sexta-feira, julho 31, 2026
Fernando Medina, Miguel Sousa Tavares & Luís Neves Lda.
-- A palavra ao meu marido --
-- A palavra ao meu marido --
domingo, fevereiro 01, 2026
Depois dos ridículos discursos dos ministros, o discurso sonso do Marcelo
-- Mais uma vez, a palavra ao meu marido --
-- Mais uma vez, a palavra ao meu marido --
Ontem foram o "Lentão" e a D. MAI que nos brindaram com discursos ridículos. Hoje veio o PR brindar-nos com um discurso sonso, a rondar o patético. Qual Karoline Leavitt (porta-voz da Casa Branca, seguidora acéfala e defensora feroz do Trump), veio o Marcelo fazer de porta voz do governo e, depois de várias banalidades sem préstimo, referiu que o Luís estava "muito preocupado com a situação".
Recordo que o Marcelo também disse que o Luís estava "preocupado" com o estado da Saúde, e as coisas continuaram a piorar de dia para dia.
Suponho que, por muito mal que pensem do Luís, os portugueses julgam que ele se preocupa, pelo menos os mínimos, com estas duas catástrofes. No entanto, há que dizer ao Marcelo, que felizmente acaba em breve o mandato do pior PR dos últimos cinquenta anos, que os portugueses se borrifam para os estados de alma do Luís e para aquilo que o Marcelo acha dos mesmos. O que os portugueses querem é decisões rápidas e acertadas e informação coerente sobre os assuntos importantes. Os portugueses precisam é de um PR isento, que não aja em função da cor política do governo e que, quando necessário, critique o governo.
É certo que os portugueses não precisam nem querem um secretário do governo na Presidência como demonstraram na primeira volta das presidenciais ao não votarem no Marques Mendes. No entanto, desde que Montenegro foi eleito, o Marcelo tem exercido as funções de secretário de estado do governo em Belém. Com todo o amadorismo e incompetência que o governo tem demonstrado, este é o tipo de PR de que certamente o País não precisava.
Já agora dois assuntos conexos.
1 - Os geradores não chegam onde são precisos porque o governo, à semelhança do que aconteceu no apagão, pretendeu que fossem os motoristas dos ministros a levá-los e depois perceberam que não cabiam nos carros?2 - O comentário mais estúpido e cretino que ouvi sobre a devastação causada pela tempestade foi feito pela Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal. Mais uma vez, torna-se evidente que fala por falar sem conhecer minimamente os fatos. Dizer que Lisboa e Porto passaram pela tempestade sem estragos porque são cidades ricas e que Leiria sofreu uma enorme devastação porque é uma cidade pobre é estúpido e não tem qualquer aderência à realidade.O que também é extraordinário é que os "colegas" de programa não lhe tenham explicado que, embora a tempestade tenha atravessado todo o território continental, o seu centro de impacto e os danos catastróficos concentraram-se na Região Centro, particularmente no distrito de Leiria. A Clara, no Eixo do Mal, consegue frequentemente dizer uma coisa e o seu contrário e revela uma falta de preparação assustadora relativamente aos assuntos sobre os quais opina.Deve haver uma razão escondida para a manterem a comentar. Qual será?
sexta-feira, maio 02, 2025
Clara Ferreira Alves: estou a ouvi-la no Eixo do Mal e fico estarrecida com os disparates que diz.
Alguém proíba esta criatura de opinar em público!
Alguém proíba esta criatura de opinar em público!
O que diz -- abordando com imprecisão, distorção e baralhação aspectos técnicos misturados com aspectos políticos -- deixa-me perplexa e revoltada. O meu marido, que tem o rastilho mais curto que eu, já fez várias tentativas de mudar de canal, furioso com os disparates que ela diz. Furioso, furioso.
Eu ainda não percebi se ela é ignorante sobre a maior parte dos assuntos, se é demagoga, indo acefalamente atrás da última coisa que ouviu, se é mal intencionada, se é, apenas, tonta. Mas fico chocada com as análises que faz. Troca-se toda, confunde alhos com bugalhos. Mas, como fala com arrogância e armada em boa, parece que ainda há quem compre o que ela diz.
E eu fico intrigada: não há ninguém na SIC que perceba que esta pessoa presta um péssimo serviço à opinião pública em Portugal? Caraças.
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Quanto ao Montenegro, esse cantor pimba que ocupa S. Bento, recomendo a leitura de Montenegro "apanhado", prosa linear e objectiva de Vital Moreira, bem como a de O padrão PSD, mais um tiro certeiro de Der Terrorist.
quarta-feira, abril 02, 2025
Clara Ferreira Alves e a 'manosfera' - a 'percepção' em vez da estatística
-- Isto para não dizer: a ficção em vez da realidade --
-- Isto para não dizer: a ficção em vez da realidade --
Li com algum espanto e até alguma pena o artigo da Clara Ferreira Alves no Expresso, "Manosfera, manual de combate".
Parece que existe uma manosfera. Sempre existiu, sem ter meios de comunicação tecnoinclusivos ou nomenclatura e sociologia a gosto. Welcome to my world.
No mundo em que nasci, o da expansão económica do pós-guerra, e do nascimento das marchas e lutas dos direitos civis, a violência masculina era um dado adquirido. Nascer mulher era não só nascer imiscuída nessa violência e prisioneira dela como nascer forçada a aceitar essa violência. E considerá-la parte do estádio civilizacional da época. Ou seja, normal.
Começava em casa. O pai, ou pater familias, era o único detentor do poder paternal, do poder financeiro e do poder disciplinador, que exercia com maior ou menor benevolência. A mãe era o polícia bom, o pai o polícia mau, chamado a depor no tribunal do casal sempre que havia a ameaça de desobediência ou rebelião. (...)
Na minha família não havia sevícias físicas, mas a violência verbal do pater familias era assustadora. Era uma violência exercida sobre toda e qualquer liberdade residual que uma rapariga ousasse ter. O mundo estava medido e escolhido para ela. O que podia e não podia fazer era designado desde o nascimento, mesmo quando se aceitava que a rapariga estudasse. E “estudar” num curso dito superior não era assim tão comum. Mais comum era fazer o liceu, o secundário, e a seguir arranjar um emprego, talvez de secretariado, uma posição subserviente, ou de qualquer modo um emprego que implicasse saber datilografia. Escrever à máquina. Na pequena burguesia da época, a capacidade era considerada um trunfo. A seguir, a rapariga casava e o marido teria de ser alguém aceite pelas duas famílias. Depois de casar-se, a rapariga seria mãe e colocar-se-ia numa situação financeira de pura dependência em que era norma aceitar as infidelidades conjugais. (...)
Na escola de repetentes, fui confrontada pela primeira vez com abortos, alunas lésbicas, e as “galdérias”, as raparigas que tinham dormido com rapazes. Pairava uma insurreição na escola, e a violência no recreio era bestial. De besta. Dos rapazes sobre as raparigas. Era uma coisa nova, e foi uma educação. Descobri que fora do estreito círculo feminino, oprimido, a relação entre os sexos era eminentemente violenta.(...)
Ao longo da vida, as situações de violência e discriminação que tive de enfrentar ou sofrer, e foram muitas, não cabem aqui. Assisti a muitas mais. Mesmo depois do 25 de Abril, que mudou tudo e não mudou logo tudo, a violência continuava, exercida muitas vezes na clandestinidade. Como os abortos. Como as violações, nunca reportadas. A posição subalterna da mulher era um dado adquirido e sofrida em silêncio. A trabalho igual nunca salário igual. E continua.
(...)
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Como escrevi acima, tudo o que aqui leio me espanta. Sou contemporânea de Clara Ferreira Alves. E, no entanto, se eu fizer uma resenha do que têm sido os 'meus tempos' e qual a minha experiência, quer como interveniente directa quer como espectadora, seria totalmente diferente.
O ambiente em que vivi nunca foi violento. Nunca testemunhei violências. Não digo que não houvesse violência. Haveria. Mas da mesma forma que não consigo dizer que eram tempos absolutamente tranquilos, todos eles peace and love, também me parece abusivo retratá-los como um farwest.
Em minha casa trabalhava o meu pai e trabalhava a minha mãe. Opinavam e decidiam de igual para igual. Talvez uma parte significativa das mães dos meus amigos não trabalhasse, até porque era um meio relativamente burguês, mas muitas trabalhavam.
Além disso, todas as minhas amigas desde a infantil, à primária prosseguiram para o secundário. E a grande maioria das minhas colegas de liceu seguiram para a universidade. E há várias engenheiras, gestoras (e médicas e professoras e psicólogas, incluindo de germânicas, e uma escultora e sei lá que mais). Todas escolheram o que quiseram. Se há alguma Secretária, desconheço. Não que isso fosse mau - simplesmente não era regra nem imposição nem coisa nenhuma.
A regra também não era casar, ter filhos e ficar na dependência do marido. Não conheço uma única que tivesse ficado na dependência do marido. E a minha melhor amiga engravidou antes de casar e eu e todas as minhas outras amigas não engravidámos porque tivemos mais cuidado.
O liceu em que andei era misto mas as aulas e os recreios não eram mistas. Contudo, no meu 3º ano, actual 7º, tal como aconteceu com Clara Ferreira Alves, criaram turmas piloto. Mas o piloto traduzia-se em serem mistas. Os melhores alunos, femininos e masculinos, na mesma turma, a turma A. A partir daí o liceu passou a ter um encanto suplementar. Nunca, nunca, nunca, houve qualquer episódio de violência masculina sobre as raparigas. Pelo contrário, eram os tempos da pré-adolescência e depois da adolescência, em que nos encantávamos uns com os outros. Havia sempre alguém que fazia anos e fazia festas em que se dançava, íamos ao cinema, só miúdos, no verão íamos à praia, um grande grupo supostamente vigiados pela mãe e pela tida de uma das minhas amigas.
Depois do 25 de Abril, na faculdade, nunca, nunca, nunca assisti a nenhum episódio de violência de rapazes sobre raparigas. Zero. Eram tempos de maravilhosa liberdade, de afecto, de descoberta.
Comecei a trabalhar aos 20 anos, dando aulas. Quer a nível de alunos e alunas quer a nível do corpo docente, nunca assisti a qualquer violência masculina. Nunca.
Tinha ainda 22 quando me mudei para o ambiente empresarial, indo trabalhar para uma das maiores empresas do País, uma empresa em que a larga, muito larga, a larguíssima maioria dos funcionários, incluindo os dirigentes, eram homens. No transporte para lá, eu era a única mulher. Durante anos só lidava com homens. Nunca fui alvo de violência, desconsideração, desrespeito. Nunca. Sempre ganhei o mesmo que os meus colegas homens. Progredi profissionalmente e em pouco tempo integrei o corpo de dirigentes. Durante muitos anos era a única mulher nas reuniões de gestão. Nunca me senti inferior, inibida ou prejudicada.
Com o tempo começaram a aparecer mais mulheres em todas as funções, sempre a par e par com os homens.
Nunca soube de violações mas assisti a vários momentos de assédio e todos eles foram de mulheres sobre homens. E, identicamente, nunca assisti a casos de assédio de homens mais 'poderosos' sobre mulheres em situação de 'inferioridade hierárquica' mas, pelo contrário, a mulheres que faziam de tudo para terem um caso com o doutor, o engenheiro, o director.
Por isso, se não posso dizer que o artigo de Clara Ferreira Alves é pura ficção ou um disparate sem pés nem cabeça, o que posso dizer é que tendo eu trabalhado sempre em empresas muito grandes, frequentado meios muito diversos e sendo uma pessoa razoavelmente informada, o testemunho que posso partilhar é o oposto.
Sei que há casos, certamente mais do que deviam, até porque deviam ser zero, de violência de homens sobre mulheres -- mas estatisticamente são marginais. E claro que ainda há muitos grunhos, machistas, marialvas, abusadores. Mas são uma minoria. Os que há não chegam para tornar a sociedade, no seu todo, um antro de homens violentos, estúpidos, assediadores, prepotentes.
Uma das coisas que sempre achei nocivas para a sociedade no seu todo é a atitude das mulheres que se colocam no patamar em que Clara Ferreira Alves se põe: a de vítima, de ser inferior ou inferiorizado perante os homens. Em toda a minha vida pessoal e profissional nunca, nunca, nunca me apresentei assim ou me coloquei nessa posição. Nem tal me passou pela cabeça. E tendo chefiado durante quase toda a minha profissional grandes equipas, inicialmente predominantemente masculinas mas progressivamente cada vez mais totalmente mistas, nunca nenhuma pessoa das minhas equipas me acusou de privilegiar uns ou outros em função do sexo.
O artigo da Clara Ferreira Alves deixou-me, pois, algo incomodada. E a única explicação que tenho para o que ela escreveu é que ela está a deixar-se tomar pela grave e, pelos vistos, contagiosa doença das percepções.
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Desejo-vos uma boa quarta-feira
sexta-feira, dezembro 13, 2024
Os 10 animais mais engraçados do ano -- para ajudar a digerir a Clara Ferreira Alves no Eixo do Mal
Mais uma vez estou a ver o Eixo do Mal. Como já deu para perceber, ver as actuações da Clara Ferreira Alves tiram-me do sério. É uma papagaia, fala de cor, empola o que diz para disfarçar a vacuidade do seu conhecimento. Cansa. Irrita. Vê os filmes todos ao contrário. Convenço-me até que não é apenas uma matraca falante e mal informada, que é mesmo pouco ou nada inteligente. E depois como fala sem pensar e sem saber do que fala, tão depressa diz uma coisa como o seu contrário.
O meu marido, de cada vez que ela fala, insurge-se e insulta-a à bruta, sempre a querer fazer zapping. E eu estou quase a fazer-lhe a vontade antes que a sujeita dê cabo da nossa saúde.
Neste momento está o Pedro Marques Lopes, muto bem, racionalmente, a desmontar a cegada que ela para ali esteve a armar. Aliás, está a dar-lhe uma rabecada das valentes. Se ela fosse inteligente (que não é), enfiava-se debaixo da mesa.
Não percebo porque é que a SIC contrata uma criatura como ela: alarmista, desbocada, fútil, mal informada. Praticamente tudo o que diz são tolices, ainda por cima mal fundamentada. Não deviam abrir-lhe um microfone à frente da boca pois dali não vem uma que se aproveite.
E o Luís Pedro Nunes, uma vez mais cavalgou a onda das bocas, e agora está a levar com a fúria não apenas do Pedro Marques Lopes mas também do Daniel Oliveira.
Mas quer o poupas quer a depenada têm uma característica: mal percebem que o que disseram não tem ponta por onde se pegue, ajeitam a conversa. Ela muito mais que ele, claro.
Por isso, para não me focar nem nela nem no vizinho do lado, desloco-me antes para um território mais divertido.
Já no outro dia, a minha filha fotografou o nosso cabeludo mais fofo e enviou-nos a fotografia com um cheeeese como legenda.
The 10 funniest animal photos of the year | BBC Global
The Comedy Wildlife Photography Awards crowned the funniest animal photos of the year.
sexta-feira, dezembro 06, 2024
E o Oscar para o melhor tricot no comentariado político vai para...
Começa as frases a defender uma coisa e, à medida que vai observando a reacção estupefacta ou desdenhosa dos colegas comentadores, inflecte, faz agulha e acaba-as a defender o contrário. E isto é o pão nosso de cada dia.
Vê-se que vai para ali com os assuntos pela rama, geralmente é claro que não faz ideia do que diz, é leviana e superficial, diz-se e contradiz-se. Os colegas, por vezes incrédulos, por vezes incomodados, a maior parte das vezes mostram-se ansiosos por que acabe o chorrilho de asneiras que torrencialmente brota da sua arrogante boca.
Aliás, não é só a boca que é arrogante. É todo o fácies, desde o platinado e aparado penteado até aos olhinhos que tantas vezes revira, como se desprezasse o mundo ou os seres inferiores que o habitam.
Em síntese: quase nada do que diz faz grande sentido até porque enferma de labilidade extrema. Não dá para levar a sério.
E, contudo, exprime-se com grande cagança, vê-se como o supra sumo da batata doce, como se estivesse a opinar lá de cima, do olimpo. Não se enxerga.
Se há vezes em que vai com casaco de homem dez números acima ou com blusão de cabedal altamente coçado, a verdade é que é frequente ir com camisolas ou casacos de malha. Não sei se são confecção própria ou aquisição. Mas, seja como for, nos tricots é imbatível.
E é por isso que o Oscar para os melhores tricots no comentariado político vai para... Clara Ferreira Alves. Of course.
sexta-feira, junho 07, 2024
A Clara Ferreira Alves é mal informada, ignorante, demagoga, fala-barato, tendenciosa ou apenas intelectualmente destituída?
Pergunto.
E pergunto isto depois de mais um exercício de auto-flagelação ao forçar-me a ouvi-la no Eixo do Mal apesar de o meu marido ter estado aqui ao meu lado, furibundo, revoltado, insultando-a, querendo fazer zapping.... (Acontece que eu estava a querer ouvir o Pedro Marques Lopes e, portanto, achei que, por hoje, não morreria se tivesse que a gramar. Contudo, reconheço que aturar a pesporrência, a inconsistência, os disparates consecutivos, o populismo barato daquela mulher leva qualquer um ao desespero. Criatura horrível.)
sexta-feira, dezembro 22, 2023
Enquanto não tirarem a Clara Ferreira Alves do Eixo do Mal sou obrigada a ver o 24 Kitchen
Depois de termos visto a Bardot na 2, tentei passar para a SIC N para ver o Eixo do Mal. Estava o Pedro Marques Lopes a falar e estava a falar acertadamente, com ponderação. Ouvimo-lo. A seguir passaram para o Daniel Oliveira e distraí-me.
[Embora toda a gente me diga que deixe de tentar saber tudo pois não sou médica e hei-de sempre fazer leituras incompletas, não resisti e fui ao ChatGPT investigar uma coisa que ouvi a uma enfermeira, no hospital, e que não percebi. Pensava que tinha sido engano embora a minha filha, que me tem acompanhado -- e, desta forma, impedido de soçobrar [e que, com a ida ao CCB, conseguiu a proeza de me distrair e de fazer entrar ar fresco na cabeça] -- tivesse ouvido o mesmo. Quando contei ao meu filho, constipado, cansado e acabado de chegar de fora, acho que também lhe soou estranho. Na altura, pareceu-nos uma coisa tão fora de contexto que nem a minha filha, apesar de dominar bem muitas das matérias com que nos confrontamos, nem eu questionámos a enfermeira. E agora, enquanto o Daniel Oliveira dissertava, fui ver e já percebi. Faz sentido no âmbito em que foi dito. Compreendo melhor o que estão a tentar fazer. Relojoaria fina. Com pinças, um toque aqui, um toque ali, disse a enfermeira e disse o médico.]
Nisto, no Eixo do Mal, passam para a Clara Ferreira Alves e ali ficou por breves instantes. Foi o suficiente para o meu marido se enfurecer. Tentei que se acalmasse para tentar conseguir ouvir a conversa dela. Também não consegui.
Se aquela mulher a mim me causa brotoeja, no meu marido o efeito é verdadeiramente anafiláctico.
Com aquele arzinho arrogante e pesporrente, a empertigada senhora começou a dizer as alarvidades do costume. Não sei se está boa da cabeça pois tem ódios de estimação tão absurdos e tão insustentados que chega a causar aflição, isto já para não falar em vergonha alheia.
O meu marido imediatamente passou para o 24 Kitchen e eu não tive como argumentar. Concordei. Qualquer coisa é melhor que a dita comentadeira.
Esta Clara Ferreira Alves é, neste momento e desde há algum tempo, um activo tóxico, muito tóxico, não apenas para a SIC Notícias como, direi mesmo, para o País.
Não sei o que leva a SIC a manter o contrato com esta criatura que se diz e desdiz, inconsequente, maledicente, fútil, inútil, impreparada, manda-bocas. Uma troca-tintas armada em chica-esperta.
Portanto, estou a ver a preparação dos repastos natalícios pela Nigella Lawson. É o que é.
Quanto ao demais, mormente ao tema que me tem trazido doente, parece que começo, aos poucos, a mentalizar-me para que a vida é isto mesmo. A gente pensa que já o sabe mas, quando nos bate à porta, parece que esquece. A enfermeira hoje dizia que o nosso corpo é uma máquina complexa, poderosa, incrível na forma como se ajusta e se recupera mas que, também, ao mesmo tempo, por uma pequena coisa se descontrola, por uma pequena coisa quase se perde. É mesmo. Se já o tinha constatado com outros casos, e muito fortemente, com o meu pai que tantas vezes estava mais lá do que cá e que perdia o andar, a fala, numa das vezes a capacidade de reconhecer números e que, depois, recuperava (até que deixou de recuperar e entrou numa recta descendente que o deixava angustiado e infeliz), agora, com a minha mãe isso parece ser ainda mais evidente e, por vezes, incompreensível. Mas, enfim, não vou falar no assunto senão começo, de novo, a enfiar-me naquele caminho estreito do qual me custa a sair.
Portanto, fico-me por aqui.
sexta-feira, fevereiro 18, 2022
Depois de um dia do caneco, constato que a Clara Ferreira Alves continua no Eixo do Mal. Pior: igual a si própria.
Há mistérios que jamais terão explicação.
Há mistérios que jamais terão explicação.
Mais uma vez enganei-me. Na quarta-feira à noite disse ao meu marido que pensava que ia ter uma quinta-feira tranquila.
Qual quê? Quando a gente acha que está a salvo deve ficar calada. Falar atrai.
Conto.
Ainda estava a refazer-me, avaliando se ainda faria sentido voltar a adormecer, toca-me o telefone.
Uma dúvida sobre um tema complicado. Ainda à fresquinha (pijamas e camisas de dormir não são comigo) levantei-me e, para estar longe do urso peludo (não fosse pôr-se em pé para me fazer festas e arranhar-me de alto a baixo), fui enregelar para o escritório do lado. Telefonema longo. Problema complexo envolto em mil dúvidas.
Antevi logo que a coisa tinha tudo para ficar complicada. Como estas coisas do capeta nunca vêm sozinhas, juntaram-se vários factores e o meu marido, também cheio de telefonemas e afazeres e tendo que sair antes da hora de almoço, sugeriu que fossemos fazer uma rápida caminhada não fosse não haver outra oportunidade no resto do dia.
Errado. Mais uma vez falei quando devia era ter ficado calada. Atrai, é o que digo. É que o dia estava fadado a ser um dia não -- passado um bocado, nova chamada: era esse mesmo a saber que raio de reunião era aquela. Uma estupidez de uma reunião, disse eu. Vontade de a ter: bola. Mas, sopesados os prós e os contras, acabámos por aceitar fazer a reunião na parte da tarde. Lembrei-me do outro, a confortar-me, anos antes: todos temos uma cruz para carregar.
Resumindo: nem dei pela caminhada.
A seguir, quando a xaropada acabou e me dirigia à cozinha para comer uns cajus e uns arandos, pensando que já não poderia aparecer mais nada para me chatear a cabeça, outra pessoa a ligar, se eu podia participar numa reunião. Não gritei por um triz. Caraças. Depois mais telefonemas. E mais essa reunião descabelada. E mails e apresentações para ver.
Quando chegou o meu marido estava eu ao telefone, irritada. Disse-me: 'Não tinhas dito que ias ter um dia tranquilo...?'. Pois. Limitei-me a encolher os ombros pois estava ao telefone .
Há bocado sentei-me aqui e, enquanto ele adormecia no sofá e o cão dormia a sono solto no chão, adormeci também.
Acordei agora com ambos a irem para a cama (cada um para a sua, bem entendido).
Tentei concentrar-me, numa de benefício da dúvida. Com muita paciência e tolerância, a modos que deixa cá ver se não sou eu que estou com os dois pés atrás, esforcei-me por lhe prestar atenção. Mas -- lamento -- não. Nada do que a senhora diz se aproveita. Mistura ironia, sarcasmo, desprezo, arrogância. Mas como tudo tem por base um zero absoluto, tudo aquilo resulta numa chachada.
Aliás, tudo o que se diz em volta daquela mesa é um exercício de parvoíce, de gabarolice, de pretenso humor. Não se aprende nada. Não se aproveita nada. Não sei qual a justificação para aquilo.
Se eu fosse responsável pela programação da SUC despedia-os a todos. Mas a que mais rapidamente ia de patins era esta insuportável criatura, que não diz uma que seja fundamentada. Ouve uma aqui, outra ali e vai para ali armar-se em letrada, em superior.
Não há pachorra.
Nem sei porque é que isto ainda dá na SIC N. Vou fazer zapping ou espreitar a HBO e a Netflix. Puxa. Depois de um dia como o de hoje era o que me faltava era ainda ter que estar a aturar esta gente. Livra.
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Para ver se o post não é uma treta pegada, descobri estas fotografias no Guardian. Fazem parte de LensCulture Art photography awards 2022. Vêm acompanhadas pelos U2 com Stay (Faraway, So Close!)
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Desejo-vos uma boa sexta-feira
Confiança. Esperança. Saúde. Alegria. Vida nova.
sexta-feira, fevereiro 04, 2022
Qual é a pessoa qual é ela que anda sempre a surfar qualquer onda sem ter inteligência e habilidade para perceber a qualidade da onda?
Qual é a pessoa qual é ela que não acerta uma mas que erra com a cagança que costuma estar reservada aos que acertam sempre?
Qual é a pessoa qual é ela que tem a maior cara de pau, dizendo uma coisa e o seu contrário sempre com a petulância dos seres superiores?
Qual é a pessoa qual é ela que, mediante a dimensão dos seus juízos errados e dos seus raciocínios avariados, em vez de se demitir e nunca mais nos aparecer à frente, aparece sempre como se não fosse nada?
Quem é a pessoa qual é ela que não apenas tem cabecinha de alfinete como, pelos vistos, a tem vazia?
Qual é a pessoa qual é ela que não acerta uma mas que erra com a cagança que costuma estar reservada aos que acertam sempre?
Qual é a pessoa qual é ela que tem a maior cara de pau, dizendo uma coisa e o seu contrário sempre com a petulância dos seres superiores?
Qual é a pessoa qual é ela que, mediante a dimensão dos seus juízos errados e dos seus raciocínios avariados, em vez de se demitir e nunca mais nos aparecer à frente, aparece sempre como se não fosse nada?
Quem é a pessoa qual é ela que não apenas tem cabecinha de alfinete como, pelos vistos, a tem vazia?
Penso que mais do que adivinhas, estas são perguntas retóricas. Branco é, galinha o põe.
Mas, a quem tenha dúvidas, aconselho a rever o Eixo do Mal desta quinta-feira e o compare com o da semana passada.
E, para quem não aguente (o que se percebe porque, na realidade, não se aguenta!), aconselho vivamente a leitura atenta do Completely SICk. Lê-se e não se acredita.
Só mesmo a Clara Ferreira Alves para falhar tanto, falhar tão grosseiramente, falhar tão ridiculamente.
Transcrevo uma parte do que o Valupi transcreveu:
«António Costa escreveu o manual "Como não fazer campanha eleitoral - Erros a não cometer". Conseguiu cometê-los todos. Ele pode estar a milímetros de acabar ingloriamente a sua carreira política. Não há cargos europeus para quem perde eleições neste cenário.»
«António Costa partiu com aquela soberba que lhe é peculiar e acabou a fazer uma espécie de discurso de caixeiro-viajante à porta a vender escovas e sabões.»
«António Costa foi errático e isto dá uma aparência de desonestidade intelectual. E isso é muito grave.»
«Ele não é capaz de negociar consigo mesmo. Lá naquela bazófia, ele está visivelmente nervoso e sua de pânico porque sabe que pode estar a muito pouco de perder, e de perder tudo. E de rematar uma longuíssima carreira da pior maneira. Rui Rio está contente, evidentemente.»
Clara Ferreira Alves – 27 de Janeiro de 2022
Não percebo, mas não percebo mesmo, porque é que a SIC continua a contratá-la. Claro que o Luís Pedro Nunes também não dá uma para a caixa, um misto de candidato a parodiante histriónico e de aluno cábula. Também não se percebe em que qualidade é contratado. Dos outros dois, Daniel Oliveira e Pedro Marques Lopes, agora não digo nada, já dou de barato. No meio de tanta mediocridade, a gente já dá o desconto aos que conseguem ter uma conversa mais estruturada. Podem, com alguma frequência, dar alguns pontapés na lógica, na gramática, na história, na verdade dos factos, etc, mas, pelo menos não são tão desmiolados, descarados, despudorados, impreparados, desrespeitadores da inteligência de quem os ouve, etc, como os outros dois.
Entre Luís Pedro Nunes e Clara Ferreira Alves, esta ainda é pior. Poderia parecer difícil mas não: Clara Ferreira Alves é mesmo do piorzinho que por aí há. Parece que o Balsemão gosta de ter por lá coisas assim, gentinha sempre pronta para fazer o frete. E, quanto mais acéfala é, mais prestimosa essa gente se mostra. Escrúpulos não têm, vergonha também não. Por isso é vê-los.
Quanto a CFA ser pior que o LPN: é que Luís Pedro Nunes se apresenta como um comediante, está ali só mesmo para largar umas larachas. Ela não, ela apresenta-se como se soubesse o que diz. Pior, apresenta-se como se só ela é que soubesse o que diz. E uma arrogância sem razão de ser é simplesmente manifestação de falta de inteligência.
Depois da barracada do que disse às vésperas das eleições, se eu fosse ela, obviamente demitia-me. Mas não. Já está noutra. Quem a ouça parece que sempre disse o contrário do que disse. Quem não faz ideia do que diz nem sabe do que fala, quem se exprime cavalgando ondas sem sequer perceber se são ondas a sério ou ondas fake e, pelos vistos, sem sequer saber o que é uma onda, está ali, na televisão, a fazer o quê? A vender banha da cobra? Mas... a vender a quem? Há compradores para banha da cobra?
Não há pachorra. Não há mesmo.
quinta-feira, agosto 05, 2021
De sexo bem aviado e de boca colada ao ouvido
Como é que um lugar como a Faculdade de Ciências, com os seus professores catedráticos e eminências muitíssimo pardas, podia rivalizar com o magnetismo pecaminoso dos 'imperadores do Chile', chulos que prostituíam as raparigas do bairro, engatatões que se contentavam 'com as sobras das desenganadas do Clube Estefânia, das academias recreativas ou dos tristes bares do Intendente'? Que professor monocórdico podia ensinar tanto sobre a vida como os 'carteiritas mal-engonhados que andavam à babugem', a fauna dos bailes dos Bombeiros, da Rádio Graça, das Manas Pretas, do Incrível Almadense, dos Alunos de Apolo, os jogadores de batota que se reuniam em casas clandestinas, os 'bilharistas às três tabelas, batedores de sueca brava ou praticantes de dominó em sintaxes ardilosas', 'um Al Capone viseense que fazia os negócios numa leitaria da Almirante Reis enquanto acariciava os anéis', uma Dona Sol, manicura de 'ancas majestosas', os homens com alcunhas dignas das personagens do submundo nova-iorquino -- 'Mãos de Seda', 'Mil e Quinhentos', 'Ganso', 'Carlos Chófer', 'Dente de Ouro' -- ou esse inesquecível Simas Anjo que, na Sociedade Recreativa Vitalense, em Campolide, templo de bailes com orquestras de cordas e bufete -- 'pede-se aos cavalheiros o favor de acompanhar as damas ao bufete' -- 'dançava de sexo bem aviado e de boca colada ao ouvido da garina para que ela o escutasse por entre as pernas'?
Mesmo que se esforçasse muito e conseguisse boas no Desenho de Máquinas, Geometria Descritiva, Estereotomia e Física, que futuro é que isso lhe oferecia? Quando muito, via-se como um professor medíocre de liceu, a exibir nas salas de aula o seu tédio e resignação a manadas de alunos na sua maioria desinteressados. Não, a faculdade também não era lugar para ele. Mas haveria um lugar para ele?
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José Cardoso Pires aparece aqui retratado por Júlio Pomar e por Abel Manta e descrito por Bruno Vieira Amaral em Integrado Marginal, biografia de José Cardoso Pires.
Simone Távora Stross é a compositora de Valsa lenta que é interpretada por Arnaldo Rebello ao piano
O título deste post, extraído do pequeno excerto que acima transcrevi, é deliberadamente provocador e mais não pretende do que chamar a atenção para este livro que, até ver, me está a sair melhor do que a encomenda.
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sexta-feira, outubro 30, 2020
Eh pah... mas ninguém tira a Clara Ferreira Alves da televisão porquê...?
Sem querer, passei pela SIC Notícias e aqui está ela, no Eixo do Mal, feita histérica, revoltada contra tudo e contra todos, contra incertos, contra o ar que se respira, contra os outros que respiram o ar que, se calhar, não era para ser respirado. O que é que ela diz? Não faço ideia. Com palavras avulsas proferidas com um ar ressabiado, assanhado, ela antecipa desgraças, fatalidades, cataclismos, toda a espécie de fenómenos sinistros. Ela superior a tudo e a todos, dizendo parvoíces, banalidades, contradições parvas, e tudo com ar furioso, toda ela arrogância, acusa o Governo, acusa as pessoas, acusa o vírus, acusa não se sabe bem o quê.
Tudo espremido, o que ela diz vale zero. Zero. Nem o penteado lhe vale. Pelo contrário, acentua-lhe o ar de galinha espremida das ideias. Fútil, populista, leviana, fala-barato, transbordante de vã soberba, intragável.
Enquanto ela fala, o Pedro Marques Lopes olha-a incrédulo. Vai ter que aturá-la até ao fim do programa. Eu não. Bye, bye Madame Cagona.
sexta-feira, agosto 21, 2020
Estantes, maminhas, marteladas e etc.
O que me interessa é seguir o conselho do Amofinado sobre o reencaminhamento do correio, o da Gata Aurélio sobre a forma de fixar quadros sem furar paredes (já cá cantam, já os trouxe do Leroy), a solidariedade do Francisco quanto à corzinha arratada da estante, a empatia da querida Sol Nascente e a todos que, em comentário ou mail, me deixam palavras sempre tão simpáticas e a quem aqui deixo os meus agradecimentos.
quarta-feira, fevereiro 26, 2020
As estantes deles. E alguns dos livros que arranjaram guarida in heaven. E o que os livros que escolhemos dizem de nós.
E outras coisas.
E outras coisas.
Há sempres partes dos meus dias de que aqui não falo. Mesmo quando parece que falo de muito, em geral aquilo de que falo não é senão o que se passa in between. Geralmente também não falo do que me preocupa enquanto me preocupa. Quanto muito, falo quando já não estou preocupada.
De vez em quando sou surpreendida com comentários que nem chego a publicar ou mails nos quais as pessoas querem mostrar-me que conseguiram traçar as linhas que juntam os pontos que me definem e só falta desenharem o que pensam ser o meu retrato robot. Pasmo. Mas, se calhar, pasmo porque sei que o que omito é mais do que o que revelo. Mas aos ousados que me escrevem a evidenciar a prova da sua inteligência não passa pela cabeça que jamais se pode traçar um perfil e, muito menos, enchê-lo com carne e espírito, quando, na realidade, pouco se sabe de uma pessoa.
Mais: mesmo de pessoas cuja vida se pode consultar na wikipedia, que têm presença regular na comunicação social e na vida pública e mesmo quando praticam um estilo quase confessional, dificilmente se pode concluir que as conhecemos. Por exemplo, quem nos garante que, em privado, não se desdobram em disfarces ou que cultivam segredos ou que alimentam vícios inconfessáveis ou que escondem amores intangíveis? Ninguém garante.Mas fico a pensar, tal como penso em relação a mim: o que acontecerá quando a pessoa for desta para melhor e alguém se vir a braços com tudo isto, tendo que dar destino a todos estes volumes?
Há coisas que fazemos que só fariam sentido se vivêssemos eternamente. Assim é tudo meio louco. E o melhor é nem pensar nisso.
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As fotografias foram feitas esta terça-feira in heaven e achei que uma Bachianas Brasileira de Villa-Lobos vinha mesmo aqui a calhar
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Desejo-vos uma bela quarta-feira
sexta-feira, fevereiro 01, 2019
A tal da rede que era Sofia que era Cláudia e que morreu e por quem Nuno se apaixonou -- e que afinal ressuscitou porque era outra.
E a Clara do Mal. E o Bercow do Bxt.
E duas adivinhas para rematar.
E a Clara do Mal. E o Bercow do Bxt.
E duas adivinhas para rematar.
O dia, como ontem avisei, foi mais repleto que um ovo. Mas não foi ovinho de codorniz ou ovito da franganita. Não senhor. Foi um big ovo. Ovo de avestruz. Talvez até de dinossauro. De dinossaura new age. E mais que ser big, foi intenso. O chamado ovo intenso.
O vídeo que mostraram no fim do Eixo a ilustrar a cavalice dos juízes que julgam os casos de violação suspeitando da conduta das vítimas é que vi com atenção e foi bom. De resto, tenho para mim que não perdi grande coisa. Para ser bom, tinham que dar banho à Clara a ver se ela larga aquela peneirice aguda que a torna intragável. E isto ela, porque os outros não me assistem.
Pelos vistos o juíz resolveu a coisa condenando-a a indemnizar os queixosos numas centenas de euros.
1. O que é que um pato diz a outro pato?2. Como é que se faz uma omeleta de chocolate?
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E, ufffff, thanks god it's friday.
Be happy.
domingo, novembro 19, 2017
A pesporrência de Clara Ferreira Alves.
Mais do que me apetecer debater as notícias de que tomei conhecimento na cabeleireira ou querer saber porque é que não há duas impressões digitais iguais ou porque é que acordo todos os dias com a mesma alma dentro de mim, o que eu gostava mesmo de saber é se há alguém à superfície da Terra que ainda tenha pachorra para aturar a Clara Ferreira Alves
Mais do que me apetecer debater as notícias de que tomei conhecimento na cabeleireira ou querer saber porque é que não há duas impressões digitais iguais ou porque é que acordo todos os dias com a mesma alma dentro de mim, o que eu gostava mesmo de saber é se há alguém à superfície da Terra que ainda tenha pachorra para aturar a Clara Ferreira Alves
Hoje, uma veio lá de dentro toda gira. E elas a gabarem-lhe as sobrancelhas. Bem desenhadas. Pensei: Terá ido arranjar as sobrancelhas? Depilá-las...? Mas eis que a que me tratava do cabelo lhe perguntou: Então e doeu alguma coisa...? Ao que a dona das ditas disse: Não. Só no fim, quando a anestesia estava a passar... Mas nada de mais... E aí eu pensei: Anestesia..? Mas num cabeleireiro dão anestesias...? E anestesia para arrancar pelos das sobrancelhas...? Que mariquice...
- Que o Manuel Maria Carrilho perdeu num processo contra a Maya e creio que contra o Graciano que terão dito qualquer coisa que não lhe agradou,
- que a Luciana Abreu também anda na justiça com o pai, e que está grávida de duas meninas e que no outro dia foi ao hospital mas foram todos muito simpáticos com ela,
- que meio mundo se separou do outro meio mundo e que parte desse meio mundo se troca e destroca com outra parte.
- E que uns, apesar de destrocados, continuam a apoiar os outros e que alguns nem por isso, especialmente quando há filhos envolvidos.
- E que uns estão bem sozinhos, outros estão apaixonados, outros com vontade de terem filhos
- E outros sem essa necessidade já que gostam muito dos sobrinhos.
- E que há bloggers que são famosas por serem bloggers e que as mais famosas são as que falam da sua vida de mães com filhos
- E que há actrizes de novelas que têm blog e uma até diz que o dela é ela que o escreve mas que há outros que são pura fancaria escritos por fantasmas.
- E que há bloggers que lançam livros e vão com a família toda atrás pois a família é a matéria do blog.



















