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quinta-feira, janeiro 05, 2017

E sobre os sms do Domingues, não vai nada, nada, nada...?
NADA.
E sobre a jeiteira que o Centeno tem revelado para lidar com caldinhos destes, também não vai nada, nada, nada...?
NADA.




Não ando para muitas conversas e, muito menos, para comentar parvoeiras. 

  • Que o Centeno gere dossiers políticos com os pés é um facto, 
  • que dos dois Secretários de Estado que lhe conheço também, quando têm que gerir temas que deveriam ser geridos com pinças, os gerem à pazada é outro facto 
  • -- e que o flop António Domingues e todo o caso da nomeação de uma administração para a CGD só mostram que o Centeno é bom a gerir números ou a traçar estratégias e a segui-las mas um nabo a gerir temas que metem pessoas e respectivos egos, é outro facto.

Dizer mais o quê? Nada.

Se há alturas em que um chefe tem que se chegar à frente e suprir as lacunas dos subordinados, esta é uma delas. Costa tem que se chegar à frente de cada vez que o Centeno se ensarilha nestes assuntos. Caso contrário, é uma festa.

Claro que tudo poderia passar mais ou menos despercebido se o verdinho do Centeno tivesse pela frente um fulano low profile, que não se desbroncasse todo à primeira pergunta. É que este António Domingues, parecendo querer cultivar a imagem de um banqueiro excelentíssimo, é tudo menos discreto. É uma goela escancarada. Conta tudo: ele disse-me isto, eu respondi-lhe aquilo e eu, então, disse isto e vai ele e diz aquilo. 

Agora uma coisa é certa. Que, sempre que alguém vai ocupar um lugar qualquer público, deve fazer prova do seu património antes para que depois possa fazer prova de que não enriqueceu de forma inexplicável, acho óbvio.

Que essa declaração deva ser pública parece-me lamentável. Bem podem as vizinhas quererem espreitar para dentro da casa dos mais ricos para depois, entredentes, especularem pelas vielas como foi que eles enriqueceram  e depois, sonsas, disfarçarem e arvorarem-se em castas -- que a mim me dá igual. O património de cada um, em particular quando o obteve depois de uma vida de trabalho em organismos privados, não deve ser matéria susceptível de aparecer avacalhada na primeira página do Correio da Manhã ao lado de histórias envolvendo proxenetas e polémicas protagonizadas pela Luciana Abreu ou pela Cátia Aveiro.



Falo por mim e não tenho, certamente, património que se compare ao do Domingues: se algum maluco tivesse a ideia peregrina de me convidar para um lugar desses, eu não pensaria duas vezes: é o ias.
E não é apenas porque não me apeteceria ver o meu património exposto para que tudo o que é olho gordo salivasse: é, sobretudo, porque não me apetecia nem um bocadinho aturar a pelintrice mental daqueles deputados de aviário ou a arrogância pesporrenta de meninas com cara de más, armadas em implacáveis justiceiras. Não tinha pachorra. Juro que não.
Tirando isso, nada mais tenho a acrescentar. Poderia dizer que isto da Caixa tem sido, a todos os títulos, uma dor de alma e que para lá ir o manhoso do Macedo é sal em cima das feridas mas, francamente, não me apetece falar mais nisto. 

Se não se importam, acabo como comecei: com protagonistas de quem gosto mais do que dos do mau romance que envolve o Domingues ou o Macedo.


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PS: E nem me apetece falar no dinheirão que o Sérgio Monteiro, aquele artista dos tempos do láparo e da marilú de má memória, anda a ganhar há que tempos para não conseguir vender o Novo Banco nem por mais uma. Só espero que o totó do Costa do Bdp desista de o vender por tuta e meia a qualquer chinês mal enjorcado ou a qualquer fundo mal parido e que obrigue o dito Sérgio a devolver a dinheirama que tem andado a empochar. E se o totó do Carlos Costa não for capaz de ver isto (e não vai ser capaz pois todos já sobejamente lhe conhecemos a incapacidade de ver ou perceber o que quer que seja) pois que o Costa do Governo lhe dê um abre olhos. E se o António Costa o não conseguir, pois que o Marcelo, em vez de se limitar a atirar-se de mergulho para o Guincho, se atire também de cabeça para dentro desta caldeirada e ponha um ponto final nesta maluqueira de querer vender um banco bom como se fosse lixo de quinta categoria.



sexta-feira, março 04, 2016

Maria Luís Albuquerque, a chamada Miss Swaps, ex-Ministra das Finanças e actual Deputada do PSD, é a mais nova funcionária da Arrow Global
-- ou seja, é a verdadeira Olívia costureira/Olívia patroa.
Se está num lado vende, depois passa para o outro lado e compra.

Enquanto no Governo, vendeu a dívida do Banif a uma empresa e agora vai trabalhar para essa empresa?
Ora, ora, o que é isso para a Marilú?
(É que a Marilú, para além de descarada e destemida, é uma verdadeira sortuda: a ela nunca lhe apontaram um rato morto à cabeça -- não é como à Paulinha, a quem acontecem coisas dignas de uma novela do Poe)



Antes de ir para o Governo, a sua fama já a precedia. No período pré-Governo do PSD, diziam-na a garganta funda ao serviço do Coelho. Pouco confiável, já na altura se sabia. 

Depois, se antes tinha negociado com Swaps que iam arruinando o Estado, a seguir, no Governo, poupou os que quis e fez-se de santa em relação a outros e, com aquele ar de matreira videirinha, fazendo-se de inocente e, com a cobertura do ex-aluno Láparo, manteve-se em funções, dizendo que não tinha a ver com nada daquilo. Durante a governação, foi useira e vezeira como troca-tintas: disse e desdisse -- e tudo sempre com aquele seu arzinho descarado, narizinho empinado de quem sabe que está a lidar com mansarrões de onde mal nenhum lhe virá. 

A comunicação social, servil e veneranda, permitiu que fosse vendendo o seu peixe como muito bem quis. Quando confrontada, no Parlamento ou nas Comissões de Inquérito, com as mentiras, mantinha o sorrisinho, e, qual coelhinha bunny-bunny, santinha, santinha, dizia que não tinha dito aquilo que tinha dito. Bajuladora de Bruxelas e, em especial dos alemães, dizia lá fora que era definitivo o que cá dentro dizia que era provisório.
[Já agora: o seu comportamento no processo BES ainda um dia deveria ser escrutinado. Nunca percebi quem lhe deu a cobertura para fazer o que fez na maior impunidade. É uma das história muito mal contadas da governação passista e não percebo como é que ninguém lhe segue o rasto.] 

Pois bem. Agora sabe-se que, enquanto ministra, a nossa diligente Marilú vendeu créditos do Banif a um daqueles fundos que sugam a alma das vítimas -- e que, surprise, surprise!, é justamente para lá que agora trabalha em funções que a fazem estar do outro lado da divisória. 

Lê-se uma pouca vergonha destas e não se acredita:

Maria Luís Albuquerque, atualmente deputada do PSD, vai desempenhar funções de diretora não executiva e fará parte do comité de auditoria e risco da Arrow Global, empresa que se dedica à gestão e recuperação de dívidas e que comprou em 2014 carteiras de crédito ao Banif.

No relatório de gestão e contas de 2014, o Banif dizia que em 30 de junho e 30 de setembro desse ano "foram assinados os contratos de compra e venda de créditos compostos pelas carteiras de Portugal e Espanha à Arrow Global Limited e à Arrow Global Luna Limited, respetivamente".

(...) Em Portugal, a Arrow Global comprou, em abril do ano passado, a empresa de gestão de créditos Whitestar e a empresa de serviços de tratamento e aquisição de dívidas Gesphone, pelas quais pagou 56 milhões de euros. No final do ano passado, o grupo britânico tinha 6,8 mil milhões de euros de ativos sob gestão em Portugal.


Quando confrontada com a falta de moral, de ética e de vergonha na cara que esta sua descarada atitude revela, Maria Luís Albuquerque faz aquele arzinho de inocente que tão bem lhe conhecemos e diz que não tem nada de mais, que, ora, ora, lá estão a fazer aproveitamentos políticos.

Perplexos (nós, os poucos que ainda acreditamos no Pai Natal), interrogamo-nos: Período de nojo? Não trabalhar para empresas com quem se fez negócios enquanto governante? 

"Bahhh... Querem lá ver que agora até acham que há conflito de interesses...? Tanto pruridozinho... Gentinha mais picuinhas!"
(pensará ela, que não é dada a profundidades morais).

É que, para aquelas bandas, parece que bom mesmo é a promiscuidade completa, a desbunda, tudo ao molho e fé em Deus.
E, como se fosse pouco, imagine-se ainda o cúmulo da desfaçatez: parece que, ainda por cima, quer continuar a receber o ordenado de deputada.

Sempre que a televisão a foca na Assembleia, vê-se que a biscateira está desatenta em relação ao que lá se passa ou, de vez em quando, levanta a cara do computador e faz um sorrisinho a fazer de conta que está atenta mas, logo a seguir, como se não tivesse tempo a perder, lá está ela a trabalhar, pimba, pimba, no teclado --  sabe-se lá a fazer o quê. Estará a analisar a créditos e dívidas? Não sei. Pergunto.

.... & ....

Contou-me um Leitor, por mail, que Manuela Ferreira Leite, na TVI 24, arrasou a Madame Albuquerque. Não vi. Estava a escrever isto e esqueci-me de a ver. Mas os jornais já estão todos a dar conta disso:

Manuela Ferreira Leite não poupa a homónima. Acusa-a de falta de "transparência" e de falta de "bom senso", por ir para uma empresa que causou "prejuízos" ao país, "quase sem tempo nenhum de nojo".


Nem mais.
.... & ....

E, antes de passar para o momento de humor e para outras pequenas anotações, permitam que daqui mande um alôzinho para o António, o cioso maridão: 

Olhe, seu mauzão, não leve a mal o que eu acabei de dizer, ouviu? Sou boazinha, franzininha, coitadinha, não me faça mal, está bem...? 

Mas olhe, se quiser vir cá partir-me os cornos (pardon my french), bata antes à porta e peça para falar com o meu maridão, valeu? 

E pronto, é isto. Ficamos assim. À espera.
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E que entre a Olívia Costureira e a Olívia patroa, que esta, sim, tinha (e tem) graça, não viveu à nossa custa e nunca ofendeu a inteligência de ninguém

Ivone Silva 


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As imagens que usei para enfeitar o texto provêm do saudoso We Have Kaos in the Garden
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(Agora uma coisa pergunto eu: será por ter um body guard mauzão que à Marilú nunca apontaram um rato morto à cabeça ou enviaram um laser por correio como parece que fizeram à atilada Paulocas?)


Paula Teixeira da Cruz -- 

o novo elemento dos Monty Phyton? 

Quiçá a Loretta, não?



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Uma notinha de última hora

Ah, sim... ainda mais uma coisinha: porque é que todos os arguidos do processo Rota do Atlântico ou lá o que é, aquele do José Veiga e do Paulo Santana Lopes, ficam todos proibidos de falar com o Vai-Estudar-ó-Relvas  e com o 007 Sérgio Monteiro (o tal ex-vendedor a jacto da TAP e de outras miudezas e que foi contratado pelo Carlos Costa do Banco de Portugal para vender o Novo Banco)? O que é que estas duas distintas, e certamente impolutas, figuras têm a ver com os outros? Agora até o Manuel Damásio foi proibido de os contactar. Mas porquê, senhores? Alguém me diz?


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Já cá volto - ou daqui a nada ou de manhã. Quero contar-vos uma coisa mesmo do caraças. A sério.

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domingo, novembro 22, 2015

Camisolinhas de tricot para as galinhas passarem melhor o inverno. Uma ideia para quem goste de trabalhos manuais e, ao mesmo tempo, queira zelar pelo conforto térmico da Maria Luís e do Núncio que, enquanto estiveram no desGoverno, não fizeram outra coisa senão enganar o pagode, do Láparo que é outro que tal e que, quando a coisa dá para o torto, sacode para onde calha, até para cima dos subordinados, do Irrevogável que já anda ensaiar o número do 'sair de fininho', do casal Mariani que para aí anda a encrencar o panorama político, da dupla Super Judge Alex & Rosarinho que chocam, chocam mas de onde nunca nasce nenhum pinto, e, enfim, para todos os galináceos que mais valia que estivessem sossegadinhos, numa qualquer capoeira, agasalhadinhos e caladinhos.


No post abaixo já falei dos meus hábitos de leitura e já mostrei alguns dos meus livros que têm, eles, hábitos de rebeldia que já me cansei de tentar contrariar. Não se aguentam arrumados, não se auto-disciplinam, andam por onde calha - e eu já nem aí. O problema é quando as cadeiras fazem falta ou é preciso pôr uma bandeja com o bule e as chávenas na mesa e já não cabe. Mas, enfim, isso é a seguir.




Aqui, agora, vou falar de uma ideia de que tive conhecimento e que me parece uma boa coisa para quem se sinta condoído com o inverno do descontentamento que algumas figuras da nossa praça estarão prestes a ter que enfrentar. 
Pelo menos, optimista que sou, assim o espero. Presumo - e a capa do Expresso assim o indica (que eu os interiores não li, dado que, cá por casa, o Expresso continua banido) - que o casal Cavaco se esteja a preparar para dar posse a António Costa, deixando os chicos-espertos a sonhar com os amanhãs que afinal já não vão cantar. O pote, desta vez, não vai durar os 4 anos da praxe nem sequer, pelo menos assim o espero, quatro meses.  
Ou seja, a sorte parece que vai mudar, deixando alguns dos actuais empoleirados na contingência de terem que se fazer à vidinha -- enquanto os incautos que se deixaram enganar e que acreditaram neles vão começar a ver os trastes que, nos últimos quatro anos, têm andado a ver se dão cabo do País.

E, portanto:

-- Numa altura em que começa a descobrir-se a careca de todos os habilidosos, através dos lindos serviços que começam agora a conhecer-se:
  • A trapalhada com a venda da TAP feita à pressa e às três pancadas, deixando os compradores com a posta sem espinhas e o Estado com as postas incomestíveis, tantas as espinhas
  • A barracada da não devolução da sobretaxa do IRS
  • A barracada do Novo Banco que, não se percebe como, está com os rácios todos anémicos e a precisar de uma transfusão de dinheiro (e adivinhem quem é que vai ter que dar o sangue)
  • Os hospitais sem recursos e a transferirem doentes para o privado
  • ... e tudo o que começará a aparecer depois de os habilidosos ignorantes que nos têm desgovernado já não terem como esconder o que, tão laboriosamente, andaram a camuflar;
-- e que se espera que meninos que gostam de se fazer passar por ceguinhos, surdos e, na prática, quase mortos, como o Carlos Costa (o do BdP, não o da Quinta das Celebridades) que nunca vê nada, nunca sabe de nada e que tudo o que diz revela que anda a navegar na maionese, se reformem e, de preferência, sem reformas escandalosas;

-- e que a dupla ubíqua, Super Alex & Rosarinho, (que eu, se fosse cineasta, fazia uma bela de uma série cómica com estes dois artistas-artolas), uma dupla que faz crescer os processos todos como um souflé -- que não páram de crescer para, à mínima ponta de ar, minguarem e não darem em nada (dando cabo, entretanto, da vida das pessoas com quem embicam) -- vá escrever as suas intermináveis memórias (certamente cinquenta mil volumes delas, um autêntico labirinto, pior que os emaranhados narrativos do Lobo Antunes)

................................. mais dia, menos dia vão todos pregar para outra freguesia, deixando o ar que respiramos mais puro -- eu fico a pensar que, coitados, vão enfrentar o deserto logo numa altura de tanto frio.


E, assim sendo, caridosa como sou, ao tomar conhecimento da ideia da jovem Nicola Congdon e da sua mãe Ann que fazem camisolinhas de malha para galinhas, logo me lembrei que poderíamos lançar uma campanha nacional # Camisolinhas para os Galináceos PAF e pró-PAF 

E, assim sendo, quem quiser fazer tricotzinhos para a Marilú, para o Núncio, para o casal Mariani, para o Carlos Costa, para o 007 das privatizações super-sónicas, Sérgio Monteiro de seu nome, para a Madame Cristas, a putativa peixeira, e para a D. Teresa, ministra da Cultura, das Coisas Fixes e das Causas não-Fracturantes, e para todos quantos, mais dia menos dia, se vão ver a fazer a travessia do deserto debaixo de ventanias e baixas temperaturas - é favor postarem uma imagem com a vossa obra e sugestões de como havemos de fazer a recolha e a entrega dos agasalhos.

Podem ser coletezinhos, camisolinhas, ponchozinhos, casaquinhos com capuz - tudo se aproveitará. Para a D. Cavaca talvez um saia-casaco em cor do pirilampo mágico, se faz favor. Para o esposo, talvez um gorrinho parecido com uma cagarra. Para a Marilú, se fizerem uma sainha, não pode ser muito curta senão o marido dela acha que é piada e, brutamontes como é, ainda por aí aparece a ameaçar ir os cornos a alguém e nós não queremos cá violências. Para o Láparo, claro, um pijaminha de uma lã felpudinha, com um pompom no rabo e um pormenor que aqui não digo mas que o deixe capaz de posar para a Playboy. Para o Vice tinha aqui uma ideia à maneira mas também não posso dizer. Mas, pronto, deixo à vossa imaginação. Mãos à obra que o tempo urge.

E é isto: o espírito natalício já presente no Um Jeito Manso.

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E, caso vos apeteça conhecer os meus hábitos de leitura e ver o local onde mais leio e os livros que me rodeiam, queiram, por favor, descer até ao post seguinte.

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sexta-feira, outubro 30, 2015

No dia da tomada de posse do novo e breve Governo de Passos Coelho, fico a pensar: Ora bolas, este governo de perna curta não vai ter tempo de dar mais nenhuma ajudinha aos banqueiros... Que pena!
Aos banqueiros, disse eu? Ou deveria ter dito aos banksters?
E o Carlos Costa (aquele que, numa escala de 0 a 10, teria uma nota de 8 ou 9 -- já que o 10 está reservado ao Diabo)? Vai continuar, na boazinha, no BdP?
Pergunto, só pergunto...


Nesta sexta-feira vamos ter uma rábula das boas. Um grupo de artistas vai fazer de conta que vai fazer um governo e um presidente da república vai fazer de compère, alinhando na paródia. Uma tomada de posse surrealista. Nem sei bem como deve a gente conviver com este número circense:
  • Assobiar para o lado e fingir que não vê, para não se rir? 
  • Por caridade, disfarçar que não percebe que aquela gente parece tonta? 
  • Aconselhar aqueles tristes a ir para casa pelo seu pé e, de carrinho, levarem o cavaco ao colo?

Não sei. 

O que sei é que, nos últimos dias, esta gente tem andado numa lufa-lufa criando cargos, nomeando gente e gente e gente e já lá vão mais de cem, e que, para cúmulo, o perspicaz Carlos Costa (o do Banco de Portugal, não o da Quinta das Celebridades) acaba de escolher o 007 das privatizações, o ágil Sérgio Monteiro, para ver se despacha o Novo Banco. Nem mais. Ou seja, com esta gente, até ao lavar dos cestos é vindima.


Sob o diáfano manto da protecção lapariana, Carlos Costa mostrou até que ponto pode chegar a nulidade na regulação bancária. Vejamos até quando vai ter carta branca para continuar de olhinhos bem fechados quando conveniente ou a carregar no acelerador quando a conveniência puxar noutro sentido.

(Parece a República das Bananas, isto. Ou melhor: dos bananas).

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Permitam-me agora recurar uns anitos.

Um país inteiro fica, sem saber bem como, à mercê dos mercados, vê os juros dispararem à bruta, fica toda a gente assustada, de repente a dívida fica descontrolada, é preciso mais dinheiro e, para o ir buscar, só pagando a peso de ouro. Os bancos aflitos com medo de já não poderem vir buscar o deles, e os juros upa-upa, e toda a gente a pedir o pescoço do primeiro-ministro de então e a implorar um resgate. E então junta-se o FMI, o BCE e mais uns trouxazitos burocráticos e vêm por aí, de pasta na mão, a pôr e a dispor enquanto se apressam a arranjar maneira dos bancos alemães e franceses tirarem de cá o deles. Em Portugal isto passou-se em 2011, era Sócrates primeiro-ministro que foi derrubado e passou a mandar Passos Coelho, o Pedro abridor de portas, o facilitador, aquele que quis ir além da troika. A partir daí foi o que foi, acompanhado de uma campanha permanente para que os portugueses, sempre mansinhos, pensassem que a culpa tinha sido deles, que tinham comprado televisões a mais.

Pois bem, acabo de ler uma notícia espantosa.

Peter Boone: O doutorado de Harvard que manipulou dívida portuguesa



Um ganho de 820 mil euros com a venda a descoberto de dívida pública portuguesa. Este terá sido o factor que fez soar os alarmes da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e que, sabe o Negócios, levou à participação pelo regulador ao Ministério Público. Em causa está Peter Boone, economista reconhecido internacionalmente, que terá escrito vários artigos de opinião, influenciando negativamente os juros da dívida portuguesa. O Ministério Público quer agora, por isso, que seja julgado por manipulação do mercado.
"O Ministério Público requereu o julgamento de um arguido de nacionalidade canadiana e residente em Londres, pela prática do crime de manipulação de mercado, tendo por objecto a desvalorização das obrigações do tesouro portuguesas", informou a Procuradoria-Geral da Distrital de Lisboa, em comunicado publicado na quinta-feira, 29 de Outubro, no próprio site. O Negócios sabe que em causa está Peter Boone, economista doutorado na Universidade de Harvard e autor de vários artigos de opinião.
(...) O Negócios sabe que a denúncia partiu da CMVM em 2012, sendo que o regulador foi contactado como perito durante toda a investigação. "O próximo problema mundial: Portugal" é o título do artigo mais polémico, que escreveu com Simon Johnson, em Abril de 2010, no blog Economix do jornal The New York Times. Os autores apontavam os problemas da dívida pública portuguesa e defendiam que o país iria seguir o caminho da Grécia, pedindo um regaste internacional.
Tal foi o alcance do artigo que o então ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, chegou a pronunciar-se. (...)
Certo é que, logo após a publicação do artigo, a taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos iniciou uma subida vertiginosa. Passou de 4,395% para um máximo de 6,285%, a 7 de Maio. Um desempenho originado pela queda do preço das obrigações, com a qual Peter Boone terá alcançado uma mais-valia de 819.099,82 euros graças a uma posição curta, diz o comunicado da Procuradoria. (...)


Gente fina esta que tão facilmente consegue despoletar uma situação em que, na maior facilidade, se leva um país a ficar de joelhos. Esteve bem a CMVM, mas é tudo tão lento que bem pode um sujeito destes dar cabo de um país que apenas 4 ou 5 anos depois se vê a contas com a justiça, numa altura em que os danos causados já são irreparáveis.

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Pois, nem de propósito, acabo de receber de leitor, a quem muito agradeço, um vídeo onde o autor do livro Banksters, Uma viagem ao submundo dos banqueiros (banker + gangster), Marc Roche, se pronuncia sobre Ricardo Salgado, Carlos Costa, Cavaco Silva e por aí vai.

O vídeo não é de agora, agora, mas é actualíssimo, especialmente numa altura em que se temem novos sobressaltos na banca portuguesa. Transcrevo parte da notícia que, por altura da sua vinda cá, também concedeu ao Expresso.

O caso Espírito Santo tinha todos os ingredientes de um desastre, precisamente os mesmos que Marc Roche, escritor belga radicado em Londres, viu no estoiro do Lehman Brothers em 2008. Foi esse choque que o motivou a desvendar os meandros dos seus "amigos" capitalistas financeiros. Para isso, escreveu "Banksters". 
(...) Só que, com o caso BES, o correspondente em Londres em assuntos financeiros para os jornais "Le Point" e "Le Soir", e até há pouco tempo para o "Le Monde", já não ficou admirado. Na Introdução para a edição portuguesa escreve que, no caso BES, a família de banqueiros com apelidos tão católicos cometeu seis dos sete pecados capitais bíblicos da finança - "opacidade das contas, cupidez, evasão fiscal, subtração à regulamentação, impunidade e orgulho". O verdadeiro choque teve-o há sete anos, o que o tornou um "desiludido do capitalismo", um "liberal que duvida", um "prosélito do capitalismo em crise de fé", como escreve no livro. (...)

Ricardo Salgado, um gangster de fazer inveja 



E, vendo o vídeo, lembrei-me de um outro que já antes aqui divulguei e que é interessantíssimo:

"O Banqueiro" poema de Craig-James Moncur, dito por Mike Daviot.



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Os origamis são feitos por Cristian Marianciuc

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No post abaixo falo dos símbolos que exprimem emoções e mostro dois vídeos, um mais para o doce e outro mais para o picante. Espero que gostem pelo menos de um deles.


sexta-feira, janeiro 16, 2015

Este Sérgio Monteiro, Secretário de Estado dos Transportes ou lá do que é, é um pistoleiro ou quê? A propósito desta fantochada do processo de privatização da TAP, pergunto: um fulano que acha que pode colocar num caderno de encargos que o futuro dono pode despedir os trabalhadores que fizeram greve e não os outros?! Mas onde é que já chegámos, ó caraças! Ninguém manda este sujeito à fava, mas com todas as letras, ó caraças?


A conversa dos SWAPS envolvendo Sérgio Monteiro, que por aí anda a fazer o seu caminho perante a passividade da oposição e da comunicação social, já fede o suficiente: negoceia de um lado e depois varre para debaixo do tapete dos contribuintes, e por aí anda lampeiro como se nada se passasse. Em qualquer país governado por gente decente, uma coisa destas já teria sido resolvida e o dito pistoleiro, Sérgio Monteiro de seu nome, já não nos aparecia mais como membro do Governo. Aqui não, aqui tudo se admite. A opinião pública (a mais evoluída) gosta é de folguedo: toda a gente a cascar na Ana Gomes e, quanto a tudo o que é verdadeira pouca vergonha, chapéu, passa ao lado.


Mas esta coisa que hoje ouvi sobre as condições de venda da TAP vai para além de tudo, é ofensiva de tão estúpida. E, palavra, já me está a fazer chegar a mostarda ao nariz. 

Saíu nas notícias e ouvi aquela criatura a afirmar preto no branco que as protecções estabelecidas no caderno de encargos da venda da TAP só abrangem as pessoas que pertencem os sindicatos que chegaram a acordo nas negociações. Ouvi e não queria acreditar. Ou o fulano é um garoto parvo ou é um anormal ou não é bom da cabeça ou estava perturbado e disse maluquices num momento de inimputabilidade ou qualquer outra coisa má. Má e i inaceitável. Porque se me vierem dizer que é um adulto a exercer conscientemente uma vingança então ainda é mais grave porque aí a coisa já soa a alarve.


Sérgio Monteiro, o fulano que acha que é actor numa série de 9ª categoria,
em que só falta andar ao tiro aos trabalhadores


(cartoon a cargo de We Have Kaos in the Garden)


Só espero que amanhã este sujeito já esteja com dono porque o País não merece tanta pouca sorte.

Estive a ver o Borgen (que episódio tão triste o de hoje, senhores) e, quando cheguei aqui, tinha um mail de um Leitor que apenas dizia isto:

Este estúpido do Sergio Monteiro, ainda há pouco a falar sobre a TAP e entre outras coisas da possibilidade de os trabalhadores que não aderiram ás negociações, 60% deles, de 3 sindicatos, serem despedidos pareceu-me coisa de terrorista, de um ordinário acabado, tipico deste imundo governo.
Percebo a indignação. Partilho-a.

Que vergonha isto, senhores. Que cambada. 

E, caraças, que é que o Cavaco anda a fazer que nunca nada faz? Que desgraçada República esta que tão abandonada anda!

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Recebi também referência a um texto que deixa qualquer um mal disposto. Contudo, não tenho como confirmar a veracidade do que ali se diz pelo que me limito a deixar o link.

Seja como for, ainda há-de haver por aí uns pobres crédulos que acham que o problema de Portugal está nas migalhas dos subsídios que os mais pobres dos pobres recebem e não nos milhões gastos com amigos, amigos dos amigos e actos de gestão levados a cabo por toda a espécie de pistoleiros que por aí circula.

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Claro que mil vezes preferiria ter falado no murro que o Papa Francisco daria se alguém dissesse um palavrão para insultar a mãe dele, até porque reagir com um murro a quem nos provoca gratuitamente naquilo que nos é sagrado é normal, segundo ele.


Mas, em vez de ter falado dessa surpreendente afirmação, não tive como não dar um murro verbal na cara deste Sérgio que igualmente me ofende no que me é mais profundo: o respeito pela inteligência e pela dignidade das pessoas.

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terça-feira, dezembro 03, 2013

'Mais de metade dos CTT vendidos fora do país' - "É um sucesso que nos dá conforto e segurança", rejubilam os Secretários de Estado Manuel Rodrigues e Sérgio Monteiro, ambos de bandeirinha na lapela. Como se poderá classificar esta atitude...? Patriotismo de pernas para o ar? Demência? Governar com os pés?


O que está escrito no título poderia ser uma piada de mau gosto mas é a dura realidade. Estamos a ser governados por quem deita foguetes de contentamento quando vende as jóias da coroa (e os CTT têm sido até agora uma das jóias da coroa, gerando um enorme cash flow, pagando enormes impostos e distribuindo generosos dividendos ao patrão Estado) ao estrangeiro. 

Esta gente critica muito da Constituição mas eu, que nunca a li, pergunto: e não haverá lá nada que proíba esta venda ao retalho e a preço de saldo de empresas estratégicas a entidades estrangeiras?! 

E, se não houver, o que está Cavaco Silva a fazer em Belém que não atende a nenhum dos muitos sinais de alarme que estão a tocar há bastante tempo?

Isto que está a acontecer é um drama. 

Manuel Rodrigues com a bandeira na lapela

Sérgio Monteiro com a bandeira na lapela

Além disso o que agora está a ser vendido representa 70% do capital dos CTT - e mais de 50% já vão voar para fora do País. 

Dentro de meses serão postos à venda os restantes 30% e, nessa altura, o Estado fica sem nada desta preciosa e emblemática empresa e, muito provavelmente, vai quase tudo para fora de Portugal. Uma tristeza. Uma pena. Uma coisa revoltante.



Quase me apetece enfiar-me debaixo duma mesa e pôr-me a chorar de impotência e raiva perante aquilo a que se está a assistir.

É que, além disso, esta venda é pura opção deste desGoverno pois, em termos de troika, os objectivos já estavam até ultrapassados. Isto é mesmo opção desta gente que demencialmente acha que exportar jovens e vender empresas ao estrangeiro é uma coisa boa. 

O Governo de Passos coelho e Paulo Portas estará a querer desertificar o país para depois o venderem às postas? 


Pergunto isto e vejo que eu própria já estou atrasada no meu raciocínio: a quantidade de casas e de propriedades que já estão a ser vendidas a estrangeiros mostra que o próprio país já está a ser estraçalhado a toda a velocidade na boca destes pitbulls.



*

Estou a escrever enquanto ouço Marques Mendes, essa criatura de fraca envergadura (e não me refiro à física), na SIC N, a cantar vitória com o facto da albuquerca ter dado mais um pontapé na dívida, empurrando-a para os próximos anos e aceitando trocar os juros actuais por outros que são quase o dobro, juros agiotas. 


Repito o que disse ontem: não é mau reestruturar a dívida. Mau é fazê-lo de forma incompetente e sem ser por bons propósitos.  Muito mau.


Acho que se combinaram todos erguer uma cortina de conversa fiada e de banha da cobra para continuarem a enganar os incautos. 


Posso eu ser branda ao falar nisto...? Não posso. Brandos face a tudo isto são os que, de três uma: 
  • Ainda estão na ignorância 
  • Ou são cúmplices desta política selvagem e despudorada
  • Ou são cobardes.
Não encaixo em nenhum dos 3 grupos. Temos pena.

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Esta última imagem provém, como se vê, do blogue We Have Kaos in the Garden.

domingo, fevereiro 24, 2013

Sérgio Monteiro, um 007 que agora poderia organizar a Operação Segurança contra os Grândolos (*) que por aí andam a fazer esperas aos ministros. Passos Coelho anda a desperdiçar o único fulano talentoso que lá tem. Que pena.


Há uma pessoa neste governo que tem carisma. Tem carisma e tem uma certa pinta. Pinta de 007. Fala de peito feito, dá 10-0 a toda a outra gente que por ali anda, por aquele governo de nabos e totós.

Não sei se ele é bom, se é mau. Mas que tem punch, lá isso tem.

Acabo de o ouvir a 'mandar vir' com os sindicalistas numa sessão 2.ªs Jornadas Consolidação, Crescimento e Coesão, organizadas pelo PSD, no auditório do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) em Faro e ali estava ele, com aquela voz meio rouca, aquele killing instintc, a perorar contra quem organiza plenários, participa em manifestações e o escambau. Que pinta. Vestido de forma casual, arrojado, parecia um príncipe ao pé do mal jeitoso Mendes Bota.

Eu, se formasse governo, ia querer tê-lo ao meu lado, claro que ia, talvez até como guarda costas.

Refiro-me a Sérgio Monteiro, Secretário de Estado dos Transportes. O Álvaro ao pé deste rambo parece um pequeno e inofensivo pudim. 


Sérgio Monteiro, o Secretário de Estado com pinta de 007


Ora vejam lá se o nosso Sérgio não poderia suceder ao Daniel Graig? Eu, se fosse ao Passos Coelho, agora que anda a mobilizar os polícias todos para fazerem a segurança aos sitiados membros do Governo, pegava no Sérgio e punha-o a fazer números que impressionassem os grândolos que por aí andam na cantoria. Onde houvesse um grupo deles à espera de um ministro, quando menos eles esperassem, pregava-lhes um susto que os ia deixar a cantar fininho... Por exemplo, podia descer de helicóptero, num salto aparatoso, com um aparelho que disparasse feixes de luz azul, silvos, todo destemido, botas, blusão, cabelo quase rapado.

O ex-Doce é que não tem jeito nenhum para gerir o pessoal, não sabe tirar partido do que ali tem. 





(*) A expressão Grândolos vem daqui.

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A ver se ainda cá volto.