domingo, julho 12, 2026

Bugalho, o empertigado porta-voz do Luís, apareceu a tentar lavar a porcaria feita pelo Fanã Alex com uma tirada que causa vergonha alheia a qualquer um

 

Depois de, nos últimos tempos, ter andado a comer toda a espécie de petiscos e a furar metodicamente toda a dieta, com a balança já a hastear bandeiras de alerta, este sábado resolvi voltar minimamente ao meu regime. Nada de cogumelos assados ao pequeno-almoço, nada de ovas de choco ou de croquetes de alheira, nada de toda a espécie de gulodices.

Acontece que, a seguir ao almoço, adormeci. Não sei se por isso, a verdade é que acordei indisposta. 

Ouvi há tempos alguém a dizer que há pessoas que têm um aparelho digestivo tão todo-o-terreno que, mesmo que comam pedras, tudo é processado sem problemas. E pensei que, felizmente, encaixo nessa categoria. Mas este sábado isso não aconteceu.

Tendo comido uma refeição simples, surpreendentemente senti o estômago duro, inchado, dorido. E senti-me agoniada.

Para me tratar, bebi duas águas das pedras, bebi uma infusão de hortelã-pimenta. E não comi mais nada.

E, com isto, estive para aqui a ver se me passava. E não passava. 

Agora, tarde e más horas, parece que já estou normal. E normal até na fome. Estou esfomeada. Mas acho que vou resistir. Vou apenas beber água. Não me arrisco a retroceder. 

Por isso, faltou-me a disposição para agir a tempo e horas. E agora, já não com indisposição mas com fome, continuo incapaz de me atirar, com unhas e dentes, aos incapazes que conseguiram ensarilhar o que sempre tinha corrido bem: a classificação dos exames,

Quanto mais vou sabendo do que está a passar-se mais vómito vou sentindo. Em qualquer das empresas em que trabalhei, director que avançasse com uma tal barracada e que causasse tamanho granel, era encostado em três tempos. Aqui não. Ministros que façam porcaria são conservados em formol, contra tudo e contra todos. A estupidez que é isto tudo, a ignorância, a incompetência, a irresponsabilidade que tudo isto demonstra é de bradar aos céus. Poderia percorrer aqui, uma a uma, as calinadas, as abestalhadices, as cavaladas cometidas que a comunicação social vai divulgando (já para não falar no absurdo de dinheiro gasto) -- mas não estou fisicamente na melhor forma.  

Por isso, cinjo-me ao que este sábado mais me convulsionou. Penso que foi quando o meu marido ligou a televisão para ver o futebol que me apareceu o menino-velho, de fato e gravata, tentando aparentar uma gravitas que só existe na cabeça dele: Bugalho feito porta-voz do Governo e, com aquele ar de bimbo desfasado da realidade, a querer aparentar que estava a oferecer uma colher de chá aos professores, oferecendo-lhes o pagamento de horas extraordinárias aos que estão a trabalhar ao sábado.

Perante casos destes, sinto que a minha convicta costela pacifista é severamente posta à prova. Muito sinceramente confesso: perante um enfatuado destes, só penso que, se estivesse em frente dele, teria qu eme controlar fortemente para não lhe despejar um copo de água em cima 8e isto, volto a confessar, sou eu na versão soft). Então um ignorante daqueles queria que os professores, que são, para todos os efeitos, trabalhadores, trabalhassem à borla ao fim de semana? Acha que está a oferecer-lhes um presente? Pagar o trabalho feito ao fim de semana é alguma oferenda?

Devo dizer o seguinte: não têm conta as vezes que trabalhei ao fim de semana, à noite, nas férias e, sempre, sem ser remunerada por isso. Mas fiz porque queria, porque era a responsável, porque queria acompanhar as pessoas das minhas equipas (e eles, sim, eram remunerados ou recompensados quando isso acontecia). Agora os professores poderiam ser compensados de outra forma? Poderiam tirar dias de férias adicionais? Poderiam receber prémios que compensassem o trabalho não remunerado? Não poderiam, pois não? Então que raio de benesse é esta que o chico-esperto do Bugalho veio anunciar como se os professores fossem parvos a ponto de aceitar ser tratados como escravos que recebam com venerado agradecimento o pagamento que lhes é devido?

Eu, que não sou professora, senti que aquela parvoíce do Bugalho era um insulto, um insulto dos grandes. Uma pouca-vergonha.

Depois, quando questionado, fez aquele ar sonso e a disse que não é porta-voz do Governo mas, sim, do PSD. Dupla palermice: primeiro armou-se em porta-voz do governo, a seguir veio confirmar o que se sabia, que não é -- só que, se não é, porque se armou nisso?

O ridículo não tem tamanho? Não têm um espelho em casa? Não têm noção? 

Mas o responsável mor é o Montenegro. É ele. 

Este Luís está a revelar-se ainda mais nódoa do que se pensava. Perante uma barracada desta dimensão (e vamos ver como é que isto vai acabar), em vez de se portar como um homem, e exigir que o Fanã Alex se chegue à frente e explique ao País exactamente o que se passa e o que está a fazer para garantir que não vai haver danos, directos ou colaterais, ou em vez de vir ele próprio assegurar que as coisas vão acabar bem sem que um único aluno seja prejudicado, não senhor, atira com um Bugalho ainda mal acabado para a frente das televisões. 

Cambada de incompetentes, de irresponsáveis.

2 comentários:

  1. Só pode ser maldade. Com uma grande dose de burrice todos os dias dão razões ao Ventura para a sua propaganda. Também creio que pode ser estratégia para passarem as pastas, depois de deixarem todos os ministérios num caos. Será que não há um que se aproveite? Desde o p.m. oportunista, cínico mentiroso, pior que qualquer labrego. Até quando aguentas Portugal?

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  2. Sempre a meterem água. Tomara a de Almada. Essa, água nenhuma.

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