quarta-feira, dezembro 31, 2025

Montenegro & Ventura - a dupla de circunstância ou o controlo de fronteiras
-- Na despedida de 2025, de novo a palavra ao meu marido --

 

Conforme planeado (ironia, claro!) e em linha com a política seguida, o governo, superiormente "governado" pelo Luís, decidiu, pelo menos nos próximos três meses, deixar de utilizar o sistema informático de controlo de entradas de extra comunitários. A EU não gostou. Pudera! E eu não percebi. 

O que me surpreende é que, a ao contrário do que faria há dois ou três anos, o Luís não ande por aí a gritar aos quatro ventos contra esta medida, que o "Lentão" num ataque de histeria não se insurja contra esta decisão, que o Hugo Soares não vocifere com a má-criação habitual, acrescentando uma boa dúzia de palavrões, contra esta desorientação e que last but not least a D. MAI não seja despedida com justa causa. 

Mas ainda é mais surpreendente que o Andrézito não fale agora de política de "portas escancaradas" e de "bar aberto", que não contrate mais dez seguranças para garantir que não é violado por um extra comunitário e que, no mínimo, não tenha um, senão, dois fanicos. Aposto que ainda vem dizer que os "bandidos" vão respeitar a decisão e não vão ousar pôr cá os pés. Será que existe um plano de cessar fogo secreto entre o Luís e o Andrézito que foi mediado pelo Trump e relativamente ao qual este último ainda vai dizer que foi mais uma guerra com que acabou? É pena é que quem vota ainda não tenha verdadeiramente topado esta malta que nos governa. Haja dó para tanta incompetência e desfaçatez!

O Montenegro, o PGR e as Presidenciais
-- A palavra ao meu marido --

 

Num País em que o PM apresenta como exemplo para a populaça um jogador de futebol (boa Luís! viva o populismo!) que foi capaz de ir bajular o Trump, que trabalha para um "patrão" que não sabe o que é democracia, que promove um país em que as liberdades e os direitos individuais são uma miragem e ao qual nunca se viu a mais pequena defesa de causas relevantes. 

Num País onde o PR promulga a concessão dos casinos do grupo que pagava ao PM porque o PM estava de férias quando a decisão foi tomada (boa Marcelo, então estando o Luís de férias tinha lá alguma hipótese de influenciar a decisão... nunca!). 

Num País em que o governo campeão do controlo de fronteiras suspende a utilização de sistema informático que permite um controlo eficiente das fronteiras durante três meses (boa "Lentão", boa D. MAI, o sistema só serve para "chatear... Isto é que é trabalhar como deve ser, não há dúvidas!). 

Num País em que o MP, mais uma vez, se veio meter na campanha eleitoral só para lançar lama para cima de um dos candidatos e, assim, proteger outro,  "Maques" Mendes de seu nome (boa Amadeu, é claro que o que fizeram agora ao Almirante não tem nenhuma semelhança com o que aconteceu com o caso da averiguação ao Pedro Nuno Santos quando a Spinumviva começava a ser difícil de conter e é claro também que o MP não é dominado pelo PSD e que é pura coincidência aparecerem casos semelhantes aos que incomodam a rapaziada do PSD contra malta de outros quadrantes políticos -- "honi soit qui mal y pense"). 

Num País em que o candidato mais lobista de que há memória se finge de virgem ofendida e a propósito do Conselho de Estado nos quer fazer de parvos (boa 'Maques", a malta sabe que pautas a tua atuação pela transparência). 

... Neste País, ainda parece haver alguém que sabe o que diz e que se percebe que conhece bem e tem ideias definidas sobre problemas que nos afetam cada vez mais, nomeadamente, a nível internacional. 

Ouvi ontem a entrevista do Gouveia e Melo no NOW, e gostei bastante. Tem um registo completamente diferente de outros profissionais da politica cujos expoentes máximos no caso das presidenciais são o Andrézito e o Mendes, e percebe-se que do ponto de vista da politica internacional, da Europa e da geopolítica mundial tem conhecimentos que poderão ser muito úteis a um PR nos tempos que se avizinham. Dá 10 a 0 (zero) a qualquer dos outros candidatos. Também sobre os maiores problemas do País defendeu posições que me parecem adequadas. 

Por estas e por outras é possível que o Gouveia e Melo seja o candidato em quem deveremos votar.

terça-feira, dezembro 30, 2025

O que querem? Sou humana, chateio-me com porcarias, o que é que posso fazer...?

 

Há um problema de infiltrações e entupimentos, não aqui onde estou agora mas num lugar em que somos nós, eu e o meu marido, que temos que responder. Mil vezes penso que não era mau de todo quando tínhamos em quem delegar. Aqui não dá. 

Tenho até andado enervada pois não se vê solução que seja boa. Todas são complexas e muito dispendiosas e cada uma pior que a outra. Acordei com mensagens e vídeos do canalizador e só pensava que queria que me tirassem do filme de terror em que me estou a ver metida.

Claro que, quando falo com o meu filho, ele desvaloriza, diz que já não me lembro de quando tinha problemas a sério. Lembro-me. Mas as responsabilidades, por serem a nível da empresa, eram, digamos, colectivas. Ou partilhadas. Aqui somos só nós os dois. As decisões temos que ser nós a tomá-las e os custos temos que ser nós a arcar com eles.

Optimista como sou, de vez em quando pensava que o telefonema ou a mensagem seria a dizer que a origem do problema estava detectada, a resolução seria simples. Mas não. Em crescendo de pioria. E depois uma coisa que me enerva. Uma vez inclinava-se para uma coisa, na vez seguinte já era o contrário. Parece que o raciocínio analítico não funciona muito por ali. E eu, nestas coisas, sou cartesiana, lógica, coerente. Desnorteio-me quando me levam a pensar que a origem do problema é uma e portanto é preciso partir tudo ali e acolá e, meia hora depois, já não é isso, o problema deve estar noutra coisa qualquer e tem que se partir noutro lado completamente diferente.

E foi ao longo de todo o santo dia. 

A culminar, já ao fim do dia, veio a indicação dos custos do trabalho do dia, na prática quase todo inconclusivo. Eu estava preparada para que fosse caro e para que não se tivesse andado muito. Só que não se andou praticamente nada e foi para aí quatro vezes mais caro do que o que eu e o meu marido antecipávamos. Um inusitado balúrdio. Usou uma máquina cujo uso implica custos da ordem das muitas centenas de euros. Mas quando disse que a ia usar não avisou. Fiquei, por uns momentos, calada. Incapaz de falar. Não ia insultá-lo, não é a minha maneira de ser, não ia dizer para ir roubar para outro lado. O meu marido tem uma outra reacção. Acha que não é no fim que se discute o valor, se fez e diz que é aquilo, é pagar. Eu torço-me. Não fez orçamento porque não sabia o que ia encontrar, usou uma máquina que não disse que tem custos astronómicos, e no fim é pagar sem protestar? Enfim, fico doente. Protestei, claro. Disse que poderia arranjar outra pessoa, que não levaria a mal. O pior é que não arranjo.

Uma situação que me faz sentir a modos que impotente. O problema tem que ser resolvido, as condicionantes são mais que muitas, não consigo controlar as coisas a ponto de conseguir arranjar alternativas. Tudo coisas que detesto. 

E isto foi só o princípio. 

Não quero pensar agora, nem ficar a pensar que o ano poderia acabar melhor. E que o próximo ano escusava de começar com isto. Mas já estão coisas combinadas para o início do mês que vem. Por isso, o ano vai mesmo começar com chatices que odeio.

Bem sei que há coisas piores, por exemplo aquela velha máxima de que pelo menos não parti uma perna. Claro. Pode um tsunami avançar sobre uma terra e engolir mil e oitocentas pessoas que se pode sempre dizer que pior era se fosse em época alta, a praia estivesse cheia e tivesse engolido duzentas e oitenta mil. Claro. Bem sei. A gente pode vestir a pele da santinha, da optimista compulsiva, e, por mais chatices que tenha, sorrir e mostrar que até está agradecida por ser aquilo e não um meteorito a cair-nos na cabeça. Mas, caraças, às vezes só apetece mesmo é espingardar.

A minha filha compreende a chatice mas também tenta relativizar, diz que estas coisas acontecem. Pois. Sei de tudo isso. Mas sintonizei-me para ter uma vida zen, na maior tranquilidade, longe de problemas, sem contratempos maçadores e dispendiosos, e agora fico desconfortável, incomodada, parece que me estão a puxar para zonas de desconforto em que não quero estar.

Enfim.

Mas olhem, relevem, ok? Não tem jeito nenhum estar a maçar-vos com problemas de entupimentos, esgotos, canalizações, sifões que deveriam existir e que não existem, caixas de esgotos que ninguém encontra, danos progressivos, fugas de origem desconhecida e sei lá que mais. Amanhã tentarei falar de alguma coisa mais interessantes.

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Desejo-vos uma terça-feira feliz

segunda-feira, dezembro 29, 2025

Solidão

 

No tema das doenças mentais há várias vertentes, qual delas a mais interessante e, talvez, a mais complexa. Como leiga, direi: misteriosa. 

De um lado há as causas, muitas vezes ocultas, da doença. E, num outro lado, há os meios para as descobrir ou controlar. De forma mais material, de um lado estão as pessoas que têm os problemas e de outro estão as pessoas que conseguem tratar as primeiras.

Se nem sempre é fácil a quem tem ataques de pânico ou sofre de depressão ou de uma qualquer outra patologia perceber o que origina as crises também não será menos verdade que também não é fácil encontrar o terapeuta que acerta na abordagem ou que consegue despertar a confiança virtuosa junto de quem precisa de apoio.

Tenho aqui partilhado diversos vídeos sobre o tema e fica claro que estes domínios não são da ordem da ciência exacta. E fica também claro que o tempo dos estigmas ou dos tabus deve ser do passado. Tem que ser do passado. Ninguém está livre de ter um problema destes ou de ter que lidar com quem esteja afectado. E é importante que todos estejamos sensibilizados para esta temática seja por nós seja para podermos compreender e apoiar quem disso precisar.

Mas se as causas profundas destes distúrbios são misteriosos, também o são os vínculos entre médico/psicólogo/terapeuta e o doente, ou a forma como o terapeuta tem que se despir de si próprio para conseguir alcançar o paciente.

Já falei várias vezes de uma amiga psiquiatra que é das pessoas com a vida mais problemática que conheço. Perdi-lhe, entretanto, o rasto pois divorciou-se e éramos amigos do casal e algo se desmoronou depois dos inúmeros conflitos que ensombraram o fim do casamento. O meu marido chegou a um ponto em que, de cada vez que estávamos com eles, me dizia: 'Não tenho paciência para aturar esta maluca'. E chegava a sair da sala em que ela estava de tal forma ficava exasperado. Sendo fisicamente uma bela mulher e aparentemente normal, era, de facto, uma mente perturbada. No entanto, a nível profissional, parece que era muito competente. Chegou a directora do serviço num grande hospital. E depois deixei de saber dela. Com isto das redes sociais, descobri, no outro dia, que é amiga de um amigo meu. E vive no estrangeiro. Hei-de saber dela. Mas o que me espanta é como é que uma pessoa com forte pancada consegue ajudar os doentes de foro mental a encontrarem equilíbrio quando ela é, na sua vida pessoal, completamente desequilibrada.

Conheço também uma psicóloga, embora não tão bem como a psiquiatra. Mas, do que lhe conheço, também lhe detecto aqui e ali uns pontos que me colocam alerta. No outro dia estava com duas amigas que a conhecem muito bem e que se referiram a ela como alguém com alguns desequilíbrios. E, no entanto, profissionalmente, é conceituada e reconhecida. Portanto, há nisto também um certo mistério.

O vídeo abaixo é muito interessante. Sem meias palavras, com muita objectividade, Henrique Dias descreve o surgimento dos primeiros sinais e guia-nos pelos caminhos da sua ansiedade, da sua depressão, dos tratamentos, da procura do terapeuta que, finalmente, conquistou a sua confiança e conseguiu conduzi-lo para fora dos labirintos onde o negrume imperava.

Diz ele que quem tem problemas de ansiedade ou depressão muitas vezes não o partilham. Talvez  por amor aos mais próximos, para não os preocuparem. Talvez por incapacidade. Talvez caiba, pois, a quem está bem a responsabilidade por estender a mão. Não deixemos que os que se sentem sós no seu sofrimento, por dificuldade em sair da solidão, não possam contar com a ajuda de quem poderia ser, de alguma forma, uma boia de salvação.

Henrique Dias, depressão e ansiedade. “Há uma solidão tremenda nas doenças mentais”

Foram precisos 12 anos, a partir do diagnóstico, para encontrar o psiquiatra certo para ele e a terapia que o pôs no caminho onde está hoje. Henrique Dias, guionista, autor de inúmeros textos no teatro e na televisão e um dos criadores da série “Pôr do Sol”, da RTP, era um jovem de 22 quando teve o primeiro ataque de pânico. No Labirinto — Conversas sobre Saúde Mental, fala do percurso entre o diagnóstico, o internamento num hospital psiquiátrico e a descoberta da psicanálise.


Desejo-vos uma boa semana

domingo, dezembro 28, 2025

Nabinho entrevista Manuel João Vieira

 

Já disse em quem vou votar, no Almirante. De todos parece-me o mais confiável e quem melhor desempenhará as funções de PR numa altura tão complexa. Não dá para brincar em serviço. Não será com artolas e com videirinhos que lá vamos. Tem que ser com quem não tenha o rabo preso, não tenha medo de ferir amigos e amigalhaços e seja capaz de dar um murro na mesa quando isso for necessário. Portanto, dito isto, e estando claro que, para a primeira volta a decisão está tomada, tenho que confessar que, se o contexto fosse outro e houvesse um circuito paralelo em que a gente pudesse votar em quem queria ver e ouvir mais vezes, o meu voto iria para o only and only Candidato Vieira.

O país politicamente cinzento em que os candidatos que se destacam nas sondagens, tirando o Almirante, são uma Aberração Taberneira, um Totó Inseguro e um Chico-Espertinho de fraquíssima craveira, e em que o Primeiro-Ministro faz um apelo a que tentemos ser o Cristiano Ronaldo, 

(não ouvi, claro, cá em casa praticamos uma certa higiene, mas os salpicos do disparate chegaram até mim), 

necessita de oxigénio, de gente que pense fora da caixa, com sentido de humor e irreverência. Ouvir uma pessoa como o Manuel João Vieira é fechar a porta à estreiteza mental em que vogam grande parte dos políticos do mainstream e comentadores avençados, e, em contrapartida, a abrir a porta a um mundo em que apetece participar ou escutar as conversas.

Miguel Nabinho, conceituado galerista, é bom de conversa, faz entrevistas com piada.

O vídeo é longo e, neste tempo do toca e foge em que apenas temos tempo para o imediato, é coisa em contramão. Mas a mim soube-me estar a ouvir as recordações e as opiniões do fabuloso Candidato Vieira.

Para quem se assuste com hora e tal de conversa, aqui ficam as pistas para os short cuts.

00:00:00 Introdução 00:01:06 Percurso Académico 00:06:44 Banda desenhada 00:08:06 Início da Pintura 00:11:40 Aulas de desenho 00:12:45 Introdução à música 00:14:08 Fazer uma rádio 00:14:40 A banda almôndega 00:15:16 Campo de Ourique 00:17:46 A desilusão 00:18:09 A mudança na política 00:18:59 Eco nas artes plásticas 00:20:05 Consciência ideológica 00:23:55 "Wokismo" 00:29:38 Machismo 00:32:14 Candidatura à presidência da República 00:33:53 Filme candidato Vieira 00:36:46 Nascimento do candidato Vieira 00:37:20 Quem vai escrever 00:37:58 Qual o objectivo 00:39:47 Candidato Vieira vs Trump 00:41:12 Ficção vs Realidade 00:42:25 Em quem votar? 00:47:10 Seriedade vs brincadeira 00:47:43 Artista na presidência 00:49:24 Humor institucionalizado 00:51:29 Originalidade e o belo 00:52:25 Experimentação 00:52:43 Dar a volta 00:54:08 Falta de capacidade na arte 00:54:42 Fim do modernismo 00:55:06 Arte Nazi e arte soviética 00:57:44 Primeira medida como Presidente 00:58:25 Conselheiros 00:59:11 Narrativa do discurso 01:01:36 "Vieirópolis" 01:03:06 Mais propostas 01:10:28 Melancolia no percurso artístico 01:11:47 Política portuguesa

Desejo-vos um bom dia de domingo

sábado, dezembro 27, 2025

Ementa do almoço de Natal com fotografias, não da comida mas de quem a comeu

 

Ora bem, então vamos lá. Almoço de Natal com todos. Momentos de felicidade em família.

 

Entradas

Camembert derretido

Coloquei uma massa folhada redonda sobre a folha de papel vegetal em que vinha. Barrei grosseiramente com marmelada. Era o doce que tinha em casa, mas podia ser uma qualquer compota. Por cima, a meio, coloquei o camembert inteiro. Por cima, coloquei outra peça dessa folhada. Aconcheguei o queijo com a massa da cobertura. Depois, com a faca fiz golpes desde o rebordo até ao queijo, como se quisesse fazer uma franja com tirinhas de cerca de 2 cm de largura. Bati a gema de 2 ovos e pincelei toda a superfície. Salpiquei de sementes de sésamo. Tinha a ideia de fazer uma gracinha que tinha visto no Instagram que consistia em colocar um mirtilo no interior da ponta de cada franja mas, quando fui buscá-los ao frigorífico, vi que afinal eram amoras. Para o efeito não era bem a mesma coisa mas, ainda assim, usei-as. Portanto, descolei a ponta de algumas franjas e coloquei uma amora. Voltei a fechar. Depois, torci cada franja. Voltei a pincelar com ovo e a colocar mais sementes. Forno pré aquecido. Fica lá, dobre o papel vegetal, numa grelha do forno, a cerca de 170° durante uns 40 minutos. Quando está na mesa, com uma faquinha retira-se a cobertura (que se come, bem entendido). E abre-se o queijo em cima. Arranca-se cada torcidinha que se mergulha no queijo derretido.

Tiropita XXL de salmão 

Sobre o papel vegetal, coloquei uma massa folhada rectangular. Barrei com uma embalagem inteira de queijo Philadelphia de ervas. Por cima, cobri com quartos de maçã lamelada (lamelada grosseiramente e pouco fina). Usei 2 maçãs. Por cima, dispus fatias de salmão fumado (200 gr). Por cima, piquei cebolinho. E tapei com uma segunda folha de massa folhada. Uni as pontas da base e do topo a toda a volta. Pincelei com gema de ovo e salpiquei com orégãos e com sementes de sésamo. E forno com ela. Também à volta de uns 40 minutos. Nota: a maçã derrete, apenas dá um certo toque de acidez e ténue doçura.


Peixe

Prato de bacalhau, porque a tradição ainda é o que é. Ravolis com bacalhau.

Num tacho com água abundante, escaldei duas grandes postas de bom bacalhau.

Separei o bacalhau, para depois tirar pele e espinhas.

No caldo do bacalhau, cozi ravolis recheados com ricotta e espinafres. 

Entretanto, num outro tacho, refoguei duas cebolas, duas cenouras picadas, quatro ou cinco grandes dentes de alho. Ficou ali a refogar, juntando, de vez em quando, caldo de cozer bacalhau e, posteriormente, as massas. Quando as cenouras estavam cozinhadas, juntei um frasco de grão cozido, incluindo o respectivo caldo. Deixei cozinhar um pouco. Depois desliguei. 

Juntei três ovos previamente cozidos. Depois, triturei muito bem até ficar um creme caldoso e macio. Com um ramo de hortelã, agitei esse creme para assimilar o seu perfume. 

Num tabuleiro grande despejei o caldo de grão e ovo. Depois juntei os raviolis e, por cima, o bacalhau desfiado.

Carne

Arroz de forno com borrego desfiado por cima

De véspera, coloquei uma perna e uma mão de borrego em vinho branco, pimentão doce, sal, orégãos, alecrim, salsa, louro, cebolas e alho, e banha. Esfreguei bem a carne neste pré-tempero. Marinou enquanto pôde.

Passadas umas horas, coloquei tudo num panelão para dar uma boa entaladela na carne. Amaciou como devia ser. Depois passei-o para o forno. Lá ficou a assar, até a carne se despegar dos ossos e ficar com ar de se ir desfazer na boca. 

Depois, separei o molho da carne. Mais tarde desossei.

Depois fiz o arroz

Fiz assim: num panelão, refoguei em azeite com um pouco de banha, duas cebolas grandes, uns quantos dentes de alho, louro, salsa. Depois, juntei dois bons nacos de bom bacon, pouco gordo, bem fumado, um bom paio inteiro (ao qual tirei a pele) cortado aos bocados, meio chouriço de carne de boa qualidade, picado. Deixei cozinhar. Juntei o arroz e deixei que absorvesse os sabores. Cheirava bem na cozinha que nem vos digo... 

Depois juntei um pouco de vinho branco e mexi-o bem para evaporar um bocado. Como fiz 3 copos de arroz basmati, precisava de 6 copos de caldo. Usei o caldo da canja e o molho que sobrou de assar o borrego diluído em água. Não tenho referido mas, obviamente, vou sempre rectificando o tempero, nomeadamente o sal. Quando vi que estava quase no ponto, verti para um grande tabuleiro. Foi arroz a mais, não coube todo.  Cobri com o borrego desossado. Foi ao forno para terminar.

Pie ou lá o que for

Na véspera, porque precisava do caldo de galinha para o arroz, fiz canja de galinha. Água abundante, 2 cebolas grandes, 2 cenouras grandes e carne e miúdos de galinha. Depois separei o caldo e desossei os bocados da galinha 

Também tinha estufado os miúdos do borrego em vinho branco. Separei um pouco.

Misturei os bocados da galinha e dos miúdos, as cebolas e as cenouras e dei uma trituradela básica, pouco apurada. Depois juntei as claras que sobraram ao ter separado as gemas para pincelar as cenas acima referidas, salsa picada e o sumo de uma lima (limão também estaria bem). Ao lume, liguei tudo bem. Depois deixei arrefecer um pouco.

Numa tarteira de silicone, coloquei uma peça de massa quebrada, usando o papel vegetal para depois ser mais fácil desenformar. Piquei a massa com um garfo. Despejei, então o recheio, já só apenas morno. Cobri com outra folha de massa quebrada e uni a massa de cima e a de baixo. Cortei um pouco a de cima, porque sobrava. Pincelei com ovo. E forno com ela. E lá ficou até parecer bem. Talvez também uns 40 minutos, mas não garanto.

Acompanhamento 

Tomate cherry

Num tabuleiro coloco azeite, alho picado, alecrim e orégãos. Junto os tomatinhos (lavados, claro). Misturo tudo. Vai ao forno até que fiquem assadinhos, sumarentos.

Salada 

Junto alface com bolinhas de mozzarella. Tempero com azeite e sumo de limão.

Sobremesas

A minha nora trouxe farófias que fez, óptimas. Trouxe também rabanadas que fez com a mãe, e tarte de amêndoa. A minha filha fez bolo com cobertura de chocolate. Tudo bom demais.

Claro que tinha também fruta - laranja e dióspiros, às rodelas, e uvas pretas, brancas e rosé.

Vinho

O meu marido abriu um rosé. Andamos numa de rosé. Perfumado, leve, fresco. Mesmo bom. Não sei qual mas tenho ideia que o escolheu com cuidado. 

sexta-feira, dezembro 26, 2025

Ele é um anjo

 

Se me disserem que estas piadas não são apropriadas para o Natal, armada em sonsinha vou eximir-me à responsabilidade e vou passar as culpas para a rapaziada da Porta dos Fundos: Não sou eu, são eles... Eu não fiz nada...

Deve ser por ser como sou que tenho alguma dificuldade em desejar aos outros um 'santo' Natal ou em aceitar a recomendação sem baixar as expectativas a quem mo deseja a mim -- é que de 'santinha' tenho pouco. Posso ser boazinha (porque boazona não sou) mas santinha tenho que confessar que não sou. 

Portanto, pedindo que não levem a mal e aceitem a brincadeira, segue uma revelação em forma de vídeo, antecedida de um santo conselho. E ponham aspas e mais aspas no santo que antecede o conselho.

Traição é traição, romance é romance e milagre é milagre. E Jesus é isso, um milagre. Neste natal comemore o milagre natalino, o milagre do nascimento de Cristo e traia um homem. Não só traia, como convença que essa traição foi um milagre de Deus. Eu ouvi um amém?


A ver se esta sexta-feira não estou a dormir (como agora estou) para contar qual a ementa deste dia de Natal e para mostrar algumas fotografias.

Be happy

quinta-feira, dezembro 25, 2025

Feliz Natal

 


Tenho todos os bicos do fogão ocupados e o forno também está a bombar. Tudo preparativos para o almoço de Natal. No meio da confusão culinária é que me sinto bem. O jantar na véspera não foi em minha casa.

De qualquer forma, não podia deixar de aqui vir desejar uns dias felizes, se possível vividos em harmonia, entre afectos e em volta de uma mesa com belos acepipes.

Como sempre, nestas alturas penso sobretudo em quem tem famílias pequenas ou, mesmo, ninguém com quem estar nestes momentos. Que estes dias não vos pesem.

Por isso, para todos, tenham uma família numerosa, ruidosa e alegre, ou não mais que uma exígua bolha, vai o meu abraço solidário e amigo.

Tentemos ser felizes.

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Conversa muito desapropriada para uma véspera de Natal


O tema domina a actualidade internacional, apesar de o que se sabe ainda ser a ponta do iceberg e de grande parte estar truncada. Os textos vêm rasurados, há muitas páginas totalmente pintadas de preto e as fotografias também estão meio encobertas. Contudo, do muito que se sabe, creio não errar se disser que o principal está por saber. 

De facto, do que se vai descobrindo fica sobretudo a estranheza, a perplexidade.  Como é que um rapaz de famílias remediadas, que não conseguiu concluir a licenciatura, conseguiu tornar-se bilionário, arquitectar e manter uma teia internacional na qual enredou os maiores empresários e banqueiros, académicos prestigiados, gente da cultura, da realeza, da política...? Como...?

Ninguém consegue explicar a origem de tanto dinheiro nem de tanta influência e poder. Todos os que com ele mantinham sessões de brainstorming sobre temas como física quântica, biogenética, filosofia, inteligência artificial ou geo-estratégia ficavam impressionados com a profundidade dos seus conhecimentos sobre a matéria e com o genuíno interesse que revelava. Ora, como conseguia aprender tudo isso? Como tinha sequer tempo para isso? E era para seu próprio deleite ou para recolher informação e passá-la a outrem? Financiava fundações e projectos por altruísmo ou porque era um predador? Ou um mercenário?

Movimentava-se entre as suas várias casas, longe umas das outras, todas extraordinárias, tinha aviões, praticava actos sexuais várias vezes por dia, estão identificadas cerca de 1000 mulheres com quem esteve, organizava festas, transacionava favores sexuais para ele e para os amigos, escolhia obras de arte (muitas estranhíssimas), fartava-se de trocar mails com amigos e de tirar fotos com eles... e acredito que conseguia ter tempo para dormir. Mas como...? Dizem que havia câmaras em todos os quartos. Mas não sei se teria tempo para as ver ou se eram apenas um "activo".

Dizem-no o maior chantagista de todos os tempos, dizem-no agente secreto de Israel e da CIA e há quem diga que não se suicidou coisa nenhuma, há quem o diga assassinado e há quem o diga vivo. Um mistério absoluto.

Trump inventa guerras, inventa maluquices em catadupa para ver se distrai a opinião pública. Grandes amigos, compinchas, não tinham segredos um para o outro. A sua cabeça perturbada deve dar pinotes todo o santo dia, temendo o dia em que até os Magas mais burros o apupem e lhe virem as costas. Com um historial de vários casos em que foi acusado de ter tido relações com meninas ou abusado de mulheres, o grandão da pila minúscula não passa de um grunho que deveria estar atrás das grades.

Mas o tema Epstein é também curioso pelo tema da pila. O grande garanhão, o que não passava sem meninas a massajá-lo a toda a hora, meninas sempre novinhas e variáveis, o que não passava sem várias ejaculações diárias, era afinal mais um que tinha uma pila minúscula, minúscula e invulgar, não apenas a diziam muito pequena como a descreviam como parecendo um pequeno ovo ou um limãozinho. 

Em contrapartida tinha uns mamilos grandes e salientes. Não se vêem bem nas fotografias em que está em tronco nu pois, como era muito peludo, disfarçava essa particularidade. 

Não sei se há aqui um padrão, de os homens com pilas minúsculas, para disfarçarem algum trauma que isso lhes provoque, quererem parecer uns fornicadores insaciáveis ou se é pancada ainda mais grossa (no pun intended) e se, quase como uma vingança, tendem a ter comportamentos psicopatas. 

Não sei até se não é de ficar de pé atrás quando se descobre que um fulano tem essa particularidade, não tanto por aquela lendária e nunca devidamente esclarecida questão sobre se o tamanho afinal importa ou não, mas, sobretudo, porque atrás de uma pila minúscula poder estar um estupor de todo o tamanho. Livra...!

Enfim...

Mas que tudo isto -- e agora refiro-me a tudo, t-u-d-o, e não apenas ao detalhe anatómico --, é muito estranho, lá isso é. Parece não haver um prisma por onde a gente olhe para estes estafermos e pense "o tipo, parecendo que não, tem um lado humano, normal...".

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A ver se consigo tempo para, durante o dia escrever uma coisa mais natalícia... 

terça-feira, dezembro 23, 2025

No Almirante, claro

 

Como já referi muitas vezes, nenhum dos candidatos se apresentou, à partida, como meu inequívoco preferido. Aliás, quase todos apareceram como, de caras, não merecedores do meu voto. Portanto, será, para mim, uma votação por exclusão de partes.

Claro que, em primeiro lugar, me preocupo com a primeira volta. E, aqui, claro que não dá para vacilar. O pior, na segunda volta, seria ter que escolher entre um escroque e uma nulidade. Portanto, em Janeiro, na 1ª votação, vou votar naquele que, à partida, do que lhes conheço, me oferece mais garantias de não fazer porcaria.

E chamo a atenção do que a seguir vou dizer pode vir a ter que ser engolido caso aquele em que votarei não passe à segunda volta. Aí, posso ter, de novo, que ir por exclusão de partes.

Mas, concentrando-me na primeira volta:

  • Não votarei em Seguro pois, para mim, o Menino da Lágrima é uma espécie de amiba, uma rolha, um zero.
  • Não votarei em Marques Mendes, esse facilitador, esse chico-esperto, esse videirinho, essa perfeita nulidade.
  • Não votarei em Cotrim. É bonito, é charmoso, é civilizado, veste-se bem, sabe estar. Aprecio a sua boa pinta e seu sentido de humor. Mas não. Para presidente da República, obrigada mas não.
  • Não votarei no Jorge Pinto porque, embora goste da sua atitude e partilhe muitas ideias, me parece que lhe falta vivência para um lugar que requer mundo, experiência, reconhecimento.
  • Não votarei em Catarina Martins embora lhe reconheça boa cabeça, uma visão humanista e moderna. Mas ainda a colo muito ao Bloco, e o Bloco, como se tem visto, para além de traições, inconsequências e descaminhos, agora, na prática desembocou em coisa nenhuma.
  • Não votarei no Antônio Filipe, que é um fofo, pois é PCP da cabeça aos pés e a incapacidade que todos eles têm de renegar utopias comprovadamente falhadas, ao mesmo tempo que não conseguem compreender o que é o novo mundo, coloca-o naquele infeliz caminho descendente que conduz à total irrelevância.
  • Obviamente não votarei em Ventura. E nem vou dizer porquê pois a eleição não é para animador de uma taberna.
  • Sobra o Almirante e, como é evidente, é nele que votarei na primeira volta. E na segunda, claro, se, como desejo, lá chegar.

Intuo que será um bom PR. Gouveia e Melo não é um totó, não é uma galinha descerebrada, não é um medricas, não é um chico-esperto, não é uma vizinha, não é um choramingas, não acredita em amanhãs que cantam, tem maneiras, é educado, não é fofoqueiro nem intriguista, parece-me inteligente, optimista, positivo, e, forçosamente, pelas funções que já desempenhou, razoavelmente culto e bem informado. Acresce que, na situação de instabilidade política interna e, talvez até ainda mais, geo-estratégica a nível global, parece-me o único com estaleca para enfrentar situações potencialmente sensíveis.

Portanto, Almirante, conte com o meu humilde voto. 

segunda-feira, dezembro 22, 2025

Por cá, decorações natalícias. Por lá, as perplexidades de não saber como lidar com um narcisista em acelerado processo de demência

 

Hoje acordei a ouvir movimentações dentro e fora de casa. Ao fim de um bocado, ocorreu-me que estava a ser cumprido um meu pedido: que as bolas gigantes de Natal fossem penduradas nas árvores do jardim, de preferência antes de Natal. Levantei-me e fui espreitar: a porta da rua escancarada, um frio de rachar. Pensei que devia ter vestido alguma coisa. E lá andava ele, com a caixa das bolonas, fio de nylon, a engalanar o jardim para que o Santa Claus não se esqueça de nós. O cão de roda dele, o pelo todo molhado. Fotografei-os.

Fui também espreitar à sala. Ontem eu já tinha trazido para cima a árvore grande mas hoje já tinham vindo mais umas quantas, as pequeninas. Faltam as grinaldas com luzinhas que não sei onde ele as guardou pois no outro dia andou na garagem a fazer arrumações. 

Não tenho paciência para fazer decorações muito rebuscadas ou complexas mas gosto de ter recantos da casa com luzinhas. E nisso existem discordâncias, pois de bom grado deixaria algumas como presença efectiva, ao longo de todo o ano. Várias das minhas arvorezinhas são tão abstractas que bem poderiam passar por simples elementos decorativos, independentes do Natal. 

O meu marido, minimalista, acha que quanto menos melhor e é frequente que a seguir aos Reis, ao levantar-me, dê com a casa e o jardim já inapelavelmente despidos de bolas, árvores e luzes.

Entretanto, a minha cabeça já está nas comidas do repasto e, como sempre, só me apetece inventar e adicionar. O costume é dizerem-me que não devo dispersar-me por várias coisas pois acabo por ter trabalheiras infinitas. Mas é mais forte que eu. Contudo, tenho a restrição do forno. Precisava de ter um forno duas vezes maior ou, então, ter dois. Infelizmente o forno de lenha está com um problema. O revestimento tem estado a desprender-se e não sei a quem recorrer. E não me arrisco a que caiam bocados nos tabuleiros com comida. Claro que os poderia tapar com papel de alumínio, mas sei lá se, às tantas, não cai algum bocado mais estrutural. Além disso, leva muito tempo a ficar quente. Um forno elétrico maior é que era. Mas não cabe. Portanto, tenho que me organizar e auto-limitar.

Mas, enfim, depois logo conto.

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Agora à noite pus-me aqui a ver as notícias e as novidades e voltou a aparece-me a Joanna Coles, desta vez com o Dr. John Gartner a conversarem sobre o comportamento errático, impulsivo, narcisista, destravado, ganancioso, corrupto, mentiroso, a atitude um alcoólico que acha que tudo pode (Susan Viles o disse) que, ainda por cima, evidência um progressivo quadro demencial.

Quem já lidou com alguém que entrou no enevoado corredor da demência sabe que não vale a pena contrariar ou tentar pôr ordem na cabeça deles. É improdutivo, inconsequente.

O drama maior neste caso é tratar-se do homem com mais poder no mundo. Talvez por isso, não deixa de ser extraordinário podermos assistir a esta situação insólita, perigosa e, ao mesmo tempo, caricata.

O declínio mental de Trump está a acelerar: afirma o psicólogo Dr. John Gartner
| Podcast do The Daily Beast

O psicólogo Dr. John Gartner junta-se a Joanna Coles para analisar o mais recente discurso de Donald Trump na Casa Branca e explicar porque é que o seu ritmo frenético, a rígida disciplina com o teleponto e a velocidade vertiginosa alarmam os profissionais de saúde mental. Com base em décadas de experiência clínica, Gartner defende que a hipomania, o narcisismo maligno e a demência progressiva de Trump já não são teorias abstratas, mas padrões visíveis — acelerados, mensuráveis ​​e cada vez mais descontrolados. Examinam porque é que os testes cognitivos repetidos sugerem a monitorização do declínio em vez dos exames de rotina e como as noites sem dormir, as decisões impulsivas e as publicações compulsivas apontam para um líder à beira de um colapso cognitivo.


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Desejo-vos uma bela semana 

domingo, dezembro 21, 2025

À medida que nos aproximamos de um novo ano, quero acreditar que não há mal que sempre dure

 

Os dias andam cinzentos, quase deprimentes. Mas, ao caminhar no campo, vejo como as terras estão cobertas de verde, lindas - é o lado bom que geralmente está sempre presente. 

Dos meus amigos chegam-me notícias boas e outras nem por isso, e nem sempre encontro palavras sinceras para transmitir optimismo. A vida não é uma fita colorida e glamorosa que se vai desenrolando. Por vezes é quebradiça, por vezes tem que ser remendada, por vezes perde a cor, por vezes rompe-se. Mas também há períodos em que as pequenas imperfeições são irrelevantes e em que predomina a harmonia, a felicidade das pequenas coisas.

A nível geral, a questão da paz (ou a ausência dela) é matricial na vida de qualquer povo. Quando se vive sabendo que aqui e ali e, por vezes, bem à porta do nosso espaço comum, há guerra e ameaças latentes de que o mal vai continuar à solta, não podemos ignorar que está em perigo o mundo tranquilo e seguro que desejamos para os nossos. De uma forma ou de outra, isso influencia a nossa vida, nem que seja pela imprevisibilidade que isso provoca na gestão das contas públicas (das quais todos dependemos) ou nas decisões de investimentos a médio e longo prazo. 

E falo desta forma por, felizmente, estar longe dos cenários de guerra. Para quem lá vive, cada dia é uma roleta russa (no pun intended) e tenho uma admiração sem limites por quem sobrevive sem saber por quanto tempo, ou se os seus filhos, pais, irmãos, amigos, estarão vivos no dia seguinte.

E depois há o cancro do populismo que suga para o buraco negro da desinformação, da ignorância, da anulação da esperança em melhores dias todos os broncos, todos os ressabiados, todos os trogloditas 

A segunda vitória de Trump mostra bem a fragilidade da democracia e o tremendo de risco que é o facto de cerca de metade da população ser estúpida. E essa evidência dá força aos estúpidos de todo o mundo. Veja-se a ascensão de Ventura.

Contudo, não nos esqueçamos: não há mal que sempre dure.

Trump está em decomposição e isso pode precipitar o seu fim. Não se sabe o que virá a seguir, mas tenhamos esperança. Pode ser que se mostre de tal forma grotesco que até os seus mais boçais adeptos batam com a cabeça nas paredes, percebendo a porcaria que fizeram ao votarem nele.

Convido-vos a ver e ouvir o sempre interessante podcast The Daily Beast. Está legendado. Muito do que se passa nos Estados Unidos, com consequências em todo o mundo, deveria ser visto tendo em atenção o que se passa dentro da cabeça de Trump.

Assessores de Trump estão secretamente a preparar-se para a sua queda 

| Dentro da mente de Trump

Michael Wolff junta-se a Joanna Coles para abordar a questão que Washington se recusa a enfrentar: o que acontece quando o declínio cognitivo de um presidente é visível, mas sistematicamente racionalizado por aqueles que o rodeiam? Wolff descreve como o círculo íntimo de Trump encobre comportamentos alarmantes como "simplesmente a forma de ser de Trump", mesmo quando os eleitores reconhecem sinais de alerta familiares nas suas próprias famílias. Explica ainda a importância da longa relação de Susie Wiles com Marco Rubio e porque é que a sua influência ainda se manifesta na postura disciplinada e profissional de Trump à medida que este se vai deteriorando. À medida que a grandiosidade de Trump se intensifica — dos discursos inflamados à difamação das instituições nacionais —, Coles questiona porque é que ninguém está disposto a tomar as rédeas do poder e o que significa este silêncio para o país.


Desejo-vos um bom dia de domingo

sábado, dezembro 20, 2025

Dia pré-natalício com três dos meus crescidos e queridíssimos ex-pimentinhas

 

Dia de ida às compras com os meninos. Quando eram pequenos, irrequietos, traquinas, truculentos, brincalhões, referia-me a eles como pimentinhas. Agora já não faz sentido, estão crescidos, enormes, bem comportados, responsáveis, sossegados. 

O mais pequeno não foi, ainda tem colégio e, de resto, não teria paciência para este programa. E um dos guarda-redes (são três) está com uma valente gripe, com febre. Por isso, também não foi. Tem que se pôr bom até ao Natal... (já para não dizer que está proibido de contagiar alguém da família).

Foi o mais crescido, a menina e o seu mano, ambos também já crescidos. De qualquer forma, ocuparam-se também das compras para os não presentes. Gostam de escolher a sua roupa, os rapazes aconselham-se entre si, a menina opina, ajuda, decide, organiza. Já é a opinião deles que prevalece. Sabem o que querem, têm bom gosto, têm bom senso. Sinto gosto em estar no meio daquela dinâmica.

Claro que, no caso dos rapazes, ainda me custa a perceber a estética das calças baggy. 

Mas, como já as há super baggy, quase já acho as primeiras ligeiramente  normais.

Para se perceber o estado da arte a nível da evolução destes meus fofos, cumpre-me ainda reportar que o mais crescido, com o seu próprio dinheiro, foi depois comprar um presente para a namorada. Como a menina-namorada não me lê, posso adiantar que se tratou de um anel. Contudo, disse que não queria que fossemos todos atrás. Percebemos, claro. No entanto, condescendeu a que o primo o acompanhasse. A prima ficou um pouco desconsolada. Eu aproveitei para ir à casa de banho e o meu marido ficou à minha espera. Face a isso, a minha menina resolveu que, assim sendo, ia ter com os rapazes. E foi.

Depois, quando fomos comprar a roupa dela, os rapazes ficaram no sofá cá fora, creio que a jogarem qualquer coisa ou a discutirem futebol, tema que os convoca em permanência, muitas vezes em animadas picardias (um do Sporting e outro do Benfica).

Dali partimos para a segunda parte do programa de festas: uma ida até às almôndegas do IKEA. Claro que nem eu nem o meu meu marido alinhámos na mesma ementa. Almoçámos bem. Eu comi bacalhau com migas, o meu marido pernil, e, para ambos, uma fatia partilhada de cheesecake de mirtilos. Bem bom. As mesas estavam cheias, mas o menino mais crescido sabia da existência de uma sala no piso superior e, portanto, estivemos à larga, na maior. Começo também a gostar desta parte do programa. 

Depois, para o menino doentinho não ficar com pena de não participar no repasto, levámos-lhe um saco de almôndegas congeladas e uma embalagem de molho. Em princípio, a minha filha terá preparado o petisco para o jantar.

Ainda demos uma volta por lá e, a seguir, fomos entregar os meninos e buscar o fofo cãobeludo que tinha ficado na creche dos dogs e que, como sempre, ao ver-nos, fez uma festa entusiasmada, saltando e andando em nossa volta, a dar-nos turrinhas e beijinhos, parecendo mesmo que se ri.

Claro que, depois disto, não tenho grande pachorra para falar das habilidades do Marques Mendes, o facilitador, o espertinho, o optimizador dos seus próprios impostos. Nem tenho disposição para falar do debate do taberneiro com o Cotrim. Aquele taberneiro cansa-me.

Depois, adormeci. 

Agora, antes de me retirar para os meus aposentos, vou ver se os ficheiros libertados do Epstein não estão todos tingidos de preto.

E um bom sábado!

sexta-feira, dezembro 19, 2025

Os 2 videirinhos da vida airada, o reformado escusado, e, para que se aproveite alguma coisa, uns bombeiros com bom coração

 

Tudo o que se sabe do modo como o MP funciona é de estarrecer qualquer um. E o reformado Amadeu, PGR acidental, só vem acentuar o desgoverno do uma organização que deveria ser exemplar.

Não apenas é patente que aquela malta interpreta a lei como se todos pudessem andar à rédea solta, agindo à tripa-forra, como o suposto responsável por manter a ordem naquela casa da Mãe Joana, quando a coisa ganha alguns contornos mais sensíveis, pede escusa.

Escusa?! Escusa como?!

Juro: por esta é que eu jamais esperaria. 

Pelo contrário, contava é que o dito aposentado andasse em cima a ver se estava tudo a correr como deve ser, mostrasse àqueles desmandados que os queria à rédea curta, que exigia que andassem lestos e mostrassem ser rigorosos, sob pena de ter que lhes mostrar quão pesada era a sua mão.

Não senhor, pôs-se ao fresco.

Só não digo que aquele Ministério Público parece mesmo uma bandalheira para não usar palavreado bastamente usado pelo taberneiro.

Mas este aposentado, que acha que fez uma proeza ao presentear o Montenegro com uma averiguação preventiva em vez de um inquérito-crime, é o mesmo menino que convive bem com o facto de o suposto inquérito a Antônio Costa, que apesar de ter feito cair um Governo de maioria absoluta e depois de todos os juízes terem dito que aquilo é uma mão cheia de nada, continua, ao fim de vários anos a manter o caso num malsão e indesculpável banho-maria. Uma vergonha que deveria mandar para casa qualquer PGR, muito mais um aposentado.

Quanto à Spinumviva 2.0, que também dá pelo nome de Ls2Mm, a empresa familiar do sonso Marques Mendes, em tudo, t-u-d-o, idêntica à do Montenegro, só chamo a atenção para o cinismo, a hipocrisia, a sonsice que dá náusea do comentador Marques Mendes que andou na SIC, todos os domingos, meses a fio, a comentar, ao de levezinho, na boazinha, o caso Spinumviva quando ele, ele próprio, estava na mesmíssima condição. O sonso, se fosse homenzinho, ter-nos-ia avisado: "Peço escusa de comentar este caso pois tenho o rabo preso, estou na mesma situação, sou também um videirinho, um chico-esperto."

E os Senhores Jornalistas, em vez de serem papagaios uns dos outros, porque não perguntam ao candidato Marques Mendes: "Porque é que a SIC pagava os seus comentários à sua empresa pessoal em vez de lhe pagar diretamente a si? Para fugir ao IRS?" ou "Como conseguiu fingir tão descaradamente que era isento ao comentar a Spinumviva, quando tinha uma empresa que quase parece réplica uma da outra?" ou "O que é que percebe de gestão para ter sido avençado de empresas em consultoria de gestão?"

Mas, enfim, o Santa Claus está a chegar à cidade e não me apetece cansar mais a minha beleza. Por isso, ponham os cintos porque vou guinar noutra direcção, e é a toda a brida.

Antes que isto pegue fogo, que entrem os bombeiros.

Podem ser os australianos, porque gostam muito de animais.

2026 Australian Firefighters Calendar


Be happy

quinta-feira, dezembro 18, 2025

Spinumviva, Ls2Mm*
-- A palavra ao meu marido --

 

Foi hoje anunciado formalmente que a averiguação ao Luís tinha sido arquivada. Foi notícia requentada. O PGR já o tinha "alegadamente" anunciado, para que não ficássemos surpreendidos. Estava só à espera de uma data propícia para formalizar, e que data melhor do que o Natal?, época de boa vontade em que a malta tem predisposição para enfeites e está mais ocupada com os presentes do que com a política. 

Foi chato, que exatamente hoje, dia em que os sinos do PSD deviam badalar sem descanso, ter saído uma notícia sobre o "Maques" Mendes que mais parece uma notícia sobre a Spinumviva 2.0. Enfim, chatices. 

No entanto, hoje houve algumas surpresas. 

Então não é que, para além da opacidade com que o MP tratou o processo e respectivo arquivamento, viemos a saber -- pelo discurso do Luís -- que o MP não respeita a lei. 

Segundo ele, o MP abriu uma investigação preventiva mas, ainda segundo ele, na prática, fez um inquérito no qual, ainda segundo o Luís, pediu informações que um qualquer juiz de instrução negaria. 

Eh pá, o MP agiu à margem da lei? 

Só que, mais uma vez, o Luís mostra que é um brincalhão. Se é um jurista, sabe que se fosse um inquérito, poderiam ter feito buscas, poderiam apreender tudo o que achassem necessário. Assim, pediram-lhe com gentileza, esperaram que ele escolhesse o que queria entregar e entregou quando quis.  

Portanto, seria de bom tom que não estivesse, como sempre, a gozar com o pagode.

Concluindo, o processo foi de uma opacidade única, o Luís teve um tratamento de favor, só entregou a informação que quis porque a averiguação é não intrusiva e ainda veio criticar o MP.  Como leigo, diria que só acredita que a coisa foi feita com isenção e diligência quem acredita no Pai Natal. Eu por mim já tenho idade para não acreditar em estórias mal contadas**. 

Haverá mais capítulos desta "cena" ou passamos para o Mendes?

* - Atividade da Ls2Mm

A prestação de serviços de consultoria e assessoria geral, designadamente nas áreas da comunicação social, da informação, da publicidade, administrativa, industrial, económica, de formação e de gestão, incluindo, nomeadamente, a recolha e tratamento de informação, a preparação, organização e realização de palestras, cursos, seminários, congressos, discursos, comentários, artigos de revista e de jornal, simpósios e outros, o planeamento e desenvolvimento estratégico e de negócio e os demais atos necessários ou convenientes para a consecução dos serviços incluídos do seu objeto social 

 Morada da Ls2Mm Rua Quinta do Alto, Nº 11 2760-099 Caxias

**- Independentemente da questão criminal, não nos esqueçamos de outras vertentes de análise, nomeadamente a que se refere à questão fiscal (ainda que a sociedade feche os olhos ao auto-alívio fiscal) e a que se refere à ética 

quarta-feira, dezembro 17, 2025

Luís André Montenegro Ventura
-- A palavra ao meu marido --

 

O governo do Luís "levou" a semana passada com uma greve geral (que só um rapaz com a argúcia e a agilidade cognitiva do "Lentão" Amaro conseguia considerar "inexpressiva") e ontem "apanhou" com o chumbo da lei da nacionalidade pelo TC. 

Hoje vi o Luís, com a arrogância que o caracteriza, voltar as costas aos jornalistas desvalorizando uma manifestação contra a proposta para uma nova lei do trabalho. Pelo meio, disse à rapaziada do governo para se "borrifar" para a CGTP relativamente à discussão da lei do trabalho; mas, hoje, num acto próprio da quadra que atravessamos, lá se dignou falar com os "gajos" a pedido dos últimos. 

É comum os comentadores encartados dizerem e redizerem que o Luís quer é conquistar votos ao Chega. A minha opinião é diferente. O Luís e o governo que formou são marcadamente de direita e têm, de facto, em muitas matérias, um pensamento semelhante ao do Chega. O que os diferencia é que o Luís e "sus muchachos" -- e "muchachas", já agora -- têm, ainda, pudor em verbalizar tudo o que lhes vai na cabeça e qual é a sua verdadeira agenda. 

Recordo-me de, quando o governo foi formado, o Pacheco Pereira dizer para estarmos atentos porque havia ministros que eram marcadamente da direita bastante conservadora. A prática tem-no demonstrado. E o Luís, que vai derivando cada vez mais para a direita, ainda conseguirá ultrapassar o Andrézito no desprezo pela Constituição, na afronta aos imigrantes, na desconsideração por tudo o que não é de direita conservadora e na arrogância perante a contestação e a comunicação social. O problema para o Luís é que, sendo cada vez mais parecido com o Andrézito, corre um sério risco de ser cilindrado pelo Andrézito. Como diz o povo, uma desgraça nunca vem só.

Nota 1: A ideologia do governo, que, na política que promove, o leva a privilegiar a população com maiores rendimentos está bem expressa nas estúpidas declarações que hoje foram feitas pelo ministro da educação. Afirmar que a degradação das equipamentos usados pelos estudantes resulta de serem utilizados por estudantes pobres, e relacionar a degradação do SNS e dos hospitais com o facto de serem maioritariamente utilizados pela população com menos recursos é digno de um qualquer Trump doméstico. Mas é também revelador dos preconceitos de classe do ministro. Com estas credenciais bem se percebe quais são as opções do ministro em termos de projetos para a educação. Certamente não será privilegiar os alunos com menos recursos. Bem podem o Anselmo Crespo e o Rui Calafate (e provavelmente outros, só ouvi estes dois) tentar "limpar" o ministro afirmando que está a fazer um bom trabalho porque conseguiu acalmar os professores. Pudera, deu aos professores tudo o que queriam -- não haveriam de estar mais calmos...? 

Já agora a FENPROP, sempre tão crítica de outros ministros e tão "defensora" da qualidade da educação, não tem nada a dizer? É por estas e por outras que eu não tenho nenhum tipo de consideração por este governo. 

Nota 2: Face às longas filas de espera no controlo de passaportes no aeroporto, a ministra da Administração Interna saiu-se com uma espectacular, que vão pensar num plano de contingência para o período de Natal. Será que ainda ninguém a informou que no período de Natal já nós estamos...? Agora é que vai pensar num plano de contingência...? Continuamos, nesta área, com ministrinhas que não fazem a mínima de coisa alguma.

Nota 3: O que terá acontecido durante a reunião da ministra Palma Ramalho com a UGT para, depois de uma greve geral, o secretário-geral vir da reunião a cantar hossanas e hinos de amor? Ou a ministra o pôs a ele a fazer o pino num dedo ou ele a pôs a ela a fazer um flic-flac à rectaguarda. É assunto a seguir.