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quarta-feira, novembro 06, 2024

Só não digo que os cogumelos in heaven são lindos de morrer, porque, enfim, andamos a apanhá-los à força toda para que não aconteça nenhum desastre.
Também há o tema da grande vitória do Sporting que é de gritos.
Depois há a expectativa do caraças sobre os resultados das eleições nos States.
Para me manter serena, vou antes ver a casa de Taís Araujo e Lázaro Ramos

 

Como tem sido hábito nestes últimos dias, o meu marido, depois de ter tomado o pequeno-almoço, foi para o campo com uma pequena pá e um balde apanhar cogumelos. Quando chegou, vinha a bufar, que estava farto da m.. dos cogumelos, que rebentam da noite para a manhã seguinte, que não se dá conta de tanto cogumelo.

Depois estava a chover e não pude ir andar por lá. 

Quando fui, para onde deitava o olho, via um cogumelo. Acho que nascem de hora para hora. 

Voltei para trás para buscar a pá e o balde e fui eu apanhá-los. O meu marido já me tinha dito: ao princípio, nos primeiros dias, apareceram os grandes cogumelos castanhos e os brancos, agora estão a aparecer cor-de-laranja e amarelos. Já ontem os mostrei. Pois, não imaginam. Hoje, quase só desses coloridos mas em tamanho pequeno. Uma gracinha de cogumelos. Parece que brotam a todo o instante.

Tirei uma fotografia a uns quantos já dentro do balde, a fotografia que está lá em cima. Não são tão lindinhos?

Na fotografia estão sujos pois quando enfio a pá, enterro um bocado para apanhar o pé e, portanto, depois trago também a terra, os musgos.

Tirando isso, posso dizer que o meu marido está contentíssimo com o resultado do Sporting. É obra.

Quanto às eleições nos Estados Unidos, espero mesmo que ganhe Kamala Harris e que ganhe por uma margem que não permita ao alarve-mor vir com as suas habituais e prometidas patranhas.

Neste compasso de espera, se me permitem, vou antes entreter-me a ver casas bonitas. E esta, aqui abaixo, é uma maravilha. Um apartamento amplo, luminoso, tranquilo, com móveis com um belo design.

Taís Araujo e Lázaro Ramos abrem o seu apartamento muito brasileiro 

| CASA VOGUE

[Por defeito, acho que vem dobrado em inglês. Para falar com a voz deles é escolher o português, no audiotrack nas definições]

E que os próximos dias nos tragam e confirmem boas notícias

Be happy

quinta-feira, setembro 12, 2024

Sempre me pareceu que a maior arma contra os narcisistas, em especial os psicopatas, é o humor.
Gozar com eles, tirar-lhes o tapete, pô-los a ridículo, fazer com que exponham a sua prosápia, a sua bazófia, mostrar que são sacos de vento, que dentro deles apenas têm o próprio ego, um ego inflado, desmesurado.
E este Trump mostrou (uma vez mais) que, além disso, é parvo, um estupor, um trapaceiro, um bocas, um aldrabão, um desavergonhado.
Mas nada como gozar com eles, rir deles à cara podre, fazer com que toda a gente perceba que anormais assim não podem ser levados a sério

 

A ver. É um tema que, sob qualquer ponto de vista, tem a ver connosco.

Monólogo AO VIVO: Harris irrita Trump | Comer cães e gatos | O apoio de Taylor Swift a Kamala

Stephen Colbert delivers his LIVE monologue following the first debate between VP Kamala Harris and former president Donald Trump.


Jon Stewart aborda o debate de Harris e Trump e o que isso significa para a eleição 
 | The Daily Show

Jon Stewart goes live after the first presidential debate between Kamala Harris and Donald Trump. Filled with face-offs over abortion access, border control, and for some reason eating cats? Jon breaks down what this all means for the election


quarta-feira, setembro 11, 2024

O Trump é um doido varrido, descontrolado, aldrabão e descompensado e deve andar a comer gatos e cães ao jantar para estar no estado demencial em que está.
Kamala é segura, é decente, é educada, tem uma visão equilibrada do mundo e da vida, fala claro, é estruturada e é directa.
Os entrevistadores estão a ir muito bem.

 

Custa a crer que um maluco como Trump tenha tantos apoiantes. O risco de a humanidade se destruir é real quando há tanta gente tão estúpida, tão burra, tão influenciável que vai na cantiga de um anormal como Trump.

Se Kamala Harris não ganhar as eleições não é apenas um drama para os Estados Unidos, é também um drama para o mundo.


PS:  David Muir, o entrevistador, é certeiro, tem muito estilo e uma presença fantástica. Para além disso, tem uma voz... Caraças, que voz...

quarta-feira, agosto 28, 2024

Paulo Raimundo e Hugo Soares, irmãos ideológicos...?
Entre Trump e Kamala, quer o Narizinho Raimundo quer o Inteligente Soares sentem-se incapazes de escolher... Está certo.
Estão bem um para outro, não estão...?

[Como não há muito mais a dizer sobre a acefalia dos meninos, vou antes dar a receita do meu entrecosto no forno]

 

Tive cá pessoal, dia bom, bom. Clima ameno, o silêncio muito apreciado, peace and love. Estou é cada vez mais pequenina. Não que isso me incomode, é mera constatação. Já brincam, chamam-me mini-avozinha. Para falar com dois deles já tenho que olhar para cima. Brincam, agacham-se para eu não me sentir diminuída. E, pela idade que têm, ainda com muito para crescer, qualquer dia pegam em mim e põem-me às cavalitas.

Tirando isso, posso acrescentar que fiz entrecosto no forno. É sempre uma aposta segura.

Não tem muito que se lhe diga mas calha bem para um post de silly season. Fiz assim:

Forno a bombar ao máximo, duzentos e tais graus, uns minutos antes. 

Enquanto isso, num tabuleiro de ir ao forno, o maior possível, coloco: azeite, bué alhos, uma cebolona gigante aos bocados, orégãos, alecrim, pedras de sal. Por cima, os pedações de entrecosto (não piano,  mesmo entrecosto), mais umas pedritas de sal. Polvilhei com pimentão doce em pó. E mais: um big molho de salsa aos bocados, louro, mais azeite, meia cerveja. Depois de estar assim um pouco, rodei os pedaços para ficassem irmãmente besuntados.

Levei, então, ao forno e, nessa altura baixei para os 170º. E assim ficou.

De vez em quando, rodei os pedaços de entrecosto.

No entretanto, mais perto da carne estar macia por dentro e tostadinha por fora, cozi batata doce da variedade cor de laranja e batata normal, tudo aos pedaços. Naturalmente, com um pouco de sal.

Quando estavam cozidas, desliguei. Escorri. Quando vi que a carninha já estava a ficar boa mas era para ser comidinha, afastei os bocados de carne para abrir alas para las potatoes.

Meanwhile, tinha feito arroz basmati. Antes que estivesse seco, tirei do lume. Pus um fio de azeite e misturei. Coloquei num tabuleiro de ir ao forno, tirei umas colheradas de molho do tabuleiro da carne e espalhei por cima do arroz. 

Tirei o tabuleiro da carne, com las patatas, para ficar cá fora a descansar. E coloquei no forno o tabuleiro do arroz a secar e doirar ligeiramente.

Antes de tirar o tabuleiro do arroz, o meu marido colocou por cima fatias de pão de Rio Maior, lo mejor. Ficaram quentinhas e com as côdeas crocantes.

Servi com salada completa: alface, cenoura e beterraba raladas, acelgas e mais outra coisa qualquer.

E só não digo que o pessoal gostou (e eu também gostei) para a invejosa e o comichoso do costume não virem para aqui largar as bocas foleiras do costume.

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Quanto ao Sarrafeiro Soares e ao Fofo Raimundo não há nada a fazer. O que têm na cabeça não lhes dá para mais mas a gente não deve gozar com pessoas assim, coitadas, se calhar não têm culpa.

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E agora, para algo um pouco diferente, que entrem os meninos que gostam de dar um pezinho de dança para ver se trazem algum movimento:

Play | Alexander Ekman & Ballet de l'Opéra de Paris 


Saúde e alegria

Dias felizes a todos

sábado, agosto 24, 2024

Então e nós?
Pink e a filha
-- Mais um momento tocante da Convenção Democrata --
[Assim até tenho um pretexto para me alongar muito a propósito da hesitação entre Kamala Harris e Trump por parte do Bocas Soares]

 

Pouco me tenho informado. 

Tenho sido um bocado selectiva. Vou ao Guardian, vou ao NYT, vou ao Madame. 

Aos nossos jornais online quase não tenho paciência pois obrigam-me a jogar àqueles vídeojogos em que temos que apanhar glutões antes que nos devorem ou em que temos que eliminar inimigos que aparecem de onde menos se esperam: abrem pop-ups por tudo o que é canto e esquina, são anúncios a abrirem por cima, por baixo, pelos lados. 

Mal aparecem, vou, a correr, ver onde está a cruz para os fechar. Nem vejo de que falam. A gaita é quando nos toureiam e a cruz significa 'fechar depois de ver'. A gente clica na maior inocência e abre-se o anúncio. E quando penso que já eliminei tudo o que havia para eliminar, mal clico para abrir um artigo, volta tudo ao princípio. 

Não tenho pachorra. 

Sei que os jornais têm que ser financiados mas esta forma descabelada em que vale tudo, em que já nem querem saber se a gente tem pachorra para andar a fechar janelas atrás de janelas, não deve ser minimamente eficaz para os investidores em publicidade.

Portanto, para além dos acima referidos, vou bebendo alguma informação através dos blogs da minha lista de ilustres  Frescos e Bons (barra vertical à direita). Fico a saber, por exemplo, que o inteligente Hugo Soares, o sarrafeiro de serviço do PSD, entre Trump e Kamala não saberia escolher. Boa Mike. A mim não me espanta porque sempre o tive por aquilo que ele é: um bocas, uma tretas, um tangas. Quase que um dilema semelhante se me poria se tivesse que escolher entre um Venturas e um Hugo Soares. Não saberia o que fazer.

Também sei, mas isso foi porque ouvi agora, que o Marcelo desta vez não se vai meter no meio dos bombeiros no fogo da Madeira. Não deve ser para não atrapalhar, como da outra vez, mas porque o seu correligionário Albuquerque parece ter andado a meter água do princípio até agora (a meter água e não é para apagar o fogo...). Aliás, há um dois dias, de raspão, ouvi o pimpão a dizer que 'o combate ao incêndio tem estado a ser um sucesso'. Grande artista.

Mas, enfim, é o que é.  A malta pimba, carregada de tiques tuga, parece que sai à cena em grande força na silly season.

Portanto, para não ser contagiada, passo adiante.

Fico com um momento que me agradou: Pink e a filha. 

 P!NK and her daughter perform 'What about Us' at 2024 Democratic National Convention

P!NK, along with her daughter Willow, performed a  stripped-down version of her hit single "What About Us?" on Thursday on the final night of the Democratic National Convention in Chicago.


Bom fim de semana!

sexta-feira, agosto 23, 2024

Será o mundo em cuecas se, nas eleições, os americanos preferirem o narcisista da pilinha minúscula e cabeçuda
[Com vídeo no qual a castiça Stormy escolhe o cogumelozinho que melhor representa o pénis de Trump]

 

Ontem vi uma reportagem nos Estados Unidos em que o repórter entrevistava uns quantos que jogavam basquetebol na rua. Eram maioritariamente jovens e maioritariamente (ou todos?) negros. Todos a irem votar Trump. Porquê?, perguntava o repórter. Porque Trump não tem medo de falar, Trump não tem medo da opinião dos outros, responderam. Um dos inquiridos perguntou: 'É Trump contra quem?'. Nem sabia quem estava do outro lado. Quando lhe disseram, provavelmente sem saber quem era, concluiu que se calhar ia votar em Trump.

E é isto, meio mundo vota sem saber as razões por que vota. O que é que aqueles jovens negros sabem das intenções ou do carácter de Trump ou de Kamala Harris para optarem por Trump? Pouco ou nada.

Há cada vez mais pessoas que já não veem televisão. As redes sociais canibalizaram as televisões. E, na verdade, estão a canibalizar a democracia.

As pessoas ficam-se pelos memes, pelas tretas, cenas que, descontextualizadas e deturpadas, viralizam nas redes sociais.

Por isso, apesar de, de um lado, estar um narcisista, um aldrabão, um estafermo, um troglodita, e, do outro, estar uma pessoa decente, trabalhadora, democrata, bem intencionada e com uma visão moderna do mundo, a verdade é que não é óbvio que o primeiro venha a ter uma derrota humilhante e a segunda uma vitória retumbante.

O mundo é irracional. As pessoas são contraditórias e muitas são demasiado irracionais.

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Moments that brought the house down on day two of the DNC

Gente com piada, com pinta


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Em contrapartida:

Trump a falar do seu (impróprio) pénis


Stormy Daniels Details Sex with Donald Trump

Na primeira entrevista de Stormy para o seu novo livro Full Disclosure ela fala sobre o encontro com Donald Trump em Lake Tahoe, os pormenores da noite que passaram juntos no seu quarto de hotel, demonstra como o espancou com uma revista, testemunhando um telefonema que ele teve com Hillary Clinton revela o que encontrou na sua casa de banho, porque rezou pela morte durante o sexo com ele e escolhe qual o cogumelo que se parece mais com o pénis de Trump num tabuleiro que Jimmy lhe forneceu.

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quinta-feira, agosto 15, 2024

As surpresas desta vida.
Putin, Trump, Kamala Harris, Zelensky

 

Desde que criei o Um Jeito Manso até a Rússia cobarde e barbaramente invadir a Ucrânia, eu mudava periodicamente o aspecto do blog: alterava a imagem de abertura, mudava as cores. Várias vezes por ano, mudava tudo. 

Mas, quando a Ucrânia se viu atacada, invadida, destruída, resolvi vestir o blog com as cores da Ucrânia e colocar, na abertura, a imagem de uma criança, corajosamente confiante na reconquista da tranquilidade e da paz em solo ucraniano.

Claro que já mil vezes me apeteceu mudar. A novidade e a vontade de mudança está-me nos genes. Mas neste caso não mudo. Deixar de aqui ter as cores da Ucrânia seria aceitar que já não vale a pena continuar, seria assumir algum cansaço, uma certa desesperança. 

Não. Aqui continuarão até que a Ucrânia vença esta guerra, até que a Rússia retire as patas ensanguentadas do solo ucraniano. Mesmo abdicando do que, creio, era a imagem de marca do meu blog, manter-me-ei firme a mostrar o meu apoio à Ucrânia e a minha convicção de que a vitória será sua. Sua e do mundo civilizado.

Os segismundos, as estátuas salgadas e demais comunas ressabiados bem podem chamar-me lunática, bem podem vir para aqui destilar o seu fel contra a democracia e contra quem gosta da liberdade, e assegurar que a Rússia tem um poderio desmesurado e, que, quando quiser, pisará de vez a Ucrânia, que a mim tanto se me dá. A mim não me convencem. Sei que a (grande) coragem dos que resistem e a (pequena) coragem dos que os apoiam irão derrotar o ditador, o tirano, o psicopata Putin e os que o apoiam. Sei. Tenho a certeza.

Ao fim deste tempo todo, Putin ainda não conseguiu o que queria. Pelo contrário, têm sido desaires atrás desaires e agora é o que sabe: a humilhação de ter a Ucrânia a causar beliscaduras em solo russo.

Há muita gente que ainda não aprendeu que o primeiro milho é para os pardais e que o bem, por muito que custe e por muito que dure a atingir, acaba sempre por prevalecer.

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Numa outra geografia e numa outra escala mas havendo pontos de intersecção, Trump. O obtuso, populista, trambolho, troglodita Trump.

Quando se pensava que, com Biden a soçobrar, a patinar e a não querer desistir, Trump já lá estava... eis que, de repente, há uma reviravolta. O panorama seria terrível para todo o mundo se Trump voltasse a ser presidente dos Estados Unidos.  Trump está mais próximo de Putin, de Xi e de Kim do que mundo democrático e isso é um risco para o mundo.

Podem os Estados Unidos estar carregados de gente bronca -- bronca e burra e estúpida a ponto de apoiar Trump --, mas há muita gente inteligente, informada, culta, bem formada, amiga e defensora da democracia e da liberdade.

Por isso, tenho também para mim que Kamala vai ser a próxima presidente dos Estados Unidos. 

E um dia vamos acordar com o Putin apeado e com a Ucrânia livre do pesadelo terrível por que está a passar.

Tenho esperança de ainda viver tempos de paz no mundo, tempos felizes, tempos de desenvolvimento.

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A propósito:

Jon Stewart on Why Trump Wants Biden Back So Badly He's Reusing His Old Attacks
| The Daily Show

Donald Trump thought he was cruising to victory against Joe Biden, but now he's facing a hard fight against Kamala Harris. Jon Stewart looks at Trump's half-hearted attempts to adjust to the new challenge and wonders if he's hatching a devious plan to help Biden take back the nomination, January 6th style


Peace and love

segunda-feira, agosto 05, 2024

Nancy e a Arte do Poder

 

Nancy Pelosi on Harris, Trump, and "The Art of Power"

There is no denying the impact that Speaker Emerita Nancy Pelosi, the 19-term Democrat from California, has had on Congress and the country, as she details in her new book, "The Art of Power." Pelosi talks with "60 Minutes" correspondent Lesley Stahl about her role in President Joe Biden's decision to drop out of the presidential race; the near-fatal attack on her husband by an assailant at their San Francisco home (she was the intended target); the violence of the January 6 Insurrection at the Capitol; her advice for Vice President Kamala Harris as she runs against former President Donald Trump; and how she considers Trump's pick for running mate, Ohio Senator JD Vance.

sábado, julho 27, 2024

The man is back!!!!!!
Colbert em grande forma.
Trump dá-lhe uma pica que dá gosto ver.

 

Os troca-tintas do Governo Montenegro parecem-me pueris, coisa de saloios que se acham espertos. Não se percebe ao que andam, sempre a quererem passar por autores das medidas do Governo anterior, sempre a fazerem ameaças ou chantagens ao PS não se percebe bem a que propósito, outras vezes a fazerem anúncios de cenas que a gente vai ver e são coisas para daí a um ou dois anos. Ainda não percebi se é um bando de totós ou se ainda não caíram na real. Também ainda não percebi se aquela é uma turminha mesmo de repetentes, de calinas e de broncos ou se são os maus que são tão maus que infectam toda a turma.

Mas, porque isto é tudo um bocado mau de mais, não consigo prestar-lhes muita atenção. 

Por isso, a nível de televisão, preferi ver a abertura dos Jogos Olímpicos e, tirando isso, nada. Depois, estive a ver coisas relacionadas com as eleições nos Estados Unidos. E se eu não perdia o Colbert durante a administração Trump, agora voltei a não perder as suas intervenções. Fantásticas.

Ele delira com as alarveirices de Trump e tropa fandanga associada. Fica inspirado. Diverte-se e diverte-nos. 

E, para ele, Kamala vai ser a próxima presidente dos Estados Unidos. Eu também acredito nisso.

Harris: We Are Not Going Back | Why Did Trump Pick Vance? 
| Fox News Is Grasping At Plastic Straws

Vice President Kamala Harris is already landing effective blows against Trumpism on the campaign trail, Republicans are regretting Trump's choice of running mate, and the folks at Fox News are finding it hard to criticize Harris for her policies.

sexta-feira, julho 26, 2024

Gente nojenta


Quando nos indignamos com o populismo de André Ventura devemos ter presente que, quando não se presta, o caminho vai em crescendo e a escala da estupidez pode rebentar.

O que se passa nos Estados Unidos, com o anormal Trump e com o aberrante J.D. Vance a mostrarem onde se pode chegar, deveria ser visto e analisado com muita atenção em todo o mundo. Poderia ser um antídoto.

Claro que isso tem um risco: se aqueles duas alimárias estão onde estão é porque há muitos mais, do mesmo calibre, a apoiá-los. E gente estúpida até à milésima casa parece que só gosta de ouvir zurrar e grunhir. E quando alguém tenta demonstrar o perigo da conversa populista e violenta continuam a colocar-se acefalamente ao lado das bestas.

Se Trump, quando ficou com a orelha arranhada, a seguir se mostrou como o emissário de Deus na Terra, todo ele peace and love, mal o jogo se virou, com a saída de Biden da corrida, esqueceu-se do seu propósito e voltou a ser o cretino que sempre conhecemos.

E se ele é um parvalhão que exorbita e parece que só sabe incentivar ao medo e à maldade, que tenta despertar o que de pior os grunhos que o apoiam têm, o outro parvalhão escolhido para vice-presidente é outro que tal. Para esta dupla não há limites, não há decência, não há vergonha na cara.

Para além de pintarem Kamala Harris como uma perigosa radical de esquerda, a coisa baixou o nível a um ponto inimaginável: agora chamam-lhe gata sem filhos, mulher mal resolvida que toma conta de gatos em vez de tomar conta de filhos, alguém inapto para ocupar posições importantes. E deu-se ao desplante de enunciar outros democratas sem filhos, apontando-os com gente incapaz, quase como um lobby, o lobby de gente sem filhos que quer governar o país. Ouço isto e fico enojadíssima.

É certo que isto se passa lá longe. Mas como ignorar a relevância de quem ocupa a presidência dos Estados Unidos? Não é só a nível político que haverá um incomensurável perigo se Trump ganhar. É mesmo a nível da saúde mental de todo o mundo.

Felizmente, a mãe dos enteados de Kamala veio a público defendê-la. Mas, caraças, como é possível que haja seres humanos capazes de descerem tão baixo?

Só espero que o eleitorado decente se mobilize, derrote e humilhe esta cambada trumpista.

Kamala Harris’ husband’s ex-wife comes to her defense amid ‘childless’ attacks

The ex-wife of second gentleman Doug Emhoff defended Vice President Kamala Harris against sexist criticisms about her lack of biological children, calling them “baseless” and expressing her gratitude for the presumptive Democratic nominee.


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How Vance's bizarre family policies seem rooted in his childhood trauma

Alex Wagner looks at some of the bizarre details of JD Vance's views on families, the role of women, and the requirements of marriage, and talks with Jessica Winter, contributing editor at the New Yorker, and Sam Stein, managing editor at The Bulwark, about where he got these ideas and what they would mean for America if he and Donald Trump win in 2024.

Com sorte todos os jornalistas decentes se unir-se-ão para desmontarem as anormalidades desta gente perturbada e estúpida e que daí nasçam pequenos vídeos que inundem as redes sociais para que chegue a toda a gente a necessidade de derrubar estes desprezíveis homúnculos (ie, Trump, JD Vance e demais cambada)

terça-feira, julho 23, 2024

A relatividade dos pesadelos

 

Tinha a ideia antiga de visitar a Tailândia, adentrar-me por florestas, descobrir antigos monumentos quase devorados pela natureza, maravilhar-me com tudo o que encontrasse por lá. 

Combinei com um grupo de amigos. O meu marido não estava receptivo. Países com culturas muito diferentes da nossa e em que os tipos de exigências que, para nós são essenciais mas que para os locais pouca relevância têm, não lhe dão confiança. 

Contudo, os nossos amigos ajudaram-me a convencê-lo. Lá fomos.

Os amigos, habituados a viajar por destinos longínquos, marcaram tudo e, por isso, nem nos ocorreu pedir detalhes. Confiámos.

Contudo, quando lá chegámos, constatei que os quartos não tinham casa de banho privativa. Ora, para mim, isso é uma definitiva bandeira encarnada. Por isso, fiquei incomodada e com vontade de arrepiar caminho. Mas, claro, tarde demais.

À noite, aflita, não houve remédio: tive que me pôr na fila para as casas de banho junto à entrada do hotel. Uma fila enorme. As pessoas que, entretanto, saíam da casa de banho vinham com ar enojado, a dizerem que aquelas instalações não estavam em condições. Mas não aparecia ninguém a limpar. Eu não conseguia conceber ir usar uma casa de banho suja mas não estava a ver alternativa. Uma terrível sensação de nojo.

Mais tarde, fui até à praia. O meu marido não quis ir, disse que aquelas praias não prestavam para nada, e ficou a ler no quarto. Fui na mesma. Quando lá estava com alguns dos amigos, vimos pessoas a chegar à beira de água como se viessem a nadar de longe, vestidas. Perguntei aos que estavam comigo se seriam migrantes. Disseram-me que sim, que era normal, que não me afligisse, que apareceria alguém a ajudar. Fui a correr, parecia que aquelas pessoas precisavam de ajuda e não consegui ignorá-lo. E uma senhora, em particular, pareceu-me muito mal e tive a maior dificuldade em puxá-la, ajudá-la.

E foi isto que contei aos meus netos, ao almoço, enquanto estávamos, por mero acaso, a comer comida tailandesa. Um deles está quase a fazer anos e, antes, tínhamos ido com ele para escolher roupa a seu gosto. Depois, para o almoço, foi ele que sugeriu que trouxéssemos comida tailandesa para casa, para todos.

Ora, ao acordar, eu tinha contado ao meu marido o pesadelo que tinha tido, que me tinha feito acordar algumas vezes. Então, ao almoço, a propósito da coincidência de estarmos a comer comida tailandesa, ele disse-me: 'Conta-lhes o teu pesadelo desta noite.'

Contei. Quando acabei, todos a comermos noodles com carne ou com camarões, eu com tofu, etc, olharam para mim e perguntaram: 'Mais nada...? Foi só isso?'

'Foi. Não foi horrível?'. Eles olhavam-me com alguma condescendência: 'Não...' 

E cada um disse: 'Os meus pesadelos são muito piores...', ou  'Eu sonho que tenho um monstro debaixo da minha cama, pronto para me atacar'. Outro: 'Também, sonho que vou ser atacado...' O meu marido disse: 'Isso é dos jogos e das séries que veem'. Concordaram mas isso não tirava a intensidade do susto que apanhavam.

E eu que estava ainda incomodada com o meu horrível pesadelo pensei -- uma vez mais, pensei -- que é tudo relativo. 

Tive muita vontade de lhes dizer que deixassem a parte das casas de banho, que tanto me tinha incomodado, mas que pensassem como é horrível os migrantes que vão em procura de uma vida melhor, arriscando a própria vida, e como é horrível isso já ser tão normal que já ninguém presta atenção. Mas os miúdos, contentes a comerem os seus noodles com ingredientes e molhos à escolha e para quem os pesadelos piores são os dos monstros que temem que se escondam nos seus quartos, estariam receptivos a um tema destes? 

Por não me parecer ser o momento adequado, passei adiante. Mas fiquei na dúvida.

Aliás, tenho cada vez mais dúvidas. O mundo é um daqueles espaços topológicos sem forma, sem contornos, em que as leis que os regem são voláteis. Um espaço assim é apelativo em termos ficcionais mas um pesadelo em termos reais.

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Entretanto, agora estou a ver televisão enquanto escrevo. Kamala Harris está em campo (e que diferença faz a sua genica...) e, por todos os motivos, desejo, muito sinceramente, que seja a próxima presidente dos Estados Unidos. Acredito que será. Há muitos americanos que são broncos até à quinta casa. Mas há muitos mais que o não são.

segunda-feira, julho 22, 2024

Jago, magnífico

 

Se eu fosse muito rica, excentricamente rica, tentaria que algumas autarquias aceitassem instalar nas ruas esculturas que eu oferecesse. Penso que todas as autarquias deveriam proporcionar a todos os cidadãos o usufruto da arte, de preferência arte de rua (todas as formas de arte).

Tenho uma amiga escultora. Desde pequena que ela se destaca nas artes. Lembro-me das pinturas que ela fazia quando tinha doze, treze ou catorze ou quinze anos: figuras com movimento, vestuário com transparências. Enquanto todos os outros da mesma idade se esforçavam por fazer figuras minimamente credíveis, ela esforçava-se por fazer figuras com vida. Eu ficava espantada com o que saía das suas mãos. Seguiu artes, claro. 

O processo criativo de alguém que imagina transformar materiais e dar-lhes um sentido ou uma forma ou um movimento ou uma emoção é qualquer coisa de mágico. Claro que o mesmo se aplica a quem pinta, a quem escreve, a quem compõe. 

Gostando eu sobretudo de pintura ou escultura abstracta, fico, contudo, rendida perante quem consegue criar figuras que, podendo ser realistas, são mais que isso, são intemporais, existem para além de geografias ou eras.

A obra de Yago é assim: um assombro.

Rock star: Sculptor Jago on unveiling humankind in marble

Thirty-seven-year-old sculptor Jacopo Cardillo, better known in his native Italy as Jago, has earned a following with his contemporary approach to this classical art form, exposing on social media his process of shaping marble. When he embraced a group of teens who'd defaced one of his works, Jago won a new fan touched by his humanity: Whoopi Goldberg. Correspondent Seth Doane talked with the artist about his most ambitious project yet: creating what will be a 6-ton sculpture more than 16 feet tall.


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Quanto a Biden, pois. Não foi só o discurso que foi um acto falhado. Nem são as gaffes, os tropeços. É mais que isso. É que alguém com as responsabilidades e as exigências de cargo de Presidente dos Estados Unidos deve ter uma capacidade física e mental que dificilmente é compatível com ter 81 anos, acabando o mandato aos 86. Ser velho é respeitável, é uma coisa boa, mas a natureza é o que é. Não reconhecer isto é negar a mais elementar das evidências. É preciso saber reconhecer quando é chegada a hora de nos levantarmos da mesa. Biden não soube. E tenho pena por ele.

segunda-feira, novembro 09, 2020

Kamala Harris. Nome do meio: Hope

 

Vestida de branco, sorridente, Kamala Harris afirmou-se, perante os americanos e perante o mundo, como aquela que será leal ao seu presidente, servindo as causas pelas quais se bateram, como aquela que herdou o sacrifício e a luta de todas as mulheres que a precederam, aquela em quem a sua mãe teria orgulho. 

Kamala Harris, filha de Shyamala Gopalan e de Donald J. Harris, é uma mulher com presença. Inspira confiança. Uma pessoa que fala de frente, que sabe tocar os pontos chave da cultura do seu país, que revela empatia, que promete honrar a memória dos que acreditaram no sonho americano, dos e das que são a coluna dorsal do país. Ouvem-se as suas palavras, vê-se a sua atitude e acredita-se que é uma lutadora, uma guerreira, uma mulher inteira.

Com o mundo a deslizar para um destino incerto, travando batalhas dificílimas com vírus desconhecidos, com o planeta a dar mostras de saturação e a prenunciar alterações que, a prazo, podem fazer perigar a sustentabilidade de algumas espécies, talvez até a humana, todos os esforços devem ser unidos.

Trump dividiu, desuniu. Trump ignorou a ciência, ignorou o sentir e a dignidade dos outros, ignorou o pulsar do mundo, fez tudo mal. Mike Pence foi o seu sleeping partner, a perfeita nulidade, o morto-vivo que a tudo se sujeitou, tanto que até atraiu, sobre a sua cabeça, uma mosca onde e quando menos se esperaria. 

Biden e Kamala Harris são, em tudo, o seu oposto. É gente que se sabe ser gente de bem. É gente que parece ser gente honrada, informada, bem preparada. E, com isso, é gente que inspira o sentimento de esperança.

Por isso, não apenas nos Estados Unidos mas em todo o mundo, toda a gente esteve em suspenso até ao último momento, até se ter a certeza do resultado, e, ao saber-se que Trump tinha sido despachado, a explosão de alegria foi total.

Até os meus pimentinhas, ao acordarem, perguntavam se já se sabia se o Trump tinha perdido.

Portanto, penso que o mundo pode voltar a ter alguma esperança. Hope. Ao ouvir o discurso de Joe Biden e o de Kamala Harris o que me ocorre é que devemos dar-nos o direito de sentir esperança. 

Partilho parte do discurso de vitória de Kamala Harris e digam-me lá: esta mulher vestida de branco, sorriso nos olhos e nos lábios, esta mulher que sabe escolher as palavras não inspira esperança?


Boa sorte!

domingo, novembro 08, 2020

Biden, presidente dos Estados Unidos da América.
[Com Trump out, chega ao fim um dos mais vergonhosos e incompreensíveis períodos da História]

 

Esta é a madrugada que nós esperávamos*
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

É com um imenso alívio que vi confirmada a vitória de Biden. Digo aquilo que disse no outro dia: Trump doía-me como se fosse presidente do meu país. Ter que suportar um escroque daqueles como presidente dos Estados Unidos era uma humilhação que me custava a suportar. A liberdade e a democracia estavam a ser vilipendiadas. Claro que o que não faltam são estupores. Veja-se Bolsonaro e outros. Mas os Estados Unidos são uma bandeira da democracia para o mundo. Pode ser uma miragem, uma ilusão. Talvez. Nódoas não faltam naquela bandeira. Mas temos, todos, que querer o melhor e não encontrar justificações ou atenuantes para aceitarmos o pior.

Portanto, que bom que Biden tenha vencido estas tão renhidas e tumultuadas eleições. Que bom que Joe Biden seja o novo presidente dos Estados Unidos.

E se estou tão aliviada e contente nem é tanto por Biden -- embora também o seja. Acho-o um tipo decente e acredito que vai sair-se honrosamente. De resto, será bem apoiado e em sua volta congregar-se-ão todas as forças positivas da gente de bem. Kamala, sua vice, não tenho dúvida, será uma presença de modernidade e inclusão que trará força e luz ao seu mandato.

Biden terá pela sua frente uma tarefa hercúlea: conseguir fazer-se afirmar junta da imensa mole de broncos e grunhos que votaram em Trump. Isso e, não menos importante, conseguir vencer os coronavírus que, por lá, andam à solta como múltiplas varas de porcos assanhados. Isso e, também, a brutal crise que a covid está a cavar por lá (como em todo o mundo). Não vai ter a vida fácil, Biden.

Há gente que tenho por civilizada e que, estranhamente, ainda acredita que o problema de Trump é o que diz e a forma como o diz. Ingenuidade. O problema de Trump é ser Trump. Não há um narcisista à superfície da terra que valha um caracol. Nenhum. É tudo gente que pensa e age em função de si própria. Pode isso ser camuflado de mil disfarces, alguns nem deliberados, mas não há volta a dar. Os narcisistas desconhecem o que é a empatia, desconhecem o que é a abnegação, desconhecem o que é a visão intelectualmente honesta. Imagine-se agora um narcisista extremado e poderoso como Trump. É um perigo. Trump é uma pessoa que é tudo e o seu contrário conforme a conveniência de momento mas que tem como substracto o desprezo que, no fundo, sente pelos outros. Acha-se o maior, o melhor,  mais amado. Nem é bem desprezo, é, sobretudo, indiferença. Os outros interessam-lhe apenas na estrita medida em que lhe podem ser úteis. Se não lhes reconhece utilidade ou se percebe que são pessoas que não o veneram ou, simplesmente, que não gostam dele, sentem-se ameaçados, vitimizam-se, mostram-se injustiçados -- e partem para o ataque, para a injúria ou, quando a cobardia aperta, para a lamúria infantilizada. Gente assim é tóxica. Imagine-se um Presidente que é tóxico: é tóxico para os outros, só que, neste caso, os outros são a população do país. Mais: sendo o país os EUA, ele é, também, tóxico para o mundo. Um perigo.

O que Trump fez é inenarrável: rompeu acordos importantes, marimbou-se para as alterações climáticas, ignorou a ciência, mostrou desprezo pelos outros Estados, acicatou ódios, apoiou os mais ignorantes de entre os ignorantes, fomentou o obscurantismo ao mais alto e disseminado nível -- e essa sua herança vai ficar por lá.

Biden vai, pois, pisar terreno que, em larga medida não lhe vai ser favorável (isto para não dizer que é terreno minado). Ganhou, mas a percentagem de gente que votou em Trump é de susto. Contudo, optimista que sou, espero que esses broncos caiam na real e percebam que um país ter à frente um democrata, um homem decente, é meio caminho andado para os cidadãos se sentirem confiantes. Espero também que muita dessa gente seja tão bronca que, não tendo quem lhes dê corda, acabe também por se esquecer das posições trumpistas. Finalmente, apesar de não ser vingativa, por esta vez espero ainda que Trump acabe isolado e atolado no fel e na gosma que passou o mandato a espargir sobre quem não lhe prestava vassalagem.

Mas, enfim, agora é hora de olhar em frente. Trump já era. 

 by Chris Riddell

Biden é agora o Presidente dos Estados Unidos e isso é o que interessa festejar. 

E se há festa nas ruas...! E se há alegria**, desfile, salto, dança, riso, aplauso, alívio... e hope, hope, hope! 

Good luck, Biden, Mr. President!

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Para memória futura:

The path to Joe Biden’s victory: five days in five minutes

* No poema original de Sophia de Mello Breyner: que eu esperava

** E muita gente sem máscara... Tão felizes estão que até parece que se esquecem da covid. A ver no que tanta falta de cuidado vai dar.