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sábado, abril 11, 2026

O Tó Zé Seguro, o SNS, o Governo e o Rutta
-- E cá está o meu marido, outra vez, a varrer o terreiro a varapau --

 

Segundo o Expresso, Belém (será que continua a existir a fonte de Belém?) vai preparar um relatório sobre a Presidência aberta do Seguro. Admito que será uma espécie de caderno de encargos para o governo, referindo o que tem que ser feito. Como é relatado pelas populações e autarquias, à verborreia habitual do governo, prometendo ajudas com enorme rapidez, não corresponderam ações efetivas sendo os atrasos na chegada das ajudas mais do que muitos. 

E não são só os atrasos nas ajudas. Pelo que se vem ouvindo, parece que nada foi feito de relevante para mitigar o que aconteceu. Sabermos pelo Seguro que ninguém no governo se tinha preocupado com o enorme problema que é a quantidade de combustível existente nos terrenos. Ora isto só revela uma coisa: a enorme incapacidade do governo para tomar decisões e para actuar com competência. 

Aposto que, quando sair o relatório/caderno de encargos, o Montenegro, engolindo o elefante, vai dizer, com aquele ar de sacana que o caracteriza, que o documento "assenta que nem uma luva na política do governo". 

Já aqui o recordei e vou voltar a isso: ao  SNS. É urgente que o Seguro volte ao assunto porque os indicadores sobre o SNS são cada vez piores, é preciso pôr o dedo na ferida, tentar minimizar as dores e dinamizar soluções. 

Tenho para mim que os principais problemas do SNS são:

  • a ministra e os lobbies que a suportam e que querem privilegiar os privados, 
  • a Ordem dos Médicos com as suas atitudes super corporativistas 
  • e a falta da qualidade dos gestores que estão nos postos chave do SNS. 

As chefias são nomeadas pelo cartão do partido e não pela competência e capacidade de gestão. E esta questão da gestão é tão problemática que o SNS manda para entidades privadas, para frequentarem cursos de gestão que custam milhares de euros, dezenas e dezenas de chefias que, de cada vez que abrem a boca, revelam um completo desconhecimento do que é o b-a-bá da gestão e a única coisa que sabem fazer é queixar-se de não terem autonomia para fazer nada. 

Em resumo, o dinheiro dos contribuintes também é esbanjado na formação de recursos que podem ter jeito para muita coisa mas não têm, seguramente, jeito para gerirem serviços no SNS e só são nomeados pelo cartão partidário. É necessária acabar com este forrobodó. 

Pior que o Rangel a apostar que os americanos cumprem estritamente o tratado das Lajes (provavelmente só ele e Montenegro é que acreditam -- uma vergonha a posição do governo sobre a guerra do Irão) foi o que o Rutta disse ontem sobre a posição do Trump e dos países da NATO na guerra do Irão. Este tipo de parvos bajuladores sem espinha dorsal ainda não perceberam que só consegue vencer o Trump quem lhe faz frente e o que se passa com a guerra no Golfo é um bom exemplo. São estúpidos e covardes. É uma vergonha exercerem as funções que exercem.

Não menos vergonhosa é a posição que a direita tem sobre a tudo o que envolve a identidade de género, nomeadamente a recente polémica sobre as terapias de conversão. As provas científicas contrariam a opção destes gajos e as ordens dos médicos e dos psicólogos são absolutamente contra as opções da direita. Cada vez mais a direita portuguesa (de que o actual PSD não é capaz de se distanciar) se aproxima dos membros do culto MAGA defendendo posições revanchistas, reaccionárias, sem qualquer fundamento científico e estupidamente desrespeitadoras das opções individuais. Provavelmente acham que devem pôr padres abusadores a aconselhar menores sobre as respetivas orientações sexuais. É difícil descer mais baixo. 

Será que ainda existem sociais democratas no PSD e, se existirem, o que pensam sobre este tipo de retrocesso civilizacional?

sábado, outubro 04, 2025

Erros processuais e outras anormalidades
-- A palavra ao meu marido --

 

Consta que houve uns F35 que pousaram na base das Lajes devido a um pequeno equívoco. O Rangel, provavelmente meio histérico, achou por bem dizer que, obviamente, o ministério dos negócios estrangeiros nunca se equivoca e que só poderia ter sido o ministério do Melo. O nosso Peter Hegseth (idêntico, salvo a diferença de escala; no sentido de estado, é idêntico) deve ter-se chateado e foi fazer queixa ao padrinho Luís que mandou o Rangel dar o dito por não dito: afinal, o incidentezinho deveu-se a um erro processual. 

E, acto contínuo, mandaram abrir um inquérito que é o procedimento número um do governo: em caso de chatice, abre-se um inquérito, deixa-se o inquérito a marinar e, acima tudo, nunca se assume a responsabilidade pela ocorrência, mesmo que ela seja uma tragédia. 

Esta do erro processual até pode pegar e dar para tudo, desde as tragédias na saúde, aos problemas na educação, na habitação, aos incêndios,... Esperemos é que um novo erro processual,  e errar é humano, não permita que drones do Putin aterrem na Costa da Caparica. 

Sabe-se lá o que pode resultar de um erro processual... 

Por exemplo, será que a investigação do MP ao Ivo Rosa também foi um erro processual? Ou terá sido, antes, um aviso aos juízes e, nomeadamente, a quem julga o Sócrates, que ou andam na linha ou podem ter a vida devassada durante anos por uma investigação resultante de uma denúncia anónima sem fundamento? 

Em tese, um procurador como qualquer cidadão, pode fazer a denúncia anónima só para dar cabo da vida a um juiz que não serve os seus interesses. O estranho não é isso. O estranho é ser possível que um ou vários juízes sancionem esta investigação. Tão estranho como isso é que, no meio de um escândalo destes, a SIC abra o jornal das 13 horas com a notícia que a Joana Marques foi absolvida

Estamos conversados. Viva o populismo e que se lixe a democracia. Uma coisa parece ser certa: alguém tem que controlar o MP enquanto é tempo. Caso contrário, corremos o risco do MP nos controlar a todos. 

sábado, março 15, 2025

Alguém consegue explicar porque é que ao grande Rangel deu a pica no day after?
Ao Rangel e, pelos vistos, ao Montenegro e, provavelmente, a todo o ex-Governo

 

Depois de a malta do Governo andar a baldar-se a reuniões europeias da maior relevância -- como as realizadas recentemente sobre o rearmamento da Europa ou sobre a guerra da Ucrânia (fosse para Montenegro ir jogar golf com o amigo Violas ou por outras razões lá deles) --, eis que, depois o mesmo ir abaixo, o Rangel resolveu armar-se em não sei o quê e apresentar-se em Kiev. Nem sei o que me faz lembrar. Vê-lo por ali a fazer não se sabe bem o quê só me constrange. É como se um noivo, depois de a noiva o ter rejeitado no dia do casamento, a seguir, todo lampeiro, se apresentasse para ir gozar a lua de mel. Figuras tristes.

É como a malta do Governo ter frequentado um curso sobre Transparência no dia a seguir ao governo ter caído por não merecer a confiança do Parlamento (por, justamente, o Montenegro ser tudo menos transparente ou confiável).

Falta de noção. Cenas muito macacas.

E, que nem de propósito, depois de eu, ontem, a propósito das dúvidas que, há uns meses, se levantaram sobre benefícios fiscais potencialmente indevidos por parte do Montenegro (quando fez aquela sua casa à beira da praia, com seis andares, seis casas de banho, elevador interior), ter referido a falta de transparência dele quando, num daqueles números em que é exímio, se tinha apresentado com um dossier cheio de papéis, hoje leio que, na realidade, não forneceu as facturas à PJ... Um artista. 

Muito transparente, de facto.

E li e ouvi também que a Câmara de Lisboa travou vistoria às obras nas casas de Montenegro em Lisboa, aparentemente feitas sem licenciamento (quando são obras que mexem com a estrutura do edifício ao abrir um buraco na placa de divisão entre pisos). Tudo situações muito transparentes...

[Não costumo ser cusca mas ainda hoje, ao ouvir comentar que ele deve ter uma grande fortuna para ter feito aquela casa exorbitante em Espinho e pouco depois ter comprado a pronto dois apartamentos no centro de Lisboa, fiquei curiosa sobre a sua declaração patrimonial]

O que é bizarro é vê-lo por aí, todo pimpão, com aquele sorrisinho cínico, como se os portugueses todos não olhassem para ele como o chico-esperto, o flausino, o habilidoso.

O trumpismo é uma virose que atravessa fronteiras e que contagia as pessoas mais vulneráveis, mais permeáveis à falta de vergonha.

sexta-feira, outubro 25, 2024

Marcelo, o big Chief das Forças Armadas, não diz nada depois do pseudo-ministro Rangel, num dos seus bem conhecidos ataques de histeria, ter destratado o chefe do Estado-Maior da Força Aérea?
Não vai andar por aí a mandar recados e dizer que é preciso cortar os ramos mortos das árvores?
Depois de ter feito a cama ao Galamba (que a única coisa de que é acusado é de ser um bom Ministro e ter defendido os interesses do País), agora vai ficar calado perante as diversas maçãs podres que há no cesto do Governo do Mentenegro?
Pergunto.

 

As pessoas desclassificam-se quando se mostram não isentas, não objectivas, tendenciosas, manipuladoras (estou a aprender com o Lentão, enunciando palavras sinónimas ou afins para parecer que se referem a muitas coisas).

Como muito bem diz o nosso Presidente Marcelo, o mundo gira a grande velocidade e tudo ganha grandes proporções muito rapidamente, tão rapidamente quanto os mesmos factos caem no esquecimento e perdem relevância. Mas eu, como sou antiga e ainda não me deixei contaminar pelas sôfregas redes sociais, não me esqueço muito facilmente. E não me esqueço, nem perdoo, a vergonhosa campanha que Marcelo fez contra João Galamba. 

Contudo, como, ao mesmo tempo, sou optimista e ingénua, ainda espero que Marcelo venha retratar-se em público, pedir desculpa pelo que fez e condenar a forma indecorosa como Galamba viu a casa revistada, bem como pedir desculpa pela pouca vergonha de o terem escutado ao longo de quatro anos. Poderá dizer que não foi por ordem dele ou que não sabia. Não colhe. Marcelo mete-se em tudo, tenta influenciar todos. Se faz campanhas públicas para apear ministros (e um primeiro-ministro), bem pode fazê-lo quando o cumprimento dos mais elementares princípios do Estado de Direito estão em causa. Apearam o pobre Galamba, humilharam-no, condenaram-no na praça pública. 

Mas não foi só Galamba a ser crucificado por Marcelo. O que fez com a Ministra Constança Urbano de Sousa foi identicamente imoral, desumano e indesculpável. E também ainda não ouvi a Marcelo uma palavra de pedido de desculpas públicas.

E agora em que há ministros do seu Governo (sim, seu) a portarem-se vergonhosamente, ministros incompetentes, mentirosos e mal educados, não diz nada?

Nem no absurdo, caricato e estapafúrdio caso do Rangel vai deixar passar? Vai deixar que essa criatura (a ser verdade o que se lê em notícias não desmentidas) chame burros e camelos aos militares e diga que só fazem merda? Vai deixar que desacate e destrate altas patentes em frente a subordinados?

Não pode.

terça-feira, outubro 22, 2024

Os tipos do PSD são mal educados e arrogantes, não têm ética, são incompetentes e têm alergia à verdade
-- A palavra ao meu marido --

 

Após o congresso laranja, após a novela do orçamento (que me parece ir continuar na especialidade), após as acusações entre o Ventura e o Montenegro, após a atuação do PSD e do governo, confirmo a minha opinião de que esta gente não sabe  governar, muito menos na situação de minoria em que se encontra (situação essa que ainda não interiorizaram).  

Senão, vejamos:

Como é possível que o líder parlamentar do PSD seja constantemente mal educado e arrogante para as oposições? O que ele afirma e como afirma são de uma arrogância e de uma falta de educação que dizem bem da forma como o PSD se posiciona. 

A birra do  Rangel com chefias da Força Aérea, em público, revela que não deve ser ministro quem quer. É preciso saber estar e não mimetizar, nas cerimónias públicas, os histerismos exibidos anteriormente em comentários televisivos. Deplorável!

Mas a arrogância é também constante nos discursos do Montenegro (por exemplo, o que disse sobre os jornalistas teria dado origem a uma revolta das redações no passado recente), na forma como se recusa a responder aos jornalistas quando não lhe interessa abordar assuntos difíceis ou nas intervenções parlamentares.

O Moedas é outro exemplo acabado do mesmo.

A falta de ética revela-se em muitas coisas, como por exemplo, no que o Sarmento disse e contradisse sobre as contas públicas. 

Mas nada me parece mais desprezível do que apropriarem-se de medidas do PS afirmando "à cara podre" que são do PSD, sem referirem nem ao de leve que as mesmas já existem. O Montenegro voltou a fazer a mesma coisa no congresso do fim de semana. 

Mas não se ficam pela apropriação de ideias e iniciativas do PS. Como estão a apostar em eleições, também apresentam medidas suportadas em "ideias" do Chega, sem o referirem, para ver se conquistam os votos da  extrema direita. Para o PSD tentar ganhar eleições vale tudo, até "tirar olhos".

Sobre incompetência também estamos falados. Basta relembrar as Ministras da Saúde e da Administração Interna e os Ministros da Defesa e da Educação (afinal bastava mudar de governo para não haver problemas no início das aulas e continuamos  a ter dezenas de milhares de estudantes sem professores). 

Relativamente à "alergia â verdade" o rol é extensíssimo mesmo que nos detenhamos apenas no Montenegro. 

O que disse e desdisse sobre o choque fiscal, sobre o tempo necessário para a resolução dos problemas da saúde e da educação, sobre o crescimento da economia na legislatura em que assentou todo o programa económico (e que em seis meses passou de 3,4% no último ano para 1,8% e cuja média é inferior à media durante os governos do PS, mesmo tendo havido uma pandemia), a desfaçatez com que toma como suas medidas alheias  ou "o não é não" que afinal termina numa proposta de acordo com o Chega (estou convencido que neste caso quem falta menos à verdade é o Ventura) são as exemplos mais do que suficientes para confirmar que existe uma enorme "alergia à verdade" neste governo.

Eu sei que a comunicação social tem levado o governo ao colo e que a única coisa que o Montenegro tem feito é distribuir dinheiro a torto e a direito. A comunicação de direita presente nos meios de comunicação que desancou e desanca o PS continua ativa e nos mesmos sítios, mas caramba, será que a oposição, em vez de se deixar enredar pelo PSD e pela comunicação social, não tem bastas razões para fazer politica à séria e demonstrar a ineficácia e a vacuidade do governo? Tem com certeza!

segunda-feira, outubro 21, 2024

Sobre o comício do Montenegro, do (pouco) que vi pouca coisa tenho a dizer até porque o que vi foi coisa poucochinha. Só se for congratulá-lo por, no meio daquele empolgamento todo, não se ter posto a gabar o tamanho do pénis de alguma figura conhecida de Braga, por exemplo de algum arcebispo.

 

Se calhar é porque, apesar de tudo, o Luís tem algum controlo sobre o que diz. Não muito, não muito... já o Marcelo se queixou disso ao dizer que ele dá muito trabalho. Mas, apesar de tudo, sempre é mais atinado de boca que o Rangel e o Moedas, duas coisinhas histriónicas que estão bem uma para a outra e que abrilhantariam com alegria os comícios do Trump. 

Por isso admirei-me por essas duas coisinhas não o terem feito. Se calhar não viram o Trump em Pennsylvania, senão talvez tivessem seguido os seus bons exemplos ao gabar os dotes físicos e a 'macheza' de um certo falecido Arnold Palmer natural do sítio em que estava a decorrer o comício. 

Mas, para a próxima, como qualquer deles -- deles todos, Mentenegro incluído -- não tem nada de jeito a dizer e como parece que se limitam a desavergonhadamente apropriar-se de ideias já legisladas e postas em prática pelo PS (ou que estavam em vias disso, não fosse a Gago e o Marcelo terem arranjado maneira de correr com o Costa e, logo, com o Governo) e a despudoradamente apregoá-las como se fossem suas ou a cavalgar ideias do Chega, talvez os vejamos mesmo a subir ao púlpito para gabar a pila gigante de algum ilustre brácaro. E, sendo Braga um sagrado coito de arcebispos, ficar-lhes-ia bem destacar algum  deles. 

Aqui fica o vídeo para aprenderem como é. 

Bizarre moment Trump talks about golf legend Arnold Palmer's manhood at Pennsylvania rally

Trump was campaigning in Latrobe, Pennsylvania, where Palmer was born in 1929 and learned to golf from his father, who suffered from polio and was head pro and greenskeeper at the local country club. Politicians saluting Palmer in his hometown is nothing new, but Trump spent 12 full minutes doing so at the top of his speech.


sábado, outubro 19, 2024

Ministro Paulo Rangel grita ofensas a general
-- Como agora se diz, é o 'Paulo Rangel a ser o Paulo Rangel

 

Ao fazer pesquisas google no telemóvel, aparecem-me notícias. Acredito que isto resulta de alguma parametrização ou ausência dela que fiz no telemóvel, mas, como não me incomoda, não tirei ainda isso a limpo. 

E, provavelmente porque clico mais numas que noutras, o algoritmo vai aferindo o meu grau de curiosidade e o que mais a desperta e vai refinando o cardápio que coloca à minha disposição.

Hoje, a notícia que me aparecia à cabeça era a que usei em epígrafe e que tem como subtítulo o seguinte: 

Cartaxo Alves, chefe da força aérea, fez Rangel saber que não era local e momento para discutir.

Abri, pois, a notícia (que constava do Correio da Manhã). Admito que, ainda assim*, seja credível tanto mais que conhecemos bem os desmandos e os arroubos da criatura que Montenegro, vá lá a gente perceber porquê, achou por bem levar a ministro dos Negócios Estrangeiros (e, volto a dizer, abstenho-me de aqui invocar a possível razão, baseada no que um amigo, antigo ministro mas de outra área, dizia ser o nome, na gíria, do ministério ao qual Rangel pelos vistos anda a arranjar problemas). 

Reza assim a dita notícia:

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, "destratou de forma ofensiva e aos gritos" o chefe da Força Aérea, general Cartaxo Alves, no dia 4 de outubro, em Figo Maduro, na chegada do voo de repatriamento de portugueses do Líbano.

A notícia foi avançada pelo ‘Tal&Qual’ e confirmada ontem ao CM por fontes que presenciaram a situação constrangedora: militares, polícias e elementos da AIMA. O ministro estava descontente com uma questão protocolar à sua chegada e "atacou o general de uma forma desequilibrada". (...)

Pensei: Ora cá está, 'o Rangel a ser Rangel'. Ou: 'pode alguém ser quem não é?'

Pode o dito, de vez em quando, fazer um esforço para ser levado a sério mas conhecemo-lo, o pé puxa-o, e muito, para o chinelo. Deve ter sido o que aconteceu. Desceu do tacão e armou peixeirada. Deve ter sido lindo. Gostava de ver o General Cartaxo Alves a tentar pô-lo em sentido enquanto, certamente, tinha era vontade de lhe aplicar um calduço.

Uma vergonha.

[* - Ainda agora, ao falar com o meu filho e ao tecer um comentário no qual mostrei algum receio por uma certa situação, ele ficou espantado e, meio incrédulo, perguntou se eu andava a ler o Correio da Manhã. E, quando eu lhe disse que às vezes sim, cedendo à tentação despertada pelo algoritmo, ficou apreensivo, incomodado, disse que eu tinha que vencer o algoritmo pois, segundo ele, ler o Correio da Manhã estupidifica. E estava verdadeiramente incomodado, às tantas já imaginando a mãe feita totó, assustada com tudo e a dizer mal de tudo, julgando que o mundo é o antro de desgraças que o Correio da Manhã pinta. Sosseguei-o: ainda não estou assim. Estou reformada mas ainda não formatada pelos alarmismos do CM. Mas, no caso em concreto que aqui hoje me trouxe, não sei se os outros jornais, ditos de referência, noticiaram o disentérico destempero do nosso despenteado desministro Rangel.]

domingo, abril 14, 2024

Para sempre estampada na pedra, a fraude da AD ao anunciar como sua uma descida de impostos já em curso e posta em prática pelo PS

 


Já aqui falámos, eu e o meu marido, sobre a pantomina fiscal de Montenegro -- A inventona governamental da descida do IRS, na expressão de Vital Moreira -- que fez do choque fiscal a sua bandeira levando muitos eleitores ao engano, muito provavelmente, conseguindo ganhar as eleições (apesar de ser por uma unha negra) à custa desse embuste.

Veio agora, mais uma vez feito chico-esperto, dizer que todos os portugueses, incluindo os jornalistas, perceberam mal, inventaram e ficcionaram. Fez mal outra vez. 

Ao dizer que os jornalistas ficcionaram, desacreditando-os profissionalmente, abre um fosso de descredibilização para onde atira todos não percebendo que, ao agir assim, é ele que, com isto, se enterra.

Mas mais grave do que o caso em si é a atitude, o carácter de quem age assim, usando conversa enganadora, não se importando de navegar em águas dúbias em que todos os logros são possíveis.

Diz que no documento está escrito que a verba anunciada comparava com o ano anterior. Não digo que não. Não li o documento. Mas a comunicação, em especial quando a matéria é sensível como é o caso de matéria fiscal, deve ser clara e inequívoca. Ora, a ser como Montenegro diz, então a comunicação foi traiçoeira, enganadora, fosca e pantanosa. 

Na realidade, pela cabeça de quem é que passa anunciar como sua grande medida eleitoral uma coisa que, na sua essência e na sua quase totalidade, já está em vigor (ainda por cima, sendo resultante de um orçamento que vetou e posta em prática pelo seu principal opositor)? Penso que só pela cabeça de uma criatura sem vergonha nenhuma, uma pessoa com carácter muito duvidoso. 

Quem age assim é capaz de fazer mais o quê? Quem desrespeita assim a inteligência e a confiança da população e a honorabilidade de uma classe profissional (a dos jornalistas) merece o quê? 

Respondo: merece desprezo.

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Escrevo enquanto, em directo, se tenta perceber o alcance da ofensiva do Irão a Israel. Vamos ver no que isto vai dar mas pode não ser boa coisa (to say the least). Mesmo neste capítulo, grave, temo pela capacidade do nosso Governo estar à altura de crises sérias. Pela cabeça de quem passou a ideia de pôr o Rangel em MNE? Pelo amor da santa.

domingo, abril 07, 2024

Os três da vida airada: cocó, ranheta e facada

 

Continuo a desviar-me do meu rumo. Ando por lugares belíssimos, tenho imensas fotografias e vídeos que poderia partilhar, gostaria de vos contar como há tantos sítios maravilhosos e felizes por onde passear... e, no entanto, quando espreito as notícias, dou com situações que me tiram do sério e me fazem ter vontade de aqui vir pronunciar-me.

Dizia-me hoje a minha filha que, com tanto que tenho para falar, estou a perder tempo com isto.

Além disso, pergunta-me ela: porque falo no aspecto em vez de falar nas competências?

Pois, compreendo.

A questão é que ainda não começaram a trabalhar. Mudar logótipos não é trabalhar, é apenas mostrar qual a noção que se tem das prioridades e, no caso, de que é que a casa gasta.

É certo que hoje recebemos mais uma mensagem de quem conhece um dos artistas convidados para Secretário de Estado, gozando com a sua falta de conhecimentos (académicos e profissionais) na área. Chega a ser doloroso.

Ontem à noite deu-me para conseguir descobrir um canal português. No caso, a SIC N. Mas não durou mais que 5 segundos pois quem apareceu foi a Maria João Avillez a dizer que tinha ficado pessoal e agradavelmente surpreendida por tanta gente querer ir para o Governo. O meu marido imediatamente entrou em fúria e instou-me a tirar aquilo dali. De facto, ou a senhora não está boa da cabeça ou está mal informada ou julga que somos parvos. Então não percebeu que, se calhar na maioria, aquilo é gente que acha que lhe saiu a sorte grande por ir para o Governo não tendo a consciência mínima que não tem condições para as funções? Poderá haver um ou outro caso em que há competência, é certo. Mas sobre um já ouvi dizer (e eu não costumo aqui citar quem não sabe do que fala) que esse foi para o governo pois estava em fim de linha no lugar onde estava. Outros serão arrivistas, pimpões, intelectualmente pouco dotados, sei lá. Mas, do que se vai sabendo, assusta.

Mas, enfim, sobre eles pouco mais tenho a acrescentar para além do que já aqui falei: se ainda há jornalistas competentes, sugiro que investiguem, questionem, compilem informação, informem o público.

Compreendo que provavelmente não arranjam gente competente, sabedora, experiente. Percebo isso. Tem razão quem enumera essas razões. Só com um pacto de regime, provavelmente entre o PS e o PSD, se poderá alterar toda a legislação e todas as condições que rodeiam a nomeação de quem quer que seja para funções públicas. Mas também não resultaria pois a comunicação social está empestada de gente que quer imitar todo o esgoto a céu aberto que empesta as redes sociais. Não sei como se ultrapassa uma coisa destas. Agora uma coisa é certa: o País irá de mal a pior se à frente das pastas estiver gente incapaz. 

De qualquer forma, agora só posso falar do que é concreto, factual, do que está à vista de toda a gente. 

Cinjo-me ao galheteiro aqui abaixo.

Excerto de foto daqui
(Não consegui descobrir quem foi o fotógrafo)

A body language e o dress code são importantes e indiciadores do que vai por dentro. Pode dizer-se que é gente que não tem noção, que há que dar desconto. Mas como podem eles apresentar-se em público, em lugares em que a apresentação é relevante...?

Por exemplo, veja-se os três mais importantes do Governo.

  • O Montenegro com calcinha justa, slim fit, mais parecendo que está com um modelito de toureiro, daqueles que evidenciam mais do que devem... Porquê...? Para quê...? 
  • O Rangel de calça castanha e casaco azul (ainda por cima, abotoado até abaixo!). Todo ele um despropósito. Vai apresentar-se assim nas diversas instâncias em que todos -- todos, menos ele -- sabem estar? Pode dizer-se que o vestuário é irrelevante quando o conteúdo é bom. Só que sabemos que o conteúdo é o que é e o histrionismo como é apresentado ainda mais piora tudo, ou seja, nem um nem outro são os mais recomendáveis. Agora imagine-se ainda por cima aparecer nestes preparos. Alguém vai levá-lo a sério? Lamento, não vai.
  • Quanto ao Sarmento até dá pena... Mas o que é aquilo...? É que nem sei definir bem o que é que ali está mal. É o penteado? São os óculos pequenos de mais para a cara que tem? É o casaco num modelo e num tamanho que estraga ainda mais o conjunto? É a forma como põe os bracinhos para a frente...? Não sei. A sério que nem sei. O que sei é que assim não vai conseguir que o levem a sério. Impossível.

Muito sinceramente, só espero que alguém faça a caridade de os ajudar pois assim não irão longe. Já basta o que basta. Para quê ainda piorar as coisas? Alguém, se faz favor, pode ajudá-los a vestir-se, a arranjar-se, a estar...?

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Desejo-vos um bom dia de domingo

Saúde. Boa disposição. Paz.

quinta-feira, abril 04, 2024

Primeiro retrato de grupo do governo do Montenegro

 

É ao fim do dia que espreito as notícias. 

Nada de novo a oeste tirando que, sem querer, me apareceu a fotografia de grupo do novo governo e me pareceu ver o Sarmento com um botão abotoado a mais. Vale para todos mas em especial para os que têm ventre proeminente e ar de quem come de mais e não é de boas digestões: não farão bem se não deixarem desabotoados o/s botão/ões de baixo de modo a que o casaco assente bem e que pareça que estão a l'aise. Até por isso, aquele Sarmento... não sei, não... o tempo o dirá. Cá para mim palpita-me que vai dores de cabeça ao Luisinho.

Vi, também, uma senhora que tinha o cós das calças logo abaixo dos seios e isso identicamente não me pareceu nada bem. Claro que me poderão dizer que o cós estava no sítio certo, os seios é que estavam abaixo demais. Mas não me pareceu ser o caso, acho mesmo que as comprou num modelo ou num tamanho que não se lhe aplicavam. Qualquer coisa ali me fez soar a campainha do desajustamento. A ver vai o que vai fazer. Cá por mim, não é por nada mas já vou colocá-la no meu radar.

Chamou também a minha atenção uma senhora que levou, a despropósito, bota alta até abaixo do joelho, em castanho, nada, nada a ver com o fato que me pareceu azul escuro e com uma echarpe apanhada de modo farfalhoto num tom ali descabido. Medooooo... Quem se apresenta assim no dia da tomada de posse, como é que andará nos outros dias...? Só se for para distrair a atenção da malta.

Por último, o nosso amigo Rangel. Não podia ser de outra maneira, não é? Ali está, calças compridas demais, casaco todo amarfanhado, parece que se esqueceu que devia apresentar-se decentemente, e, para culminar, não sei se de gravata branca ou quase branca. Por sorte, não se pôs com o dedo no nariz. 

Sobre os restantes não posso pronunciar-me pois não conheço grande parte deles mas só os factos acima mencionados são o suficiente para eu dizer que isto não augura nada de bom.

Li aqui e ali críticas ao discurso apalermado do Montenegro mas não posso pronunciar-me: não vi, não ouvi. Agora sobre a fotografia de grupo posso. 

Às armas! Às armas!

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Tirando isso, tinha aqui umas fotografias que mostram este lugar lindo em que estou, a maravilha das maravilhas, mas, depois de ver a fotografia de grupo da turminha do Montenegro e de ter ficado a tilintar de impaciência por vir aqui dizer o que vi, não ia, no meio, plantar belas paisagens, imponentes monumentos, lindos jardins, pessoas apresentáveis. Fica para amanhã ou para outro dia.

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Um dia bom

Saúde. Boas ideias. Paz.

quarta-feira, abril 03, 2024

E que tal se portou o Rangel na tomada de posse, agora que o puseram em ministro?
(A bem dizer é a única coisa sore a qual tenho verdadeira curiosidade)

 


Sei que o Montenegro tomou posse mas não acompanhei. Também não tive curiosidade de repescar. A única coisa que tenho pena de não ter visto é a carinha do Rangel. Ainda assim não é pena que me leve a ir pesquisar.

Quanto ao Marcelo também já desaderi. Depois de tudo o que ele fez, comecei por descurtir e acabei nisto: desaderida. Já não consigo levar a sério ou sequer dar o benefício da dúvida e, note-se, culpa dele que se deu ao luxo de queimar, um a um, todos os cartuxos que eu -- e creio que a maioria dos portugueses -- esperavam que ele cuidasse para usar criteriosa e responsavelmente quando necessário. Afinal, pelo mero gosto de se ver sempre na crista da onda do foguetório, dinamitou tudo. E reincidentemente.

Comigo já não conta. Já sei demais para o seu (seu, dele) peditório. Não é que isso lhe interesse mas aqui fica dito. 

Portanto, o que ele disse ou deixou de dizer ao menino que levou ao colo até torná-lo primeiro-ministro a mim não me interessa.

Gostava que o Governo fizesse coisas boas e capazes, com propósito, inteligentes, com visão e a bem de Portugal (e, tenho que repetir, a bem também dos Portugueses). Tenho algumas dúvidas dados os little craniozinhos de alguns dos artistas de que se rodeou. Mas, para já, como antes aqui o disse, a bem da Nação, umas vezes sim, outras vezes não, cá estarei para me pronunciar.

De resto, embora o tempo não tenha estado famoso, a beleza do lugar que aqui vos trago faz com que tudo o resto sejam irrelevantes alcagoitas.

Agora estou um pouco fatigada pelo que não me alongo. Até porque estou out das novidades. 

Quando, no telemóvel, acciono o google aparecem-me notícias que me levam a crer que o algoritmo acha que sou débil mental. E não digo que, de alguma forma, não seja. Em vez de vir para aqui falar de cenas, ponho-me para a desfiar contracenas ou lá o que é. Se calhar por isso, o dito algoritmo acha que deve informar-me que alguém prevê, à base de astros, que a Cristina Ferreira ainda pode casar-se e voltar a ser mãe. Vá lá que é isto e não que vai voltar a fazer a primeira-comunhão ou que se vai armar em princesinha da Disney com o Goucha a levá-la ao colo, todo cheio de epifanias e outras alegorias. Já não digo nada. Ou isso, ou que a Inês Aires Pereira já mora numa casa nova e tem um amigo especial. Claro que o tipo (o tipo, leia-se 'o algoritmo') deveria perceber que isso não é exactamente a minha praia mas, na volta, fui eu que num dia de alucinação carreguei numa qualquer cruz escondida ou que, em vez de desaderir, como fiz com o Marcelo, ainda ali mantenho tal literatura.

Agora, para ver se me informava sobre temas que me parecem interessantes, estive a ler um artigo. Mas não é tema para aqui, iam logo dizer que estou mas é depré - sem quererem perceber que gosto de me inteirar dos avanços da ciência. Paciência, curto os meus estudos à socapa. Portanto, segue o baile. 

E se, entretanto, o Sarmento -- que deveria ser o mauzão da fita e o fiel da balança --, mostrar que eu tive razão ao notar que falta ali aquele je ne sais quoi sem o qual o menino vai patinar à força toda ou que o artista das privatizações mal feitas está outra vez armado em bom a fazer porcaria, só vos peço que me avisem, ok?

E agora mostro alguns postalitos ilustrados que fiz hoje para, sobre eles, vos escrever esta simples cartinha.


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Uma boa quarta-feira

Saúde. Boa disposição. Paz.

sexta-feira, março 29, 2024

E, sobre o novo Governo, o que pode dizer-se?

 

Não sabia que o Fernando Alexandre era do PSD. Pensava que era comentador apenas por gostar de dizer umas coisas. Afinal, está explicado. Vamos ver se agora vai dançar segundo a música que andou a tocar até aqui. É que, ainda por cima, que me lembre nunca o ouvi falar sobre Educação. Mas, como se sabe, ele há coisas.

Sobre o Rangel imagino que não lhe deva caber um feijãozinho. E, para já, nada mais de conveniente consigo dizer.

Sobre o Joaquim Miranda Sarmento não sei porquê mas tenho um certo feeling que não vai aguentar-se lá muito bem ao balanço. E não é só por ter uma certa carinha de grão-de-bico porque isso obviamente não tem nada a ver, é mais porque acho que lhe falta aquele je ne sais quoi que torna alguém capaz para ser ministro das Finanças. Não sei se é jogo de cintura, se é rapidez a puxar do gatilho, se é elegância a dançar... não sei. Mas há ali quelque chose que, cá para mim, lhe manca.

Sobre o Nuno Melo na Defesa é coisa que só me dá vontade de rir e, quando tenho vontade de rir, custa-me a falar.

Há alguns que me merecem uma certa confiança e que acredito que têm cabeça e punch para vir a ter um bom desempenho (Pedro Duarte e Leitão Amaro). A bem da nação, espero que sim.

Sobre a Margarida Blasco só espero que não se despiste e que não desiluda. Parece-me uma escolha acertada.

Sobre o José Manuel Fernandes, quem lidou directamente com ele enquanto deputado europeu, e conheço quem o fez, diz muito bem dele (trabalhador, determinado, esforçado, humilde -- ouvi dizer). Não sei se, como ministro, terá unhas para a coisa. Mas espero que tudo lhe corra bem

Também, como nota de rodapé, poderia referir aquele ministério que, na gíria (pelo menos na gíria laranja), tem um outro nome e de que agora, ao saber quem vai ser o seu titular, o meu marido disse: cumpriu-se a tradição. Mas, sobre o tema, noblesse oblige, não vou acrescentar mais.

Seja como for, e muito francamente, na globalidade, o que eu estimo é o que eu desejo. Se correr bem para Portugal pode ser que, desta vez, Montenegro consiga que seja bom também para os portugueses. E isso será bom para todos.

E, para já, nada mais pois, de tudo, o que me está a causar mais espécie é mesmo o caso da gémea da Marisa Liz.

terça-feira, março 26, 2024

Um político que diz tudo o que pensa

 

Ia para comprar um livro e, bas*, acabei por trazer quatro. Mas como quero falar deles com algum vagar e agora estou aqui com vontade de partilhar o vídeo abaixo, deixo a literatura para amanhã ou depois.

E quero aqui deixar o vídeo como contraponto à avalancha comentadeira com que os canais estão inundados, quase tudo com gente de direita. O mais à esquerda que vi -- e digo esquerda sabendo que, no caso, esquerda não é propriamente o caso --, é o Adalberto Campos Fernandes. 

Mas a impante figura do fulano do Chega (e vamos lá a ver se não o teremos como vice-presidente da AR) agora ali está a lançar a confusão, o Rangel completamente entusiasmado, leia-se à beira do histerismo, a fazer de conta que chega bem para o dito Pedro Pinto que, como formação, tem o ter frequentado o curso de Relações Internacionais e, como profissão, tem dedicar-se à organização de espetáculos tauromáquicos e que, como curiosidades, tem as que aqui transcrevo da Wikipedia:

. Em julho de 2022, foi noticiado que, nesse mesmo mês, Pedro Pinto, num corredor da Assembleia da República, tentou encostar a sua testa à de Nuno Saraiva, assessor do PS, num tom provocatório, enquanto ameaçava partir-lhe a “tromba”, chamando-o de "anão".

. Em junho de 2023, foi reportado que Pedro Pinto tinha sido visto, nesse mesmo mês, a agredir um árbitro de futebol de 18 anos e a tentar agredir um outro da mesma idade num torneio infantil de escalões de sub-11 e sub-13, em que também participava a equipa do seu filho, o Futebol Clube do Crato

Napoleão 
[Quem é o Napoleão?]

E, faça-se o zapping que se fizer, a malta toda fala à volta do Chega, o que é que o Chega faz ou deixa de fazer ou se prepara para fazer.

Lá se abre uma excepção para comentar o clima de cortesia entre Marcelo e Costa. E uns dizem isto e outros aquilo. E o que eu digo é que Costa, uma vez mais, mostrou que está num patamar acima das tricas, é um estadista, é um senhor. Acho que fez bem ao, neste momento, não trazer para o palco mediático o que, num plano institucional, iria aumentar a confusão. Portanto, os dislates e os graves deslizes de Marcelo que prejudicaram gravemente a estabilidade e, certamente, a paciência de Costa, ficaram para trás. Viu-se que Marcelo estava comprometido, certamente com medo que Costa não se aguentasse e deixasse sair uma boca que o entalasse ainda mais. Aliás, mal acabou de falar, raspou-se atabalhoadamente. Parecia que estava com medo que alguém lhe chamasse o 'dissolvente' (como o Carlos Magno lhe chama) ou o Desestabilizador-Mor. 

Mas isto para dizer que eu, vendo tanto comentadeiro e comentadeira a opinar e desopinar, a ovar e a desovar sapiências a metro, só me apetece arejar a cabeça com um político como deve ser, um que diz tudo o que pensa. 


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(*) bas = business as usual
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Desejo-vos uma boa terça-feira
Saúde. Atenção. Cabeça fria. Paz.

domingo, novembro 26, 2023

O do costume + heaven, oh so beautiful.

Ponto. Parágrafo. Espaço. (para não contaminar o resto do post)

Os passistas, os moedistas, os rangelistas, os cavaquistas, as galinhas histéricas e a múmia que foi abençoar os mencionados mais o risonho Montenegro com o seu pouco saudável bafo

 

Havia um ténue cheirinho bom a queimada. Quase parecia um cheirinho a lareira vindo de longe. Tudo bom, tudo bonito. Adoro lá estar. Adoro, adoro.

Mas tivemos que vir. 

Lanchámos com parte da família. Chegar e abancar soube-me bem. Tínhamos pensado parar algures para não aparecermos de mãozinhas mas recebemos indicações de que era para levar nada, nada. Portanto, foi isso. O meu marido disse: 'Bom, se já lá há lanche, só se formos comprar menus do mcdonalds...'. Informei, não fosse isso causar algum mal-estar. Mas também fomos impedidos. 

Portanto, de mãozinhas mesmo, foi mesmo apenas lanchar. E o lanche bem bom.

O pior foi o telefonema. A crise, o desespero, o alarme, o drama de sempre. Depois, ao tentar perceber o que se passava, já não era bem aquilo, era coisa que, a meus olhos, é menor. Ainda por cima, omite indicações que ajudam a dimensionar o que diz. Reporta as coisas descontextualizadamente, exageradamente. E, na cabeça dela é, como sempre, como todas as vezes, uma situação terminal. Para a equipa clínica deve ter valido zero pois não me ligaram e o médico nem a foi ver. Já devem estar a perceber o que se passa pois nos primeiros dias ligavam-me sempre. 

A verdade é que, apesar de ser o mesmo todos os dias de há bastante tempo a esta parte, fico num stress, preocupada, sem saber o que devo fazer, sempre no receio de que desta vez seja a valer. Bem que a família me diz que agora já não sou eu que tenho que fazer alguma coisa pois por alguma razão ela agora está num sítio com equipa clínica diária. Mas como o médico não a vê todos os dias (porque já deve ter percebido que nada daquilo corresponde ao drama que ela pensa que é), fica ainda mais insegura, exponenciadamente aflita, com medo de estar a ser descurada. E então ainda mais empola e dramatiza, certamente para conseguir que o médico vá lá amanhã de propósito (como já aconteceu no fim de semana passado).

Bem posso tentar relativizar mas é uma pressão tão, tão, permanente, tão, tão, em crescendo, que a minha cabeça não tem tempo para se restabelecer antes do drama que se segue (porque não há um dia, um só dia, em que ela não pense que está em estado gravíssimo, sem retorno, e que aja como se quisesse convencer-me de que devo tomar imediatas providências -- mas quais...? quais, senhores...?).

Mas, enfim, adiante. Adiante. Adiante. Adiante. (Tenho que me puxar da fossa em que parece que estou a enterrar-me). ´

Entretanto, ligou-me há pouco uma amiga que, ao contar-lhe eu esta situação, me perguntou se não seria já uma forma de demência. Os meus filhos e o meu marido acham que é. Eu não. Mais me inclino para depressão, paranoia, coisa assim. O raciocínio dela e todo o discurso bem como a memória estão intactos, tudo funcional, surpreendentemente bem. Dizem-me todos que pode ser algum tipo de demência em que não controle as emoções nem consiga raciocinar para relativizar os medos. 

Contou essa minha amiga que o pai, um dia, do nada, saiu-se com uma conversa desprovida de sentido deixando todos sem perceber o que era aquilo. E que, a seguir, se tornou agressivo, desconfiado, via coisas, imaginava coisas, tornou-se uma ameaça. 

Ora isso corresponde ao tipo de demência que se identifica enquanto tal, ao passo que, no caso da minha mãe, se é demência, nunca de tal tipo ouvi falar.

Mas, pronto, vou parar com isto. Stop. Stop. Stop. Interrompam-me, digam-me que não volte a falar nisto, enfiem-me numa camisa de forças.

Vá, adiante. 

Cá vou.

Já em casa, a jantarmos uma pizza que comprámos pelo caminho, vimos parte das notícias.

E não dava para acreditar no que via. Em Almada, o encontro dos festivaleiros laranjas. Tudo gente datada, fora de prazo. Montenegro, sorrisinho matreiro, a dizer insanidades, disparates atrás de disparates. Depois vi o Rangel a fazer olhinhos e trejeitos enquanto o Montenegro esparvoava. Provavelmente, também falou e imagino bem os trocadilhos, os esgares, a vozinha escaganifada. Ou seja, a barraquinha ainda deve ter sido maior. E, se calhar, enquanto falava, estava o Montenegro com aquele seu sorrisinho de quem não percebe nada do que se passa à sua volta pelo que mais vale sorrir a ver se disfarça.

Ouvi também o Moedas e é outro daqueles esganiçados que não dá para levar a sério. Cantam de galo mas não passam daqueles galinhos da Índia que fazem muito barulho mas a que ninguém, na capoeira, presta qualquer atenção.

Para cúmulo dos cúmulos, vi que apareceu por lá a célebre múmia que, de vez em quando, aparece a dar à mandíbula, parece que quer ganhar balanço para bolsar a azia em forma de palavras, com aquele arzinho ressabiado de quem não consegue conviver com a vida real. Falou, falou e não conseguiu dizer uma que se aproveitasse. Contudo, atrás dele, o Montenegro parecia satisfeito por ter recebido a visita daquela assombração e isso diz muito sobre ele. Se fosse eu corria a sete pés. Foge. 

A seguir, a televisão mostrou o omnipresente Ventura a troçar, de alto, do Montenegro e do PSD no conjunto.  Não sendo nada, o Chega, fruto de ser permanentemente levado ao colo pela comunicação social, consegue parecer que é alguma coisa. Um partido fascistóide, populista, vazio de propostas concretas, constituído por gente desclassificada, vários a contas com a justiça, e aí anda sempre nos écrans das televisões. Uma aberração parida sobretudo pelas televisões.

O IL a desfazer-se, o CDS inexistente, o Chega que não passa de um populista com um bando de saudosistas de outros tempos atrás, e, para ajudar à festa, um PSD que mais parece um conjunto de salvados de um naufrágio qualquer. Até a Marilú dos Swaps eu lá vi naquele circo que montaram em Almada. 

Face a este pindérico panorama, teria o PS que se pôr a dormir na forma para não agarrar uma maioria confortável nas próximas eleições -- e isso não vai acontecer. 

Tomara é que a abstenção, em especial por parte das pessoas que têm neurónios, não dê cabo da lógica. 


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As fotografias, como é bom de ver, foram feitas in heaven. Como poderão reparar, apesar de não serem um luxo, não as quis contaminadas pelo bafo do Cavaco nem pelo dos seus descompensados apoiantes. Por isso, coloquei-as fora dessa parte do texto. 

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Isto está um bocado maçador, não está?

Se estiverem de acordo, vamos mas é dançar. Boa?

Paolo Conte - It's wonderful - Via con me


Desejo-vos um bom dia de domingo

Saúde. Ânimo. Paz.

domingo, novembro 28, 2021

Mas alguém com dois dedos de testa* acreditou que o Rangel tinha alguma hipótese?

 



Que o Rangel não tem perfil (e não me refiro ao físico) nem estatura (e não me refiro à física) nem cabedal (e não me refiro ao físico) nem tino para poder vir a ser primeiro-ministro parece-me óbvio.

Que ele, dada a falta de tino, não tenha percebido isso parece-me natural. 

Agora que tanta gente também o não tenha percebido já me parece mais estranho. Seriam agentes infiltrados ao serviço do Chega? 

E que o Expresso e todos os media da Impresa também não o tenham percebido aí já me parece o carimbo que lhes faltava para que seja público e notório que a malta das respectivas direcções nao têm os alqueires bem medidos.

Andaram a levá-lo ao colo, a dar-lhe colinho de todas as maneiras possíveis e imaginárias... sem perceberem que aquilo ali nem para delegado de turma servia? 

Como podemos levá-los a sério quando falarem do que quer que seja, quando fomos testemunhas da flagrante burrice que cometeram ao alavancar de todas as maneiras possíveis e imaginárias um personagem que poderia figurar num romance do Eça mas jamais na vida política real no século XXI?

Nesta coisa da sua derrota perante o Rui Rio é a única coisa que me ocorre e que me parece digna de merecer a nossa atenção: que confiança podemos ter, doravante, na inteligência dos PSDs que o apoiaram (tantos) e dos jornalistas e comentadores que o apaparicaram -- mesmo perante as mais aparatosas evidências que nem para primeiro-ministro de um país inventado numa qualquer comédia amalucada o Rangel serviria?

O seu discurso de derrota não foi digno coisíssima nenhuma como agora os mentecaptos e lambe-cus vão dizer: foi apenas o discurso de quem quer sair de fininho da porcaria que armou, ainda por cima que armou para sair batido e de rabo entre as pernas. É aquela coisa que caracteriza os estúpidos: fazem porcaria que prejudica os outros e que os prejudica a eles próprios. Disse ele que as eleições foram boas para consagrar o vencedor. Conversa de barata tonta. O partido vai continuar como estava, com o Rio à frente e com ele entretido a dizer balelas. O que ele conseguiu foi fazer o partido gastar dinheiro para nada e pôr metade do partido a dizer mal da outra metade.

Claro que agora vai pôr-se em bicos de pés a fingir que é leal e um santo banhado em dignidade. Santo só se for do pau oco (no pun intended). E leal o tanas: quer é pôr-se a jeito para ser convidado pelo Rio para uma coisa qualquer. Rangel é daqueles que anda sempre à babugem. 

É como o Assis. Catatuas falantes, sempre prontas para darem bicadas nos legítimos para mostrarem à comunicação social, ou seja, à opinião pública, que estão vivas e que são alternativas. Como se a opinião pública quisesse saber delas (delas, catatuas) para alguma coisa. 

Não há pachorra.

Quanto ao Rio o que tenho a dizer é que é um burocrata, um fulano que frequentemente se porta como um totó sem sentido de humor em que, ao fazer de conta que o tem, se sai com palermices que não lembram ao diabo. 

Mas, do que lhe tenho visto, parece-me que, em regra, pensa no país antes de pensar no partido, às vezes pode parecer que é um bocado parvo mas, em geral, estou em crer que não é parvo nenhum, e é de boas contas e, por acaso, até acredito que seja bem formado.

Pode faltar-lhe uma certa falta de noção bem como um certo pendor humanista; e acredito que a nível de sentido estético seja um desastre; e, a nível de cultura, em geral, não faço ideia mas, quando estava no Porto, tenho ideia que diziam que era um calhau. Se calhar é.

Não se coloca a questão de se eu votaria nele ou não pois está à frente do PSD e eu não voto em sacos de gatos, ainda por cima gatos que ou são uns oportunistas ou canibais ou autofágicos. Ou seja, gatos que não se recomendam.

Mas uma coisa eu posso dizer. Se o PS tiver que se coligar com alguém, acho que fica melhor servido a entender-se com um Rui Rio do que com uma populista e uma vendida como a Catarina Martins. Quanto ao Jerónimo prefiro nem me alongar muito. Pode ser digno e respeitável mas já por duas vezes se juntou à direita para agradar aos seus mais retrógrados correligionários. Portanto, como não há duas sem três, é melhor não lhe proporcionar essa terceira oportunidade.

Tirando isso, não sei que mais há a dizer sobre o tema.

O que vale é que é domingo. Se estiver frio como neste sábado a ver se acendemos a lareira. 

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* A testa a que no título me refiro também não é física

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Pode muito bem acontecer que alguns de vocês que, aí desse lado, me acompanham achem que a pintura de Carl Heinrich Bloch (1834 - 1890) e a Humoresque de Dvořák não estão aqui a fazer nada. Pode ser. Mas a minha opinião não é bem essa: se calhar o Rangel é que está a mais. O Rangel, o Assis e mais o que não estão aqui no post mas estão por aí -- o Chicão, o Ventura, o trio Mortáguas & CMartins e toda essa gente que apenas polui o ambiente.

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Desejo-vos um belo dia de domingo

sexta-feira, novembro 12, 2021

Tiro ao Cravinho
É nisto que a Comunicação Social e os Cocós, Ranhetas e Facadas do PCP&BE&PSD&CDS reunidos andam entretidos
Tudo doido.
E isto já para não falar do boquirroto e seus cãezinhos amestrados que dão um espectaculozinho deprimente até dizer Chega....

 

Eu hoje estou que estou. Já corri demais. Agora estou aqui sem pachorrinha para coisíssima nenhuma. Ligo a tv e só vejo truanice. Mas truanice da grossa. Inferno. Parece que as pessoas andam todas desfocadas. A mosca passa à esquerda e dão com o mata-mosca à direita. O rato passeia no muro em cima e eles põem a ratoeira no muro em baixo. O sapato direito vai para o pé esquerdo, a meia vai por cima do sapato. Tudo assim. Tudo ao lado. 

O Rangel, esse conhecido boquirroto, diz que não vai dizer mal do seu partenaire mas, todo boquinhas e olhinhos a pretenderem dar jeito de inteligente engraçado, só faz é troçar e desprezar o Rio. E o Rio, que diz que só vai dizer mal do Costa, mal abre a boca é para dizer a rir que o boquirroto não está minimamente preparado para o que diz que quer ser. 

E o Alberto João, correligionário da parelha, tonitrua dizendo que os maçons e os laparistas andam atrás e a empurrar o instável boquirroto que -- diz ele -- mais não faz do que mostrar o quanto gosta de brincar aos partidos. 

E logo saltam os rangelistas amestrados, ex-laparistas amestrados, para baboseirar em uníssono. E a comunicação social -- em vez de se entreter com esta stand-up que tem muito para dar, pândega da melhor --, não senhor, faz é espera ao Marcelo, ao Costa e ao Cravinho para saber quem é que disse o quê a quem. Estes jornalistas, quando estão ranhosos, em vez de limparem o nariz devem limpar é o rabo. Todos trocados. E sempre à procura é de porcaria. 

Perante a escandaleira a coberto das missões das FA que foi denunciada e investigada sem uma só fuga de informação, os nossos media não querem saber quem roubou, quem traficou, quem foram os influencers, se traziam as pedras e os metais no bolso e a droga na dobra das calças, nem quem fechou os olhos a quê, nem como é que as tropas todas juntas, sempre tão reivindicativas dos seus poderes, autonomias e status, não perceberam que andavam a ser correio de traficância de alto gabarito. Não senhor. Nem querem sequer perceber qual o meandro raciocinal do presidente para dizer que isto tudo só dá é prestígio à tropa. Não. Não senhor. Trocadésimos comme toujours, tudo quer é saber se há crise entre o Costa e o Marcelo ou se o Cravinho é que devia ir para a rua. Não interessa que o Cravinho queira pôr ordem na mesa ou que seja gente decente, competente e séria à prova de bala. Ná, na, ni, na, nó. Não, senhor. Na lógica destes avençados, se é decente ainda mais depressa deve ser abatido.

A comunicação social e os seus comentadores amestrados só correm para onde alguém atira o osso. E geralmente a coisa dá-se num lado e o osso é atirado na direcção oposta. E nem cuidam de saber da credibilidade de quem atira o osso: se é um vesgo ou um marreta, se é um boquirroto ou  um chicão, se é um relvas ou joker, se um aldrabão avençado ou um merdoso qualquer (pardon my french). Não. Não há tempo ou inteligência para isso. O osso vai para ali e é para ali que a comunicação social e os comentadores amestrados vão a correr, de dente arreganhado.

Não sei se pelas redações, à força de tanto cão a ladrar a toda a hora e à força de tão instruídos para causarem baderna a ver se aumentam o share, já está tudo maluco ou se maluca estou eu ainda a perder tempo com tanta palhaçada. Caracitas e gaitolas para isto tudo, é o que tenho a dizer.


Loucos by Porta dos Fundos


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E queiram descer não propriamente para bingo mas até onde se fala do candidato que fala pelos cotovelos mas que, imagine-se!, não distingue um carapau de uma sardinha

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E, tirando isso, aboborinha.

E uma happy friday com tudo em cima, tudo a bombar.

(E vamos lá mas é voltar a ter muita atenção a uma máscara bem posta. Valeu? Não queremos cá nenhuma 5º vaga, façam lá o favor)


É admissível termos um Primeiro-Ministro que não sabe distinguir um carapau de uma sardinha? - pergunto

 

A meu ver não é.


É que acho que nem é preciso invocar que não está preparado para sê-lo, que não tem quaisquer maneiras (o vídeo já não está disponível no youtube), que é histérico, trauliteiro, insuportável, picareta-papagueante, que não inspira confiança nem para gerir uma papelaria de bairro nem uma banca de tirinhos na feira, que anda a desenterrar toda a tralha passista responsável por um período de verdadeiro genocídio social (Alberto João dixit), etc, etc, etc... 


Basta isto: não sabe distinguir uma sardinha de um carapau. A sério: não sabe. Pelo menos, não há muito tempo não sabia.

Como é que é possível? Qual é o indígena que, em Portugal, não sabe identificar uma sardinha? Qual o bom patriota que nunca se banqueteou com uma bela sardinhada?

Caraças. Só mesmo um alienígena. Ora pode um alienígena, sem maneiras, impreparado, mal acompanhado, etc, etc, ser Primeiro-Ministro de Portugal?

Obviamente não pode.

Ora, se não pode, o que se passa com os laranjecas que o apoiam? Andam com os copos? What...?

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Como é bom de ver a imagem do Rangel na companhia do Passos Coelho e do Aguiar-Branco é da autoria do saudoso We have kaos in the garden

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E até já

domingo, outubro 31, 2021

Alô, alô, Sr. Presidente Marcelo! A ver se também recebe o candidato a candidato Nuno Melo, ouviu...?!

 



Não é por nada mas, se Marcelo recebeu a galinha rangélica, a que propósito não receberia também o pintas mélico? -- pergunto.

Se esta crise absurda 

- coisa com marca de quem quer fazer jus àquela de que por aqui vive um povo que não se governa nem se deixa governar e em que, no vertente caso, os grandes contemplados pelas concessões à esquerda do OE se juntaram à direita, inclusivamente à mais populista e fascista, para o chumbar, dando um tiro na própria cabeça e tiros nas pernas, nos braços, no peito e no coração daqueles que iriam beneficiar das generosas medidas que o Orçamento previa -

tem como inegáveis responsáveis o PC e o BE, não devemos isentar de culpas o Presidente Marcelo. Não mesmo.

De facto, foi Marcelo quem começou por picar o PCP e o BE e que, depois de os ter bem picados, de cabeça perdida e sem conseguirem pôr o País acima dos pequenos interesses partidários, já não conseguiu recuar a tempo de pôr ordem na mesa ou de ajeitar a sua ameaça de forma a que a dissolução da Assembleia não fosse inevitável. 

Se o PCP e o BE se portaram, uma vez mais, como traidores do Povo que fingem defender, Marcelo portou-se como o catavento que o Láparo, em seu tempo, o acusou de ser. Esta crise tem a caras de todos eles.

E, como se isso não fosse pouco, pelo meio, Marcelo ainda conseguiu a proeza de deixar o País boquiaberto por, no meio desta crise macaca (marcélica, melhor dizendo), resolver chamar a galinha descabelada não se sabe para quê. Terá sido para discutir datas internas do partido? Para discutir estratégias larânjicas? 

Não faz sentido seja qual o ângulo por que se olhe.

Mas já que deu esse mau passo -- melhor: mais um mau passo --, o mínimo que Marcelo pode agora fazer é receber também o Pintas Melo que por aí anda a vociferar contra os golpes de estado com que o puto Chicão anda a brincar lá pelo Caldas. 
Não sei se aquilo terá sido coisa tipo batalha de paintball ou de polícias e ladrões. O que sei é que, na sequência da brincadeira, o histórico Adolfo, o histórico Pires de Lima e mais dois fizeram saber que vão dar de frosques do CDS. E o ex-putativo líder não se cansa de dar conferências de imprensa para espetar facas no puto, andando agora a dizer que vai pedir para impugnarem o so called golpe de estado do Chicão.

Ora se o Marcelo fez a linda proeza de dinamitar o Parlamento, levando a sério o voto negativo do PCP e do BE (que, afinal vieram a dizer que aquilo era a brincar, que não queriam nada eleições, nem pensar,) e acreditando que o PSD e o CDS eram gente racional (que se saberiam portar como gente grande e séria), agora deve estar oh tio, oh tio, vendo que o PCP e o BE vão ser dizimados e que o PSD e o CDS, também se estão nas tintas para o país, entretidos que andam a espetar agulhas nos bonecos uns dos outros, a passarem-se rasteiras e até a tirarem olhos. 

Portanto, tanta inteligência e tantas horas sem dormir para conceber cenários... para isto, Professor Marcelo?

Onde é que está o discernimento, a lucidez e a ponderação de quem teria mais do que obrigação de se mostrar acima da carne seca? Não vejo.

Portanto, repito, pelo menos para se lavar do mau passo de receber a galinha, ao menos que agora aceite o pedido do pintas mélico que, segundo diz, também quer ir fazer queixinhas para Belém. E se o urubu também quiser passar a perna à parrachita, pois que Marcelo também o receba. Nisto não queremos cá candidatos a candidatos de primeira e de segunda. 

De nada, ora essa.

sexta-feira, outubro 29, 2021

Ó pr'a ele todo armado em 1º ministro, todo prosa, todo bicos dos pés.
Upa lá-lá.
'Tá aí pr'a levar tudo à frente. Cuidado com ele...

 

Nas várias pessoas com quem hoje falei, a estupefacção e a irritação contra o PCP e o Bloco são generalizadas. Ninguém percebe, ninguém aceita. 

A minha mãe, então, estava quase fora de si. Gente mais parva, concluía ela. Dei-lhe razão. Sobre o Bloco, ainda tentou desculpabilizar o todo, concentrando num só elemento a fonte de todo o mal: aquilo é tudo coisa daquele urubu, sempre de preto. Aí não lhe dei totalmente razão. Não sei se só é do urubu. Acho que também é da parrachita (como no outro dia ouvi chamar-lhe), talvez também do pérfido cardeal ou de toda aquela conjugação de ismos azedos, requentados, fora de prazo. O que sei é que de uma coisa podemos agora estar certos: aquilo é gente que não pensa.

Isto do lado das esquerdas reunidas (reunidas entre si & com a direita & com o Chega à mistura -- não nos esqueçamos). Quanto às direitas, o que se conclui é que reina o forrobodó. Guincham pela perspectiva do poder como histriónicas e impacientes gatas com cio. 

Desforrando-me de não ter televisão (ainda não tenho!), ao vir para casa ao fim do dia, vinha ouvindo as notícias. 

O PSD em efervescência. O Rangel, todo ele insuflado com a oportunidade que lhe puseram ao colo, com a voz em ebulição e já a querer dar-se ares de importante, enchia o peito de ar para dizer que tinha convidado o Professor Poiares e que o Professor Poiares tinha aceitado e que o Professor Poiares e ele próprio tinham convidado o distinto Professor Alexandre e que o distinto professor Alexandre tinha aceitado fazerem parte da equipa que vai fazer o programa. Muito jogo. Ganda Rangel. E acrescentou que, muita atenção, estas eleições não são para líder da oposição mas para primeiro-ministro. E todo ele, ao falar, se mostrava num verdadeiro frenesim imaginando-se primeiro-ministro. Um primeiro ministro que leva tudo à frente. Upa lá-lá. Cuidado com ele.

E, na euforia (e na ausência de substrato próprio), está a desenterrar toda a tralha passista para lhe fazerem uma cadeirinha e o levarem ao colo às eleições. 

Será uma coisa mais fofa de se ver. 

Já nem quer saber do Rio para nada. Na sua cabeça desfraldada, o PSD já é todo dele. E fala de datas, põe e dispõe, analisa na perspectiva disto e na perspectiva daquilo, todo ele teoria, uma coisa mesmo engraçada de se ver. 

E depois ainda há quem diga que não se espere ver uma galinha a trepar às árvores. Ai não que não. A cacarejante aí anda provando que pode tudo: trepar às árvores, nadar à cão, ir ao Daniel e, armado em pr'a frentex e fracturante, assumir-se, convidar professores e, pasme-se, até distribuir jogo em Belém.

Quanto ao CDS, enquanto o puto Chicão se reúne com o alpacas Rio, o Pintas Melo anda a ver se adia ou se antecipa eleições, já nem sei (nem interessa para nada). Nos áureos tempos em que Madame Cristas da Coxa Grossa fazia poses extraordinárias em São Pedro de Alcântara mostrando-se coberta de kiwis, ainda havia assunto de que se falasse no CDS. 


Agora com o puto Chicão, que tem medo de qualquer pum mais estrepitoso ficando de olhinhos esbugalhados a ver se percebe quem o deu, e que tem conseguido a proeza de reduzir o partido a raspas, já ninguém lhes liga patavina.

No meio disto não sei que ideias levitam na cabeça do exuberante Marcelo mas que ele ajudou à festa, lá isso ajudou. Portanto, agora que desembrulhe a crise que ajudou a criar ao dar corda a quem só a sabe usar de forma perigosa para si e para os outros. Se o seu primeiro mandato foi o dos omnipresentes beijinhos a ver vamos se o segundo não será o das permanentes macacadas.

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Como é bom de ver, a imagem do Upa lá-lá Rangel provem do saudoso We have kaos in the garden.

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E até já