sexta-feira, junho 05, 2026

Dia bom, com ida à Feira do Livro (um gelado, vários livros).
E, para acabar, um vídeo todo fake.

 

Pode ser que amanhã mostre os livros que trouxe. Hoje não. Só faço bocejar. Estou com uma soneira tal que nem dá para imaginar. Acordei mais cedo do que devia e, em vez de voltar a adormecer, fiquei acordada a tentar descobrir se estava sozinha em casa ou se estavam apenas silenciosos. Depois ouvi o portão e percebi que estavam a chegar. Tentei perceber se já seriam horas de acordar ou se ainda era muito cedo. Claro que poderia ter-me levantado e ir ver as horas, mas tive receio de espertar. Já houve tempos em que tinha, na mesa de cabeceira, um relógio despertador. Agora, tudo isso caiu em desuso. Quando quero saber as horas, vejo no telemóvel. Mas geralmente não o tenho ao pé de mim.  Com isto, não voltei a adormecer e fiquei com um défice de horas dormidas.

Depois fui à Feira com a minha filha. Ela ainda se lembra das horas abaixo e acima quando ela e o irmão eram pequenos. Também me lembro. Íamos pelo menos duas vezes em cada feira, mas geralmente mais. Por vezes, no fim do dia de trabalho, ia lá numa corrida. Era muito viciada em livros. E lembro-me ainda antes, quando a Feira ainda era na Avenida da Liberdade e eu, sozinha, ainda miúda, por ali andava nas minhas sete quintas. Também me lembro de ir com os meus pais, sempre era uma maior capacidade de investimento do que quando ia sozinha e esticava a mesada para dar para alguns livros.

Agora a Feira está enorme, mas dá ideia que mais de metade dos livros são treta, tanga, muita cor e fantasia, mas conteúdo nulo. Mesmo alguns dos livros mais afamados, supostamente comercializados por editoras 'sérias', abrem-se e o que se vê são redacções básicas, conversa para encher chouriços, palavras desprovidas de vida. No meio daquela barafunda, desfoco-me, desconcentro-me, até porque se me focasse precisaria de muito mais tempo. Mas sobretudo, a falta de sobriedade das capas, o ruído de 'mercado', de feira popular, a confusão, tudo isso me causa algum agastamento. Também me dá um bocado de pena os escritores que ali se põem à espera que lá vão ter com eles. Nunca percebi qual a lógica ou a vantagem. Parece-me uma exposição um bocado artificial, senão mesmo humilhante. E depois há longas filas para pessoas que não se sabe quem são mas que, pelos vistos, vendem livros. Enfim, aquela já não é bem a minha praia. Ainda assim, trouxe sete livros. A ver se amanhã os mostro.

E jantámos em casa da minha filha, naquela sua ampla, bem temperada e luminosa casa. Os rapazes cada vez maiores, já só a quererem laré, cada um com as suas combinações. Ainda não há muito, era a mãe e o tio deles também sempre a saírem com os amigos. É bom que sejam sociáveis, que arejem as cabeças, que pratiquem desporto, que tenham amigos, que gostem de conviver.

Entretanto, íamos recebendo mensagens: o outro futebolista, o mais novo dos três guarda-redes (só o mais novo não saiu guarda-redes, e a menina é do vólei), estava num torneio de dia inteiro, a família foi torcer, e o pai ia dando notícias. Depois um vídeo, ele a defender um penálti, o pessoal a gritar pelo nome dele. Ao fim da tarde, tinha passado e ia para mais um jogo a ver se ficavam por ali ou se iam à final. Foram à final. E, por fim, já bem de noite, a vitória: venceram o torneio. E, para rematar, ele, todo feliz, com a taça na mão. Campeão. mais lindo

Entretanto, nós dois, quando regressámos à noite, ainda fomos passear com o cão mais fofo.

Com isto, só chegámos à sala tarde e más horas. O meu marido ligou a televisão, estava a dar o Eixo do Mal. Fiquei um bocado surpreendida, não sei porquê parecia-me sábado. Depois caí na real, qual sábado?, era quinta-feira. Seja como for, fiz um esforço para não dormir mas a impressão que tive é que não estive sempre acordada pois estou com dificuldade em lembrar-me do que disseram.

Agora liguei o computador e, ao abrir o youtube, apareceu-me um vídeo extraordinário. Às primeiras, vamos na inocência, uma pessoa até fica na dúvida se é verdade. Mas, quando se pára para pensar, percebe-se que é invenção, fake do mais fake que pode haver. Já há algum tempo me tinha parecido no Instagram mas aparece tanta coisa feita por IA que, mal me parece tanga, sigo adiante. Neste caso, fiquei a olhar e a tentar perceber, sob o ponto de vista de programação ou da física, se seria possível e a minha opinião foi que nem pensar. Por exemplo, fazer implantes capilares em segundos? No way. Mas, por via das dúvidas, perguntei às IA's. Embora me digam que já há robots que cortam e  lavam cabelos e massajam cabeças, ainda não fazem tranças nem fazem nascer cabelo. Claro.

Mas a verdade é que se, para já, não existem tais máquinas, a IA já consegue forjar uma realidade em que isso é possível. E, cada vez mais, vai sendo mais difícil perceber com exactidão onde está a fronteira entre o que é verdade, embora extraordinário ou extra-futurista, e o que é forjado.

De qualquer maneira, aqui fica desde já o meu veredicto. Caso haja por aí quem esteja mesmo a pensar fazer máquinas destas: a mim é que não me apanham a enfiar a cabeça numa coisa destas ou a deixar que uma cena daquelas me aspirasse o cabelo sabe-se lá para fazer o quê. Olha se o cabelo se ensarilhava lá para dentro e não conseguia tirar a cabeça a menos que lá deixasse ficar o cabelo todo... Ou se a máquina se engana e me pinta o cabelo de roxo e faz mil trancinhas, impossíveis de desfazer... Ná, not me.

Mas vejam lá o despautério (e não se deixem ir em cantigas, é tudo aldrabice):

Testaram estas máquinas de cabelo do futuro… Ninguém esperava por isto.

As máquinas de cabelo do futuro estão a começar a mudar a forma como o cabelo é penteado. Nesta compilação, são testadas diversas tecnologias capilares avançadas em demonstrações reais.

Desde sistemas automatizados de tranças a máquinas de styling futuristas, estes dispositivos de última geração podem transformar o cabelo em segundos.

Veja o vídeo completo e veja como funcionam estas máquinas de cabelo do futuro na prática.


Desejo-vos uma feliz sexta-feira

Sem comentários: