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segunda-feira, abril 15, 2013

Segundo o New York Times: “Remédio amargo” da Europa “está a matar o paciente”. Também numa entrevista ao 'El País', 'George Soros, que está na 30ª posição do ranking dos bilionários da revista "Forbes", diz que 'só é possível parar a espiral recessiva na União Europeia alterando as políticas. "A política actual leva a uma dinâmica que consiste em sofrer uma crise atrás da outra." - Será que não há ninguém que consiga explicar isto, tim tim por tim tim, ao Passos Coelho?, pergunto eu.


Transcrevo parte do artigo do Jornal de Negócios: 


Nos últimos anos a Europa tem defendido que a austeridade e reformas estruturais vão resolver os problemas económicos e financeiros de países como Portugal, Espanha e Itália. Contudo, “todas as provas mostram que este remédio amargo está a matar o paciente”, defende o “New York Times”.

“Há mais de quatro anos, os líderes europeus defendem um cocktail de austeridade orçamental e reformas estruturais para países problemáticos como Portugal, Espanha e Itália, prometendo que isso vai ser a solução para curar as suas doenças económicas e financeiras. Todas as provas mostram que este remédio amargo está a matar o paciente”, refere o artigo do conselho editorial do jornal americano.

“Desde o início, foi claro que a austeridade económica – corte de gastos do Estado e apoios públicos – e as reformas estruturais – flexibilização das leis laborais e privatizações de empresas, por exemplo – não podem ser realizados em simultâneo durante uma recessão profunda. E essa realidade dolorosa está visível sem fim à vista”, adiantam.

O artigo recupera as medidas implementadas em Portugal, que passaram pelo aumento de impostos, cortes nos salários e pensões e salienta que estas medidas resultaram num aumento da taxa de desemprego para níveis “próximos dos 18%”.

(...)

O artigo adianta ainda que esta postura tem beneficiado grupos como Movimento 5 estrelas, que rejeitam as soluções europeias para combater a crise e alerta para o risco de movimentos deste género começarem a ganhar mais força na Europa, considerando que isso pode “provocar o pânico” entre os europeus e a perdas de “milhares de milhões de dólares” por parte dos Estados-membro.

O artigo termina considerando que “vai ser difícil os líderes europeus admitirem que a sua abordagem está a falhar. Mas deviam perceber que ao permanecerem no actual caminho estão a minar a confiança pública no euro e no projecto europeu.”

E deixam um alerta: “Se deixarem que estas forças se fortaleçam, todos no Continente, não apenas os portugueses ou italianos, vão ficar piores”.


Transcrevo agora do Expresso:


O multimilionário e investidor George Soros, numa entrevista publicada hoje pelo jornal "El País", tece duras críticas ao papel da Alemanha na gestão das crises europeias e defende a necessidade de se recuperar o espírito de cooperação e solidariedade entre os países-membros da União.

"A Alemanha deve decidir se quer refazer a Europa da forma em que originalmente estava destinada a ser, que pressupõe aceitar as responsabilidades necessárias para avançar nessa direção, ou deve considerar sair do euro e deixar o resto dos países que acreditam nos eurobonds e podem combater a crise", diz George Soros ao "El País".  

Segundo o investidor, que está na 30ª posição do ranking dos bilionários da revista "Forbes", só é possível parar a espiral recessiva na União Europeia alterando as políticas.

"A política atual leva a uma dinâmica que consiste em sofrer uma crise atrás da outra, porque só quando o quadro se torna muito feio os países credores liderados  pela Alemanha estendem apoio aos devedores", acrescenta Soros, sublinhando que essa política não funciona porque peca por ser demasiado tardia.

Saída não significaria fim do euro 

Questionado sobre se a saída da Alemanha da zona euro significaria o fim da moeda única, George Soros diz claramente que não, apontando para o papel importante do Banco Central Europeu. Na visão do investidor, os  países devedores teriam necessariamente de seguir uma política comum para manter o euro, caso contrário pagariam um "preço terrível."

George Soros diz também acreditar que se a Alemanha saísse do euro, os países devedores de transformariam em economias competitivas e as suas dívidas diminuiriam fortemente face à desvalorização da moeda única. O principal prejudicado seria o próprio país, defende.

"O preço do ajuste recairia sobre a Alemanha, que teria que lidar com dificuldades, porque de repente os seus mercados seriam inundados por importações do resto da Europa", explica Soros. 

Alemanha deve aceitar eurobonds 

O investidor húngaro-americano volta ainda a defender a necessidade de converter a dívida existente em eurobonds para se sair da crise, frisando que cabe à Alemanha mudar de direção e aceitar os eurobonds o mais breve possível, a fim de evitar que a situação se deteriore ainda mais. 

Neste sentido, George Soros defende a necessidade de se recuperar o espírito de "cooperação" na União Europeia, entre países credores e devedores, salvaguardando o futuro.

"A crise do euro transformou a União Europeia numa associação voluntária entre Estados iguais numa relação entre credor e devedor. E em situação de crise, os credores ditam o fim da relação, que leva a que os devedores fiquem sempre numa pior situação. E isso condena a União Europeia a um futuro muito sombrio", remata.

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Nunca antes fui defensora da queda de um Governo. Não sou esquerdista, radical, não vou em conversas. Penso por mim (e, por isso, nunca me filiei em nenhum partido).

Mas, no caso deste Governo, conduzido por um sujeito obstinado e impreparado (e nem sei se me estou a referir ao Passos Coelho ou ao Gaspar), não consigo ficar indiferente. Por isso, desta vez acho que este Governo tem que cair rapidamente antes que esfarele irremediavelmente o nosso querido País.

O que estão a fazer ao País é um disparate sem ponta por onde se pegue. Tudo o que fazem conduz a um precipício fatal. 

Por todo o lado se levantam vozes a alertar para o absurdo e para a maldade que está a ser levada a cabo em países como Portugal -  e os dois artigos acima, oriundos na imprensa internacional são prova disso.

Que a Alemanha e a Holanda e outros países fortes do centro/norte da Europa estão a impor condições que levam à sua hegemonia e ao esmagamento de países com economias débeis não tenho qualquer dúvida. Mas que a responsabilidade maior é dos cobardes, ignorantes, incompetentes, vendidos, que estão à frente dos países que se estão a deixar esmagar, disso também não tenho dúvidas.

E, por isso, correndo o risco de me tornar uma chata de primeira, estando sempre a bater nesta mesma tecla, sinto que não devo ficar passivamente a assistir ao que se está a passar, sinto que devo defender os interesses do meu País - pelo que não me canso de alertar para os erros crassos e em catadupa que estão a ser cometidos por este (des)Governo.

Penso também, como já muitas vezes o referi, que muita da passividade dos portugueses - que aceitam que se aplique uma receita errada (declaradamente errada, conforme assumido pelos seus autores) que os empobrece, enfraquece, e lhes retira a capacidade de uma vida tranquila e de um futuro digno - resulta da matriz de culpabilidade em que parte da educação religiosa assenta.

Meteram-lhes na cabeça que viveram como uns ricos quando deviam agir como uns remediados e que, por isso, agora têm que expiar tão grave pecado.

Tudo errado: não foram as pessoas, elas próprias, que 'pecaram'. O que se passou foi que houve políticas europeias (aceites por políticos de meia tigela, com Cavaco à cabeça) que propiciaram o abandono da actividade produtiva a troco de fundos para actividades não produtivas. A seguir houve uma política de integração monetária (que também não foi da responsabilidade das pessoas, elas próprias) que baixou as taxas de juro e incentivou o consumo, ou seja, que gerou negócio para a actividade bancária.

Não foram as pessoas que pecaram, pelo que não têm que ver as suas vidas estragadas como punição por pecados anteriores. O que houve foi um conjunto de políticas erradas e que importa corrigir. E a correcção não passa - mas não passa mesmo - por empobrecer e enfraquecer as pessoas. A correcção passa por fazer política a sério.

E o drama está aí: na porcaria de políticos que temos. E na vida que vamos aceitando, em que comemos tudo o que nos dão a comer, e na mediatização que leva papagaios e estúpidos para as televisões, que tudo infectam, que opinam e desopinam, fazem e desfazem, e que, com isso, afastam as pessoas de valor da Política, pois não estão para se sujeitar ao populismo barato que ocupa todas as televisões.

Temos que ser exigentes, criteriosos e perceber que temos o direito de mandar nas nossas vidas. Temos o direito a não ser governados por gente incompetente.


*

Fico-me agora por aqui e vou até ao meu Ginjal e ver se espaireço. Talvez ainda cá volte depois.


domingo, fevereiro 12, 2012

Atenas em chamas - ou como todos nós deveríamos estar solidários com a atormentada população grega


O Parlamento grego aprovou mais um plano de resgate para a Grécia. O acordo consiste em emprestar mais dinheiro sendo que apenas aquele que se destina às necessidades mais básicas é que é posto à disposição do governo grego. O resto fica numa conta que se destina a salvar o dinheiro dos credores.

A Grécia, perde pois a sua autonomia mais essencial: a de poder administrar os recursos mais primários.

Em contrapartida, novo e ainda mais doloroso plano de austeridade é imposto à população.

Pelo meio o Governo perdeu vários ministros. Tinha sido dito de forma clara que, quem não estivesse disposto a aplicar o veneno, deveria saltar fora. Saltaram, salvo erro, seis: disseram que a Grécia estava a ser sujeita à mais inadmissível humilhação.

Não questiono os exageros que aconteceram antes, porque aconteceram com a conivência de todos, especialmente daqueles que, por isso acontecer, venderam para lá que se fartaram e, para que eles tivesse dinheiro, emprestaram sem olhar a garantias (os alemães à cabeça). Aconteceu e todos são tão culpados quanto eles. Além disso, é sabido que geneticamente é um povo temperamental, dado a efusividades, explosões emocionais, prazeres. Mas por serem assim é que são tão criativos, tão afáveis. E devem ser respeitados. Têm direito à sua dignidade e é um crime atentar contra isso.

Com juros agiotas a devorarem toda a já escassa riqueza, a fustigarem até à exaustão a débil economia grega, não é possível a Grécia reconquistar a sua soberania.

E não é com mais medidas de austeridade que as coisas se vão resolver pois tem sido esta receita que tem estado a matar a Grécia.

Hoje ficámos a saber que Georges Soros criticou severamente na imprensa alemã a conduta de Merkel,  defendendo aquilo que vem clamando há algum tempo: que a Alemanha está a conduzir a Grécia para maus caminhos. Explicou que aquilo de que a Europa precisa é de injecções de capital para reanimar a economia e não de austeridade porque isso pára a economia.

Mas duvido que a obstinada Merkel perceba. Nestas alturas dava jeito ter gente com uma cabeça arejada, com cultura, com conhecimentos, à frente das instituições. Mas parece também que em toda a Europa esse tipo de gente desapareceu e que apenas existe uma luterana ortodoxa que nem contabilista é. Sorte macaca esta.

Face a tudo o que se está a passar, Passos Coelho e companhia, sem perceberem a relação causa-efeito do que pode ser presenciado, continuam cegamente a advogar a mesma política para Portugal e afirmam aos sete ventos que querem fazê-lo de forma exemplar. A coisa mais desesperante que há é ver uma pessoa a querer fazer correctamente, com muita determinação, uma coisa horrível, uma coisa que, de todo, não devia ser feita (por exemplo, uma pessoa a cometer um crime de uma forma muito eficiente e determinada).

Tomara que Sarkozy caia em breve, tomara que Merkel caia a seguir. Acho que, neste momento, é a única esperança que podemos ter.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

A Loja Maçónica Assembleia da República; o caso dos seios PIP; Mrs Burge, a Barbie Humana; Elin ex-Woods, que também precisava de se internar; e, finalmente, a opinião de George Soros sobre a alarmante situação na Europa.


Hoje estou com vontade de vos trazer as reflexões de gente que sabe, Soros, Solana, Stiglitz, mas antes tenho que puxar aqui à boca de cena dois ou três pequenos apontamentos.

1. Então é mesmo verdade que aquele edifício ali ao pé de S. Bento é uma Loja Maçónica?! Uma das bigs?! Resmas de maçons, resmas!

Ali todos sentadinhos a fazerem de conta que mal se conhecem ou que se dão mal uns com os outros e afinal são quase todos 'irmãos'...! Seus malandrecos...!

Assembleia da República - deve estar carregadinha de triângulos, compassos, ...

Pareceu-me ouvir há pouco na Quadratura do Círculo que se diz que cerca de 80% dos deputados são maçons...! Bolas, bolas, bolas! Tantos?!

Mas fiquei também a saber que uns pertencem a lojas decentes, de gente bem intencionada, defensores da moral e dos bons costumes e que há outras, formadas por dissidentes, em que pululam os esquemas, as negociatas, a distribuição de lugares, jogos de influência, autênticos 'gangs' - dizem os maçons verdadeiramente fraternos tal como, por exemplo, Vasco Lourenço.

Ao que parece, agora que a Loja Mozart caíu nas bocas do mundo, os maçons daquela mal afamada loja estão todos a querer sair de lá a correr, ninguém se quer comprometer em tão más companhias. Ao que dizem, só ficará lá o rebotalho, espiões, ongoings e pouco mais. Mas isto sou eu a papaguear, que eu não sou nem mata-hari, nem amiga de nenhum ex-sied.

Ridículo, tudo tão ridículo isto.

Mas sejam lojas decentes ou lojas indecentes, pergunta a minha ignorância (e já várias vezes aqui o perguntei) - se nada do que lá fazem é ilegal, ilegítimo ou caso de polícia, de que coisas é que eles afinal lá tratam que aquilo tenha que ser uma sociedade secreta? Que sentido faz uma coisa destas, cheia de rituais e outras coisas bizarras, nos tempos de hoje? Alguém me explica?


2. Passo ao outro tema que ocupa a comunicação social - e aqui tenho que me conter para me portar bem porque a coisa não é para rir.


[Como pratico uma actuação responsável e longe de mim correr o risco de magoar algum dos meus queridos leitores, antes de a colocar aqui reduzi a dimensão da fotografia da Susana da Casa dos Segredos (Susana esta que também colocou implantes nos glúteos e aumentou o volume dos lábios) não fosse algum dos seios saltar do computador e algum de vocês ainda levar com ele na cara. Credo!]

Apelo de novo à mesma unidade de medida - resmas - para dizer que resmas de mulheres, resmas, colocam implantes mamários. Umas porque existem razões médicas que o justifiquem, outras porque não gostam de ter seios pequenos, outras, parece que a maioria, em Portugal, porque querem ter seios iguais aos da Soraia Chaves e outras porque querem ter seios XXXXXL. Nada a dizer.

O que há a dizer é que os fabriquem com gel indistrial (marca PIP), implantes que para além de, por vezes, vedarem mal (e tenho que aqui trazer outra vez a Judite de Sousa que, quando o médico dizia que alguns implantes babavam, especialmente de noite, concluiu que as mulheres acordavam com os seios molhados, esquecendo-se que os implantes estão enfiados debaixo da pele, não se 'babam' para a barriga), podem provocar cancro. Ou seja, as mulheres podem ter que ser submetidas a nova cirurgia. Coitadas. Que susto devem estar a passar. Espera-se que os fabricantes (franceses) sejam penalizados.


3. Mas doida varrida mesmo é a inglesa Sarah Burge, conhecida por ‘barbie humana’ (porque já fez tantas cirurgias plásticas que parece uma boneca) - e que, em conjunto com o marido, dirige um clube de swing, coisa que, em boa verdade, nem vem aqui ao caso - que ofereceu, este natal, à filha de sete anos um vale de 7.000 libras para fazer uma lipoaspiração quando for mais velha.

Sarah e Poppy Burge
(Não mostro aqui uma fotografia de grande plano e decotada de Sarah
porque, por muito que reduzisse, não caberia aqui,
de tal forma avantajados são também os poitrines)

No aniversário da criança já lhe tinha oferecido um voucher de 6.000 libras para colocar implantes mamários depois dos 16 anos.

Custa a crer em tamanho disparate. Coisa de doidos.

 
4. Outra maluca é Elin Nodergren que, não gostando da casita novinha e maravilhosa, a mandou demolir para a fazer de novo. Contextualizando: a casita tinha mais de 2.700 metros quadrados, tinha custado 12 milhões de dólares, era nova e dizem que espectacular. Mas Elin não estava afim, não curtia.
 
Elin Nordergren - e agora que estou a olhar
parece-me ver um par de PIP's

Quem é Elin?, perguntam vocês. Pois bem, Elin é a ex de Tiger Woods o qual, para se divorciar dela, teve que desembolsar cerca de 100 milhões de dólares. Entretanto, a temperamental Elin já contratou nova equipa de arquitectos para um projecto brand new e dizem que também já arranjou novo namorado, filho de um multimilionário. Não brinca em serviço.
 
Está certo que o Tiger era mesmo uma tigreza no masculino mas deixem estar que, em termos de maluquice, ela não lhe deve ficar nada atrás.
 
 
Bom.
 
Como até já parece mal andar sempre a prometer e nada, e porque a situação financeira na Grécia é dramática e, se não se resolver, a Europa é sugada para um buraco negro situado lá no mais recôndito do menos infinito, aqui vos deixo finalmente um bocadinho da opinião de George Soros, publicada em 30 de Dezembro, que pode ser na íntegra aqui sob o título 'O ano da indecisão na Europa'. Peço-vos para lerem porque o texto está claro, fundamentado e realista. Se conhecerem alguém na Grande Loja Maçónica da Assembleia da República ou, em especial, se conhecerem alguém do Governo, também era boa ideia dar-lhes a ler. Pode ser que percebam onde nos estão a tentar meter.
 


Como é sabido, George Soros é “chairman” do Soros Fund Management e do Open Society Institute e estou a resumir de forma mais do que minimalista o seu curriculum.


"A alarmante situação económica na qual a maior parte do mundo rico mergulhou em 2011 não foi meramente resultado de forças económicas impessoais, tendo sido grandemente criada pelas políticas levadas a cabo, ou não levadas a cabo, por parte dos líderes mundiais. Com efeito, a extraordinária unanimidade que prevaleceu na primeira fase da crise financeira que teve início em 2008 e que culminou com o pacote de resgate no valor de um bilião de dólares acordado conjuntamente na reunião do G-20 em Londres, em Abril de 2009, há muito que se dissipou. Agora, as lutas burocráticas internas e os conceitos erróneos são galopantes.

As medidas introduzidas pelo BCE deram um forte contributo para aliviar os problemas de liquidez da banca, mas nada foi feito para reduzir os enormes prémios de risco sobre as obrigações soberanas. Uma vez que os prémios estão intimamente ligados às deficiências de capital dos bancos, não basta haver uma meia solução. Se a dívida soberana da restante Zona Euro não for sucessivamente controlada, um incumprimento da Grécia poderá levar ao desmoronamento do sistema financeiro mundial.

Mesmo excluindo um tal cenário de pesadelo em 2012, a cimeira lançou as sementes para futuros conflitos – em torno do aparecimento de uma Europa a duas velocidades e da falsa doutrina económica que orienta o pacto orçamental proposto para a Zona Euro. Essa doutrina, ao impor austeridade num período de aumento do desemprego, ameaça mergulhar a Zona Euro numa viciosa espiral de dívida deflacionista da qual será difícil de escapar."



A ver se amanhã arranjo maneira de também partilhar convosco a opinião de Solano, Stieglitz e outros pois vão todas no mesmo sentido e é tudo gente isenta, inteligente e descomprometida. Hoje não que o texto já vai longo e eu estou perdida de sono, está bem?
 
E é isto. Thanks God, it's friday!
 
 
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!? Que é lá isto, ó gente ?!

Bem, isto é o que me parece uma escrita em que às palavras faltam letras.

Por isso, enquanto não me sentir pré-histórica, vou continuar a escrever marimbando-me no Acordo Ortográfico. Não me levem a mal.