sexta-feira, agosto 28, 2026

Netos devoradores de sushi, e outras breves à mistura

 

Hoje fomos almoçar com três dos rapazes. O outro rapaz e a mana estão num campo de férias. Com estes três resolvemos ir a um conhecido japonês, na modalidade all you can eat, que é a possível com aqueles três esfomeados, sempre com um apetite extraordinário tanto mais agora que já andam com ginásiios e treinos, o que só lhes potencia ainda mais o apetite devorador. Dois deles, aliás, confessaram que nem tinham tomado o pequeno almoço. Imagine-se, pois.

3 rapazes a devorarem sushi
num cenário que, humildemente, pretende homenagear a maravilhosa Yayoi Kusama,
recentemente falecida  
[by ChatGPT]

Confesso que perante a dinâmicia que ali se gerou, fiqei meia apardalada, sem saber o que já tinha pedido e o que era suposto comer. Dois tablets em cima da mesa, um em cada ponta, com o menu para se ir pedindo. Eles sempre a aviar, pumba, pumba, pumba. Vianham travessas e travessas, enormes, carregadas de sushi, sashimi, nigiri e tudo o que se possa imaginar e eu e o meu marido sem sabermos se aqulo seria alguma coisa do que nós tínhamos pedido. Os empregados riam-se e diziam que não, que era tudo do lado deles. Frquentemente, quando eu e o meu marido pedíamos as nossas coisinhas, tínhamos que esperar. A empregada ria e dizia que tinha que haver algum intervalo entre pedidos, que os meninos tinham pedido muitas coisas, várias vezes. O que eles comeram não tem explicação. Não sei se não levámos o restaurante à falência.

Por fim, eu e o meu marido já olhávamos um para o outro sem fazermos a mínima ideia de se o que tínhamos pedido para nós já tinha vindo ou não. Mas a verdade é que, sem ser capaz de dizer o que comi ou deixei de comer, vim de lá cheia. E ele teambém. 

Mas o engraçado não é só a quantidade de comida que comem, é que não param de conversar. Sobre tudo e mais alguma coisa. Acho que não houve um minuto de silêncio. Entre encomendarem mais peças, comerem-nas e conversarem acho que aquelas bocas não tiveram descanso. Meninos lindos. Sempre uma animação.

O mais crescido está a poucos dias de ter a sua primeira aula universitária, e vai começar também novo desporto. Está mais responsável e não se assusta com a perspectiva de ter aulas às oito da manhã e ter que se levantar às seis e meia. Gosto de senti-lo já com uma atitude de rapaz crescido, inclusivamente a pensar em quando começar a trabalhar, em ter casa, família, etc. Dos dois outros, futebolistas a sério, com os seus treinos intensíssimos, a ver se começam a levar as aulas um pouco mas a sério. Têm notas altas mas a verdade é que pouco estudam. Mas, em especial o que vai para o décimo funciona muito na base da insustentável leveza do ser, easy going. No futebol é focadíssimo e, quando está a conversar, sai-se frequentemente com argumentos fora da caixa, mas acho que se fia na virgem, acredita que não vale a pena esforçar-se muito nos estudos porque, mesmo nesse regime, a coisa se dá. Mas no décimo e com matemática e física e química, se deixa acumular matéria e não pratica bastante, em especial a matemática, a coisa pode complicar-se. Ainda por cima gostava de tirar um curso cuja média mais baixa de entrada é dezoito e tal. Vamos ver.

Depois de os ter distribuído, fomos eu e o meu marido ao Leroy. O meu marido meteu na cabeça tirar a banheira da nossa casa de banho. Diz que já não se usa, que não vamos para novos e que é melhor um daqueles duche que praticamente nem base tem. Eu acho que duche já temos na casa de banho do corredor, para quê outro? Mas se calhar ele tem razão, na casa de banho que está afecta ao nosso quarto se calhar faz sentido uma coisa assim. Por isso, fomos lá ver o que há, perceber quais as medidas, etc. Tirei algumas fotografias. 

Há pouco, estava a escolher uma fotografia da caminhada nocturna para partilhar no instagram e apareceu-me antes uma fotografia de um homem a olhar muito admirado na minha direcção. Fiquei desconfortável. De repente, parecia que aquela fotografia não era minha, que algum hacker tinha injectado uma foto alheia no meu telemóvel. Depois é que percebi que por trás aquilo era uma cabine de duche e que, ao fotografá-la, nem reparei que estava lá um senhor, por sinal com ar de espantado por eu estar a fotografá-lo. Enfim. Nestas ocasiões é que percebo que sou mesmo despassarada. Como é que lá não vi o homem?

Aproveitámos e trouxémos outras coisas. Espanto-me sempre com isto: como conseguíamos encontrar aquilo de qu enecessitávamos quando não havia lojas como o Leroy?  Ainda me lembro de ir com a minha mãe a uma drogaria. Era uma loja que vendia produtos estranhos. E havia uma de ferragens, com muitas caixinhas. E havia, ao pé do mercado, uma que vendia sementes, plantinhas para plantar, vasos, coisas assim. Tudo em ponto pequeno. E chegava. Agora há mega lojas como o Leroy, sempre cheias, com milhares de artigos, e parece que já nem passamos sem elas. 

Cá em casa, tirámos o funil ao cãoplicado. Atirou-se logo à cauda, a lamber, a lamber. Por mais que disséssemos que não o fizesse e nos zangássemos, não parava. O meu marido pôs-lhe outra vez aquela porcaria. Rosnou, protestou e o meu marido diz que até tentou virar-se. Mas lá lho pôs. Amanhã vamos à veterinária para percebermos o que fazer. Que chatice esta. 

Falei também com a minha menina que está no campo de férias. Animada, no meio de grande confusão, voz e pressa de quem está feliz e sem tempo a perder. Com o mais novo não falo pois ainda não tem telemóvel, apenas mando beijinhos. 

E é isto. Nem leituras, quase nada de televisão, e pouco mais a dizer.

Obrigada pelos vossos comentários. A ver se amanhã à noite estou mais fresca para me debruçar sobre temas mais interessantes.

E agora vou dormir porque amanhã entre caminhadas, ginásio, veterinária e outros compromissos não me vai sobrar muito tempo. Vida de dondoca é assim: parece que todos os afazeres transbordam da agenda.

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