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terça-feira, fevereiro 26, 2019

E, portanto, foi mesmo isso que aconteceu: a cerimónia dos Oscares 2019 foi a sagração da inegável química entre Lady Gaga e Bradley Cooper.
Do resto, temos pena: pouco ficará para a história.



Talvez um dia vocês acreditem nos meus dons divinatórios. Ontem não vos aconselhei a levarem-me a sério...? Pois. Tal como antevi, salvo um ou outro apontamento mais ou menos circunstancial, tudo o resto foi essencialmente mais do mesmo e o que ficará para a história foi a ternura, a atracção, a vontade de se olharem nos olhos, de sentirem a pele e a respiração um do outro: Lady Gaga e Bradley Cooper, quais pára-raios, atraíram sobre si próprios toda a electricidade e toda a magia do momento.

Dá gosto vê-los. Claro que pode ter sido chato para a Irina, na plateia, presenciar aquela cena de amor ali no palco. Mas fazer o quê?

E, de qualquer maneira, apesar do que se intui, pode ser que não pinte nem role ali nada já que a dita Irina aplaudiu entusiasticamente, abraçou a Gaga e rejubilou com o que viu.

E eu só estou com isto porque acho piada a estas coisas. O tempero, quando é em boa conta, dá graça à comida. Certo?


segunda-feira, fevereiro 25, 2019

Afinal ele canta e ela representa.
E agora ela vê la vie en rose.
[Isso e outras frioleiras e vestidos da noite dos Oscares]


A minha filha bem me avisou que eu tinha que ir ver o filme. Gostou e disse que eu também ia gostar. Ainda o hei-de ver. Para já, tenho-me ficado pelos excertos. 

Gosto de Bradley Cooper como actor. Não fazia ideia que cantava, e que cantava bem. E sabia do romance com Irina Shayk, uma mulher de beleza estonteante. Sabia da filha que têm em comum.

Da Lady Gaga sabia sobretudo das excentricidades. Quando a vi sem maquilhagem não a reconhecia. Não fazia ideia de que sabia representar.

Temos, pois, que Bradley Charles Cooper tem 44 anos, mede 1,85m, passou por sérios problemas de alcoolismo e depressão que conseguiu controlar. É muito talentoso como actor (e presumo que não só... já que lhe são conhecidos inúmeros  affaires, uns assumidos, outros apenas quase).

Stefani Joanne Angelina Germanotta, aka Lady Gaga, tem 32 anos e é, ao lado dele, uma minorca com os seus 1,55m. Também já teve uns namoros, diz que é bissexual e, para comprovar que o glamour das luzes do palco pode esconder muitas dores, contou que aos dezanove anos foi violada e que teve que ter ajuda psicológica para o superar.

O filme que Bradley Cooper realizou e interpretou, A Star is Born, parece ter sido uma explosão de talentos e de afectos. 

Lady Gaga, entretanto, rompeu com o namorado e as más línguas referem o clima, por vezes frio e apático, entre Bradley e Irina. Estou a vê-los a chegarem aos Oscares e ela vem de escuro, quase viúva. E vem a mãe dele. E ele está tranquilo e ouve atentamente a entrevistadora como se não estivesse debaixo de holofotes. É o dobro da mãe. É daqueles casos em que a gente duvida que um tamanhão daqueles tenha saído de dentro de uma coisa tão pequenina.

Como se não bastasse para alimentar as fofocas, Lady Gaga fez-se tatuar com um sugestivo pé de rosa, la vie en rose. Vem também de negro mas de ombros à vista, cabelo branco e umas belas jóias.

E eu, que ando sem paciência para falar da irremediável falta de jeito do Rui Rio, da maluqueira deslumbrada de Santana Lopes, da estapafúrdia mania das grandezas da Cristas, da festinha cheia de ternurinhas da Miss Cavaco Bloody Hand na cara laroca do Prof Marcelo, coisa que infecta a imagem do Presidente, dou por mim a olhar os vestidos das actrizes na passadeira vermelha, a Charlize Theron que apareceu com cabelo preto e um vestido azul claro lindo de morrer, a Glenn Close com um vestido que eu não usaria, completamente dourado, mas que lhe fica lindamente porque toda ela vale ouro, a Helen Mirren com um vestido espectacular e uma atitude vencedora nos seus orgulhosos 73 anos... e coisas assim.

Claro que sinto uma certa culpa, eu que não sou nada de culpas, por me estar a dar para isto. Mas, como sou boazinha para mim própria faço o paralelo com um super-ultra conhecido advogado da nossa praça, sócio fundador de um dos escritórios com uma das mais recheadas carteiras de clientes, que começava o dia a ler a TV 7 dias ou uma dessas revistas da treta. 

A mim não é todos os dias que me dá para isto, é mais quando vou à cabeleireira e me ponho a par das intriguetas de gente que pouco ou nada me diz. Mas hoje, caneco, talvez por já muito ter trabalhado no duro ou porque me está nos genes, sei lá eu, só me apetece alienar-me e ver vestidos e falar de amores.

E se estou a dar este destaque a este filme é mesmo porque não vi nenhum dos nomeados mas, vá lá saber-se porquê, gosto das imagens em que a química cola aqueles dois. Enquanto escrevo vejo o trio, sentado na plateia: Brad, Irina e Gaga. Imagino que não deve ser fácil para nenhum deles mas, na volta, é a minha imaginação que é fértil. Parece que ouço a Gaga, daqui por uns anos, a contar como lhe custou estar de sorriso de orelha a orelha tendo a mulher do seu amor de permeio. Um mundo de disfarces é o que é. É como mostrarem as nomeadas para melhor actriz e, quando anunciam uma delas, as outras desatarem a bater palmas, numa euforia, como se estivessem transbordantes de felicidade por não terem ganho a estatueta.

Mas, pronto, vou parar com isto que hoje daqui não sai nada senão isto. Por mim ficava toda a noite a ver a sessão de entrega dos Oscares 2019 mas não dá, daqui a nada tenho que estar a pé.

Eh pah!... Aquele extraordinário e vertiginoso documentário de que no outro dia aqui falei, o Free Solo do National Geographic, ganhou um Oscar. Boa!

(Vão por mim, as minhas escolhas são quentes. e, se não acreditarem, não faz mal; presunção e água benta cada um toma a que quer e eu vou doseando para que não me falte nada)




Nasceu uma estrela - Bradley Cooper & Lady Gaga



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Desejo-vos uma bela semana a começar já por esta segunda-feira.

E queiram continuar a descer para saberem quem é a verdadeira razão (para tudo)

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Are they in love or what?
[Lady Gaga - Shallow (Live) WITH BRADLEY COOPER - Full Video]


Eu cá não sou de intrigas mas que lá que parece que alguma coisa rola ali entre eles, lá isso parece. E se não rola, pinta. Ou, se não é 'pintar' que se diz, que seja qualquer outra palavra que queira dizer que entre aqueles dois parece que se soltam faíscas. Ou, se não são faíscas, são borboletas. E, se não são borboletas, são luzinhas azuis. Ou whatever.

O som do vídeo não é bom e a imagem também não é espectacular. Mas, não me perguntem porquê, gostei de ver. 

Eu, se fosse à Irina, ex-putativa menina Aveiro, acho que ficava um bocadinho apreensiva. Certo que tem um narizinho mais pequenino do que o de Stefani Joanne Angelina Germanotta, aka Lady Gaga. Mas a questão é que não sei se, nestas coisas, o tamanho de nariz importa.

Lady Gaga e Bradley Cooper - ao vivo e a cores


sábado, setembro 03, 2016

E porque hoje, dia 3 de Setembro, é o Dia das Barbas, vamos lá a isso:
Estão ou não na moda? Valorizam ou não quem as usa?
Eu demonstro a minha teoria com casos práticos


Depois de, no post abaixo, ter escrito sobre as desconformidades do Rangelito, do mau olhado permanentemente lançado pelo Láparo e das vacuidades da candidata a Rainha da Sucata, pus-me a circular pela televisão a ver se descortinava alguma coisa que se visse. 

E fui dar com a Cristina Ferreira e as suas danças e, claro!, com a Madame Teresa Guilherme com as suas meninas esbraseadas e os seus calmeirões tatuados. Não sei se aquilo é peixe fresco ou do gelo (e que me perdoem as analogias piscícolas mas, já sabem, é a minha orgulhosa alma de peixeira*...). Começaram novos programas iguais aos anteriores ou isto são repetições? A sério que não faço ideia. Até o Zezé Camarinha lá vi. Ou foi uma cena de déjà vu que me assolou ou é aquela coisa da roupa velha. Zapping. 


Depois apareceu-me o Baldaia, olheirento, e pensei que estava a falar de política. Pensei: 'deixa cá ver qual a cena dele agora'. Mas não, estava a falar de futebol. Em vários outros canais a mesma coisa: a falarem de transferências e de um, acho que nao jogador, que saíu do Porto, não sei nem me interessa saber porquê nem porque é que isso é importante. Mas se calhar é. Zapping.
Agora o que me pareceria boa ideia é que isto da época das transferências fosse extensível aos partidos. Por exemplo, acho que o Rangelito seria um sucesso entre as miúdas que parece que agoram pululam no CDS. Daqui lanço, pois, o repto: madame dona cristas não quer contratar o galinho rangélico? Ou, para o PSD, que tal o láparo contratar a meireles para ambos rodarem, de noite, filmes de terror para assustarem as criancinhas no dia seguinte.
Mas não quero perder mais tempo com isto. Não é coisa que me assista, como dizia o outro, o campeão da reboleta estrada abaixo.

Vou então falar do que aqui me traz -- um tema biblíco. Bem, não sei se bíblico será o termo. Talvez histórico. Havia aquela do outro que cortava as barbas ou aquilo de pôr as barbas de molho. Na volta ainda é tema lançado pelo vaganau do Homero, que parece que foi quem esteve na génese de tudo. Portanto, por prudência, vou antes dizer que o tema que aqui me traz é clássico. 

Pronto. Feito o enquadramento, vou a factos.

 

Ficam os homens melhor ou pior com barba?


Como este texto está a seguir um rumo rigoroso, acho que devo plasmar já aqui um disclaimer. Tive, em tempos idos, um intenso coup de foudre, de que ainda hoje não me curei, quando um desconhecido, barbudo como um guerrilheiro, pousou em mim um olhar descarado. Depois disso, já tentou várias vezes despir-se dela. Ainda no outro dia. Por precaução, deixa o bigode. Diz que é só para a cara apanhar sol no verão. Ora não acho bem. Portanto, a ousadia dura um dia. Por isso, escuso de dizer mas digo: sou a favor.

Ao meu filho nunca influenciei. Tambem não é rapaz de ir em influências da maezinha. Mas usa uma bela barba. O cabelo agora quase escuro, sempre curtíssimo, os olhos claros, esverdeados, e uma barba arruivada. Não desfazendo de vocês, Caros Leitores, ou dos vossos filhos, que são todos certamente bem jeitosos, mas o meu filho é um belo barbudo. Felizmente, nisso, a minha filha não sai ao irmão. Nem nisso da barba nem, fisicamente, em quase nada, que toda ela é mais parecida com o pai: uma morena de alma e coração.

Bem. Onde é que eu ia? Ah. Estava eu aqui e recebo uma mensagem da minha nora. Tinha uma fotografia do meu filho em grande plano com os meninos ao pé e dizia ela que ele era capaz de ser o rapaz mais giro da festa (e incluía aqui um smile), qual João Ferreira. Já algumas vezes aqui falei que o PCP tem homens bonitos e referi o João Ferreira como um belo exemplar. Estavam na Festa do Avante, claro. 


João Ferreira - não está mal, não senhor, mas tomara ele ter tanta pinta como o meu filhão


A seguir, começo a deambular pela leveza internética e não é que, na Madame Figaro, dou com um artigo sobre as barbas? Sério. Para começar, para quem não saiba, este sábado é o Dia das Barbas.

 

[Alguém sabia que também havia o Dia das Barbas? Eu não. Há dias para tudo, caramba].

O artigo diz tudo logo no título:


De facto, a barba transversalizou-se, virou tendência, não é coisa de velhos em tempos revolucionários, de guerrilheiros ou de malta do reviralho. É simplesmente uma coisa que valoriza os homens. Talvez, no fundo, a barba transmita uma ideia de virilidade. Acho que sim. Mas é mais que isso, tem a ver com a maneira de ser e, talvez que, uma vez mais, os homens com barba pareçam mais homens que os outros. Mas je ne sais pas. É talvez apenas uma quelque chose, aquilo do je ne sais quoi. É que não é a barba em si que confere o atestado de virilidade mas o all in. Mas pronto, não sei. É sabido que não sou uma pensadora militante, sou mais na base de atirar bolas para o ar.

Bem, adiante.

Uma ressalva: se forem apenas três pelos, coisa rala e triste, pois mais vale que não. Agora se a barba é franca, pois que se aceite que ela embeleze o rosto em que cresce. Contudo, não gosto de ver o pescoço descuidadamente peludo. Acho que abaixo da linha do rosto, o pescoço deve ser barbeado.

Por exemplo, este jovem aqui abaixo vai lindamente com a sua barba mas já o pescoço estraga tudo, dá-lhe um aspecto descuidado.


O artigo tece razões e ouve entendidos, uma historiadora, um youtuber e um barbeiro. Eu como não tenho competência para dissertar filosoficamente sobre pilosidades faciais, limito-me ao que sei: ver.

E o que vejo é bom de ver. A Madame Figaro escolheu uma mão cheia deles para mostrar como ficam a ganhar com o uso da barba. Eu mostro apenas uma pequena amostra e cada um que conclua por si.

George Clooney, sempre bem

George Clooney - mas com barba ainda melhor

Jon Hamm, um belo homem

Jon Hamm, muito melhor com barba

Robert de Niro, um clássico, sempre bem

Robert de Niro, verdadeiramente charmoso com barba


Bradley Cooper mas, sem barba, até parece estrábico
(coisa que não tem mal nenhum, até pode ter uma gracinha suplementar)

Bradley Cooper mil vezes melhor com barba


Portanto, declarando a amostra como significativa, decreto a conclusão: a barba valoriza os homens. E daqui lanço um desafio: que hoje, sábado, Dia das Barbas, todos os meus Leitores que ainda fazem a barba todos os dias, ousem tornar-se barbudos: mas barbudos civilizados, if you please.

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E queiram, se, claro, a tal vos aprouver, deslizar até ao post abaixo, texto esse que ofendeu a sensibilidade de Leitora que o considerou grosseiro tendo, no fim, condimentado o seu comentário com um desabafo quase filosófico: *uma peixeira é uma peixeira. Ide e vede, meus Caros. E se a vossa opinão for coincidente com a da Leitora, pensem bem: como é que se pode falar do Rangel, do Láparo ou da Cristas mantendo as pérolas elegantemente pousadas sobre o regaço?

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sábado, janeiro 25, 2014

A Golpada Americana (American Hustle no original), definitivamente a não perder. Jennifer Lawrence, Amy Adams, Christian Bale, Bradley Cooper, Jeremy Renner e Robert De Niro - num cinema perto de si.


Passa da 1 da manhã e só agora estou a ligar o computador porque só há pouco cheguei a casa. Não costumo andar a dar conta de todos os meus passos mas hoje vou contar. Passo por cima do belo jantar e vou direita ao cinema.


Uma sala enorme completamente cheia. E um filme daqueles que enche as medidas (pelo menos a pessoas de gostos simples como eu). Grandes interpretações, uma tramóia ágil, um ritmo focado na atenção do espectador, humor, charme, a simpatia pelos bons malandros, a grande malandragem, a inesperada golpada final, a sedução, o amor, os equívocos, tudo. Mas, sobretudo, as interpretações.

Leio no DN que 'American Hustle', realizado por David O. Russel, foi eleito pelo Círculo de Críticos de Cinema de Nova Iorque como o melhor filme deste ano.



O filme ganhou mais dois prémios: de melhor argumento, assinado por David O. Russel e Eric Singer, e de melhor atriz secundária, Jennifer Lawrence.

E leio na wikipedia que o filme recebeu elogios da crítica quase universal e, entre outros, foi nomeado para sete Globos de Ouro, vencendo 3 prémios. Além disso, foi indicado a 10 Oscares , incluindo "Melhor Filme", "Melhor Director" e as quatro categorias relacionadas a actuação: "Melhor Actor" (Bale), "Melhor Atriz (Adams), "Melhor Ator Secundário" (Cooper) e "Melhor Atriz Secundário" (Lawrence).


Let's look at the trailer




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domingo, janeiro 20, 2013

Guia para um final feliz


Um homem lindo, lindo. Um desempenho contido, um corpo que dá gosto ver.


Bradley Cooper, nomeado para Melhor Actor, Oscares 2013
O bipolar em lenta recuperação



Uma mulher muito bonita, invulgar, as emoções à flor da pele, uma fantástica energia.



Jennifer Lawrence, nomeada para melhor Actril, Oscares 2013
A viúva problemática que gosta do seu próprio lado de 'porcalhona, badalhoca'



Um homem extraordinário, extraordinário. Sempre, sempre extraordinário.


Robert de Niro, nomeado para Melhor Actor  Secundário, Oscares 2013
O pai de Pat (Bradley), cheio de pequenas manias, um típico americano



Uma mulher discreta, contida, um suporte naquela família.


Jacki Weaver, a mãe de Pat, Nomeada para Melhor Actriz Secundária, Oscares 2013


Estes e outros ingredientes, com vários outros argumentos à mistura, só podiam mesmo ser o Guia para um Final Feliz.

Não se espere, ao ir ver este filme, grandes teorias, métodos inovadores, grandes pensamentos. Não. Mas pode esperar-se um bocado muito bem passado.



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E a ver se ainda aqui volto hoje.