e do seu tio.
O Episódio da Sanita: Na sua biografia e em entrevistas, RFK Jr. admitiu comportamentos de risco extremo durante os anos 70 e 80. Ele confirmou que o seu vício era tão severo que chegava a consumir cocaína diretamente do tampo de sanitas em casas de banho públicas, ilustrando o quão fundo tinha chegado antes de recuperar a sobriedade em 1983.
A vida de RFK Jr. parece, por vezes, saída de um argumento surrealista. Alguns dos detalhes mais estranhos que ele próprio confirmou incluem:
O Verme no Cérebro: Em 2010, Kennedy sofreu de perdas de memória e "névoa mental". Os médicos inicialmente pensaram tratar-se de um tumor, mas ele revelou mais tarde que um médico concluiu que o problema era causado por um parasita (um verme) que entrou no seu cérebro, comeu uma parte dele e morreu lá dentro.
O Pénis do Guaxinim: Numa história que se tornou viral, RFK Jr. descreveu como, na juventude, recolhia animais mortos na estrada para os estudar. Numa ocasião específica, ele admitiu ter cortado o osso do pénis de um guaxinim morto para o guardar, um detalhe que ele conta como prova da sua curiosidade científica excêntrica, mas que muitos vêem como uma bizarrice perturbadora.
O Urso no Central Park: Recentemente, confessou também ter deixado a carcaça de um urso bebé (que encontrou morto na estrada) no Central Park, em Nova Iorque, encenando um acidente de bicicleta como se fosse uma partida.
A vida pessoal de Robert F. Kennedy Jr. é frequentemente descrita como um labirinto de tragédias e escândalos que rivalizam com as suas polémicas políticas. O seu historial matrimonial e a sua vida íntima têm sido alvo de grande escrutínio, especialmente devido à revelação de diários privados e relatos de comportamentos compulsivos.
O segundo casamento de RFK Jr., com Mary Richardson Kennedy, é o capítulo mais sombrio da sua vida pessoal. Casaram-se em 1994 e tiveram quatro filhos, mas a relação foi marcada por infidelidade e instabilidade.
O Divórcio e a Tragédia: Kennedy pediu o divórcio em 2010. Mary, que lutava contra a depressão e o alcoolismo, viu a sua saúde mental deteriorar-se severamente durante o processo litigioso. Em 2012, Mary suicidou-se por enforcamento no celeiro da sua propriedade em Bedford.
A "Batalha" Pós-Morte: Após o suicídio, gerou-se uma disputa legal amarga entre RFK Jr. e a família de Mary (os Richardson) sobre o local onde ela deveria ser enterrada, com a família dela a acusá-lo de ter contribuído para o seu desespero emocional.
Em 2013, o jornal New York Post teve acesso a um diário privado de RFK Jr. de 2001, que revelou detalhes íntimos sobre a sua vida paralela enquanto ainda era casado com Mary.
O Registo das Conquistas: No diário, Kennedy mantinha uma lista de mulheres com quem tinha tido encontros sexuais. Ele usava um sistema de códigos para classificar os encontros, atribuindo notas de 1 a 10 a cada mulher. Só num ano, o diário listava dezenas de mulheres.
Compulsão e Culpa: Nos escritos, ele referia-se à sua luxúria como o seu "defeito de caráter mais profundo" e descrevia a sua luta constante para resistir ao que chamava de "luxúria" ou "atividades sexuais", descrevendo-se quase como um dependente. Ele frequentemente escrevia sobre a culpa que sentia por trair a esposa e por não conseguir controlar os seus impulsos.
Casos Extraconjugais: Ao longo dos anos, o seu nome foi associado a várias figuras públicas e celebridades. Relatos sugerem que a sua compulsão sexual era conhecida nos círculos sociais de Nova Iorque, sendo descrita por conhecidos como uma faceta da sua "personalidade aditiva" (transferida das drogas para o sexo).
RFK Jr. tornou-se o rosto do movimento céptico em relação às vacinas a nível mundial. Através da sua organização, Children’s Health Defense, ele tem propagado diversas teorias sem base científica:
Autismo: Ele é um dos principais promotores da teoria (já amplamente refutada pela ciência moderna) de que as vacinas infantis causam autismo, devido à presença de timerosal (um conservante).
COVID-19: Durante a pandemia, afirmou que as vacinas de mRNA eram perigosas e comparou as medidas de confinamento ao regime nazi, o que lhe valeu críticas severas de membros da sua própria família.
Apesar de ter sido um democrata durante toda a vida, RFK Jr. suspendeu a sua candidatura independente à presidência em 2024 para apoiar Donald Trump. Em troca, Trump prometeu dar-lhe um papel influente na administração, especificamente na área da saúde.
O seu lema, "Make America Healthy Again" (MAHA), foca-se na crítica aos alimentos processados e aos químicos na agricultura. Contudo, a sua nomeação para cargos de saúde pública (como o CDC ou a FDA) causa pânico na comunidade científica, que teme que ele utilize o poder governamental para desmantelar programas de vacinação e minar a confiança nas instituições de saúde baseadas em evidências.
Resumo da Contradição: RFK Jr. é visto pelos seus seguidores como um herói que desafia a "Big Pharma" e a corrupção alimentar, enquanto os seus críticos o vêem como um propagador perigoso de desinformação cujas histórias pessoais bizarras são apenas a ponta do iceberg de um julgamento errático.
Mas nada como assistir à suculenta conversa entre Joanna Coles e Isabel Vincent. Um espanto tudo isto.
Segredos bizarros do capanga mais desvairado de Trump: Autor | Podcast do The Daily Beast
Isabel Vincent junta-se a Joanna Coles para analisar o seu novo livro sobre Robert F. Kennedy Jr., um retrato construído a partir dos seus próprios diários secretos, que foram obtidos pela sua falecida esposa, Mary Richardson Kennedy, durante o seu divórcio brutal.
O que emerge é um homem em conflito consigo próprio: movido pelo legado, consumido pela culpa e impulsionado por desejos — de poder, de mulheres, de redenção — que parece não conseguir controlar.
Vincent traça o percurso desde um herdeiro Kennedy devastado pela dor até um ativista anti-vacinas e uma improvável força política, revelando os traumas familiares, a dependência e a ambição incessante que o moldaram.
Ao longo do caminho, analisam também o mito e os mecanismos da dinastia Kennedy e a inquietante questão no seu centro: como é que um homem que outrora escreveu sobre humildade, serviço e Deus se encontra agora a exercer influência sobre a saúde de milhões?
Para quem queira direitinho a algum ponto em particular, aqui está a indicação por tempos:
00:00 - As Confissões Mais Negras de RFK Jr.
03:50 - Por Dentro dos Diários Secretos
07h40 - A Ética de Publicar a Sua Vida Privada
11:30 - Assombrado pelo Legado do Seu Pai
15h20 - Por Dentro do Caos da Família Kennedy
19:10 - Porque Se Candidatou à Presidência
23h00 - COVID, Vacinas e a Sua Ascensão Política
26h50 - Reação Negativa da Família e Lutas Públicas
30h40 - Vício, Casos Extraconjugais e Compulsão
34:30 - O Colapso do Seu Casamento
38h20 - A Morte de Mary Kennedy e as suas Consequências
42:10 - A Investigação Misteriosa
46:00 - Poder, Fama e Contradições Pessoais
49:50 - Pode Ele Escapar à Sua Própria História?
53h20 - Reflexões Finais Sobre o Futuro de RFK Jr.