terça-feira, março 31, 2026

Os enormes equívocos das políticas do Montenegro ou a enorme componente ideológica da politica do governo
-- A palavra ao meu marido --

 

É certo e sabido que as políticas do governo não são suportadas em factos nem em  informações fidedignas. Vão a reboque do Andrézito ou são motivadas por opções ideológicas que em muitos casos são estupidamente próximas das opções da direita revanchista e retrógrada. 

Vamos a factos. 

Lei da Imigração aprovada com o Chega cujo defensor mais intransigente foi o "Lentão" Amaro de parceria com o Luís. Os imigrantes davam cabo do País, viviam de subsídios e eram os responsáveis pelos piores crimes. 

  • A parte dos crimes o atual MAI encarregou-se de a desmentir quando era diretor da PJ. 
  • Quanto ao resto foi desmentido pelo relatório do Banco de Portugal de Março, a saber: 
    1. os imigrantes passam muito menos tempo a receber subsídios que os nacionais e os que mais subsídios recebem são russos, ucranianos, moldavos e brasileiro (azar não são asiáticos!), 
    2. os imigrantes contribuem com 4,1 mil milhões de euros para a segurança social sendo o saldo líquido positivo de 3,2 mil milhões, 
    3. os imigrantes são responsáveis por 5% do PIB e, se não estivessem a trabalhar em Portugal, o valor médio dos impostos dos nacionais teria de passar de 35% para 43%. 
Foi nisto que resultou a política de "bar aberto" que o Chega de braço dado com o governo tanto criticaram e que os comentadores também apoucaram e apoucam. Eu diria que ainda bem que ofereceram as bebidas, pode ter havido algumas bebedeiras, o que era inevitável, mas no cômputo geral foi muito positivo e não se percebe a urgência da lei da imigração a não ser por opções políticas e apropriação da agenda do Andrézito. 

Outra palhaçada é a Lei da Nacionalidade. Só o Chega e o anquilosado CDS tinham este assunto na agenda. O Luís e seus muchachos viram uma oportunidade para se juntarem à extrema direita,  desviarem as atenções da inoperacionalidade do governo e cavalgaram a onda e cá vai disto. Felizmente a lei aprovada na AR foi chumbada pelo Constitucional. Os dados mais recentes, que deveriam servir de base a estas opções políticas e são pura e simplesmente obliterados (estúpida palavra que Trump tornou omnipresente) referem que apenas 7% dos pedidos de nacionalidade são de naturais do Paquistão, do Nepal e de países vizinhos. Ao contrário do que apregoava o Andrezito e o governo, apenas 2.700 cidadãos destes países pediram a nacionalidade portuguesa. "Ganda" problema não é Luís, "Lentão" e quejandos? É deveras preocupante: sendo tantos, ainda vão dar cabo dos outros dez milhões. É o governo a cobrir-se de ridículo com este tipo de opções. 

Outra política também reveladora da inteligência de quem governa foram as medidas destinadas á Habitação. Como resultado das políticas do governo, os preços das casas aumentaram como nunca se tinha visto e 28% dos contratos celebrados por jovens demonstram  representar um taxa de esforço entre 40 e 50% o que está manifestamente acima do recomendado, senão mesmo no limiar do risco de incumprimento. Com o panorama atual, com se vão safar estes jovens com as taxas de juro a aumentarem, a inflação a crescer e provavelmente o valor da casa a diminuir? Acreditaram na política do governo e vão ficar tramados durante alguns, senão muitos anos. Não me parece que vão ser motivo de preocupação para o Luís, o problema vai ser deles. 

No capítulo da Defesa, em que impera outro crânio, parece que o governo autorizou a montagem do drone MQ-9 nos Açores. Veremos se não se trata de mais uma opção política completamente errada que nos pode trazer problemas futuros de segurança.

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Nota: este fim de semana foi o congresso do PS e tudo o que é analista e comentador encartado aproveitou para bater "no ceguinho". O costume, mas, de facto, faltou alguma chama e apresentação de propostas mobilizadoras e diferenciadoras. Parece-me que o José Luís Carneiro é inteligente e honesto, conhece os dossiers, acredita na solidariedade social e tem uma ambição legítima de governar e melhorar Portugal. Como não tem um grande carisma, tem que fazer um esforço de afirmação, com uma agenda própria e diferenciadora, não se focando tanto na cooperação com o governo, mas, antes,  apresentando-se como verdadeira opção ao governo. Espero que consiga ser uma opção segura e credível para os portugueses.

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E queiram, caso estejam para aí virados, continuar a descer. As últimas de Trump são cada vez mais perturbadoras. Já se referem a ele como um presidente delirante e acho que é isso, um doido varrido.

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