A minha opinião diverge da opinião daqueles que dizem que não deve haver eleições antecipadas porque delas não resultaria nenhuma solução de governo estável. Acho que, pelo contrário, se os astros estiverem alinhados pode resultar uma solução de governo estável.
Uma coisa é certa: a não ser que o Chega tivesse maioria absoluta, o que não parece provável, qualquer governo que resultasse das eleições não conseguia, por muito que tentasse, ser pior que o atual -- portanto, haveria pelo menos uma vantagem.
Mas qual a razão para eu pensar que pode haver um governo estável?
Admitindo que o Luís não ganhava as eleições (as sondagens atuais colocam a AD em 3º lugar) e que o Chega não tem maioria absoluta, é possível que o Chega, ganhando ou não as eleições, fique à frente do PSD. Neste cenário, o Luís ia às urtigas e voltava à Spinumviva, e não me parece que o novo líder, seja ele qual for, esteja disponível para participar como subalterno do Andrézito numa solução governativa.
Se apostar de forma irritante no otimismo, acredito que até é possível que o próximo líder do PSD seja um social democrata sensato e que se preocupe com o futuro do País. Como acredito que o José Luís Carneiro tem estes atributos, não é descabido pensar que dois líderes com esta natureza poderão dar origem a uma solução governativa duradora, forte e que potêncie o desenvolvimento do País.
Muito otimismo? Talvez, mas não é impossível, certo?
É para já, mas antes José Luis Carneiro que explique os paninhos quentes com Luís Neves. A conversa do Chega e da imigração não chega. Nem me interessam os montes alentejanos. Sobra o resto e é um espanto a precisar de uma auditoria. No mínimo.
ResponderEliminarNa " união de facto" não acredito. O PSD não é um partido democrático. Um partido que se alia ao Chega para mudar constituição, regras do trabalho; destruição do SNS; destruição da escola publica...etc, etc, etc. Como é evidente,
ResponderEliminarse o PS, vai para um governo com o PSD, mais tarde ou mais cedo, é engolido pela direita retrógrada deste país, e o PS, que lentamente está na ascendente , essa aposta era o fim da picada com minas a rebentar ao longo da mesma.
Quanto a eleições... Eu gostava de despachar esta direita, mas na verdade, ainda há um cansaço na sociedade por causa da enorme incompetência de António Costa que arrastou para a menoridade politica o PS. Um líder politico que recebe uma maioria e não a queria por motivos de vaidade e ambição a outros cargos, e, com a maioria nas mãos, não quer...É um politico sem um pingo de verticalidade democrática. Costa detesta e sempre detestou Sócrates, porque sempre reconheceu nele ,o que um verdadeiro líder deve ter, isto é :capacidade de leitura do futuro para um país. Manifestamente , sobra no Sócrates o que falta em Costa.
Depois, eleições. Não acredite . O Seguro não sabe decidir, e não tem capacidade de um golpe de asa, para arriscar eleições. Não faça-mos de um burro , um cavalo de corrida.