O grande perdedor da noite: zero em termos de conteúdo, zero do sentido de não ter qualquer conteúdo, zero em termos de ideias, e não é uma pontuação subjectiva, não, é mesmo que não tem uma única ideia. E, ao descontrolar-se, mostrou que tem zero de compostura. Muito mau. E depois a palavra ordinarice, que soltou ao dirigir-se a Gouveia e Melo, soou ali muito mal; penso que é palavra que lhe ficará colada. Refiro-me, é claro, a Marques Mendes. Se houvesse a pouca sorte de chegar à 2ª volta com o Ventura, acho que nem assim votarei em Marques Mendes.
Confirmação: é igualmente um zero em termos de conteúdo e um zero em termos de ideias. Em termos de compostura, já se porta como se já fosse PR. Mas um PR daqueles que não acrescenta ponta de corno. Peço desculpa pela expressão, mas a criatura tira-me do sério. Se já encarnou uma bafienta personagem, imagine-se se tivermos a pouca sorte de ele lá chegar. Um horror. Se for à 2ª volta com o Ventura, com muito desconforto e até muitas e severas dúvidas, votarei nele, nele Seguro. Mas ficarei arreliada até à segunda casa. Que burrice a do Pedro Nuno ter falado no nome da criatura. Há quem o gabe por ter estado 12 anos sem dizer nada, como se isso fosse uma virtude. Não é, é apenas a sua idiossincrasia: não tem nem nunca teve nada para dizer.
Almirante: na realidade ainda não adquiriu a tarimba que nestas coisas dá um certo jeito. E tem algumas saídas um bocado fora da mãe, dá ideia que vai muito ensaiado e muito ensinado e isso retira-lhe alguma naturalidade e, mesmo, algum discernimento. Contudo, continuo a achar que talvez seja a melhor opção.
Ventura: tenho que reconhecer que, no debate, não esteve mal de todo. E não é burro nenhum. Percebe-se que atraia o voto de tanta gente. O pior é que, para além de não ser sério, isto é, intelectualmente honesto, e de jogar no bota abaixo, e de ter valores opostos aos meus, não é confiável. Portanto, é para esquecer.
Cotrim: o ganhador da noite. Esteve muito bem. De todos, foi quem melhor revelou ter ideias e, ao mesmo tempo, ter atitude. Está a subir nas sondagens e isso percebe-se. Acredito que, se por acaso lá chegasse, seria um presidente digno. Acredito também que saberia ser razoavelmente isento face às suas ideias políticas. Provavelmente seria a minha segunda opção.
Antonio Filipe: respeitável e cordato como sempre. Mas não acrescenta, é sempre mais do mesmo. Contudo, calma, em termos de conteúdo e de atitude, 10 a 0 a Marques Mendes e a Seguro. O pior mesmo é o quadro mental em que se move. Mas, quando o vejo, penso sempre que é uma fofésima criatura, uma simpatia.
Catarina: esteve bem no debate e tem feito uma campanha muito capaz. Mas.
Jorge Pinto: esteve bem mas, infelizmente, aquela coisa de não se perceber se está numa de desistir, baralhou tudo.
André Pestana: é o sindicalista do STOP e foi isso que revelou no debate.
Humberto Correia: de vez em quando aparecem pessoas assim, não se percebe bem o que pretendem, mas vê-se que é bem intencionado e, de resto, é um direito que felizmente a malta tem, meter-se em alhadas destas.
Manuel João: de certa forma, alguma desilusão. Estava à espera que fosse mais polémico, mais irreverente. Mostrou ser um peixe fora de água. Com tantos candidatos armados em políticos a sério, o Manuel João não encontrou o seu palco, e teve alguma dificuldade em ser fluente. Mas a felicidade é uma coisa importante, é mesmo, e até me parece bem que esteja na Constituição. Se isto tudo não for para a malta ser feliz, então é para quem?
Carlos Daniel: fantástico. Um grande moderador. O melhor de todos. Cinco estrelas. Das grandes.
Esqueceu-se de António Filipe ou não esteve lá? (não vi)
ResponderEliminarTem razão, tinha-me esquecido. Já acrescentei. Obrigada!
EliminarMais um debate que pouco ou nada esclareceu. Creio que quem tem duvidas, ficou na mesma.
ResponderEliminarA constituição permite muito. O mundo mudou e passados 50 anos deveria ter alguns ajustes.
MJVieira cumpriu os requisitos à candidatura. Tem direito à sua ideologia mas, tal como seu pai, deveria ficar-se pela sua arte. Estas eleições são um assunto sério e para palhaçadas ja chega dos cantidatos ditos sérios. Anarquia já se sente em vários sectores.
O meu sentido de humor não chega para tanto. Devo lamentar?
O meu candidato já o escolhi há muito, embora não tenha muita fé que lá chegue. Logo se verá.
Renovo os meus votos de um bom 2026. cheio de paciencia para este mundo louco, saude e bons passeios pela natureza enquanto ela resistir.
Olá Pôr-do-Sol
EliminarEnquanto lhe respondo, vejo na televisão que nasceu mais uma criança numa ambulância dos bombeiros da Moita e que morreu um homem porque a ambulância levou mais de 3 horas a acudir. Fico com o coração apertado.
Isso e as loucuras que Trump anda a fazer. Deve estar a ver se ombreia com Putin.
Por isso, tem razão, que mundo louco.
No início do ano, gostaria de ter esperança que fosse um bom ano. Mas as expectativas são baixas...
Mas, de qualquer maneira, agradeço os seus votos e retribuo, querida Sol Nascente: tudo de bom para si e para os seus.
Um abraço amigo
Aproveito para Desejar um Bom novo Ano. Sobretudo com saúde. O resto tudo se há- de resolver. Ou então problemas, que as pastilhas resolvam, que já não é mau. Obrigado por mais um ano de partilha.
ResponderEliminarMuito obrigada pelos votos e pela sua presença aí desse lado. Tomara que seja um bom ano, para todos nós. Saúde e boa sorte.
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