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domingo, março 29, 2026

Diz-me o que tens dentro da tua mala e dir-te-ei quem és
[NB: Mala em versão popular, carteira em versão beta ou tia]

 

Há pequenas coisas, insignificantes. E, no entanto, ficam. Por exemplo, lembro-me de estar no meu gabinete, ocupada, provavelmente a atender um telefonema, e estando lá dois colegas, amigos, ao precisar de alguma coisa, pedir a um deles que me desse uma coisa que estava dentro da minha carteira (carteira, no sentido de malinha de mão). Para meu espanto, recusou-se. Eu intrigada. Porque não? 'Tenho sempre medo do que se pode encontrar dentro de uma mala de uma senhora.'. O outro disse o mesmo. Fiquei com imensa vontade de rir mas compreendi.

O meu marido, se precisa de alguma coisa que esteja dentro da minha pequena malita (e vou dizer assim para não se confundir com a carteira de moedas ou documentos), também se recusa a procurar. Por mais que eu insista, recusa-se. Não sei se também tem medo.

Durante muito tempo, provavelmente durante a maior parte da minha vida profissional, usava carteiras grandes. Isto é, malas grandes. Ou de mão ou de usar ao ombro. Na altura não havia Parfois ou afins. Ou, se havia, eu não as frequentava. Usava malas de pele. Tinha a preocupação que fossem de boa qualidade, que tivessem compartimentos, que fossem grandes. Cabia lá tudo.

Contudo, frequentemente interrogava-me se não seria era peso a mais. A minha mãe pegava nelas e ficava espantada, dizia que era um disparate, que forçosamente me faria mal às costas. Mas não me parecia possível reduzir a sua capacidade com tanto que lá tinha que colocar dentro.

Uma vez, tinha ido à loja das lãs comprar material para os meus tapetes de Arraiolos. A lã era vendida a peso. A senhora, para acomodar as meadas, pegou na minha mala, que eu tinha colocado no balcão, ao lado da balança, e, no acto, soltou uma exclamação. 'Ai, credo! Que é que tem aqui...?!'. E, divertida, pediu: 'Posso pesar? Já agora, só para ver...'. Já não me lembro, não sei se seriam uns quatro quilos, tenho ideia disso mas não garanto que não fosse até mais. A senhora riu-se: 'Ah pois, logo vi... E consegue andar todos os dias a carregar esse peso...?'. Sim, conseguia, não me fazia diferença.

Mas, daquela vez, fiquei mesmo a pensar naquilo. 

E acabei por me declarar vencida.

A partir do momento em que me rendi à necessidade de ser mais criteriosa e a ter que fazer, de vez em quando uma limpeza, repesquei uma que tinha, de pele, redondinha, pequenina, em tom pérola, com uma rosinha também em pele. Na altura, tinha-a comprado para a levar a um evento qualquer, uma pequena bolsinha. 

Pelo meio já usei várias outras, coloridas, brincalhonas, vistosas. Mas regresso sempre a esta. Parece-me o modelo, a dimensão e a cor ideal.

Ainda a uso. Mas tenho que me despedir dela, está a ficar velhinha, já está a ficar quase acinzentada, o fecho, de vez em quando, já se abre, o fechinho já não está grande coisa. Mas gosto imenso dela. Contudo, continua a andar bem pesada. O que contém é para lá do que se pode imaginar. No outro dia, esvaziei-a para reduzir o peso e fiquei, como sempre fico, espantada com o que lá encontrei. Por exemplo, uma molinha dourada do cabelo que julgava que tinha perdido. Por exemplo, um batom de que gostava imenso e que também tinha dado por perdido. E ganchinhos e elásticos para o cabelo. E uma amostrinha de perfume para um just in case. E um balm para os lábios. E um pequeno creme para as mãos. E uma pequena lanterna de manivela. Tudo escondido,  lá para o fundo, debaixo de outras pequenas carteiritas, umas para documentos, outras para moedas. E lápis e canetas e chaves, algumas nem sei bem de onde. Uma miríade de coisas. E estou a falar de uma malinha que terá de diâmetro pouco mais que um palmo aberto. Não me perguntem como lá cabe tudo. Mas cabe. Um fenómeno. 

Não sei como há quem tenha poucas coisas, tudo organizado. Metem a mão e encontram à primeira. Admiro pessoas assim. Invejo-as. São tudo o que eu gostava de ser. Eu nem pouco mais ou menos. Se quero uma coisa, enfio a mão, dou uma volta às cegas e, se não encontro, desisto. Ou estou em casa e posso esvaziar tudo em cima da cama ou do sofá para uma inventariação a preceito ou dou por causa perdida. E o dramático é que nunca consegui arranjar uma solução para este problema. Não sei o que é que isto diz sobe mim ou sobre as pessoas que são o meu oposto mas, de certeza, diz qualquer coisa. E temo que não seja bom para mim.

Se calhar, é por isso que acho tanta graça a ver os vídeos em que pessoas conhecidas revelam o que têm dentro das suas malas. Sinto-me menos caótica. Ou melhor, penso que não sou a única a não conseguir evitar o caos numa situação aparentemente tão fácil de ultrapassar. Quando vejo o meu marido com uma única carteira (neste caso refiro-me a carteira mesmo carteira, para documentos e notas), e, ainda por cima, super arrumada, que fecha sem problemas, e a não sentir falta de mais nada, interrogo-me como é possível. Mas, pelos vistos, é.

Dentro da mala Hermès Birkin de Dua Lipa | Dentro da Bolsa | Vogue

A cantora e atriz Dua Lipa abre, em exclusivo, a sua Birkin alegremente decorada para a Vogue. Entre molho picante, o seu diário, um patinho pequenino, uma câmara digital, furikake e muito mais, cada item conta uma história. A vencedora do Grammy ainda fala sobre “Two-Dollar Steve”, explica por que ama fones com fio e partilha as aventuras da sua divertida viagem honky-tonk a Austin, Texas.


Desejo-vos um feliz dia de domingo

sexta-feira, novembro 27, 2015

Por favor, minhas amigas, tratemos bem o Pai Natal


No post abaixo já falei de gente com pancada, chatos encartados, papagaios intragáveis, homens pequeninos com má figadeira e má pontaria, etc. Por acaso, a meio da conversa, apareceram-se-me o João Miguel Tavares e o fantasma do palácio cor-de-rosa mas acho que foi mesmo só por acaso.

Mas isso é a seguir. Aqui, agora, é tempo de falar de Natal. Temos razão para andar felizes e contentes: o céu está azul e os bons augúrios andam no ar, 


Tenho ideia de que aqui há um ou dois anos houve para aí uma polémica qualquer com uma blogger que dizia qualquer coisa como ter como principal sonho ter uma carteira de marca que custava para cima de uma fortuna. Toda a gente se insurgiu, as redes sociais ficaram ao rubro, as televisões cavalgaram a onda e a dita blogger talvez tenha ficado toda orgulhosa com a publicidade. Mas, como sou uma maria desmiolada, não retive o nome da blogger, nem do blog nem da marca da valise (pelo que, na volta, mais valia estar calada).

Eu também gosto de carteiras mas sou uma preguiçosa do caraças. Como as que uso se comportam como um misto de caixote do lixo e de arca do tesouro, evito ao máximo fazer trocas.

Se me visto em tons azuis, olho com melancolia para o lugar onde as tenho penduradas e penso que aquela ali, azulinha e linda, iria mesmo a condizer. Se me visto em noir, quiçá com uma blusinha blanc, fico triste por não levar o saco encarnado que ficaria ali mesmo a matar. Ou, se há um apontamento em yellow na toilette, a pena que me dá de não levar o meu lindo saco amarelo ensolarado que tem, em relevo, na pele, uns girassóis Van Gogh (comprei-o, num museu em Amesterdão).

Uma pena mesmo o matagal que cresce dentro das minhas malinhas.

Já lá vai o tempo em que a minha mãe fazia questão em oferecer-me malas de pele, forradas, com bolsos e bolsinhos, coisa que, em dinheiro de hoje, seria para cima de muitas centenas de euros. Insistia ela que carteiras e sapatos tinham que ser de boa qualidade. 

Depois emancipei-me. Achava aquilo um despropósito, não gosto de coisas tão caras. Se permitirem que eu me arme em cosmopolita, dir-vos-ei que comecei, então, por comprá-las em Paris ou Madrid onde as havia bonitas, coloridas e baratas. Calhou depois aparecer, por cá, a Parfois e a Misako e foi o delírio. Uma oferta fantástica. 

Por isso, tenho uma de cada cor e feitio. O pior é conseguir fazer o transbordo da mercadoria de uma para outra em tempo útil. Lá dentro coexistem, na maior anarquia, bolsinhas com maquilhagens, o porta-moedas, o porta-documentos, envelopes com não sei o quê, o pente, as chaves de casa, a chave do carro, o telemóvel, travessão para o cabelo, ganchinhos para um just in case, um mini-skate de brincar de um dos miúdos, um pacote de lenços, uma embalagem de tridente white, e sei lá: mais mil coisas.

Mas gosto muito. Isso e sapatos. Também gosto de os usar de cor e conjugá-los com a roupa. Sapatos de camurça encarnada, isso então nem se fala. Desde pequena que tenho pancada por eles. Ao longo da minha vida nem sei quantos sapatos já tive de camurça encarnada, ou encarnado vibrante ou encarnado velho. Tenho uma fotografia com uns quatro anos, no estúdio de fotografia, eu toda aperaltada e com uns sapatos encarnados. Não me lembro nada do vestido apesar de ver que a saia era pregueada e que tinha uma gola de rendinha. Mas, dos sapatos, lembro-me perfeitamente: o orgulho que tinha neles... A minha mãe conta que, sempre que me ia comprar sapatos, eu os queria encarnados. Tá Redshoes, that's my name.

Bem, vem isto a propósito de um filminho engraçado alusivo ao Natal que já aí está a rebentar, tudo enfeitado, as lojas a apelar ao consumo, promoções e black fridays a bombar (e eu, como sempre, a fazer de conta que não dou por nada e, tanta a aversão a estas compras à maluca, que deixo tudo para a última).


A Holiday film by Coach - Are you naughty or nice? 


NB: Estive todo o santo post a vacilar entre o uso da palavra carteira (como é bem dizer-se) ou mala (como a gente do povo costuma dizer). As que uso, a bem da verdade, são mais do tipo mala, transbordantes de tralha, e se usei várias vezes a palavra carteira não foi para me armar em fina mas para poder, agora no final, apresentar este importantíssimo statement (que, já agora, remete para uma coisa que em tempos escrevi). Hoje, talvez por se aproximar o fim de semana, estou numa de frioleirazecas. Sorry.

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E, não é que sejam belos presentes (... e é que nem o embrulho se aproveita), mas, caso queiram dar de caras com um fantasma ressabiado ou com um João Miguel Tavares, desçam por favor, até ao post que se segue.

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segunda-feira, outubro 06, 2014

Então mas não há para aí nenhuma clutch para o Passos Coelho levar quando subir à Assembleia para se explicar sobre os dinheiros recebidos quando andava a fazer contactos úteis à Tecnoforma, prestando serviços para uma ONG, isto enquanto era deputado em regime de exclusividade...? Então não há...? Claro que há. Assim de repente já lhe arranjei aqui duas. Ora escolha lá, ó senhor Pedro.


Com um fim de semana como o que tive, apenas entre sonos consegui espreitar o Expresso e, claro, televisão muito menos; assim de repente, que me lembre, apenas o Eixo do Mal no sábado à noite. Até o Sócrates e o Marcelo me escaparam, adormeci pelo meio. O meu marido está na mesma, aguentou-se acordado enquanto os ouvia mas, depois de termos jantado, capitulou. Deitou-se no sofá e está aqui a dormir a sono solto.

Mas consegui ler umas coisas giras, podres de giras, sobre a Tecnoforma, sobre as offshores onde caía o dinheiro dos petróleos de Cabinda e de onde saía dinheiro para o saco azul de onde saíam pagamentos em contado, sobre a ONG para onde a Tecnoforma transferia o dinheiro, sobre o dinheiro contra factura para Passos Coelho, sobre documentação triturada anos depois, e mais umas quantas minudências.

Especula-se se tudo isto que está a vir à tona é coisa de gente desavinda na Tecnoforma, se é vingança servida fria por Espíritos enraivecidos, se quê. 

Nada disso me interessa. O que acho interessante é perceber-se, em pormenor, como funcionam estas empresas que vivem entre esquemas à margem da lei, servidas por gente dita influente; mas, mais interessante ainda, é ter-se, no olho do furacão, o sujeito que tem estado a pôr o país a ferro e fogo, armado em moralista, como se tivesse sido mandatado para aplicar ao povo português uma punição por anos de malandragem, como se ele fosse um exemplo de virtude. 

O povo português talvez um dia destes lhe retribua tudo o que ele tem feito e a história se encarregará de o anular. Criatura mais nefasta, esta.

Bem.

Não se lhe conhecem gostos refinados mas, para o caso de querer desviar as atenções quando se apresentar na Assembleia para responder às muuuiiiiiiitas dúvidas que esta parte do seu passado suscita, aqui lhe deixo uma sugestão: aperalte-se, travista-se, calce salto alto, e avance sem medo, clutch a rodar na mãozinha. Pode ser que fiquem todos tão espantados que resolvam é questioná-lo sobre as marcas, sobre as tendências para esta saison, ou fiquem a especular se, para além de ser o que já se sabe, é outras coisas que acrescentem picante à sua imagem tão negra.

Na categoria das clutches, tenho aqui duas pequenas peças que se adaptam muito bem a ele e à ocasião. São pretas e discretas para o caso de pretender não se prestar a outras suspeições.

Ora escolha, Pedro, se quiser.


Esta chama-se FRINGE BENEFITS, é uma criação de Michael Kors e custa $895


Esta não é bem uma ONG pois tem um M em vez de N mas o Pedrortas nem deve dar por isso.
Chama-se WordPlay esta OMG  e é mais uma bolsa ou pochette do que uma clutch;
é criação de Phillip Lum e custa $285, uma pechincha




Pode encomendar pela internet. Quem é amiga, quem é?


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Claro que também pode ir disfarçado de Mona Lisa para ver se passa despercebido, qual Mr. Bean. Se ainda lá tivesse a trabalhar consigo a Marta, actual Mme Relvas, que antes lhe escolhia as gravatas e lhe dava bons conselhos, com certeza que ela aprovaria a sugestão.


Rowan Atkinson, mais conhecido por Mr. Bean,
disfarçado de Mona Lisa, numa obra do caricaturista Rodney Pike


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Bom.
Vou pensar num pano B para o caso de não aprovar estas minhas boas ideias.


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quinta-feira, outubro 02, 2014

Street Style - a moda a cada momento. Carteiras para todos os gostos.


Dantes comprava ou ofereciam-me carteiras de pele, caras, clássicas, convencionais. Tenho várias em tons de castanho, castanho amarelado, castanho avermelhado, outra em bordeaux acolchoada com asa em corrente dourada, várias em preto. Não havia outras.





Para tentar fugir a essa monotonia, arranjava por vezes, naquelas lojas mais étnicas, uns sacos bordados mas, claro, não podia usá-las em ambientes convencionais, para o trabalho, por exemplo. 

Lembro-me bem de uma que adorava, que tinha quando andava na faculdade, uma grande em veludo de várias cores. Tantas vezes tentei voltar a encontrar uma outra assim mas sem sucesso.

Depois, há uns anos abriu uma loja que tinha artigos importados de sítios longínquos e comprei uma grande em pele (ou casca?) de bananeira, acho que era bananeira mas agora estou em dúvida, tem um pêlo raso, e com contas e missangas coloridas bordadas. Toda a gente se espantava com ela de tão exótica que era. Já caíram algumas contas, já não está muito boa, raramente a uso agora.

Nunca fui de gastar fortunas em carteiras ou sacos. Milhares de euros? É que nem pensar. Mesmo centenas de euros? Fora de questão. No entanto, as carteiras de pele de antes, forradas, de bolsos, tenho ideia que eram, em contos, o equivalente a isso. Um disparate.

Quando ia a Madrid, ia sempre a uma loja que tinha carteiras giríssimas, já coloridas e relativamente em conta. De lá trouxe as minhas primeiras carteiras com alguma graça, uma relativa novidade por cá (carteiras ou malas, como se queira chamar, já que eu não alinho no ortodoxo e limitado léxico das betas).

Até que, para minha alegria, chegaram a Parfois e a Misako e chegaram as cores e os modelos variados e os preços muito acessíveis. Agora são sempre assim, coloridas, alegres, as carteiras que uso. Tenho-as em rosa choque, em encarnado, em azul claro, em azulão, em amarelo cor de mel com um girassol em relevo (esta trouxe de Amsterdão), em cinza e branco, em rosa e cinza, e mais não digo para não ficarem a pensar que tenho um fétiche qualquer.

Écharpes, pulseiras, colares, brincos, carteiras - tenho que confessar que me tentam de forma quase dramática. O que vale é que só  me deixo tentar por coisas baratas. Também tenho algumas que me são oferecidas, o que atenua algum sentimento de culpa .

Também, quando vejo (e gosto de ver) sites de moda, especialmente moda de rua, as carteiras chamam sempre a minha atenção. Tenho este lado, confesso: feminista mas feminina.


Escolhi algumas de que gosto para vos mostrar. E é que não é só a carteira: é o conjunto, o estilo. Aliás, as coisas valem, sobretudo, pelo estilo de quem as usa.


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Esta é o máximo, hate me, love me. Não se fica indiferente. E a cor presta-se a ser usada com tudo. O casaco e as meias também estão muito bem.



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Esta é uma graça. O rosa e o laranja combinam muito bem. E ligam bem com o cinza do casaco. As pulseiras são uma graça. Eu também uso muitas vezes um monte de pulseiras às cores, assim como este.



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Esta também é muito bonita e é das que dão muito jeito. Tenho algumas assim. Claro que lá dentro tudo se perde mas, enfim, quanto a isso não há nada a fazer. Enfiamos a mão e, às cegas, vamos rodando a mão até sentir o que pode ser que seja aquilo de que andamos à procura



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Bem, aqui gosto mesmo muito de tudo. O casaco de tricot é uma graça e tem umas cores que me agradam muito. Estou capaz de pedir à minha mãe que me faça um casaco assim. A conjugação com calças em tom camel é feliz e a pequena carteira é uma graça. Pouco lá cabe mas não faz mal, é linda e isso é que interessa. 



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Deixei para o fim a minha preferida. Sumptuosa. E que bem combina com o casaco - gosto muito de casacos azuis escuros; casacos, calças, blusas - e também com a écharpe. Uma elegância. Esta, contudo, deve ser daquelas cujo preço é de fugir. Mas é linda. Fica para ser vista de longe.




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Grande parte das imagens foi colhida nas ruas de Paris. A música é a Valse de Amélie de Yann Teiersen. 

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