segunda-feira, julho 06, 2026

Sirenes, moscas e moscardos, aspersores e mangueiras

 

Não sei se já alguma vez falei nisto mas o meu marido, que é zeloso, de noite costuma activar um dos alarmes parciais que o nosso sistema de segurança tem, para cobrir algumas partes da casa que não estão propriamente à vista, como, por exemplo, a garagem, o sótão e outros pontos que o técnico de segurança identificou. Tudo bem, não tem qualquer problema.

O que acontece é que ontem esteve todo o mundo a ver futebol, a França - Paraguai, até às tantas. A seguir foi aquela dinâmica do vai tu, já vou, vai tu primeiro, etc. Depois é a cena das lavagens de dentes e ida à casa de banho. Finalmente, o mais pequeno disse-me que só me dava um beijinho se eu lhe contasse uma história a preceito. Conclusão, a operação 'cama' não acabou cedo e só depois peguei nisto. Ou seja, deitei-me tarde. E já sabia que a alvorada seria cedo. Mas não tão cedo. É que às sete, ou se calhar antes, desata a sirene do alarme a tocar. E, quando isso acontece, todos os cães das redondezas desatam a uivar. Um sobressalto. Acto contínuo, o telefone da central de segurança. Tinha sido qualquer coisa no piso de cima. O meu marido foi ver. E não era nada. Quando os quartos, que são cá em baixo, estão todos ocupados, o cão é isolado para não ir chatear ninguém, e geralmente vai para o piso de cima. Deve ter dado um salto do sítio onde dorme para o chão ou coisa do género, o que, em condições normais, não acontece. Resultado: com o susto, espertei. Portanto, passei o dia todo perdida de sono. À tarde, já só nós os dois, mal me encostei adormeci. Mas, como é certo e sabido que, se durmo de tarde, tenho insónio de noite, o meu marido não teve cuidado para não fazer barulho perto de mim e acabei por apenas dar uma cochilada.

Há bocado fomos fazer o nosso passeio nocturno e, quando saímos, o alarme fica sempre ligado. Mal tínhamos andado um bocado, outra vez aquele chinfrim que se ouve em todo o lado e arredores. Desta vez assinalou que era na sala. Voltámos atrás. Mais uma vez nada. Aliás, as imagens mostravam que nada. Mas, mal entrei, ouvi um zzzz. Provalmente, uma mosca ou moscardo a passar em frente ao vídeo-sensor.  Felizmente estamos cá, deu para validar no local. 

Mas já apanhámos, uma vez, um susto às três da manhã, quando estávamos no campo, com uma chamada da central de segurança. Os vídeos não mostravam presença humana, mas não ficámos descansados. A polícia que lá foi também confirmou que não havia problema. Mas apanhamos sustos. E tenho ideia que nesta época de calor é pior, deve haver insectos nocturnos que se passeiam onde não devem. São os chamados falsos-positivos. 

E estou a falar nisto pois estou a escrever e a ouvir um zumbido. E é enervante. Zzzzzzz.... Não tarda estou toda picada. Acho que temos mesmo que tratar das redes mosquiteiras. Ontem, perdida de sono quando cheguei à cama, também a ouvir zzzzz e a pensar que deveríamos acender a luz e ir à caça. Mas com o sono com que estávamos. Tanto mosquito ou melga ou lá o que é.... O meu filho falou numas fitas para pendurar no exterior, acho que também temos que tratar disso. Que castigo que está ser este ano...

Também aconteceu outra contrariedade. Habitualmente a rega funciona de noite. Mas agoras temos painéis solares para autoconsumo e, portanto, regulámos a rega para a parte da manhã. E vimos que, num ponto, um aspersor está fora e, portanto, sai a água toda e não rega nada, fazendo com que nos aspersosres seguintes a água saia com menos força. Fomos tentar encaixar e não encaixa nem por mai suma, não enrosca, não se percebe. E, numa das partes principais do jardim, pura e simplesmente não há rega. Andámos à procura e vimos que há uma rotura por detrás de umas treliças. O espaço é apertado e tem trepadeiras. Por isso não foi fácil lá chegar. E vi uma imensa poça de água e não percebi de onde vinha a água. O que sei é que não chega depois aos aspersores que se seguem. E agora arranjar alguém que se ocupe disto...?

É certo que são males menores, coisas de nada, irrelevâncias. Mas eu prezo muito o meu jardim. Andei de mangueira a regar à mão mas não dá, é complicado. E a mangueira que ali temos é fraca, retorce-se, engalfinha-se nela própria, trinca, e a água não sai. Tenho que estar sempre a voltar atrás, uma perda de tempo.

Nestas coisas o meu marido chuta para canto, se não regar, não regou, não quer saber. Anda sempre de maquinaria em punho, a desbastar a sebe, a desbastar as buganvílias, a cortar as glicínias que trepam para o telhado. Somos o oposto: preocupo-me é com a rega e, de resto, gosto é que tudo cresça à vontade e à vontadinha.

E é isto. Por uns motivos ou por outros há sempre coisas e coisecas. Se, quando eu estava a trabalhar, me viessem com estas conversas eu fartava-me de rir: frioleiras, preocupações de gente desocupada. E não considerava que fossem problemas. Eram simples ocorrências que se resolveriam, se calhar até por si. Mas é o que é. Mudam as circunstâncias, mudam as perspectivas. 

E mais não digo. Vou pirar-me daqui que já não aguento o estupor da mosca só a zumbir e a vir pousar-me ora na perna ora no braço, já estou cheia de comichões só de a ouvir. Caneco.

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Só mais uma coisa antes de ir: já viram a cor da buganvília lá em cima? Não é tão linda? É a tender para o alaranjado, acho-a mesmo alegre e bonita.

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Desejo-vos uma boa semana a começar já por esta segunda-feira 

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