No debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro as coisas estiveram animadas e cada um esgrimiu os seus argumentos o melhor que soube e foi capaz, certamente tentando seguir as instruções dos assessores de comunicação.
Vi atentamente.
Mas, vergada pelo cansaço, já não consegui ver tão atentamente os múltiplos comentários sobre o que se tinha passado: as notas, as melhores frases, os pontos em que cada um esteve pior, o ouro que por vezes entregaram ao bandido, os tiros nos pés, os instantes de graça. Foram muitos os comentadores e cada um teve coisas para dizer. Em todos os canais. Saltaram à cena como pop ups. De todos os que fui snifando, só consegui deter-me no Luís Paixão Martins. Também gosto da Anabela Neves, também lhe prestei alguma atenção. Pensam pela sua própria cabeça e não cavalgam as ondas de espuma em que quase todos os outros se atordoam. Nem falam ao espelho, para se ouvirem. Dizem o que pensam e não se importam de destoar. Vale a pena.
Tirando isso, está bem, está.
Mas isto para dizer que, depois de tanto bem-falante, não vou pôr-me para aqui a dizer mais do mesmo. O que poderia eu acrescentar, não é?
Fico-me, antes, pelos melhores momentos.